Provocações Silenciosas

Noah sempre se considerou um cara paciente.

Ok, talvez não tão paciente assim. Mas ele sabia controlar seus impulsos quando necessário.

Ou pelo menos achava que sabia… até Arthur aparecer.

Nos últimos dias, o “amigo de infância” de Isabela parecia estar sempre por perto. Nos intervalos, nas aulas, nas conversas casuais entre amigos. E, o que irritava Noah além da conta, era o jeito como Arthur tocava em Isabela com uma familiaridade que o incomodava profundamente.

A mão no ombro dela quando ele contava alguma história.

O jeito que ele se inclinava quando falava com ela, invadindo seu espaço pessoal sem que ela parecesse notar.

Mas o pior de tudo?

A maneira como ele deslizava os dedos pelo cabelo de Isabela, de forma lenta e intencional.

E Noah tinha certeza absoluta de que Arthur fazia aquilo de propósito.

Era mais um dia na faculdade. O grupo estava sentado nos bancos do pátio, conversando sobre qualquer coisa aleatória. Isabela estava ao lado de Arthur, rindo de algo que ele disse.

Noah observava tudo de seu lugar, de braços cruzados, tentando ignorar a crescente irritação dentro dele.

E então aconteceu de novo.

Arthur levantou a mão e, com a maior naturalidade do mundo, deslizou os dedos pelos fios de Isabela, afastando uma mecha de cabelo do rosto dela.

Noah sentiu seu maxilar travar.

Arthur sorriu.

Noah sabia o que aquele sorriso significava.

Ele estava testando seus limites.

Ele sabia que aquilo o incomodava.

E estava se divertindo com isso.

Noah inspirou fundo, forçando-se a desviar o olhar. Se reagisse agora, Isabela ficaria furiosa. E pior… Arthur venceria.

Ele não podia dar esse gostinho a ele.

Mas, por Deus, como queria socá-lo.

Na aula seguinte, Noah fez questão de se sentar ao lado de Isabela. Se Arthur queria irritá-lo, ele também sabia jogar esse jogo.

Mas Arthur parecia determinado a provocar ainda mais.

No meio da explicação do professor, ele se inclinou para Isa, sussurrando algo perto do ouvido dela. Ela riu baixinho, e Noah teve que fechar os punhos com força para não reagir.

E então…

Aquela maldita mão no cabelo dela de novo.

Dessa vez, Noah não conseguiu se segurar.

Ele chutou levemente a cadeira de Arthur, que virou o rosto, fingindo surpresa.

— Opa, foi sem querer? — Arthur perguntou, um sorriso travesso no canto dos lábios.

Noah retribuiu com um sorriso forçado.

— Totalmente. Acontece.

Isabela franziu a testa, olhando de um para o outro.

— Vocês dois estão estranhos ultimamente.

— Imagina — Arthur respondeu, dando de ombros.

Noah não disse nada, apenas manteve o olhar fixo em Arthur.

O outro garoto sustentou o olhar por alguns segundos antes de voltar a atenção para Isabela, claramente satisfeito consigo mesmo.

E Noah sabia.

Isso estava longe de acabar.

O resto do dia foi um verdadeiro teste para Noah.

Toda vez que Arthur tocava em Isa, Noah tinha que reunir toda sua força de vontade para não reagir.

Ele sabia que, se fizesse algo, Isabela iria odiá-lo.

E, no fundo, esse era o verdadeiro motivo pelo qual Arthur estava fazendo aquilo.

Para deixá-lo impotente.

Mas Noah não era do tipo que aceitava perder.

Ele só precisava esperar o momento certo.

E quando esse momento chegasse… Arthur se arrependeria de cada provocação.

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