Júlia
Assim que retiro a camisola, meu corpo treme. O ar frio da noite roça minha pele exposta, mas não é a temperatura que me faz estremecer. É ele.
Dante está diante de mim, imponente, intocável... perigoso. Seus olhos, escuros como a própria noite, brilham com algo intenso, quase predatório, percorrendo cada centímetro do meu corpo.
Ele está me devorando com o olhar.
Meus pulmões trabalham dobrado, mas me recuso a demonstrar fraqueza. Não vou dar esse gostinho a ele.
Endireito meus ombros, respiro fundo e o encaro com desafio. Se ele espera que eu desvie o olhar, está muito enganado.
— Satisfeito? — Minha voz sai firme, mas há um leve tremor nela.
Dante esboça um sorriso enviesado. Ele percebeu.
— Ainda não.
Seus dedos hábeis se movem devagar, desabotoando os primeiros botões da calça. Meu estômago se revira. Meu coração dispara.
Merda.
Ele avança um passo. Depois outro.
A distância entre nós evapora. Meu instinto grita para que eu me afaste, mas meu corpo se recusa a obedecer. Dante ergue uma das mãos, segurando suavemente meu queixo, me obrigando a manter os olhos nos dele.
— Você treme, mas não recua. — Sua voz sai baixa, carregada de algo indecifrável.
— Eu não tenho medo de você. — Minto descaradamente.
O sorriso dele se alarga. Lento. Perigoso.
— Mentirosa.
Seus dedos deslizam para minha garganta, pressionando levemente bem onde meu pulso martela freneticamente. Ele pode sentir.
Ele sabe.
— Sua pulsação está acelerada, Júlia. — Ele murmura, arrastando a ponta do nariz por minha bochecha. Aproximando-se. Testando-me. — Eu posso sentir o quão temerosa você está... Mas posso te acalmar.
Ele se inclina, sua respiração quente acariciando minha pele. Então, seus lábios tocam meu pescoço. Um choque elétrico percorre minha espinha.
Minhas pernas ameaçam ceder.
— O que pensa que está... — Minha voz morre na garganta quando suas mãos firmes deslizam para meus seios.
A pressão suave dos dedos dele me arranca um arfar involuntário. Meu corpo me trai. Um gemido escapa de meus lábios antes que eu consiga impedir.
O sorriso de Dante se amplia.
— Viu? — Ele sussurra contra minha pele. — Seu corpo já está aprendendo a me reconhecer.
Minhas mãos se fecham em punhos.
Maldito.
Respirando fundo, erguo meu rosto, forçando nossos olhares a se encontrarem.
— Isso não significa nada.
Dante me encara por um segundo antes de soltar uma risada baixa, quase satisfeita.
— Veremos.
E com um movimento hábil, ele me puxa para ainda mais perto.
O calor do corpo dele se mistura ao meu, irradiando uma sensação tão intensa que faz minha pele arrepiar. A respiração de Dante é firme e controlada, mas há algo de selvagem em seu olhar, um desejo cru que ele não se preocupa em esconder.
Sua mão guia a minha sem pressa, deslizando-a até seu membro rígido sob o tecido da calça aberta. O contato faz meu coração disparar, e um suspiro trêmulo escapa dos meus lábios.
— Nunca tocou assim antes em um homem, não é, querida esposa? — Ele murmura contra minha orelha, sua voz grave e carregada de provocação.
Minha boca se abre para responder, mas as palavras morrem antes de saírem. O peso do momento me prende no lugar, e tudo o que consigo fazer é sentir — o calor da pele dele, a firmeza sob meus dedos, o magnetismo inegável que nos envolve.
Dante desliza os lábios pela curva do meu pescoço, deixando um rastro de fogo por onde passa. Seus dedos percorrem meu corpo com lentidão torturante, explorando cada centímetro com a posse de alguém que sabe exatamente o que está fazendo.
— Está tremendo, Júlia. Mas não é medo, é? — Ele sussurra contra minha pele, seus dentes roçando levemente no ponto onde meu pulso bate acelerado.
Meus dedos se apertam involuntariamente ao redor de seu membro, e Dante solta um gemido baixo, rouco, que faz algo dentro de mim se revirar.
— Responda, esposa. — Ele exige, sua mão descendo pela minha cintura, traçando o contorno do meu corpo de forma deliberada.
Eu deveria recuar. Eu deveria protestar. Mas meu corpo me trai. Meu peito sobe e desce em respirações descompassadas, e minha pele formiga sob cada toque dele.
— Eu… — Tento falar, mas a voz falha quando Dante desliza os dedos por minhas coxas, seus toques cada vez mais ousados.
Ele sorri contra minha pele, satisfeito com minha rendição involuntária.
— Vou te ensinar tudo, Júlia. E no final… — Seus olhos encontram os meus, sombrios e famintos. — Você vai implorar por mais.
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Atualizado até capítulo 58
Comments
Jane Silva
acho que ele vai se render kkkkkkkkk e vai ser quem pedirá por mais
2025-03-10
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