ZACH.

Continua…

— De onde você tirou essa história de assédio sexual? — Ela se sobressalta, endireitando a postura. Uma onda de triunfo percorre meu corpo.

— Você estava me filmando enquanto eu tomava banho! — Minha voz sai mais alta do que eu pretendia, e aponto um dedo para ela, um novo sentimento ardendo em meu peito. — Depois, você me deu um beijão e... tenho testemunhas!

Ela me encara, os olhos arregalados como se tivesse visto um fantasma, a boca entreaberta em incredulidade.

— Isso não é verdade! — protesta, a voz tremendo. — Eu só queria pegar alguma conversa comprometedora. E o beijo… foi um impulso, uma explosão de raiva para derrubar a sua máscara.

— Prove! — Relaxo, apoiando o braço no balcão. Meu olhar se fixa no dela, perdendo-me naquele mar de jade.

— Você não pode me tocar sem minha permissão — diz ela com uma voz baixa e controlada, mas um leve tremor trai seu controle.

Sinto o desconforto dela e decidi contar uma meia-verdade.

— Quem disse que quero te tocar? — Ela faz uma careta para provocá-la, aperto os punhos para conter o riso. — Você não pode falar sobre o contrato com ninguém.

Ela ri, mas é uma risada nervosa.

— Você realmente acha que minhas amigas vão acreditar que eu me apaixonei por você tão rapidamente?

— Não me importo com o que elas acreditam ou não. — Abro uma gaveta e puxo um papel, empurrando-o em sua direção com um gesto firme. — Meu advogado pode acrescentar cláusulas conforme necessário.

Seus olhos percorrem as linhas do contrato. Cada cláusula parece projetar sombras sobre seu rosto, como se as palavras fossem correntes, prendendo-a à realidade que tentava evitar.

É estritamente proibido contar a terceiros sobre nosso relacionamento.

O vínculo será exclusivo entre ambas as partes.

Beijos na boca de terceiros são proibidos; mesmo que por raiva, essa atitude configura quebra de contrato.

Trabalhar juntos no projeto é parte do acordo, e a parte contratante arcará com todas as custas.

A parte contratada deve estar à disposição do contratante vinte e quatro horas por dia.

A parte contratante não pode tocar na parte contratada sem permissão explícita.

O relacionamento será amplamente divulgado para conferir veracidade à nossa história.

O prazo do contrato é de seis meses, podendo ser encerrado antes se o objetivo for alcançado.

O descumprimento das cláusulas implicará em uma multa de duzentos mil dólares.

A cada cláusula lida, suas expressões mudam: a testa se enruga em confusão, os lábios se abrem e fecham como se quisesse protestar, mas as palavras parecem evaporar no ar pesado entre nós. Uma onda de incredulidade invade seu semblante.

— Isso é piada?

Sinto algo errado em mim; há um prazer sombrio em torturá-la com aquelas palavras.

— Claro que não — respondo, estendendo a caneta. Ela a puxa da minha mão, se inclina e rabisca seu nome antes de me estender a caneta novamente. Eu a pego calmamente e assino embaixo.

— Posso ir embora agora?

O cheiro do assado preenche a cozinha, envolvente e tentador.

— Vai fazer essa desfeita ao seu noivo que passou a tarde planejando te agradar? — pergunto, um sorriso maroto nos lábios.

— Não estou com fome — ela responde, mas o ronco alto do seu estômago denuncia sua mentira.

Uma gargalhada ruidosa escapa dos meus lábios enquanto caminho até os pratos. Em questão de minutos, estamos nos deliciando com um saboroso assado acompanhado de legumes frescos.

— O que te traumatizou? — pergunta ela num sussurro provocador.

Eu sabia onde Jade queria chegar, mas ali estava uma porta que eu não estava disposto a abrir.

— Quem sabe um dia eu te conto.

Ela leva o garfo à boca e fecha os olhos em deleite; meu peito inflama-se de orgulho ao vê-la apreciar minha comida. Aproveito que está distraída para admirar seus movimentos leves e delicados; sua postura é impecável e demonstra um conhecimento inato de etiqueta.

Me inclino para provocá-la ainda mais quando o telefone toca. Atendo sem olhar para a tela.

— Alô? — A voz familiar de Jonathan, meu segurança, soa no telefone.

— Desculpe incomodar, mas a polícia está a caminho da sua casa, senhor.

— Polícia? — Mal consigo completar a pergunta quando minha mãe irrompe na sala, seguida por Lucy e dois policiais.

Levanto-me rapidamente, dirigindo-me aos recém-chegados.

— Boa noite, policiais. Como posso ajudar? — pergunto, tentando manter a calma.

Minha mãe observa a cena com um olhar penetrante.

Ela ergue o queixo, indignada, e seus olhos lançam chamas na direção da sala onde estamos.

— O que essa mulher está fazendo aqui, Zach? — Sua voz é um misto de incredulidade e raiva.

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Comments

Hanna

Hanna

Oi?? A mãe do Zack conhece a jade?? de onde??

2025-02-18

8

Hanna

Hanna

interessante.... quer exclusividade neh, amigo ... kkkkk

2025-02-18

5

Ludmila Fraga

Ludmila Fraga

Mulher de Deus volta aqui. Que agora tô em cólicas.

2025-02-19

4

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