A Última Jogada
Nota:
A nossa história se desenrola em Filadélfia, na Pensilvânia, Estados Unidos. O protagonista é um quarterback do time, Eagles, que faz parte da NFL (National Football League), a principal liga profissional de futebol americano. A NFL foi fundada em 1920 como Associação Americana de Futebol Profissional e recebeu o nome atual dois anos depois.
Conhecendo os protagonistas.
Zachary Miller, 30 anos.
Nosso quarterback sofreu uma fratura no joelho e precisou passar por diversas cirurgias. Um ano depois, ele ainda sente dores, o que se tornou sua fraqueza. Seus adversários aproveitam essa vulnerabilidade para desestabilizá-lo, minando sua confiança e prejudicando seu desempenho. Seu pai, o rigoroso treinador dos Eagles, não aceita que ele não esteja mais em condições de jogar.
Reconhecendo que o seu desempenho está em declínio. Zachary decide que é melhor se aposentar antes de ser um grande fracasso.
Jade Thompson, com 25 anos, mora com suas três melhores amigas: Victoria, Jaqueline e Brenda. e precisa de um emprego para evitar voltar a viver com os tios. Surge a chance de deixar de ser estagiária e ter uma coluna semanal no Filadélfia POST, mas para isso, ela precisa expor os segredos do jogador especialista em esconder suas falhas.
No entanto, com um contrato de noivado falso e trabalhando juntos diariamente. Jade não conseguirá evitar se apaixonar.
Bob
Capítulo 01.
“Philadelphia Eagles brilhou e conquistou o campeonato após goleada sobre o Kansas City Chiefs.” A manchete saltou aos meus olhos, meu rosto estampado em letras garrafais, mas a verdade é que pouco contribuí para essa vitória.
Enquanto caminho em direção ao carro, coloco a mão direita no bolso da jaqueta dos Eagles e aperto o botão duas vezes até ouvir o bip característico, destravando a porta. É então que ela aparece, como um fantasma que não consigo ignorar.
— Você de novo? — lanço, com a irritação nítida na minha voz.
— Às vezes sou legal demais. Não sei por que resolvi te dar uma chance de me dar uma exclusiva — ela responde, com um sorriso provocador.
Os olhares se voltam para nós. A calça jeans apertada molda suas curvas, e a camiseta preta contrasta com o casaco vermelho vibrante. Uma imagem que facilmente atrai atenção; ela é linda na mesma proporção que é irritante.
— Sabe quem sou? — pergunto, tentando manter a compostura.
— Claro que sim — ela diz, apontando para o jornal pendurado na vitrine da loja. — O capitão do time campeão.
Essa aspirante a jornalista estava me seguindo há dias, em busca de um furo de reportagem que garantisse seu lugar no Filadélfia POST. Mandei investigar e só de pensar me incomodava; detesto esses urubus que só andam atrás de carniça.
— Vê se me erra, garota — retruco, sentindo a necessidade de estabelecer limites.
Estou sempre acompanhado por três homens que mantêm uma distância respeitosa. Observo-os se aproximando enquanto ela continua ali, desafiadora, não permitindo que eu abra a porta do carro.
— Se afaste — Bob rosnou para ela, sua postura protetora evidente.
— Você não manda em mim. Vou me afastar quando quiser — ela responde com desdém.
— Por que eu? — pergunto, curioso e irritado ao mesmo tempo.
— Olha, ele está se achando. Existem milhares de atletas nesse estado — ela provoca, como se isso fosse um golpe certeiro.
— Ainda bem que você sabe — digo, tentando esconder o desconforto que suas palavras trazem.
— Se continuar a me seguir desse jeito, vou te processar — ameaço, minha paciência se esgotando.
— Pode processar, bonitinho! — ela ri, os olhos brilhando com desprezo. — Mas me dá uma entrevista primeiro.
— Bonitinho é a sua avó! — retruco, sentindo a adrenalina subir enquanto a tensão começa a esquentar entre nós dois. Meus homens estão à espera de uma ordem para remover a encrenqueira da porta do carro; os pedestres pegam os celulares e começam a filmar. Preciso sair daqui antes que façamos um escândalo, nem que para isso eu jogue essa doida no carro.
— Entra! — ordenei.
— Eu não entro em carro de estranhos! — fecho meus punhos, tentando conter o vulcão dentro de mim.
— Entra logo! Essa é sua única chance de me fazer falar alguma coisa.
Ela se vira e entra no carro com uma agilidade impressionante, se arrastando do banco do motorista até o do carona.
Entro ajeitando o cinto. Ela faz o mesmo. Liguei o motor da Ferrari; o ronco do motor vibra e ela se assusta. Aposto que ela nunca andou em um carro com essa potência. Ela retirou o celular da bolsa e abriu um aplicativo de bloco de notas. Dirijo por quatro quarteirões, paro e meus seguranças param atrás. Vejo um deles sair do carro.
— Por que parou? — indagou ela, espantada.
— Desce — digo para a iludida que acreditou que eu ia falar com ela.
— Mas… mas você prometeu falar comigo. — o narizinho dela se empina e pequenas sardas ficam visíveis. Pra completar, faz um beicinho lindo, e eu sacudi a cabeça para me livra de pensamentos indesejados.
— Desce logo, senão vou te levar para um lugar que você vai se arrepender para o resto da sua vida. Ela arregala os olhos verdes magníficos.
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Penélope charmosa
este capítulo foi muito bom, você deu vida aos personagens, amei!
2025-02-16
1
Dulce Gama
começando 13/02/25 já estou gostando 🎁🎁🎁🎁🎁👍👍👍👍👍
2025-02-13
3
Hanna
sua escrita é boa, parabéns... dificilmente encontro estória com a escrita interessante, na maioria são diálogos vazios, cenas sem emoções. etc.... a sua pelo menos nesse primeiro capitulo está muito interessante
2025-02-14
10