Capítulo 17

— Não usamos camisinha. — soltei, ainda sentada no colo dele, deitada contra seu peito, sentindo a respiração dele ainda acelerada.

Arthur ficou tenso debaixo de mim.

— Puta que pariu, Bianca. — Ele passou as mãos pelo rosto, claramente se sentindo um merda. — Eu nem pensei nisso… porra, eu tava embriagado de tesão e aquela taça de vinho…

Soltei uma risada baixa.

— Relaxa, eu tô limpa e uso anticoncepcional. Mas só por causa das cólicas, antes que você pense besteira.

Ele me olhou com uma expressão indecifrável por alguns segundos antes de passar as mãos pelas minhas coxas.

— Quer ir lá pra casa?

Inclinei a cabeça, fingindo ponderar.

— Depende… vamos terminar o que começamos aqui primeiro? — perguntei, mordendo o lábio e olhando diretamente nos olhos dele.

O olhar de Arthur ficou mais escuro, e eu senti a forma como seu corpo respondeu instantaneamente ao meu desafio.

A Bianca que entrou naquele restaurante, cheia de pose e decidida a torturar Arthur pelo jantar mais caro do Rio, jamais teria se permitido isso. Mas a Bianca que estava aqui agora, deitada no colo dele, suada e ainda completamente ligada, não conseguia se importar.

Ele deslizou as mãos pela curva da minha cintura e puxou meu quadril contra o dele.

— Luna tá com meus pais hoje… — Ele disse baixo, os lábios roçando contra minha pele enquanto sua respiração quente arrepiava cada centímetro meu.

Um arrepio percorreu minha espinha, e eu sorri.

— Então acho que a noite ainda tá longe de acabar.

Arthur dirigiu rápido, mas com controle, uma tensão palpável no ar. Meu corpo ainda pulsava, cada célula eletrificada pela última meia hora naquele carro. Eu não era de fazer esse tipo de coisa. Não era de perder o controle assim. Mas Arthur despertava algo em mim que eu não sabia que existia.

Quando ele estacionou na garagem, não deu tempo nem de pensar. Assim que a porta se fechou atrás de nós, ele me prensou contra a parede, suas mãos ávidas explorando meu corpo, sua boca tomando a minha com urgência.

— Você tá brincando com fogo, Bianca. — Ele murmurou contra meus lábios, a voz rouca de desejo.

Passei as unhas leves pela nuca dele, sentindo-o estremecer.

— E você não parece se importar em se queimar.

Ele me pegou no colo com facilidade, e eu entrelacei as pernas ao redor dele enquanto ele me levava para o quarto. Assim que meu corpo tocou a cama, Arthur já estava puxando meu vestido para cima, os olhos escuros me devorando.

— Você é linda pra caralho… — Ele disse, como se estivesse apenas percebendo isso agora.

Sorri, puxando-o para cima de mim.

— Então para de falar e me mostra o que sabe fazer, garanhão.

Ele não precisou de mais incentivo. A noite estava apenas começando.

Arthur deslizou os lábios pelo meu pescoço, descendo lentamente, deixando um rastro de arrepios por toda a minha pele. Suas mãos firmes seguraram minhas coxas, afastando-as com um olhar intenso e predatório.

Mordi o lábio, arqueando levemente o quadril em resposta. Eu queria mais. Muito mais.

Ele sorriu, como se soubesse exatamente o que eu estava pensando, e sem aviso mergulhou entre minhas pernas, usando a língua com uma precisão torturante. Meus dedos se agarraram aos lençóis, um gemido escapando dos meus lábios enquanto o prazer me consumia.

Arthur não tinha pressa. Ele explorava cada pedacinho de mim como se tivesse todo o tempo do mundo, como se quisesse me levar à loucura antes mesmo de eu implorar por mais.

— Porra… — murmurei, jogando a cabeça para trás.

Ele riu contra minha pele antes de intensificar os movimentos, me levando cada vez mais alto, até eu sentir o clímax me atingir em ondas avassaladoras.

Antes mesmo de eu me recuperar, Arthur subiu pelo meu corpo, me puxando para um beijo quente e intenso, sua língua misturada ao gosto do meu prazer.

— Minha vez. — Sussurrei contra sua boca, o empurrando para trás na cama.

Ele me olhou com um sorriso desafiador, as pupilas dilatadas de desejo.

Desci lentamente, minhas mãos traçando o caminho por seu peito definido, sentindo cada músculo se contrair sob meu toque. Meu olhar preso ao dele enquanto me aproximava de onde ele mais queria.

Eu queria provocá-lo, fazê-lo perder o controle do mesmo jeito que ele fez comigo.

E eu não ia parar até conseguir exatamente isso.

O gosto dele era quente, intenso, e eu adorava a forma como Arthur reagia ao meu toque. Cada gemido rouco, cada aperto firme nos meus cabelos me deixava ainda mais no controle, mais embriagada pelo desejo que ardia entre nós.

Meus movimentos eram lentos no início, apenas para provocá-lo, sentir a tensão crescer no corpo dele. Arthur jogou a cabeça para trás, xingando baixo, e eu sorri contra a pele dele, satisfeita com a reação.

— Você é do caralho… — ele murmurou, a voz carregada de tesão, enquanto afundava os dedos nos meus cabelos, guiando meu ritmo.

Eu adorava essa sensação de poder, a forma como ele perdia o controle comigo.Arthur puxou meu rosto para cima, os olhos escuros me devorando, e antes que eu pudesse dizer algo, ele me puxou para um beijo faminto, me virando com facilidade sobre o colchão.

A noite estava longe de acabar.

...(...)...

Acordei na manhã seguinte com uma sensação estranha, algo duro e firme sob mim. Merda. Eu havia dormido com Arthur. Levantei com cautela, tentando não acordá-lo, e dei um pulo ao perceber que estava usando apenas uma camisa preta de algodão.

Vesti meu vestido rapidamente e, com pressa, peguei minha bolsa. Precisava sair dali o mais rápido possível. Olhei no celular: eram 6:09. Cheguei à porta de saída e, com a chave, consegui abrir. Ainda bem que a digital só funcionava para entrada e não para sair.

Fiquei aguardando o Uber dentro dos portões de ferro brancos, ou seja, na garagem de Arthur, até que o carro finalmente chegou. Saí rapidamente, me jogando no banco de trás e sentindo uma onda de alívio ao ver que estava a caminho de casa.

O carro seguiu pela rua silenciosa, e eu fiquei ali, absorta nos meus pensamentos. A confusão ainda tomava conta de mim.

Cheguei em casa e entrei rapidamente, tentando manter a compostura. A primeira coisa que fiz foi ir direto para o banheiro. Olhei meu reflexo no espelho, tentando entender o que tinha acontecido na noite passada, mas a única coisa que via era a mesma expressão de quem não se arrepende, mas não sabe por quê.

Joguei água no rosto, respirei fundo e decidi que não valia a pena pensar mais nisso. No fim, eu tinha que seguir em frente. Arthur era só mais uma pessoa que tinha cruzado o meu caminho e tivemos um caso de uma noite. Sexo casual e nada mais.

No trabalho, me forcei a ignorar qualquer lembrança da noite passada. Cruzei os corredores do jornal com passos firmes, cumprimentando colegas com um sorriso automático. Eu estava determinada a manter minha mente ocupada e longe da confusão que era Arthur.

— Bom dia, Bianca! — Mariana, uma das repórteres mais antigas, me chamou assim que entrei na redação. — Pronta para seu primeiro dia de verdade?

— Prontíssima — sorri, fingindo uma confiança que eu não sentia.

Mas, por dentro, eu ainda estava inquieta. A sensação da mão de Arthur segurando minha cintura, a forma como ele me olhava depois do que aconteceu... Eu tinha que me livrar desses pensamentos.

Felizmente, a pauta do dia veio para me salvar. Meu editor me chamou para uma reunião rápida e me designou uma matéria sobre um escândalo político em ascensão. Perfeito. Nada como corrupção e denúncias para manter minha cabeça longe de problemas pessoais.

Sentei na minha mesa, abri o laptop e comecei a pesquisar sobre o caso. Eu precisava me concentrar. Isso era o que importava agora.

Mas então, meu celular vibrou ao lado do teclado.

*Arthur Di Angelis *

O nome na tela fez meu coração pular um batimento.

Porra.

Fingi que não vi e continuei digitando.

Sexo casual e nada mais.

Eu só precisava me lembrar disso.

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Comments

Lice

Lice

Sei viu , lembra bem disto , rsss

2025-02-21

1

Dulce Gama

Dulce Gama

que hironia do destino os brigavam pra caramba agora estão dois pervertidos kkkkk ❤️❤️❤️❤️❤️🌹🌹🌹🌹🌹👍👍👍👍👍🎁🎁🎁🎁🎁

2025-03-04

0

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