— Você veio de carro?
— Não, Uber. Inclusive, já vou pedir.
Bianca desbloqueia o celular, pronta para chamar a corrida, mas eu balanço a cabeça, cruzando os braços.
— Imagina, eu te levo em casa. — Dou um passo à frente, diminuindo a distância entre nós.
Ela ergue uma sobrancelha, desconfiada.
— Não precisa se incomodar.
Sorrio de canto.
— Não é incômodo algum. Ou será que prefere ir pra minha...?
Minha voz sai propositalmente sugestiva, e a reação dela não decepciona. Bianca me encara com aquela expressão desafiadora, como se calculasse a melhor resposta para me provocar.
— Hm... E o que exatamente teria na sua casa pra valer a troca?
O olhar dela tem um toque de malícia, e eu começo a achar que aquele vinho estava mais forte do que ela imaginava.
— A companhia de um homem que acabou de gastar dois mil reais em uma noite só pra agradar você.
Ela solta um riso baixo, cruzando os braços.
— Agradar a mim ou tentar limpar a sua barra?
Dou de ombros.
— Talvez os dois.
Bianca desvia o olhar por um segundo, mordendo o canto do lábio, pensativa.
— Tá bom, então me leva. Mas só até minha casa.
— Se você diz... — murmuro, abrindo a porta para que ela passe.
Ao sairmos do restaurante, observo enquanto ela ajeita o blazer sobre os ombros. A loira está relaxada, diferente da Bianca afiada e pronta para um ataque que conheci dias atrás.
Ela pode até fingir que me odeia, mas algo me diz que, no fundo, já não tem tanta certeza disso.
O silêncio no carro era confortável. Bianca olhava pela janela, como se estivesse perdida nos próprios pensamentos. Eu dirigia sem pressa, aproveitando a rara calmaria depois de tudo que aconteceu entre nós.
Até que, de repente, ela falou:
— Para o carro.
Franzi o cenho, lançando um olhar rápido para ela antes de olhar para a rua. Estávamos numa área mais deserta, longe da movimentação principal.
— Por quê?
— Só para.
Eu poderia ter questionado mais, mas algo no tom dela me fez apenas obedecer. Encostei o carro no acostamento e desliguei o motor.
Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, Bianca se soltou o cinto, virou-se para mim e, sem hesitar, subiu no meu colo, suas pernas se encaixando de cada lado do meu corpo.
— Que diab—
Minha frase morreu quando a boca dela encontrou a minha.
O beijo foi intenso, desesperado. As mãos dela deslizaram pelo meu peito, subindo até a nuca, puxando meus cabelos. Bianca não estava brincando.
Minhas mãos foram automaticamente para sua cintura, apertando firme, sentindo o calor do corpo dela contra o meu. Eu estava surpreso? Sim. Mas não ia desperdiçar a oportunidade.
Ela se afastou apenas o suficiente para me encarar, os olhos brilhando com uma mistura de desejo e desafio.
— Você gastou dois mil reais comigo hoje. Acho que merece alguma coisa em troca.
Soltei um riso baixo, deslizando as mãos pelos quadris dela.
— Eu disse que não era incômodo. Mas se quiser compensar...
Bianca não esperou mais palavras. Voltou a me beijar, dessa vez ainda mais urgente. E, naquele momento, eu soube que estávamos cruzando uma linha da qual não dava mais para voltar.
Eu realmente não esperava por isso.
Bianca, sentada no meu colo, o vestido dela já um pouco levantado, os olhos brilhando com um misto de desafio e desejo. Minha respiração fica mais pesada quando vejo seus dedos habilidosos puxando a renda preta para baixo, deslizando a calcinha por entre as pernas.
— Você tá brincando comigo, né? — minha voz sai mais rouca do que o normal.
Ela morde o lábio, joga a peça no banco de trás e inclina o rosto para perto do meu.
— Parece que você ainda não me conhece direito, Arthur.
Eu aperto suas coxas com força, sentindo o calor do corpo dela contra o meu. O cheiro do vinho misturado ao perfume floral que ela usa está me deixando maluco. Meus instintos gritam para tomá-la ali mesmo, mas minha consciência ainda tenta me lembrar de onde estamos.
— Bianca… aqui? No meio da rua?
— Os vidros são escuros — ela murmura, roçando os lábios no meu pescoço.
Solto um palavrão baixo, deslizando as mãos pela curva da sua cintura. Meu autocontrole está por um fio, e ela sabe disso. Eu deveria dizer não. Eu deveria me afastar.
Mas, ao invés disso, inclino o banco um pouco para trás e seguro firme em sua nuca, trazendo sua boca de volta para a minha.
A última coisa que eu deveria estar fazendo era isso. Mas com Bianca sentada no meu colo, sem calcinha, os lábios colados nos meus, o cheiro dela misturado ao perfume e ao vinho, qualquer racionalidade foi pro espaço.
Minhas mãos deslizam pelo corpo dela, subindo pelo vestido até segurar firme na sua cintura. Ela geme contra minha boca quando pressiono os dedos na pele macia, puxando-a ainda mais contra mim.
— Você não faz ideia do que está fazendo comigo, loirinha… — murmuro contra seu pescoço, mordiscando a pele sensível.
Ela sorri, aquele maldito sorriso de quem sabe exatamente o efeito que tem sobre mim. Desce as mãos até meu cinto, desfazendo a fivela com uma facilidade irritante.
— Então me mostra, Arthur. Me mostra o que eu faço com você.
Solto um palavrão quando ela desliza a mão por dentro da minha calça, me tocando. Meu corpo inteiro reage instantaneamente, e quando ela se encaixa contra mim, eu já estou duro para ela.
— Caralho, Bianca…
Seguro firme em sua cintura e a guio no movimento, sentindo seu calor me envolvendo aos poucos. Ela joga a cabeça para trás, mordendo o lábio para não gemer alto. Eu deveria me preocupar com onde estamos, mas nesse momento, tudo que importa é a mulher montada em mim, rebolando devagar, me torturando.
Seguro em sua nuca e a puxo para um beijo intenso, abafando nossos sons enquanto nossos corpos se encaixam perfeitamente. Os vidros escuros do carro nos protegem da rua deserta, mas o risco de sermos pegos só deixa tudo mais excitante.
— Você é louca… — murmuro contra sua boca, apertando ainda mais sua cintura.
— E você gosta… — ela sussurra de volta, acelerando os movimentos.
Eu não discuto. Eu apenas seguro firme e mostro para ela o quanto eu gosto.
A essa altura, tudo que existia no mundo era Bianca e o jeito como ela se movia sobre mim. O carro estava fechado, os vidros escuros, e a rua deserta nos dava uma falsa sensação de privacidade, mas isso só tornava tudo mais intenso.
Minhas mãos apertam sua cintura enquanto ela se move mais rápido, jogando a cabeça para trás, os lábios entreabertos num gemido abafado. Eu mordo o lábio, sentindo minha paciência se esgotar. Ela quer provocar, mas eu não sou do tipo que deixa barato.
Seguro firme em sua nuca e a puxo para perto, invadindo sua boca num beijo faminto. Meu outro braço envolve sua cintura, dominando os movimentos dela contra mim. Ela geme contra meus lábios, agarrando meus ombros para se equilibrar.
— Arthur… — a voz dela sai ofegante, carregada de desejo.
Eu já estou perdido. O cheiro dela, o calor, a forma como seu corpo se encaixa no meu… É como se tudo tivesse sido feito para acontecer exatamente assim.
Minhas mãos deslizam por suas costas, descendo até apertar sua coxa, guiando seus movimentos com mais força. O som abafado de nossos corpos se chocando preenche o carro, e eu já não sei dizer quem está mais fora de controle.
— Olha pra mim, loirinha — exijo, puxando seu rosto para que nossos olhos se encontrem.
Ela obedece, as íris azuis brilhando sob a pouca luz. É tudo que eu preciso para perder o pouco de sanidade que me resta. Seguro-a com força e aumento o ritmo, arrancando um gemido alto de seus lábios.
A tensão cresce entre nós, o prazer se acumulando a cada movimento, a cada toque. Eu quero gravar essa cena na minha mente: Bianca, jogada sobre mim, os olhos nublados de prazer, o corpo se moldando ao meu como se pertencesse ali.
Quando finalmente chegamos ao ápice, ela agarra meus ombros com força, enterrando o rosto no meu pescoço, enquanto eu solto um grunhido rouco, pressionando seu corpo contra o meu.
O silêncio toma conta do carro por alguns instantes, apenas nossas respirações ofegantes preenchendo o espaço. Bianca ainda está em meu colo, o corpo relaxado contra o meu.
Então, ela solta uma risada baixa.
— Isso não estava nos meus planos pra hoje.
Eu sorrio, deslizando os dedos por suas costas.
— Mas aposto que foi melhor do que qualquer plano que você tinha.
Ela me encara, ainda ofegante, e dá de ombros.
— Talvez…
Solto uma risada e puxo-a para um beijo rápido.
— Vamos sair daqui antes que algum curioso resolva aparecer.
Ela concorda e, relutante, se ajeita no banco ao meu lado. Mas antes de ligar o carro, eu a olho de canto.
— Isso significa que a guerra acabou, Bianca?
Ela sorri, um brilho travesso nos olhos.
— Vamos ver, Arthur. Vamos ver…
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Atualizado até capítulo 40
Comments
Ludmila Fraga
É Arthur agora que você vai ver com quantos paus se faz uma canoa. kkkkk
2025-02-20
2
Dulce Gama
esses dois são uma figura KKK 🎁🎁🎁🎁🎁👍👍👍👍👍🌹🌹🌹🌹🌹❤️❤️❤️❤️❤️
2025-03-04
0
Lice
Ihhhhh , q 🔥 em
2025-02-20
1