o aniversário de Ethan está perto.

Capítulo 12 – O Aniversário de Ethan está perto

Parte 1 – Noite na Praia (2 de fevereiro de 1991)

A lua alta iluminava o mar como um tapete prateado ondulante. O som das ondas quebrando na areia misturava-se ao riso suave de Rosângela enquanto ela chutava a espuma da água salgada. Ethan caminhava ao lado dela, as mãos nos bolsos da bermuda, sentindo a brisa morna da noite tocar seu rosto.

Eles haviam jantado há pouco em um restaurante simples à beira-mar, onde o cheiro de peixe grelhado ainda impregnava suas roupas. A praia estava tranquila, com apenas algumas poucas famílias ao longe e casais trocando juras de amor sob as estrelas.

— "Acho que nunca imaginei começar um ano assim" — Rosângela comentou, olhando para o horizonte.

— "Assim como?" — Ethan ergueu a sobrancelha, curioso.

— "Com o pé na areia, o coração leve... e na companhia do meu namorado milionário."

Ele riu, balançando a cabeça.

— "Se eu fosse milionário, teria te levado para um resort de luxo, não para uma casinha alugada de três cômodos."

— "Eu gosto da casinha. Tem um charme... e um colchão que afunda de um jeito engraçado."

Os dois caíram na gargalhada ao lembrar da primeira noite, quando se jogaram na cama e quase desapareceram no colchão velho.

O vento bagunçava os cabelos de Rosângela, e ela os afastava do rosto com um sorriso leve. Ethan percebeu como seus olhos brilhavam à luz da lua, como se guardassem pequenos fragmentos de estrelas.

Por um instante, ele quis congelar aquele momento. Guardá-lo em uma caixa, para abrir e reviver sempre que o peso do mundo ficasse grande demais.

Mas então ela quebrou o silêncio.

— "Sabe o que eu percebi?"

— "O quê?"

— "Seu aniversário tá chegando."

Ethan desviou o olhar para o mar, chutando um pouco de areia com o pé descalço.

— "Hm. É."

Rosângela cruzou os braços.

— "Não vem com essa. Por que essa cara?"

Ele suspirou, coçando a nuca.

— "É só... não tem nada de especial nisso."

— "Como assim? Dezesseis anos não é especial?"

— "Não pra mim."

Ela inclinou a cabeça, tentando entender.

— "Não me diga que você é o tipo de pessoa que não gosta de aniversários?"

— "Não é isso..." — Ele hesitou. "É que depois de um tempo, eles só viram mais um dia qualquer."

Rosângela franziu o cenho.

— "Isso é coisa de gente traumatizada."

— "Isso é coisa de gente que já sabe como vai ser: minha mãe vai tentar fazer alguma coisa simples, o Dante vai ficar todo animado porque ele gosta dessas coisas... e o meu pai provavelmente nem vai lembrar. E se lembrar, vai fingir que não."

O tom na voz dele ficou um pouco mais frio, mas sem raiva. Apenas um conformismo cansado.

Rosângela ficou em silêncio por um momento, antes de segurar a mão de Ethan.

— "Talvez seja hora de criar um aniversário novo, então."

Ele a olhou, intrigado.

— "O que você quer dizer?"

— "Se os seus aniversários antigos não são bons, que tal fazer desse o melhor de todos?"

Ethan sorriu de canto.

— "E como você pretende fazer isso?"

— "Ah, você vai ver. Só não me faça prometer nada ainda."

Ela deu uma piscadela, deixando um mistério no ar.

Ethan riu, balançando a cabeça. Ele sabia que Rosângela não deixaria isso passar. Mas naquele momento, na praia, com os pés na areia e a mão dela entrelaçada na sua, ele percebeu que talvez não fosse tão ruim tentar gostar do próprio aniversário outra vez.

O som das ondas os envolvia, e enquanto caminhavam lado a lado sob a lua cheia, Ethan se permitiu um pensamento:

Talvez, só talvez, aquele ano fosse diferente.

Capítulo 12 – Parte 2: Manhã de 3 de fevereiro de 1991

O sol ainda estava subindo no céu, lançando um brilho dourado sobre a casinha de praia. A brisa salgada entrava pelas janelas abertas, misturando-se com o cheiro de café fresco e o som animado de um pagode tocando no radinho de pilha.

Ethan estava sem camisa, usando apenas uma bermuda surrada, enquanto dobrava um lençol. Rosângela, vestindo um short curto e uma blusa larga, esfregava o chão com um pano úmido, dançando levemente conforme a música embalava o ambiente.

O rádio tocava "O Show Tem Que Continuar", e Ethan, segurando o lençol como se fosse um parceiro de dança, começou a girá-lo no ar dramaticamente.

— "Eu quis fazer uma canção..." — ele cantarolou, fingindo um olhar sofrido.

Rosângela largou o pano e cruzou os braços.

— "Ah, não, Ethan... Você não vai começar com esse show de drama agora."

Ele ignorou e continuou:

— "Que toca seu coração..."

— "Pelo amor de Deus, me deixa limpar a casa em paz!"

Ethan largou o lençol, pegou uma vassoura e segurou como se fosse um microfone.

— "Eu acho que estou na razão, eu juro que é minha sina!"

Rosângela rolou os olhos, mas logo caiu na risada.

— "Tá bom, então me ensina a dançar direito pelo menos!"

Ethan abriu um sorriso convencido e se aproximou, segurando a mão dela e puxando-a para perto.

— "O segredo é seguir o ritmo, sentir a música... e confiar no parceiro."

Ele começou a guiar os passos de Rosângela, seus corpos se movendo juntos no compasso suave do pagode. Eles giravam lentamente pelo pequeno cômodo, desviando das cadeiras e do colchão no chão.

— "Assim?" — ela perguntou, tentando acompanhar.

— "Quase." — Ele segurou firme sua cintura e encostou a testa na dela, murmurando: "Mas você precisa soltar um pouco mais. Para de pensar, só sente a música."

Rosângela riu, deixando-se levar.

O ritmo envolvia os dois como uma dança coreografada pelo próprio destino. O riso deles se misturava à melodia, e por um momento, não existia mais nada além da música, o calor dos corpos e a brisa do mar entrando pela janela.

Então, de repente, a música mudou para "Trem das Onze", e Ethan parou no meio do passo.

— "Ah não, esse não dá."

Rosângela o empurrou brincando.

— "Que tipo de sambista você é se não sabe dançar Trem das Onze?"

Ele apontou um dedo para ela.

— "Primeiro: eu não sou sambista. Segundo: essa música é perigosa."

— "Por quê?"

— "Porque se eu começo a cantar ‘não posso ficar nem mais um minuto com você’, aí você pode achar que eu quero ir embora. E eu não quero que você ache isso."

Rosângela sorriu e se aproximou, passando os braços ao redor do pescoço dele.

— "Então fica."

Ele a segurou pela cintura novamente e a beijou, sem pressa, como se o mundo tivesse parado só para aquele momento existir.

Lá fora, o mar continuava seu eterno vai e vem, e o samba seguia tocando baixinho no radinho de pilha.

Capítulo 12 – Parte 3: Tarde de 3 de fevereiro de 1991

O sol ardia no céu azul sem nuvens, lançando reflexos dourados na areia quente da praia. O cheiro de churrasco se misturava ao ar salgado, criando a atmosfera perfeita para um dia de descanso. Ethan e Rosângela estavam sentados em uma canga estendida na areia, dividindo um pedaço generoso de carne assada com farofa.

— "Nada supera um churrasquinho na praia." — Ethan comentou, enfiando um pedaço de carne na boca.

Rosângela concordou, jogando um pouco de farofa na carne antes de morder.

— "Verdade. Mas e esse sol? Tá fritando a gente!"

Ethan pegou um pedaço de carne, soprou como se fosse sorvete e ofereceu a ela.

— "Pronto, agora tá frio."

Ela revirou os olhos, mas riu e aceitou.

Próximo deles, um vendedor passava carregando um isopor.

— "Olha o picolé! Sorvete, picolé bem gelado!"

Ethan levantou rápido, sacudindo a areia da bermuda.

— "Aí sim! Quer qual, mô?"

— "De coco!"

Ele voltou com um picolé de coco para ela e um de uva para ele.

— "Melhor parte da praia é isso aqui." — Ele falou, mordendo o picolé sem dó.

Rosângela arregalou os olhos.

— "Ethan! Não se morde picolé, menino!"

Ele a olhou confuso, a boca já dormente.

— "Eita, não pode? Como é que come então?"

— "Tem que chupar! Todo mundo sabe disso."

Ethan fez uma cara de deboche.

— "Você que tá errada. Eu como do jeito que eu quiser."

Ela riu e balançou a cabeça, voltando a chupar o próprio picolé enquanto ele insistia em mastigar o dele.

Depois de terminarem, caminharam até uma barraca e pediram duas águas de coco. Ethan furou os cocos com um canudo e entregou um para ela.

— "Saúde." — ele disse, erguendo o coco como se brindasse.

Rosângela bateu o coco no dele e tomou um gole refrescante.

— "Aí sim! Agora estamos vivendo."

— "Claro! Quer dizer... A gente já vive, né? Mas agora estamos vivendo no nível hard."

— "Ah, cala a boca, Ethan." — ela riu.

Já revigorados, decidiram ir para o mar. O sol brilhava na água cristalina, e as ondas vinham suaves, convidativas.

— "Aposto que eu chego primeiro!" — Rosângela gritou e saiu correndo.

— "Ei, trapaceira!"

Ethan disparou atrás dela, mas Rosângela já mergulhava na água antes que ele pudesse alcançá-la.

— "Ganh..." — Ela tentou gritar, mas foi interrompida por Ethan, que mergulhou e puxou sua perna de leve.

— "Ahhh, seu idiota!" — ela riu, batendo água nele.

Ethan se defendeu, rindo, e logo os dois estavam jogando água um no outro como crianças.

Depois de se cansarem, Ethan a segurou pela cintura dentro d'água.

— "Esse foi um dia perfeito."

Rosângela sorriu, encostando a cabeça no ombro dele.

— "E ainda nem acabou."

O sol começava a descer, pintando o céu de tons laranja e rosa, e as ondas continuavam seu eterno vai e vem, embalando o casal no balanço suave do mar.

Capítulo 12 – Parte 4: Noite de 3 de fevereiro de 1991

A lua refletia nas águas calmas do mar, iluminando a areia com um brilho prateado suave. O barulho das ondas quebrando na beira da praia criava uma melodia tranquila, acompanhada pelo vento morno que balançava os cabelos de Rosângela. Ela e Ethan caminhavam descalços pela areia úmida, sentindo a espuma do mar tocar seus pés a cada onda que vinha.

Ethan chutou uma conchinha no caminho, sem rumo.

— "Sabe... acho que esse foi um dos melhores dias da minha vida."

Rosângela sorriu, segurando sua mão e entrelaçando os dedos.

— "É bom aproveitar enquanto dá. Quando voltarmos, volta tudo: trabalho, estudo, família, rotina."

Ele bufou, balançando a cabeça.

— "Nem me lembra. Ainda mais que..."

Ele se interrompeu, mas Rosângela percebeu e ergueu uma sobrancelha.

— "Ainda mais que...?"

Ethan desviou o olhar, fingindo estar muito interessado nas ondas.

— "Nada não."

Ela parou de andar, puxando ele pelo braço.

— "Ethan..."

Ele suspirou.

— "É que eu vou ficar mais velho. 16 anos. Responsabilidades aumentando. Coisa chata."

Rosângela riu, empurrando de leve o ombro dele.

— "Para de drama. Vai fazer 16, não 40."

Ele sorriu, mas logo ela ficou séria.

— "Falando nisso... o que você quer fazer no seu aniversário?"

Ele desviou o olhar novamente.

— "Nada demais. Só mais um dia."

— "Ah, não vem com essa. Seu aniversário é importante!"

— "Sei lá, Rosângela. Eu não sou muito de festa. Prefiro algo pequeno, só com as pessoas que importam."

Ela cruzou os braços, olhando para ele com um ar pensativo.

— "Hmm... Então, se eu fizer alguma coisa, tem que ser só com as pessoas que importam?"

Ethan franziu a testa.

— "O quê? Você tá planejando alguma coisa?"

Rosângela deu de ombros, sorrindo misteriosamente.

— "Talvez..."

Ele apontou para ela.

— "Rosângela, se você estiver planejando alguma coisa grande..."

Ela colocou o dedo nos lábios dele.

— "Shhh... Confia em mim. Você vai gostar."

Ele suspirou, derrotado.

— "Você não desiste, né?"

— "Não." — ela piscou para ele.

Ethan riu e a puxou para um abraço, sentindo o cheiro do cabelo dela misturado com o sal do mar.

— "Se for com você, então eu confio."

Rosângela sorriu contra o peito dele.

— "Ainda bem que sabe."

Eles ficaram ali, abraçados, ouvindo o mar e sentindo a brisa noturna. Sem pensar no amanhã, apenas aproveitando aquele momento.

Capítulo 12 – Parte 5: Manhã de 4 de fevereiro de 1991

O sol começava a nascer timidamente no horizonte, tingindo o céu de um tom dourado suave. O som das ondas continuava a embalar a paz daquela manhã tranquila, mas dentro da casinha de praia, o silêncio era quebrado apenas pelos leves movimentos de Ethan.

Ele já havia arrumado a bagunça da noite anterior, guardado as coisas e preparado tudo para a volta. O dia estava começando e o relógio marcava a hora de acordar. Rosângela estava ainda adormecida, a respiração tranquila, com os cabelos espalhados sobre o travesseiro. Ethan, com um sorriso no rosto, se aproximou devagarzinho da cama.

Em suas mãos, um pandeiro, que ele havia encontrado ali perto, na prateleira de uma lojinha local. Ele sorriu para si mesmo, sabendo exatamente o que fazer. Sentou-se na beirada da cama e, com cuidado, tocou as costas dela com a pele macia do pandeiro.

Logo, começou a cantar baixinho, no ritmo do samba, com a voz rouca pela manhã:

— "Ô, Rosângela, acorda, meu bem, que o sol já tá brilhando, a vida vai começar a rolar... O dia chegou, o amor também, e a gente vai seguir o nosso passo, não tem mais pra onde ir..."

Rosângela, sem abrir os olhos, soltou uma risada abafada, movendo a cabeça de leve.

— "Ethan..." — ela murmurou, ainda sonolenta.

Ele continuou tocando, mais suavemente, com uma risadinha travessa.

— "Acorda, amor... O dia vai ser nosso, vamos curtir até o final."

Ela abriu os olhos lentamente, com um sorriso no rosto, vendo a cena de Ethan com o pandeiro e aquela expressão leve e carinhosa.

— "Você é impossível." — ela resmungou, mas a expressão era doce, e o cansaço de uma noite divertida já começava a se dissipar.

— "Sabe que você ama." — Ethan deu um sorriso maroto, levantando o pandeiro com um toque de humor.

Ela se espreguiçou, levantando-se da cama, ainda sorrindo.

— "Você realmente sabe como me acordar..."

Ele se levantou e a ajudou a ajeitar os cabelos bagunçados.

— "O que posso dizer? Sou bom com um pandeiro."

Ela riu, sentindo a leveza do momento. Era como se tudo na praia fosse perfeito, como se o tempo tivesse desacelerado, permitindo que eles vivessem aqueles momentos sem pressa.

Depois de se organizarem, pegando suas coisas, Rosângela olhou para Ethan com um sorriso suave.

— "Eu realmente vou sentir falta desse lugar."

— "Eu também, mas... sempre vamos ter isso aqui, né? Quem sabe, da próxima vez, a gente fica mais tempo."

Ela assentiu, segurando sua mão. Juntos, caminharam até o carro, deixando para trás a praia e o som das ondas, levando apenas as memórias daqueles dias tranquilos e cheios de significado.

Capítulo 12 – Parte 6: Preparativos para o Aniversário de Ethan (7 de fevereiro de 1991)

A casa de Ethan estava em um clima tranquilo, como de costume, mas algo estava diferente. Dentro do pequeno quarto de Dante, onde a luz da tarde entrava suavemente pelas janelas, o ambiente estava mais animado do que o habitual. Rosângela, com um sorriso de excitação no rosto, estava sentada na cama, mexendo nas coisas de Dante — que estava mais empolgado do que nunca.

Ele estava embaixo de uma pilha de cobertores, tentando se enrolar de uma forma engraçada, como se estivesse tentando se esconder de algo. Rosângela estava ali, tentando organizar uma surpresa, mas a ideia não estava saindo tão simples quanto ela imaginara.

— "Mas você tem certeza de que ele vai gostar disso? Eu realmente acho que a festa tem que ser algo bem simples, sabe?" — Rosângela perguntou, olhando para Dante com um olhar desconfiado. Ela segurava um pedaço de papel com ideias rabiscadas.

Dante, com seu olhar astuto e um sorriso travesso, pensava nas possibilidades. Ele tinha uma habilidade impressionante de manipular situações, mas naquele momento estava jogando o jogo da surpresa com Rosângela.

— "Claro que ele vai gostar, mas não pode ser simples! Tem que ser algo... grandioso, sabe?" — Dante falava com uma confiança que fazia qualquer um duvidar que fosse uma criança de 5 anos. O pequeno, no fundo, tinha seus próprios planos, mas parecia adorar a ideia de planejar algo grande.

Rosângela riu, não conseguindo deixar de achar adorável a seriedade de Dante, como se ele fosse um adulto travestido de criança.

— "Eu não sei se o Ethan quer algo grandioso, na verdade, ele é mais... discreto. Mas você sabe como ele é."

Dante se sentou rapidamente na cama, os olhos brilhando com sua ideia. Ele não poderia simplesmente deixar passar a chance de dar ao irmão algo especial, mas de uma maneira que fosse digna de sua própria astúcia.

— "Eu sei! Vai ser do jeito que ele gosta. Mas, olha, vamos fazer algo... bem diferente do que ele espera!"

Rosângela arqueou a sobrancelha, desconfiada. Ela estava começando a entender que a mente de Dante estava mais afiada do que ela imaginava.

— "O que você quer dizer com isso?"

Dante sorriu, fazendo uma pausa dramática, como se estivesse decidindo se deveria ou não revelar todos os detalhes.

— "Vamos fazer uma festa, mas vamos deixar o Ethan surpreso. Vai ser uma festa na qual ele não vai esperar, mas também não vai querer perder. Sabe, algo... inesperado, mas que ele vai amar."

Rosângela estava mais intrigada do que nunca. Ela sabia que Dante tinha algo em mente, mas a intensidade dele era assustadora e fascinante ao mesmo tempo. Ela nunca pensou que, em sua busca por fazer algo simples para Ethan, seria envolvida em uma trama tão detalhada e calculada.

— "Tá bom, você tem um plano... O que eu preciso fazer?"

Dante deu um sorriso astuto, como se tivesse finalmente convencido Rosângela. Ele estendeu a mão, pegando a lista de ideias que ela havia escrito.

— "Agora, vamos pensar nos detalhes: comida, convidados, e um toque de só nós dois... Vai ser o aniversário mais incrível de todos."

Enquanto eles discutiam os detalhes, planejando as surpresas e as risadas que viriam, Rosângela não podia deixar de pensar em como Dante, com sua personalidade encantadora e ao mesmo tempo intensa, estava se tornando mais perspicaz a cada dia. E, secretamente, ela esperava que Ethan, ao menos por um momento, fosse surpreendido de uma forma que nunca imaginou.

Capítulos
1 Céu cinzento e risos de criança.
2 Laços e Fendas
3 O Começo das Mudanças.
4 A Rotina Antes da Tempestade.
5 O amanhecer e o conflito
6 a noite silenciosa e o pesadelo no porão
7 Um novo dia, Uma nova esperança.
8 Sorvete e Laços Fraternos
9 Caminhos e Desabafos
10 Um vislumbre de Normalidade
11 cada peça, leva a perfeição.
12 o aniversário de Ethan está perto.
13 o aniversário de Ethan
14 uma má influência sempre está ao nosso lado e sabemos disso.
15 Março de 1994
16 Dois mundos, dois irmãos.
17 O peso das escolhas.
18 Silêncios e Feridas
19 o reflexo do controle.
20 Esperança? não existe... não mais...
21 Flashback de 2001
22 flashback de 2001 (parte 2)
23 Flashback de 2001 (parte 3)
24 flashback de 2002
25 flashback de 2003...
26 flashback início de 2004
27 O Peso do Silêncio
28 O Fardo do Silêncio
29 ...
30 A Verdade.
31 o Novo Começo.
32 o equilíbrio (ou a falta dele)
33 o drama da marmita
34 caos no telemarketing
35 um novo ritmo e um novo sentimento.
36 a descoberta
37 corrida contra o tempo
38 o caminho para a mudança.
39 um novo começo.
40 fragmentos do passado.
41 uma manhã caótica e uma surpresa
42 Sob a Chuva, Entre Sorrisos e Promessas
43 ecos do passado
44 um novo começo.
45 acolhendo o novo.
46 A nova rotina.
47 o passado bate à porta
48 o passado, o presente e o futuro.
49 o retorno para casa
50 o sábado de reencontro
51 O Primeiro Sinal.
52 A Febre Não Baixa
53 Internação.
54 O Peso da Culpa
55 Resgate
56 Reconstrução.
57 O Caminho de Volta
58 Novos Caminhos e Velhos Medos
59 O Peso da Realidade.
60 O Peso da Esperança.
61 A Esperança Renascente
62 Caminhos Divergentes.
63 Uma Nova Onda
64 Reconstruindo Pontes
65 De Volta Para Casa
Capítulos

Atualizado até capítulo 65

1
Céu cinzento e risos de criança.
2
Laços e Fendas
3
O Começo das Mudanças.
4
A Rotina Antes da Tempestade.
5
O amanhecer e o conflito
6
a noite silenciosa e o pesadelo no porão
7
Um novo dia, Uma nova esperança.
8
Sorvete e Laços Fraternos
9
Caminhos e Desabafos
10
Um vislumbre de Normalidade
11
cada peça, leva a perfeição.
12
o aniversário de Ethan está perto.
13
o aniversário de Ethan
14
uma má influência sempre está ao nosso lado e sabemos disso.
15
Março de 1994
16
Dois mundos, dois irmãos.
17
O peso das escolhas.
18
Silêncios e Feridas
19
o reflexo do controle.
20
Esperança? não existe... não mais...
21
Flashback de 2001
22
flashback de 2001 (parte 2)
23
Flashback de 2001 (parte 3)
24
flashback de 2002
25
flashback de 2003...
26
flashback início de 2004
27
O Peso do Silêncio
28
O Fardo do Silêncio
29
...
30
A Verdade.
31
o Novo Começo.
32
o equilíbrio (ou a falta dele)
33
o drama da marmita
34
caos no telemarketing
35
um novo ritmo e um novo sentimento.
36
a descoberta
37
corrida contra o tempo
38
o caminho para a mudança.
39
um novo começo.
40
fragmentos do passado.
41
uma manhã caótica e uma surpresa
42
Sob a Chuva, Entre Sorrisos e Promessas
43
ecos do passado
44
um novo começo.
45
acolhendo o novo.
46
A nova rotina.
47
o passado bate à porta
48
o passado, o presente e o futuro.
49
o retorno para casa
50
o sábado de reencontro
51
O Primeiro Sinal.
52
A Febre Não Baixa
53
Internação.
54
O Peso da Culpa
55
Resgate
56
Reconstrução.
57
O Caminho de Volta
58
Novos Caminhos e Velhos Medos
59
O Peso da Realidade.
60
O Peso da Esperança.
61
A Esperança Renascente
62
Caminhos Divergentes.
63
Uma Nova Onda
64
Reconstruindo Pontes
65
De Volta Para Casa

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