Capítulo 8 – Sorvete e Laços Fraternos
O sol do meio-dia já se anunciava no céu, espalhando uma luz dourada sobre o bairro. O asfalto começava a esquentar, mas a brisa leve impedia o calor de se tornar sufocante.
As crianças ainda brincavam, suas risadas enchendo a rua de vida. Dante, com os olhos brilhando de curiosidade, escutava atentamente a conversa de seus amiguinhos.
— Minha mãe me levou lá ontem! O sorvete de morango tem pedacinhos de fruta! — contou uma garotinha de tranças, animada.
— O de chocolate vem com calda quente por cima! — acrescentou outro menino, lambendo os lábios como se ainda sentisse o sabor.
Os olhos de Dante brilharam ainda mais.
— Onde fica essa sorveteria?
— Lá no parquinho! Bem do lado do escorregador grande!
Dante sentiu um arrepio de animação percorrer sua espinha. Ele nunca tinha ido a essa sorveteria antes, e a ideia de experimentar um sorvete delicioso fazia seu coração bater mais forte.
Sem pensar duas vezes, ele disparou na direção de Ethan, que ainda conversava com Rosângela.
Seus passos eram apressados, mas leves, quase como se ele estivesse flutuando. Sua expressão determinada contrastava com sua aparência angelical, tornando a cena ainda mais fofa.
Ao chegar perto do irmão, Dante parou de supetão, ofegante, mas segurando sua empolgação.
— Ethan! — chamou ele, os olhos brilhando de expectativa.
Ethan imediatamente desviou a atenção da conversa e olhou para o irmãozinho.
— O que foi, baixinho?
Dante respirou fundo antes de finalmente soltar:
— Tem uma sorveteria no parquinho! Do lado do escorregador! Posso ir?
Ethan piscou.
— Sorveteria? No parquinho?
Dante assentiu freneticamente, as bochechas coradas de excitação.
Ethan trocou um olhar rápido com Rosângela, que deu de ombros, sorrindo.
Ele então olhou para Dante novamente.
— Você quer ir lá agora?
Dante confirmou com a cabeça, ansioso.
E foi aí que aconteceu o inevitável.
Antes mesmo que ele precisasse suplicar, Ethan já estava se levantando, estendendo a mão para ele.
— Bora lá, então.
Dante arregalou os olhos, surpreso com a rapidez da resposta. Ele estava acostumado a ver outras crianças precisando implorar para seus irmãos mais velhos ou até para os pais quando queriam algo. Mas com Ethan… não precisava.
Porque tudo o que Dante queria, Ethan dava.
Sempre.
Com um sorriso enorme estampado no rosto, Dante segurou a mão do irmão e começou a puxá-lo animadamente na direção do parquinho.
Rosângela riu e os seguiu, cruzando os braços.
— Sabe, eu nunca vi um irmão mais babão que você.
Ethan deu de ombros, sorrindo.
— E eu nunca vi um irmãozinho mais perfeito que ele.
Dante, ouvindo o elogio, apenas sorriu ainda mais.
Ele sabia que, com Ethan, ele sempre teria tudo o que quisesse.
Mas, mais importante que isso…
Ele sempre teria amor.
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Um breve resumo para o fechamento do capítulo:
Ethan comprou sorvete para todos: Rosângela, Dante, Isabelle e para ele mesmo, colocando o da mãe em um saquinho para levar para casa. Após aproveitarem o momento no parquinho, ele levou Dante de volta e o instruiu a entregar o sorvete para Isabelle, avisando que ele iria acompanhar Rosângela até sua casa. Sempre cavalheiro e atencioso, Ethan fazia questão de tratá-la com o respeito e o romantismo característicos de um verdadeiro homem dos anos 90.
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Atualizado até capítulo 65
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