Diana Malor- O meio Elfo

Ela voltou após um tempo, nem sei exatamente quanto.

— Agora, vista o capuz, mantenha-se escondida e confie em nós. 

Eu concordei, deixando-me guiar. Nada estava garantido, mas eu sabia que tinha aliados dispostos a lutar por mim. Enquanto a tempestade rugia lá fora, eu me preparava para enfrentar a tempestade interna que se desenvolvia em minha vida.

Com o coração acelerado, deixei para trás o quarto onde estávamos e seguimos ao ponto de encontro. Lá, encontrei os membros leais da guarda real, prontos para me apoiar.

Junto deles havia um meio Elfo de cabelos até os ombros, reconheci pela pele branca e olhos dourados, mas em segundos seus olhos ficaram negros e eu me assustei. Ele tocou na redoma de proteção, e uma fenda se abriu.

— Parem, não ouse sair. Diana. Matem todos, e tragam ela para mim!

a voz de Anton esbravejando junto aos seus soldados. E uma chuva de flechas veio em nossa direção, acertando Maríli, e outros dois guardas.

— Não!

abaixei e toquei seu rosto e sua pele branca e molhada pela chuva, com respingos de sangue

— Fuja, não dê a ele o que quer. Leve a daqui, Eledhor

senti mãos fortes me agarrarem e me jogarem no ombro, como se não fosse nada, e eu chorava de olhos fechados.

 Sentia a água da chuva molhar a capa e escorrer para meus pés. E logo em seguida ser colocada em uma cama, e olhei em volta. Não reconhecia nada.

— Onde estou?

indaguei usando as mangas do vestido para secar meu rosto.

— Descanse, temos um longo caminho pela frente

As palavras do meio Elfo, que Maríli chamou de Eledhor, não explicou nada, como fui sair de uma área de conflito e vim parar em um quarto quente, mas não discutirei, não agora.

Enquanto a chuva ainda caía lá fora, eu me preparava para enfrentar a tempestade que se desenrolava. Era uma batalha que envolvia política, ambição e meu próprio desejo por uma vida que fosse minha por direito.

O calor da lareira contrastava com a umidade fria que ainda impregnava meu vestido. Meu corpo abdômen estava dolorido do impacto contra o ombro de Eledhor, mas nada se comparava ao peso da perda. Maríli. Os outros guardas. Sangue misturado à chuva. Fechei os olhos por um instante, tentando sufocar a imagem que insistia em se gravar na minha mente.

A madeira rangeu quando Eledhor puxou uma cadeira e se sentou diante de mim. Ele não disse nada por alguns instantes, apenas me observou, os olhos dourados agora fixos nos meus, como se esperasse minha explosão de perguntas. Ele tinha os cabelos como os meus, e era muito grande, não tinha as orelhas dos Elfos, e é por isso que sei que é um mestiço, mas bem poderoso.

— Por que me trouxe para cá?

minha voz soou firme, mas o nó na garganta ainda estava lá.

— Porque era isso ou deixá-la morrer nas mãos de Anton.

— Poderíamos ter lutado! Poderíamos...

— Ter morrido. Todos teríamos.

Ele se inclinou para a frente, os cotovelos apoiados nos joelhos.

— Você acha que Maríli teria dado a vida para que você ficasse lá e fosse capturada?

As palavras foram como uma lâmina fria contra minha pele.

— Não me peça para aceitar isso com facilidade.

— Não peço. Apenas entenda que fugir não foi covardia. Foi estratégia.

Eu queria contestar, queria dizer que não abandonaria os que me protegeram, mas a verdade era que fugir era a única opção que nos restava. Mesmo assim, a culpa doia por dentro.

Passei as mãos pelo rosto, tentando organizar os pensamentos.

— Onde estamos?

— Em segurança. Por enquanto.

Revirei os olhos exausta para respostas evasivas.

— Sabe que essa resposta não me basta.

Ele suspirou e se recostou na cadeira.

— Estamos no extremo oeste do reino, longe o bastante para que Anton não nos alcance de imediato, mas não o suficiente para baixarmos a guarda. Você precisa descansar.

Meu olhar deslizou para as portas do quarto, depois para a janela. A tempestade continuava lá fora. Eu sabia que dormir seria um luxo que não poderia me permitir.

— O que acontece agora?

Ele me estudou por um instante antes de se levantar.

— Agora você descansa, amanhã é outro dia.

...****************...

Diana : "divina" "aquela que pertence aos deuses".

Eledhor : "Aquele que caminha entre dois mundos"

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