Diana Jocar
— Você é linda, sabia? Se meu irmão não fosse seu prometido, eu me casaria com você. Essa gargantilha de dragão foi seu presente de noivado, me lembro bem do dia
ele diz, desviando o olhar para o decote do meu vestido. Sinto um desconforto e interrompi a dança, encarando-o com seriedade.
— Acho que não devia falar essas coisas para mim
respondi firmemente, sentindo um arrepio percorrer minha espinha. Ele pareceu entender a gravidade de suas palavras me puxando de volta para dançar, tentando dissipar a tensão que se instalou entre nós.
— Desculpe, não se afaste, por favor. Não sei o que deu em mim.
ele pede com um olhar um tanto desesperado. Respiro fundo, tentando acalmar meu próprio nervosismo, antes de voltar a dançar e terminar essa música. Meu coração ainda está acelerado pelo comentário inapropriado.
Enquanto dançamos, meus olhos percorreram o ambiente em busca de Malu. Para minha surpresa, percebi que ela sumiu. Uma onda de preocupação me atinge e, por um momento, meu coração parece parar.
— Onde está Malu?
pergunto, minha voz carregada de apreensão. Anton parece notar minha preocupação e franze o cenho.
— Droga, agora não!
ele murmurou, fazendo um sinal para Ziam, e o guarda real, que se aproximam rapidamente.
— Malu sumiu
Anton informa, sua voz carregada de preocupação. Ziam parece ficar furioso, e seus olhos se tornam uma intensa tonalidade amarela.
Ele se dirigiu rapidamente aos outros guardas e começa a dar ordens energéticas. Senti um frio na espinha ao pensar no que poderia ter acontecido a ela.
O ambiente, antes animado, agora está envolvido em tensão. A música é interrompida abruptamente, as luzes se acendem e os guardas começam a vasculhar freneticamente o local em busca de qualquer pista que possa levar ao paradeiro de Malu.
Observo agonia no rosto de Ziam enquanto ele lidera a busca. Meu coração bate descompassado, enquanto as possibilidades invadiram minha mente.
De volta à pousada, a tensão é palpável. Ziam retorna com informações preocupantes.
— Órion está se aproximando. Estou vendo por ele que há algumas carruagens saindo da cidade
ele comunica, seus olhos adquirindo novamente um tom amarelo, já vi assim antes, sempre antes de ele ir embora e voar em seu dragão.
Minha apreensão aumentando ainda mais pela situação de Malu.
Anton parece estar perdido em seus próprios pensamentos, mantendo os olhos fechados.
O silêncio paira no ar, e todos nós nos questionamos sobre o paradeiro de Malu e o que poderá acontecer.
A noite que deveria ser de celebração e descontração agora se transformou em uma busca desesperada. As sombras da preocupação e do perigo lançam um véu sobre o mim.
Cada minuto que passa é uma angústia crescente, e o recebimento da mistura de ansiedade e medo.
O silêncio que se instalou na sala era quase tão sufocante quanto a própria tensão que pairava sobre nós.
A noite, antes vibrante e repleta de luzes coloridas, havia se transformado em um turbilhão de incertezas. O nome de Malu ecoava em minha mente como um alarme incessante.
Ziam estava de pé no centro do aposento, seus olhos brilhando em um tom dourado intenso enquanto sua mandíbula se contraía.
Eu o conhecia o suficiente para saber que, naquele momento, ele estava se segurando por um fio. Seu instinto primitivo queria tomar o controle—ele queria agir, correr, voar até ela e arrancá-la das mãos de quem quer que tivesse cometido a loucura de levá-la. Ele sempre foi protetor com ela.
— Quem viu Malu pela última vez?
sua voz cortou o silêncio como uma lâmina afiada.
Os guardas se entreolharam, nervosos, até que um deles deu um passo à frente.
— Ela estava com um grupo de elfos, mas se afastou para conversar com um homem de vestes escuras. Perdemos contato quando as luzes começaram a piscar mais rápido. Eu saí para procurá-la.
Ziam rosnou baixo, e sua aura pareceu se expandir, tornando a sala menor, sufocante.
— Vocês a perderam de vista?
Anton repetiu, incrédulo, passando uma mão pelos cabelos. Ele parecia querer socar algo ou alguém.
— A carruagem. Não dá para verificar as que estavam saindo da cidade?
Minha voz saiu mais baixa do que eu gostaria, mas Ziam imediatamente focou sua atenção em mim.
— Você disse que Órion viu umas carruagens saindo apressadas da cidade. Se ela estiver dentro de alguma?
— Estou tentando sentir o cheiro dela, nas carruagens.
Seus olhos brilharam ainda mais forte, e, em um instante, ele já estava atravessando a porta, seu corpo tenso e decidido.
Anton exalou forte, batendo o punho contra a parede.
— Isso não pode estar acontecendo.
Eu, por outro lado, apenas me mantinha de pé, sentindo uma onda fria subir pela minha espinha, eles pareciam exalar energia, e eu não sei como, estava sentindo como se ondas elétricas vindo deles e dançando na minha pele.
Malu era esperta, mas isso não significava que estava a salvo. Quem quer que a tivesse levado sabia o que estava fazendo.
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Atualizado até capítulo 30
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