Ziam Jocar
— Achei, o cheiro dela está bem nítido, agora. Estou em cima de uma carruagem.
Disse assim que o cheiro único da minha irmã caçula entrou nas narinas de Órion.
— Estou vendo também, olha para trás, irmãozinho
Anton sussurra, e direciono um olhar rápido para trás. Observo Torve, o Dragão Negro de Anton, voando atrás de mim, não muito longe. Na carruagem, três homens estão tentando escapar.
— Vamos cercá-los?
Anton indagou, eu sorri com escárnio.
— Com certeza.
Nesse momento, mergulhamos na ação, cercamos a carruagem, que parou abruptamente.
Dois dos homens descem e correm para a mata, cada um para um lado. Malu grita de dentro da carruagem, a voz dela ecoando no ar noturno, deixando-me com mais raiva e preocupação.
Órion sente a tensão e avança em direção ao último homem, que está paralisado. O ataque de Órion é feroz, e ele devora o homem sem hesitação, sinto o gosto do sangue.
A porta da carruagem é aberta, revelando um homem com um capuz preto. Ele estende a mão para Órion, que fica desorientado no mesmo momento, sua visão turva.
— Não consigo focar, meus olhos...
Esbravejo, incomodado e totalmente frustrado, piscou algumas vezes, tentando focar a minha frente.
— Pela deusa, Malu, o que está havendo?
Diana exclama, sua voz carregada de exasperação e medo. Ouço a preocupação evidente em sua voz.
Ela pede pela deusa Liora que ignifica "minha luz", representando a esperança que ilumina a escuridão e dá nova vida, e ao qual seu reino acredita que será sua salvadora, a deusa das estações, tão poderosa que será a deusa que libertará o povo do reino de pedra. Antes chamado de Eldoria, o reino agora é conhecido apenas como o Reino de Pedra, um nome que reflete a maldição que há séculos atingiu o reino, transformando todo o reino em pedra.
Nesse momento, levantou a apoiargido alto e poderoso, e o homem com o capuz preto recua, movendo-se em direção à mata
Ele deixa Malu caída para trás, ela levantou apoiando as mãos na carruagem chorando.
— Arrume as coisas delas. Vocês iram com os guardas.
Encarou Muriel e Carmelita, nossa governanta, que assentindo, prontas para auxiliar. E dirigi meus olhos amarelados para ela, Órion gosta do que vê, ele sente as pessoas, e sabe que ela é uma boa pessoa.
— Nós vamos voar.
Sinto uma inquietação se intensificar dentro de mim.
O perigo está se aproximando, e a nossa caçada se iniciará já.
A fúria pulsava em meu sangue como uma chama inextinguível. Minha visão ainda estava turva, mas eu não precisava enxergar perfeitamente para saber que aquele desgraçado estava fugindo.
— Pegue ele!
rugi, com a voz de Órion, e com um salto ágil, avançamos.
Anton não precisou de mais incentivo. Torve mergulhou, rasgando o vento, suas asas negras cortando a escuridão como lâminas afiadas.
O mago encapuzado corria, os pés afundando na terra úmida da floresta. Ele tentava conjurar algo, mas sua magia oscilava. Provavelmente havia gasto energia demais desorientando Órion. Péssima ideia.
Órion disparou sobre a copa das árvores, acompanhando a fuga do mago. Meu corpo se movia com o dele, nossos sentidos conectados. Eu podia sentir sua pulsação acelerada, a ânsia pela caçada.
— À direita!
Anton gritou, puxando Torve para interceptar o fugitivo.
O mago desviou no último segundo, uma explosão de sombras envolvendo seu corpo.
— Maldição!
praguejei, puxando as rédeas de Órion.
— Ele está usando magia de deslocamento.
— Não por muito tempo.
A voz de Anton carregava diversão selvagem. Ele adorava uma perseguição.
Torve lançou uma rajada de fogo negro, incinerando a vegetação ao redor do mago, forçando-o a se mover em uma direção previsível.
— Agora!
berrei, fazendo com que Órion mergulhasse.
O dragão rugiu, investindo como um relâmpago dourado. Eu estava a poucos metros de agarrá-lo quando, de repente, a terra se abriu sob nós.
Um vórtice negro surgiu, sugando a luz ao redor. Órion recuou com um grunhido, balançando a cabeça para se livrar do efeito da magia.
E então, o mago desapareceu.
O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.
Pulei do lombo de Órion, os punhos cerrados. Anton pousou ao meu lado, desmontando de Torve com um salto preguiçoso.
— Bom, isso foi irritante
comentou, cruzando os braços.
Meu peito subia e descia pesadamente. Eu queria partir algo ao meio.
— Ele escapou...
minha voz saiu baixa, carregada de frustração.
Anton. Suspirou, chutando uma pedra.
— Sim, mas não ileso. Ele gastou muita magia. Da próxima vez, não terá tanta sorte em correr.
Fechei os olhos por um instante, tentando acalmar a tempestade dentro de mim.
— Isso não está acabado
Murmurei irritado.
Anton sorriu de canto.
— Nunca está, irmãozinho. Nunca está.
A situação está longe de estar sob controle. Enquanto Órion levar Malu para casa e os guardas preparam uma escolta para Carmelita e Muriel.
Órion voltou para Malu, que correu para Órion, que abaixou a cabeça para que ela pudesse subir em suas costas.
— Órion, levara Malu para casa primeiro. Depois somos nós.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments