Diana Malor- Fuga da prisão

Preciso sair daqui, só faltam duas horas para essa loucura acontecer, eu não vou me casar com aquele lunático!

— Como ele ousou me tocar? Nem prometida dele, eu sou!

andando de um lado ao outro, pensando em como fugir, era minha única chance, ouço a porta ser destrancada, e uma delas se abrir, Rura entrou no quarto, e carregava um embrulho grandioso coberto com um tecido fino

— Como está alteza?

ela deixou o embrulho na cama e me abraçou

— Rura, me ajude, não posso me casar com ele

ela me soltou e segurou minhas mãos

— Vai ficar tudo bem, não se preocupe, a deusa não te abandonou, alteza

ela soltou minhas mãos e se aproximou da cama, abriu o tecido e tenho certeza que é um vestido de noiva, minha vontade é de jogar ele pela janela

— Não vou usar isso, ninguém vai me obrigar a me casar com aquele lunático

disse irritada e sentindo o peito apertado, me sentei na namoradeira vermelha no quarto

— Não o irrite, ele não é uma pessoa calma, a alteza deveria se acalmar. Já sei, vou lhe trazer um chá, sei que não comeu nada hoje.

ela se virou e bateu na porta, e a porta se abriu, e ela saiu.

— Chá, eu não quero um chá coisa nenhuma, quero é sair daqui.

Disse pra mim mesma.

— Ótimo, eu preciso me acalmar. Preciso é da minha guarda real.

eles devem estar nas masmorras do rei, mas não sei ao certo como chegar até lá, Malu não gostava do cheiro, disse que quando foi até lá, não consegui comer por dois dias

Cheguei mais perto do vestido, e é bonito, não tanto quanto o que a minha costureira está fazendo para me casar com Ziam, não, não vou me casar para realizar um capricho de um irmão invejoso!

Me visto com o infame vestido, desejando que a deusa o consumisse;

Fui à sacada e o céu estava nublado, como o dia em que mamãe morreu, um temporal se aproxima, papai já deve saber o que está acontecendo aqui. Sou uma prisioneira.

Ainda na sacada, eu sentia o vento forte da tempestade que se aproximava, ganhando força, raios cortavam os céus, senti como se os trovões, que estralavam alto lá fora, estavam ditando o ritmo do meu coração, sempre gostei da chuva, os raios que cortavam o céu sempre me fascinaram;

De olhos fechados, era como se estivesse me chamando, me convidando como uma música feita pra mim.

A chuva começou a molhar meu rosto e me senti em casa, como posso me sentir assim, aqui?

Abri os olhos e decidida a sair dessa situação. Adentrei o quarto e removi o infame vestido, vesti um capuz e sai novamente pela pequena saída ainda encoberta.

Comecei a seguir os corredores do palácio, evitando os olhares dos serviçais que cruzavam o meu caminho. A cada passo que eu dava, a esperança crescia dentro de mim. Lá fora parecia estar em perfeita sintonia com o turbilhão de emoções que eu estava sentindo.

Enquanto me movia pelos corredores, avistei uma figura conhecida se aproximando. Era Marili. Ela parou ao me ver e franziu a testa.

— Se alguém te reconhecer, terá problemas. Venha

segurou minha mão e me conduziu até um quarto, que creio ser de descanso, pois havia quatro camas.

— Pegue, vista minhas roupas. Precisa cobrir seu cabelo

vesti as roupas simples dela.

— Preciso chegar até as masmorras, preciso de minha guarda real

ela franziu os lábios.

— O que foi?

indaguei ansiosa. Meus sentimentos estão todos bagunçados.

— Alteza, não vá, não é seguro ir até as masmorras. Seu pai, o Rei Malor e o Rei Ziam estão tomando providências, mas levam um tempo. A situação está tensa, e se você for pega, tudo pode ficar pior.

Eu a olhei, frustrada e ansiosa ao mesmo tempo. A situação parecia ainda mais complexa do que eu imaginava.

— Maríli, eu não posso ficar aqui esperando. Tenho que fazer alguma coisa, não posso me casar com ele, não posso me submeter a isso.

Maríli segurou meu rosto suavemente entre as mãos e olhou nos meus olhos.

— Entendo sua angústia, alteza. E admiro sua coragem. Mas, agora, você precisa confiar naqueles que estão trabalhando para te resgatar. O rei, seu pai, sabe o que está acontecendo, e ele não deixará que você seja forçada a se casar. Confie nele e nas pessoas que estão ao seu lado.

Eu suspirei, sentindo um misto de resignação e esperança. Ela tinha razão. Não poderia resolver tudo sozinha, especialmente em meio a essas situações perigosas.

— O que faço então?

Maríli sorriu suavemente e apertou minha mão.

— Por enquanto, mantenha-se segura e escondida. Te manterei informada sobre qualquer novidade. E, quando chegar a hora certa, vamos te tirar daqui.

Eu assenti, ainda sentindo o coração acelerado, mas agora com um fio de esperança cortando o medo. Ela saiu me deixando só com meus pensamentos, e muitas emoções.

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