No entanto, ao chegarmos ao final do corredor, um escudeiro do rei Oscar, o pai de Anton, se aproximou ofegante.
Assim que ele se aproximou de Anton, jogou-se aos pés dele, causando uma tensão repentina.
— Alteza, uma tragédia aconteceu!
o escudeiro exclamou, ainda de joelhos e com a cabeça baixa, claramente angustiado.
— Recomponha-se e me diga o que aconteceu
Anton ordenou com firmeza. O escudeiro ajoelhado respirou fundo e olhou Anton com olhos cheios de aflição.
— O rei está morto, Alteza. Me perdoe, não consegui proteje-lo. Mereço a morte
o escudeiro declara, e Anton o encarou com uma expressão de ódio em seus olhos. Afastei-me alguns passos, atônita. Como um guerreiro tão formidável como o rei Oscar poderia ter sido derrotado?
— Como isso aconteceu?
questionou Anton com voz rígida, a angústia e o choque evidentes em sua expressão quando segurou o escudeiro. A notícia da morte do rei Oscar, o abalou de maneira profunda
Me segurei em Carmelita, sentindo meu coração disparar com a notícia chocante. Respirei fundo, tentando encontrar coragem para falar com Anton.
— Anton, acalme-se
minhas palavras saíram quase como um sussurro, e ele me olhou quando minha mão tocou seu braço. Ele soltou o escudeiro, que voltou a se ajoelhar.
— Eu sinto muito, sinto muito mesmo. Seu pai sempre foi um homem bom e justo
continuei, olhando nos olhos dele. Anton me abraçou de repente, apertando-me contra seu peito. Eu me senti um pouco sem jeito, mas o abraço também trouxe um conforto. A dor de perder o pai deve ser insuportável.
— Tael, me conte o que houve
Anton se levou de mim e direção-se a Tael, que conduziu.
— O rei foi atacado. Não sei como, mas cinco Orcs conseguiram invadir as terras do reino. Fomos atacados pelas costas
relatou Tael. Anton ergueu a mão, pedindo que ele parasse de falar. Minhas lágrimas começaram a escorrer, e meu coração se apertou com o medo do que poderia acontecer.
— Feche o castelo. Ninguém entra ou sai. Chame o ministro Adriel. Teremos uma coroação e um casamento
Anton anunciou, suas palavras me deixaram perplexa. O silêncio que seguiu o anúncio de Anton foi pesado, carregado de choque e incerteza.
Meus olhos estavam fixos nele, buscando respostas que ele ainda não estava pronto para dar, e eu não estava pronta para receber.
Meu coração pulsava descompassado em meio à dor da notícia e à incredulidade das últimas palavras que saíram de sua boca.
Os passos apressados dos elfos ecoavam pelo salão enquanto selavam as entradas com magia. Runas brilhavam nas portas e janelas, formando barreiras invisíveis que impediram qualquer passagem.
Era um ato necessário, mas que aumentava minha sensação de confinamento. O castelo estava agora isolado do mundo exterior, e uma tragédia havia chegado à porta do reino de Jocar.
Anton permaneceu imóvel por um instante, seu olhar fixo no vazio. Sua expressão, que antes era tomada pelo choque, endureceu em algo que eu reconheci como determinação.
O peso do dever havia caído sobre seus ombros de uma vez.
— Alteza, o que deseja que façamos?
um dos conselheiros do rei, o ministro Adriel, perguntou ao se aproximar. Ele era um Elfo de feições severas, a pele reluzente, cabelos prateados e os olhos afiados como lâminas.
— Organizem os guardas, reforcem os portões e aumentem os vigias nas torres. Se cinco orcs conseguiram passar, há algo errado. Quero saber como eles entraram e quem pode ter facilitado isso. E prepare a cerimônia.
— Sim, Alteza.
Adriel assentiu e se afastou para dar ordens.
Minha mente, ainda envolta em uma tempestade de pensamentos, encontrou forças para questionar.
— Anton… você disse algo sobre uma coroação e um casamento. O que quis dizer com isso?
Ele se voltou para mim, seu olhar se suavizando um pouco ao encontrar o meu.
— O reino precisa de um rei, e precisa agora. Não podemos permitir que a incerteza e o medo se instalem. Meu pai está morto… o que significa que sou o sucessor legítimo. Ziam não está aqui para realizar a cerimônia, mas Adriel pode cumprir esse papel.
— Ziam é o primogênito, isso está errado. E esse casamento?
minha voz saiu mais trêmula do que eu gostaria.
Anton sorriu, mas não havia alegria naquele sorriso, apenas um brilho enigmático e intenso.
— Preciso de uma rainha.
Engoli em seco, sentindo o peso das palavras dele caírem sobre mim como uma avalanche.
— Você não pode estar falando sério…
— Estou. O reino precisa de estabilidade, e uma união fortalece a coroa. Você é a melhor escolha.
Minha mente girava. O choque da proposta, o medo da guerra e o luto pela morte do rei se misturavam em um turbilhão dentro de mim. Meu coração queria recusar, fugir, gritar que não estava pronta para isso. Mas, tudo o que eu vi, me dizia que não havia outra opção.
Os elfos nos guiaram até os aposentos reais. O quarto de Anton agora pertencia a um rei. Eu o observei caminhar até a janela, observando o céu escuro da noite que se aproximava.
— Eu não estou pedindo, estou declarando. Amanhã, ao nascer do sol, o reino terá um novo rei… e uma nova rainha.
O destino havia sido traçado. Eu não sabia se estava pronta para enfrentá-lo, mas desejava com toda minha força que isso fosse um pesadelo e eu acordasse em minha cama, com algum livro ruim em minha mãos.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 30
Comments
Jane Silva
que cafajeste. desconfio que ele armou tudo isso
2025-03-19
0