O CEO Frio e a Secretária

O CEO Frio e a Secretária

01

Capítulo 1: A Entrevista

Apresentação.

Fernanda Maia, 24 anos...

Paulo César. 31 anos...

O silêncio na sala era quase insuportável. Sentada na cadeira desconfortável de frente para a mesa de madeira escura, eu não conseguia evitar apertar as mãos no colo. Meu coração batia rápido, e cada segundo parecia durar uma eternidade.

"Fernanda Maia, certo?" A voz dele cortou o silêncio como uma lâmina afiada. Olhei para cima e encontrei os olhos frios de Paulo César, o CEO da empresa. Ele estava sentado em uma poltrona de couro preto, a postura rígida e impecável. Seus olhos eram tão penetrantes que me fizeram querer desviar o olhar, mas não me atrevi.

"Sim, senhor," respondi, tentando manter a voz firme.

"Você sabe que este cargo exige perfeição, não sabe?" Sua voz era baixa, quase indiferente, mas havia um peso nela que fazia minhas mãos suarem ainda mais.

Assenti rapidamente. "Sim, senhor. Eu estou disposta a aprender e a me esforçar para corresponder às expectativas."

Ele levantou uma sobrancelha, como se minha resposta fosse exatamente o que ele esperava, mas ainda assim não o impressionasse. Ele folheou meu currículo com desinteresse, cada movimento meticulosamente calculado.

"Graduada em administração, sem experiência significativa na área. O que a faz pensar que é capaz de trabalhar para mim?"

Minha boca secou, e eu precisei de um momento para responder. "Eu... acredito que minha dedicação e minha vontade de aprender possam compensar a falta de experiência. Eu me esforço ao máximo em tudo que faço."

Ele soltou um riso curto, sem humor. "Dedicação e esforço nem sempre são suficientes, senhorita Maia. Este é um ambiente onde erros não são tolerados."

Senti meu rosto queimar de vergonha, mas mantive o olhar fixo nele. Por mais intimidador que fosse, eu precisava desse emprego. Minha mãe estava doente, e as contas não paravam de chegar.

"Entendo, senhor. Mas estou disposta a provar que sou capaz."

Ele me estudou por um momento, seus olhos avaliando cada detalhe da minha postura. "Você é... desajeitada, sabia disso?"

Eu congelei, surpresa pela brutalidade de suas palavras. Antes que pudesse responder, ele continuou:

"Suas mãos estão suando, seus ombros estão tensos, e você parece que vai desmaiar a qualquer momento. Como espera trabalhar sob pressão se não consegue nem lidar com uma simples entrevista?"

"Eu posso lidar com pressão," respondi, minha voz um pouco mais alta do que eu pretendia.

Ele arqueou a sobrancelha novamente, como se estivesse me desafiando. "É mesmo? Então prove."

Havia algo em sua expressão – uma mistura de ceticismo e... dor? Era sutil, mas não consegui deixar de notar. Talvez fosse o cansaço nos olhos dele, ou o tom frio demais em suas palavras, como se estivesse acostumado a afastar as pessoas.

"Estou aqui porque acredito que posso fazer a diferença, senhor César," disse, tentando soar confiante. "Não sou perfeita, mas sou persistente. E se me der uma chance, prometo que não vai se arrepender."

Ele riu novamente, dessa vez mais seco. "Promessas são fáceis de fazer, senhorita Maia. Difícil é cumpri-las."

Houve um silêncio pesado enquanto ele me encarava. Senti que ele estava testando meus limites, vendo se eu recuaria. Mas eu me recusei a desviar o olhar.

"Bem," ele disse finalmente, colocando meu currículo sobre a mesa. "Eu não tenho tempo para contratar alguém incompetente. Mas parece que você está desesperada o suficiente para aceitar qualquer coisa, então vou lhe dar uma chance."

Meu coração disparou, e por um momento quase sorri. Mas o olhar frio dele me fez conter qualquer demonstração de alívio.

"Obrigada, senhor César," disse, tentando manter a compostura.

"Não me agradeça ainda," ele respondeu, levantando-se. Sua altura e postura impuseram ainda mais respeito. "Se cometer um erro, estará fora antes mesmo de perceber."

Assenti, levantando-me rapidamente da cadeira. Mas, no processo, minha bolsa caiu no chão, espalhando seu conteúdo – papéis, caneta, até um batom rolou para perto dos pés dele.

"Desculpe," murmurei, ajoelhando-me para recolher tudo.

Ele suspirou, mas não se moveu para ajudar. Apenas observou, como se minha falta de jeito fosse uma confirmação de tudo o que ele já pensava sobre mim.

"Primeiro dia amanhã," disse ele quando terminei de recolher minhas coisas. "Sete da manhã. Não se atrase."

"Não vou me atrasar, senhor."

Ele deu de ombros, indiferente, e saiu da sala, deixando-me sozinha. Assim que a porta se fechou, soltei o ar que nem percebi que estava prendendo.

Eu consegui.

Mas, ao mesmo tempo, havia algo nele que me fazia sentir que este seria o maior desafio da minha vida. Havia uma frieza em Paulo César que parecia impossível de atravessar. Ele era cruel, mas não de uma forma gratuita. Parecia carregar algo pesado, uma dor que ele se recusava a mostrar, mas que se manifestava em cada palavra cortante e olhar indiferente.

E eu sabia que, para sobreviver naquele emprego, precisaria descobrir como lidar com isso.

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Comments

Adoro Ler

Adoro Ler

marcando pra ler..dia 21.01.2025..mas aguardando mais capítulos..pra não me frustrar..

2025-01-21

1

Simone Silva

Simone Silva

parabéns autora pelo seu livro ❤️

2025-01-07

0

bete 💗

bete 💗

começando ,06/01/25
interessante ❤️❤️❤️❤️❤️

2025-01-07

0

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