Capítulo 14: A Primeira Noite 🔞
A noite havia caído como um manto de veludo sobre a Mansão Wycliffe, cobrindo a paisagem com sombras profundas e encantadoras. As árvores nos jardins balançavam suavemente ao ritmo do vento, e as estrelas brilhavam como diamantes distantes em um céu de ébano. Dentro da mansão, entretanto, a quietude da noite contrastava com as emoções intensas que pulsavam em Eleanor, pronta para uma noite que poderia alterar seu destino.
Eleanor estava em seus aposentos, sentada à beira da cama com as mãos entrelaçadas no colo, nervosa e expectante. O quarto, com suas paredes cobertas de tapeçarias em tons de verde e dourado, exalava um calor familiar e ao mesmo tempo esmagador, como se aquelas paredes tivessem testemunhado e guardado segredos antigos. As velas estrategicamente colocadas nos castiçais de prata lançavam luz suave, criando sombras que dançavam nos móveis, e no ar havia um aroma de lavanda fresca.
A conversa recente com Isabella ainda ecoava na mente de Eleanor, suscitando uma mistura de compaixão pela amiga e uma percepção aguda de suas próprias emoções. Desde que chegara à Mansão Wycliffe, sua vida fora virada de cabeça para baixo, com desafios inesperados, descobertas inquietantes e, sobretudo, sentimentos que não conseguia mais reprimir. Ali, no silêncio do quarto, Eleanor admitia para si mesma o que já vinha percebendo há tempos – estava apaixonada por Thomas, seu marido.
Foi então que ouviu uma batida suave na porta. A respiração se prendeu por um instante, enquanto Eleanor se levantava devagar, antecipando o que poderia estar por vir.
— Entre — disse ela, a voz ligeiramente trêmula, tentando disfarçar a expectativa.
A porta se abriu, revelando a figura alta e imponente de Thomas. Ele estava sem sua habitual jaqueta formal, vestindo apenas uma camisa de linho que destacava a força de seus ombros e a rigidez de sua postura. Seus olhos, normalmente frios e calculistas, estavam agora intensos, carregados de um calor inusitado.
— Eleanor, espero não estar incomodando — disse ele, a voz profunda e contida, mas com uma suavidade que ela não costumava ouvir.
— Não está incomodando, Thomas — respondeu ela, tentando manter a voz firme. — O que o traz aqui?
Thomas hesitou, os olhos baixos como se buscasse palavras no chão. Finalmente, ergueu o olhar para ela, e a intensidade em seus olhos fez com que Eleanor sentisse um arrepio na espinha.
— Eleanor, desde que você chegou aqui, desde que nos unimos em matrimônio, acreditei que poderia manter nosso relacionamento nos moldes de um acordo. Mas, noite após noite, percebo que isso não é mais possível. Eu... não consigo mais reprimir o que sinto.
Eleanor deu um passo em direção a ele, o coração acelerado e os olhos fixos nos dele, absorvendo cada palavra.
— Thomas... eu... sinto o mesmo — murmurou ela, a voz embargada pela emoção, e em seus olhos, ele pôde ver a sinceridade, a entrega que há tempos ela guardava para si mesma.
Thomas então deu o passo final em sua direção e a segurou delicadamente pelo rosto, aproximando-se com uma suavidade que a fez estremecer. Os lábios se encontraram devagar, hesitantes no início, mas logo tomados por um desejo profundo e incontrolável. Eleanor entregou-se ao beijo, sentindo uma intensidade que nunca experimentara antes.
Thomas a envolveu em seus braços, segurando-a firme, como se temesse que ela se afastasse. Seus lábios exploravam os dela com uma mistura de urgência e ternura, enquanto uma de suas mãos acariciava seus cabelos, descendo lentamente até a nuca. Eleanor sentiu uma onda de calor atravessar seu corpo, o coração batendo descompassado, cada toque de Thomas trazendo uma nova chama que a consumia.
Ele então a conduziu até a cama, onde Eleanor se deitou, os olhos nunca deixando os dele, que agora brilhavam com uma intensidade avassaladora. Thomas inclinou-se sobre ela, seus lábios encontrando a pele macia do pescoço de Eleanor, traçando uma linha de beijos suaves e profundos, descendo pelo seu ombro. Eleanor fechou os olhos, entregando-se ao momento, deixando que cada toque, cada carícia, gravasse a sensação de pertencimento, de entrega mútua, em sua pele e em seu coração.
Os movimentos de Thomas eram ao mesmo tempo gentis e intensos, como se ele quisesse explorar cada parte de seu corpo, memorizar cada curva e reação de Eleanor. Ele a segurava com firmeza, mas com a delicadeza de quem manuseia algo precioso, algo que se temia quebrar. O toque de suas mãos, explorando a pele dela, enviava ondas de calor por seu corpo, enquanto o ritmo de sua respiração se misturava ao dele, em uma sincronia perfeita.
Aos poucos, ambos começaram a deixar de lado as últimas barreiras. Thomas, com um cuidado reverente, desabotoou o vestido de Eleanor, cada peça de tecido revelando mais de sua pele, mais da mulher que ele agora desejava com uma intensidade inegável. Eleanor, por sua vez, deslizou as mãos sobre o peito dele, sentindo os músculos tensos, a força que ele parecia conter para não se apressar, para saborear cada instante ao lado dela.
A noite avançou lentamente, cada instante prolongado em uma dança de sensações e emoções. Eleanor sentia que aquele momento era ao mesmo tempo familiar e inexplorado, como se estivesse descobrindo algo novo e, ao mesmo tempo, reencontrando algo que sempre esteve lá.
Finalmente, quando ambos estavam entregues, Eleanor e Thomas se uniram completamente, em um momento que selava tudo o que vinham sentindo e reprimindo. Cada movimento era uma promessa, cada toque era uma afirmação de que, a partir daquele momento, nada mais seria o mesmo. Era uma noite que marcaria o início de uma nova fase em suas vidas, uma fase em que a conexão entre eles, agora completa, se tornaria o alicerce de tudo o que enfrentariam juntos.
Depois, permaneceram em silêncio, os corações ainda acelerados e as mãos entrelaçadas, aproveitando a serenidade que seguia a tempestade de emoções que haviam acabado de vivenciar. Eleanor repousou a cabeça no peito de Thomas, ouvindo o batimento tranquilo e reconfortante de seu coração, sentindo-se finalmente em paz.
— Não importa o que o futuro nos reserve, Eleanor — murmurou ele, acariciando-lhe os cabelos. — Eu estou com você. Nós somos um só agora.
Ela sorriu, um sorriso genuíno e cheio de esperança, sabendo que ele estava ao lado dela, e que a partir daquele momento, nada mais os separaria.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Val Silva
primeira vez sem graça autora aff
2024-11-01
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