A noite estava fria e pesada quando Estela e Elias adentraram a floresta, as árvores altas parecendo sombras vivas, cercando-os de todos os lados. A lua cheia mal conseguia romper a densidade das copas, lançando apenas pequenos raios de luz prateada sobre o chão coberto de folhas. Eles tinham uma missão urgente: investigar relatos de criaturas sombrias que haviam começado a se aproximar das vilas próximas, espalhando terror entre os aldeões.
"Não gosto disso," Elias murmurou, sua mão repousando no punho de sua espada enquanto seus olhos percorriam a escuridão ao redor. "Esta floresta já era perigosa o suficiente antes. Agora parece... viva, de uma maneira perturbadora."
Estela, montada em seu cavalo ao lado dele, estava igualmente alerta. As histórias sobre as Sombras crescendo na fronteira estavam cada vez mais frequentes, e cada dia trazia mais relatos de desaparecimentos e ataques misteriosos. Ela puxou o manto mais apertado em torno de si, sentindo o peso da noite ao seu redor.
"Eu também sinto isso," admitiu Estela. "Algo está errado. Esta floresta parece... diferente. Como se estivesse nos observando."
Os dois cavalgaram em silêncio por alguns minutos, apenas o som dos cascos dos cavalos quebrando o silêncio inquietante. A tensão era palpável, como se o próprio ar estivesse carregado de perigo iminente.
De repente, um farfalhar nas árvores à direita chamou a atenção de ambos. Elias puxou sua espada imediatamente, os olhos fixos na direção do som.
"Você ouviu isso?" ele perguntou, a voz baixa, mas firme.
Estela assentiu, sua mão indo instintivamente para a adaga presa à cintura. "Sim. Algo está nos cercando."
Eles pararam seus cavalos, escutando atentamente. O farfalhar tornou-se mais alto, como se algo grande e pesado estivesse se movendo entre as árvores, apenas fora de vista. Então, o silêncio voltou, mas a sensação de perigo não diminuiu.
"Devemos seguir em frente ou esperar?" Elias perguntou, ainda com a espada em punho.
Antes que Estela pudesse responder, um grito agudo cortou o ar. O som era horrível, como se viesse de uma criatura atormentada, algo que não deveria existir no mundo natural. Os cavalos começaram a se agitar, inquietos com a presença invisível ao redor.
"Vamos," Estela ordenou, puxando as rédeas de seu cavalo e avançando rapidamente. "Seja o que for, precisamos enfrentá-lo antes que nos ataque."
Eles seguiram em direção ao som, o medo crescendo a cada passo. A floresta parecia se fechar ao redor deles, as sombras se movendo, deformando-se de formas inumanas. De repente, as árvores se abriram em uma pequena clareira, onde o ar parecia mais pesado, como se estivesse envenenado pela escuridão.
No centro da clareira, uma criatura grotesca se erguia, sua pele pálida e translúcida, os olhos brilhando com um vermelho infernal. Era maior do que um homem, com membros alongados e deformados, e sua boca emitia um som gutural, um misto de gemido e grunhido.
"Por todos os deuses..." Elias sussurrou, seus olhos arregalados com a visão da criatura.
Estela não hesitou. "Prepare-se," ela disse, sacando sua adaga. "Essa coisa não vai nos deixar passar."
A criatura avançou rapidamente, suas garras enormes rasgando o ar em direção a eles. Elias foi o primeiro a atacar, sua espada brilhando enquanto ele tentava acertar a criatura, mas ela era rápida, desviando-se e contra-atacando com uma força brutal.
"Elias!" gritou Estela, avançando para ajudar o companheiro.
Ela lançou sua adaga, acertando a criatura no ombro, mas isso mal a fez recuar. Com um rugido de fúria, a criatura virou-se para ela, os olhos brilhando com ódio puro. Antes que pudesse reagir, Estela foi lançada ao chão com um golpe rápido de suas garras.
"E-Estela!" Elias gritou, cortando o caminho da criatura com sua espada antes que ela pudesse avançar novamente sobre a rainha caída.
Estela lutava para recuperar o fôlego, seus sentidos atordoados pelo impacto. Mesmo assim, ela conseguiu se levantar, determinada a continuar lutando. Elias continuava enfrentando a criatura, mas ela era incrivelmente rápida, desviando dos golpes de sua espada e contra-atacando com uma precisão assustadora.
"Precisamos de uma estratégia," Estela disse, respirando com dificuldade enquanto observava a criatura circundar Elias. "Ela é muito rápida para um ataque direto."
Elias deu um passo para trás, tentando criar uma distância segura. "O que você sugere?"
Estela olhou ao redor, procurando algo que pudesse usar. Seus olhos fixaram-se em uma árvore caída, não muito longe da clareira. Se conseguissem forçar a criatura para lá, poderiam prendê-la ou desacelerá-la o suficiente para derrotá-la.
"Lá!" ela apontou. "Vamos tentar conduzi-la para aquela árvore caída. Se a encurralarmos, teremos uma chance."
Elias assentiu, recuando em direção à árvore enquanto continuava a bloquear os ataques da criatura. Estela pegou sua adaga do chão e se posicionou do outro lado, pronta para agir.
"Agora!" ela gritou.
Elias avançou com um golpe firme, forçando a criatura a se mover em direção à árvore. Estela aproveitou a abertura e correu para o outro lado, cortando o caminho de fuga da criatura. Encurralada, ela tentou atacar freneticamente, mas seus movimentos ficaram mais lentos ao tropeçar sobre o tronco da árvore caída.
"Acabe com isso, Elias!" Estela ordenou.
Com um grito de guerra, Elias desferiu um golpe decisivo, sua espada perfurando o coração da criatura. Um grito horrível ecoou pela clareira enquanto ela se debatia, mas finalmente caiu, imóvel.
Estela respirou fundo, seus músculos tensos relaxando lentamente enquanto observava o corpo da criatura se dissolver em uma névoa negra, desaparecendo no ar. Ela olhou para Elias, exausta, mas aliviada.
"Conseguimos," ela disse, a voz baixa, mas firme.
Elias se aproximou, ofegante, mas com um leve sorriso no rosto. "Nunca subestime o poder da rainha das rosas."
Estela sorriu de volta, mesmo sentindo o peso da batalha em seus ombros. "Essa foi apenas uma de muitas criaturas que ainda enfrentaremos. Algo muito maior está por vir, Elias."
Ele assentiu, guardando sua espada. "Seja o que for, enfrentaremos juntos."
Enquanto montavam novamente em seus cavalos, a floresta parecia mais silenciosa agora, mas Estela sabia que a verdadeira batalha ainda estava por vir. As Sombras estavam se aproximando, e com elas, novos perigos que testariam não apenas sua força, mas sua habilidade de liderar e proteger o reino.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Cecilia geralda Geralda ramos
são monstros criados pelos inimigos.
2025-02-07
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