Capítulo 20

Assim que a última sílaba desapareceu no ar, os lábios quentes e úmidos de Emmett encontraram os seus em um beijo carregado de desejo e paixão. Naquele instante, Ansel soube que não havia comparação possível com o beijo de Edgar. O que sentiu ao beijar Emmett era incomparável, infinitamente superior. Cada toque, cada movimento dos seus lábios e língua, o calor e a intensidade que emanava do contato, eram um milhão de vezes melhores do que qualquer outra experiência. A forma como Emmett tomava posse de seus lábios, como brincava com sua língua e lambia os traços de saliva que escorriam de sua boca, eram incrivelmente atraentes e sensuais. Ele ansiava por mais, muito mais, e esse desejo crescente o inquietava. Sabia que perder o controle diante de Emmett seria um grande problema.

À medida que o beijo intensificava, um dos braços de Emmett circundou sua cintura, atraindo-o para si, e a outra mão deslizava pelo seu pescoço, descendo lentamente, queimando sua pele a cada toque. Ansel sentiu como seu corpo reagia ao toque, com um arrepio que percorria sua espinha dorsal, e uma necessidade crescente que não conseguia controlar. O roupão que vestia estava frouxo, o que permitiu que Emmett colocasse a mão por dentro, explorando o torso de seu amigo com os dedos. O simples toque desses dedos sobre sua pele nua fez Ansel gemer contra a boca de Emmett, um som que o delatava completamente.

Emmett mal abriu os olhos, e um sorriso de satisfação apareceu em seus lábios. Não precisava dizer, mas adorava ser o único capaz de arrancar esses sons de Ansel. Amava a ideia de ser o único que podia beijá-lo, tocá-lo e fazê-lo sentir dessa maneira. Sim, Emmett tinha sido, e queria continuar sendo, o único na vida de Ansel, agora e sempre. Não havia pressa, poderia esperar todo o tempo do mundo. Conhecia bem o coração de Ansel e estava certo de que, no final, ele não o deixaria.

Sem se afastar nem um milímetro dos lábios de Ansel, Emmett começou a guiá-lo em direção à cama, seus movimentos lentos mas carregados de propósito. Com suavidade, acomodou-se sobre o colchão e permitiu que Ansel subisse em seu colo, numa posição íntima e próxima. O roupão de Ansel havia caído até a metade de seus braços, mas ele não fazia nenhum esforço para se cobrir. A sensação de estar assim, meio exposto diante de Emmett, não lhe era desconfortável; pelo contrário, o excitava. Emmett adorava vê-lo assim, com a pele levemente exposta, vulnerável e à sua mercê. Subiu as mãos aos ombros de Ansel, traçando um lento caminho com os dedos sobre sua pele, percorrendo cada centímetro como se fosse algo precioso. Finalmente, deslizou o roupão até quase tirá-lo completamente, deixando-o apenas pendurado em sua cintura.

As carícias de Emmett tornaram-se mais atrevidas, mais intensas. Seus dedos roçavam o torso de Ansel, apertando aqui e ali com suavidade, provocando uma série de suspiros que escapavam sem controle dos lábios de Ansel. Os lábios de Emmett abandonaram a boca de seu amigo e começaram um caminho de beijos úmidos por sua mandíbula, seu queixo e depois desciam até o pescoço. A sensação era incendiária, um tornado de desejo que se remexia dentro de Ansel, fazendo com que todo seu corpo ardesse de anseio.

As mãos de Emmett não ficavam paradas. Percorriam as costas de Ansel, seus flancos, sua cintura, como se tentassem memorizar cada centímetro de sua pele. Os dedos de Emmett encontraram seu caminho de volta ao peito de Ansel, apertando-o suavemente, fazendo com que suas costas se arqueassem de puro prazer. O ar estava carregado, e os sons que saíam da boca de Ansel se tornavam cada vez mais incontroláveis. Mordeu um dos seus dedos para evitar que esses gemidos saíssem, mas esse gesto não passou despercebido por Emmett.

—Não morda, pode se machucar —murmurou Emmett enquanto lambia com delicadeza o pescoço de seu amigo.

Ansel tentou responder, mas antes que pudesse formar uma frase coerente, uma mordida suave em sua clavícula o fez gemer alto e claro.

—Ah, Emmett! —exclamou entre suspiros, sem conseguir se conter mais.

Emmett deixou rastros de saliva em sua clavícula enquanto sorria com satisfação.

—Se precisar morder algo, pode me morder —disse Emmett, enquanto tirava a camisa, revelando seu torso nu diante de Ansel.

A vergonha tomou conta do rosto de Ansel, agradecendo em silêncio que a luz fosse tênue. Não queria que Emmett notasse o tom escarlate que agora cobria suas bochechas. Suas mãos repousavam trêmulas sobre os ombros desnudos de Emmett, mas ele não se atrevia a ir mais longe.

—Não... não poderia... eu... —tentou se desculpar, mas as palavras morreram em sua boca quando as mãos de Emmett apertaram seu peito com firmeza.

De repente, os lábios de Emmett desceram por seu torso, parando em um de seus mamilos, que começou a lamber e sugar com uma mistura de ternura e desejo. A vergonha que antes sentia Ansel evaporou em questão de segundos, substituída por uma onda de puro prazer. Os suspiros se converteram em gemidos involuntários, e sem pensar duas vezes, Ansel fez o que antes havia negado fazer: mordeu o pescoço de Emmett, deixando-se levar pela paixão do momento.

Os dois amigos jaziam recostados na cama, olhando-se fixamente nos olhos. Suas respirações ainda se mantinham irregulares, um eco da intensidade do momento que haviam compartilhado minutos antes. Uma sensação cálida de satisfação envolvia o ambiente, refletida nos sorrisos genuínos que adornavam seus rostos. Ansel, nesse instante, conseguiu afastar de sua mente todos aqueles pensamentos obscuros que o perseguiam, concentrando-se em gravar cada segundo no mais profundo de seu coração. Por sua vez, Emmett estava igualmente satisfeito. Voltar a sentir a proximidade de Ansel, a restaurar essa cumplicidade que os unia, o enchia de uma felicidade difícil de descrever.

O silêncio que reinava entre eles foi quebrado por Emmett, que, com voz calma, ergueu-se um pouco na cama e apoiou as costas no respaldo. A tensão em seu olhar era evidente.

—Sobre o garoto que viu comigo —começou a dizer, seu tom sendo sério, enquanto observava como Ansel o imitava, incorporando-se lentamente e focando sua atenção nele.

—Não precisa me dizer se não quiser —murmurou Ansel, tentando não soar ressentido, embora fosse impossível esconder por completo a inquietação que sentia.

Mas Emmett o interrompeu com firmeza.

—Não, quero contar —disse com determinação, sustentando-lhe o olhar—. Não gosto de te ver zangado, muito menos que me ignore. Sei que fui eu quem te pediu para não me acompanhar, mas tinha razões para fazer isso, embora talvez não tenha expressado da melhor maneira.

—Quais razões? —perguntou Ansel, direcionando seu olhar para o teto, tentando processar tudo, embora, no fundo, seu coração continuasse pulsante de ciúmes e frustração.

—Tony... Ele é o Tony —explicou Emmett, suspirando com certo alívio ao dizer o nome—. Ele tem um problema sério e estou tentando ajudá-lo. Estuda comigo, e conseguimos nos dar bem. Precisava falar com alguém, e não quer que mais ninguém saiba. Não tem amigos próximos, e por agora, parece que sou o único que pode estar lá para ele. —Tomou a mão de Ansel com suavidade, buscando em seus olhos a compreensão—. Juro, Ansel, que não quis te fazer sentir mal.

Ansel apertou os lábios, resistindo ao impulso de se deixar levar pelas suas emoções, mas não conseguiu se conter completamente.

—O que me doeu não foi só você não me deixar ir. Nem sequer me deu uma chance de falar, simplesmente me disse para não ir e desligou. O que você queria que eu pensasse? —Sua voz era mais firme, mostrando a irritação que tentava reprimir. Os ciúmes que tentara engolir agora pareciam ganhar vida em cada palavra que pronunciava.

Emmett baixou o olhar por um momento, apertando a mandíbula antes de responder.

—Estava zangado, Ansel. —Sua voz soava contida, quase à beira da frustração—. Vi você com Edgar e... Não suporto. Ele e eu não nos damos bem, e me irritou te ver tão confortável com ele, até permitindo que te abraçasse. Sei que não deveria me afetar tanto, mas não pude evitar.

Ansel franziu a testa, confuso com a revelação. Então não era apenas uma percepção sua, Emmett e Edgar realmente se conheciam.

—Como você o conhece? —perguntou, embora já pudesse intuir que a resposta não seria simples.

Emmett bufou, cruzando os braços sobre o peito, visivelmente irritado com a lembrança.

—No primeiro dia de aula tive a má sorte de me deparar com ele. —Seu tom era amargo—. Ele não é uma boa pessoa, An. Eu sei, por isso não quero que você se aproxime mais dele.

Ansel sentiu a raiva se acumular dentro de si. Sempre tinha concordado com Emmett, sempre tinha cedido aos seus desejos, mas dessa vez não.

—Não, Emmett —disse, firme, surpreendendo seu amigo. Ansel quase nunca o contradizia—. Hoje, ao sair com ele, me mostrou que não é a pessoa que você pensa. Pode ser que você não goste dele, mas isso não significa que seja má pessoa. Você não pode controlar quem eu vejo ou com quem eu falo.

Emmett soltou a mão de Ansel, claramente desconcertado pela negativa.

—Ansel, não é só que eu não gosto. Há mais por trás disso —se endireitou, olhando-o diretamente—. Não é seguro estar perto dele, não só pelo que eu sinto. Não posso dizer tudo agora, mas eu sei, e estou te pedindo para confiar em mim.

—Por que você não pode dizer? —perguntou Ansel, cruzando os braços com ceticismo.

Emmett desviou o olhar por um momento, lutando internamente com a situação.

—É uma promessa que eu fiz —disse finalmente, com um tom derrotado—. Não posso quebrá-la. Mas, por favor, Ansel, não o veja mais. Apenas confie em mim, não seja teimoso, sim? Não quero que você saia machucado.

Ansel riu com sarcasmo, balançando a cabeça.

—Teimoso eu? —repetiu com incredulidade—. O único que parece estar obcecado aqui é você, Emmett. Se você não vai me dizer o que está acontecendo, não pode esperar que eu simplesmente me afaste de Edgar. Não é justo.

—Estamos realmente discutindo por ele? —Emmett passou as mãos pelo cabelo, visivelmente frustrado—. Ansel, esse cara não tem boas intenções contigo, não posso explicar agora, mas você deve acreditar em mim.

—Como você sabe? Você pode ler mentes? —respondeu Ansel, quase desafiador.

—Não preciso ler mentes para perceber —replicou Emmett, se aproximando—. Vejo na forma como ele te olha, em como se comporta. Ele não é confiável.

—E por que deveria confiar no seu julgamento? —disse Ansel, já cansado da conversa.

—Porque eu te conheço, Ansel —respondeu Emmett, com uma mistura de súplica e convicção—. E sei que só quero te proteger. Prometo que quando chegar a hora, te direi tudo o que você precisa saber, mas por agora, apenas confie em mim.

Emmett tomou o rosto de Ansel entre suas mãos, olhando-o nos olhos antes de dar-lhe um beijo suave e rápido.

—Por favor, An —sussurrou—. Apenas confie em mim, tá?

Ansel, exausto pela discussão, finalmente concordou, embora uma parte dele ainda tivesse dúvidas.

—Tudo bem —murmurou—, eu confio em você. Mas espero que quando você me explicar, vale a pena.

Emmett sorriu, um alívio genuíno passando por seu rosto antes de beijar Ansel novamente, desta vez com mais profundidade e ternura.

—Obrigado —murmurou contra seus lábios—. Eu te amo, An.

—Eu também te amo —respondeu Ansel, embora no fundo, sua mente ainda estivesse cheia de perguntas sem resposta.

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Expedita Oliveira

Expedita Oliveira

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2024-12-30

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Onyxdacocada

Onyxdacocada

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2024-11-22

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Cida Domiciano

Cida Domiciano

por favor continue e linda esta história.

2024-11-21

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