Ao norte, a floresta era mais densa. As árvores, altas e retorcidas, projetavam sombras longas e ameaçadoras. Vanessa galopou através da folhagem, seu cavalo cortando o ar com elegantes movimentos. A cada ruído, seu coração acelerava. A cada sombra, seus sentidos se aguçavam. Ela estava pronta para a batalha.
O leste era um terreno árido e rochoso. Erick e seu urso avançavam com passos pesados, deixando marcas profundas na terra. O guerreiro sentia a adrenalina pulsar em suas veias. A batalha contra Skyler seria épica, e ele estava ansioso para demonstrar sua força.
O oeste era o reino das árvores. Mia se movia com agilidade entre os troncos, seus sentidos aguçados pela natureza. A floresta era seu lar, e ela a conhecia como a palma da sua mão. A cada passo, sentia uma conexão profunda com a natureza, uma força que a impulsionava para frente.
O salão principal do antigo templo era agora um coliseu em ruínas. As paredes de pedra, outrora imponentes, estavam rachadas e descascadas, como as feridas de um gigante adormecido. O chão, antes polido e brilhante, estava coberto de detritos e ossos secos, um lembrete macabro das batalhas que ali haviam ocorrido. No centro daquela arena sombria, Skyler, com seus olhos cintilando como brasas, aguardava ansiosamente. Seu sorriso era amplo, mas seus olhos, frios e calculistas, revelavam a verdadeira natureza da fera que habitava dentro dele.
– Finalmente, a hora da verdade – murmurou para si mesmo, girando seu chicote entre os dedos. A arma, feita de couro cru, era uma extensão de seu corpo, um instrumento de dor e morte.
Darius, com a agilidade de uma sombra, deslizou para o centro do salão. Seus olhos, escuros como a noite, varreram o ambiente, analisando cada detalhe. – Vamos? – propôs, sua voz profunda ecoando nas paredes. – Vou ficar com o norte e o sul. Você, com oeste e leste. Quando derrotarem os seus, nos encontramos aqui.
Skyler arqueou uma sobrancelha. – E se você não aparecer? – indagou, a ponta do chicote roçando o chão.
– Então eu perdi para alguém e você enfrenta a pessoa aqui – respondeu Darius, um sorriso enigmático curvando seus lábios. Com um aceno de cabeça, ele desapareceu em uma nuvem de sombras, fundindo-se à escuridão do templo.
Skyler sorriu, revelando dentes afiados como os de um predador. – Ótimo. A diversão está apenas começando. – Seus olhos percorreram o salão mais uma vez, buscando qualquer sinal de seus inimigos. A expectativa era quase palpável, como a tensão antes de uma tempestade.
Um arrepio percorreu a espinha de Erick. Um som surdo, como garras raspando em pedra, ecoou entre as rochas. Os olhos do guerreiro se estreitaram, e um sorriso predatório curvou seus lábios. Ele sabia o que vinha. Agarrando sua lança com força bruta, sentiu a energia antiga fluindo por seu corpo, acendendo as runas tatuadas em seus braços. A lâmina da lança brilhou com uma luz dourada, quase viva.
Com um rugido gutural, ele montou seu urso gigante, a besta rugindo em resposta. A floresta se tornou um borrão verde enquanto eles avançavam, o som de seus cascos ecoando nas profundezas. As criaturas, atraídas pelo barulho, começaram a emergir das sombras, seus olhos brilhando de uma raiva primitiva.
– Que seja – murmurou Erick, enquanto desviava de um ataque. A luta se tornou um borrão de garras e dentes, de aço e carne. A cada golpe desferido, a adrenalina pulsava em suas veias. A floresta se tornou um campo de batalha, o ar saturado com o cheiro de sangue e medo.
Quando finalmente as criaturas foram silenciadas, Erick se jogou no rio, a água fria lhe proporcionando um alívio momentâneo. Mas a calma durou pouco. Um tremor sacudiu a água, e uma sombra gigantesca se aproximou. Um crocodilo mutante, com escamas endurecidas como aço e olhos que brilhavam como brasas, emergiu das profundezas. Sua boca, grande o suficiente para engolir um homem inteiro, se abriu em um rugido ensurdecedor.
Erick se levantou, a água escorrendo por seu corpo. Seus músculos doíam, e a fadiga o pesava, mas a adrenalina ainda o mantinha em alerta. Com um grito de guerra, ele mergulhou na água, a lâmina da lança cortando a água como uma faca quente em manteiga. A batalha que se seguiu foi brutal e sangrenta. Erick e o crocodilo lutavam com uma ferocidade primitiva, cada um buscando a vantagem sobre o outro.
Com um rugido ensurdecedor, o crocodilo emergiu das profundezas, seus olhos vermelhos brilhando com ódio. Erick, com a agilidade de uma pantera, rolou para o lado, evitando os dentes afiados da criatura. A água turva se agitou, criando um redemoinho violento em torno deles. A lança de Erick, agora incrustada no olho do crocodilo, começou a brilhar mais intensamente, como se absorvesse a energia da criatura.
O monstro rugiu de dor, sacudindo a cabeça violentamente na tentativa de se livrar da lança. Erick aproveitou o momento de distração e mergulhou mais fundo, desaparecendo nas sombras da água. O crocodilo, cego de raiva, começou a virar o rio de cabeça para baixo, causando um caos indescritível.
– Não posso continuar assim. Preciso acabar com isso rápido.
Com cada braçada, Erick afundava mais e mais nas profundezas escuras do rio. A pressão da água aumentava a cada metro, mas ele ignorava a dor, focado em um único objetivo: acabar com a criatura. A água gelada envolvia seu corpo, adormecendo seus membros. A lança, cravada no olho do crocodilo, brilhava cada vez mais intensamente, emitindo uma luz que cortava a escuridão.
De repente, uma visão se abriu diante de seus olhos. A água se tornou transparente, revelando um mundo subaquático vibrante e corrompido. O vírus, a fonte de toda aquela destruição, pulsava no coração do rio, uma massa escura e pulsante que infectava tudo ao seu redor. E no centro dessa massa, uma figura obscura se movia, manipulando a energia do vírus.
A visão era intensa, quase insuportável. Erick sentiu uma dor aguda em sua cabeça, como se seu cérebro estivesse sendo dilacerado. Mas ao mesmo tempo, sentiu uma força crescente dentro de si, uma conexão profunda com a energia da natureza. As runas tatuadas em seu corpo brilharam intensamente, e a lança em sua mão começou a vibrar com uma força incrível.
Quando a visão se dissipou, Erick se viu de volta ao rio, mas algo havia mudado. A energia da lança fluía por suas veias, transformando seu corpo. Seus músculos se enrijeceram, suas unhas se alongaram e afiaram, e seus olhos brilhavam com uma luz dourada. Ele se tornou uma criatura da natureza, um predador perfeito.
Com um rugido selvagem, Erick emergiu das águas, mais forte e mais rápido do que nunca. O crocodilo, sentindo a presença de Erick, virou-se para enfrentá-lo. Mas desta vez, não era Erick quem estava com medo. Com um movimento rápido, ele cravou a lança no crânio do crocodilo, atravessando o cérebro da criatura. O monstro convulsionou por alguns segundos antes de se tornar imóvel.
Erick, exausto mas vitorioso, observou o corpo do crocodilo afundar nas profundezas. A água, antes turva e contaminada, começou a se limpar, recuperando sua pureza original. A energia do vírus, que antes corrompida, agora fluía por seu corpo, fortalecendo-o e conectando-o à natureza.
Com um suspiro, Erick se virou e caminhou para longe do rio, a água pingando de seus cabelos e roupas. A floresta, antes hostil e desconhecida, agora parecia um refúgio. Uma sensação de poder o inundava, uma força bruta que ele nunca havia sentido antes. Ele era mais do que um homem; era uma força da natureza.
Um som metálico cortou o silêncio da floresta. O tilintar de um objeto contra uma pedra. Erick se virou, a adrenalina pulsando em suas veias. Skyler, a garota que havia o desafiado tantas vezes, estava sentada em uma rocha, observando-o com um sorriso cruel. Seus olhos, cintilantes como prata líquida, pareciam penetrar em sua alma.
– Merda – murmurou Erick, a voz rouca pela tensão. Antes que pudesse reagir, Skyler pulou da pedra, seu corpo deslizando pelo ar como uma sombra. Seus dedos, protegidos por uma luva de metal, se chocaram contra seu abdômen com a força de um martelo. O ar saiu de seus pulmões em um grito abafado.
Skyler pousou levemente, a elegância de um felino. – Finalmente, a diversão começa – ela disse, sua voz fria como o aço. – Quero ver até onde você chegou, Erick. Se você se tornou tão poderoso.
Erick tentou se levantar, mas a dor o arrastava de volta ao chão. Cada músculo do seu corpo gritava em protesto. A raiva borbulhava dentro dele, misturada com o medo. Ele sabia que esta luta seria diferente de todas as outras. Skyler estava mais forte, mais rápida e mais perigosa do que nunca.
A luta se intensificou. Erick, com a força da natureza a seu favor, lançou um poderoso soco contra Skyler. A garota desviou com agilidade e contra-atacou, seus dedos afiados raspando a pele de Erick, deixando um rastro de sangue. A cada golpe trocado, a floresta tremia, as árvores se curvavam e a terra se rachava.
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Atualizado até capítulo 21
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