Darius, sua voz firme como aço, cortou o caos. – Skyler, pare com isso! Você está perdendo o controle! Ela não é sua marionete!
– Skyler, por favor! – Mia implorou, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. – Ela não sabe o que está fazendo!
– Cala a boca! – Skyler rugiu, se virando para ela. – Você não entende!
– Eu entendo que você está com medo! – Mia gritou, as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. – Mas machucá-la não vai resolver nada!
Skyler riu, um som alto e histérico que ecoou pelo salão. – Eu não vou parar!
A tensão no ar era palpável. A qualquer momento, a sala poderia desabar sobre eles. Mia se agarrou a Erick, seus olhos cheios de terror. A batalha entre as duas mulheres era um espetáculo aterrorizante, uma dança macabra entre a luz e as trevas.
– Skyler, pare com isso! Você está destruindo tudo! Chega! – Darius rugiu, afastando Skyler com um gesto brusco. Seus olhos, antes calmos, agora cintilavam de raiva. – Ela é uma de nós, Skyler, controle-se. Lembre-se de tudo o que passamos juntos.
A acusação atingiu Skyler como um raio. Ela se afastou, os olhos arregalados de horror. – Você não viu o que eu vi – ela sussurrou, apontando para a garota. – Ela é a nossa desgraça. Ela quer nos destruir a todos.
A garota, com a voz trêmula, respondeu: – Cale a boca, maldita sugadora de sangue. – Seus olhos, antes cheios de medo, agora brilhavam com ódio. – Eu sei o que você fez! Você roubou minha vida, minha família... tudo!
Vanessa, atordoada, perguntou: – Do que estão falando? O que aconteceu? Por que estão brigando?
A garota, com a voz embargada, contou a história da destruição de sua vila. Suas palavras ecoaram pelo salão, pintando um quadro horrível de morte e destruição. As chamas consumindo casas de madeira, os gritos desesperados das crianças, o cheiro de carne queimada... – Ela não se importou quando as crianças imploravam por misericórdia. Ela diz que sou a desgraça, mas ela é pior do que todos que estão aqui.
Skyler permaneceu imóvel, seus olhos fixos no chão. As palavras da garota a haviam atingido como uma flecha envenenada. Ela se sentiu exposta, vulnerável. As memórias, antes adormecidas, agora a assombravam. As imagens das chamas, dos rostos aterrorizados... Será que ela realmente havia feito aquilo?
Darius, vendo o sofrimento em ambos os rostos, suspirou. – Escutem, ela não teve culpa, ela estava descontrolada assim como você ficou agora – ele disse, sua voz carregada de tristeza. – Erick, leve ela para o calabouço. Vou pensar no que fazer com ela. Amanhã decidimos.
Com essas palavras, Darius se virou e desapareceu em uma nuvem de fumaça negra, deixando um silêncio opressivo que pairava sobre o salão, como uma névoa densa. Vanessa sentiu um nó na garganta. A imagem de Skyler, a amiga que ela conhecia desde a infância, se misturando com a figura demoníaca descrita pela outra garota, a deixava atordoada.
– Eu... eu não me lembro. – A voz de Skyler era um sussurro rouco, como se ela estivesse tentando convencer a si mesma de algo. Seus olhos, antes brilhantes e cheios de vida, agora estavam opacos, como se ela estivesse olhando para um abismo sem fim.
A garota, com a voz firme e cheia de ódio, retrucou: – Não me diga que você não se lembra de queimá-los vivos? – A imagem dos corpos carbonizados, das crianças implorando por suas vidas, estava tão vívida em sua mente que parecia quase tocar. – Posso sentir o calor das chamas em minha pele, ouvir seus gritos...
Vanessa, atordoada, tentou defender Skyler. – Isso não pode ser verdade. Skyler não faria isso. – Mas a dúvida em sua voz era evidente, como uma rachadura em uma parede sólida. Ela conhecia Skyler há anos, mas agora, tudo o que ela achava que sabia sobre sua amiga estava ruindo.
Skyler se levantou abruptamente, a cadeira caindo com estrondo. Seus olhos percorreram o salão, como se estivesse procurando uma fuga. A lembrança das chamas, dos rostos aterrorizados, a assombravam. – Eu preciso sair daqui – ela murmurou, sua voz trêmula.
Vanessa, preocupada, tentou segurá-la. – Skyler, espere! Por favor, me escuta! – Mas ela já estava se afastando, em direção às enormes portas. Vanessa hesitou por um momento, depois correu atrás de Skyler, as dúvidas e os medos a consumindo. O que havia acontecido com sua amiga? Qual a verdade por trás dessa história?
– Se vão me matar, apenas façam isso logo. – A garota rosnou, sua voz ecoando naquela cela úmida e escura, com o cheiro de mofo e ferro enferrujado. Seus olhos, antes cheios de ódio, agora estavam opacos, como se a esperança tivesse se apagado há muito tempo.
Erick, com a mandíbula cerrada, a encarou com desprezo. Um sorriso cruel curvou seus lábios. – Ainda não, tem mais um dia pela frente e então sua morte chega. – Ele a agarrou pelo braço, seus dedos cravando em sua pele pálida, deixando marcas vermelhas. – Agora seja boa e me siga até seu novo quartinho da dor.
Mia, observando tudo com pesar, suspirou. Seus olhos, marejados, refletiam a luz fraca da vela, criando um brilho triste. – Parece que o trabalho sujo sobrou para nós. – Ela passou a mão pelo cabelo, seus dedos entrelaçados nos fios úmidos. – Vamos logo, Erick. – Sua voz era um sussurro, carregado de tristeza e resignação.
A garota, com um sorriso amargo nos lábios, respondeu: – Que gentileza. Obrigada pela hospitalidade. – Sua ironia ecoou pela cela, um som amargo e resignado. Ela se perguntava se algum dia sentiria novamente a luz do sol.
A luz fraca da única vela que iluminava o calabouço projetava sombras grotescas nas paredes, criando uma atmosfera opressiva e claustrofóbica. Erick empurrou a garota para dentro da cela, a porta se fechando com um estrondo metálico que ecoou no corredor deserto.
Mia se virou para Erick, seus olhos faiscando de raiva. – Isso foi desnecessário. – Ela acusou. – Ela já está quebrada.
Erick a encarou com frieza. – Ela precisa aprender a lição.
Os dois ficaram em silêncio por um momento, cada um perdido em seus próprios pensamentos. O som da chuva batendo nas janelas era a única interrupção no silêncio, um ritmo monótono que parecia acompanhar o bater do coração de Mia.
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Atualizado até capítulo 21
Comments
HEEJIN
Adorei a trama 😍
2024-08-04
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