Capítulo 2

– Acredito que ela tenha desenvolvido habilidades além do que imaginávamos. – Alexandra explicou, a voz baixa e rouca. – Sua presença viral é extremamente elevada, tornando-a uma ameaça imprevisível. Uma arma que pode se voltar contra nós.

– Droga! – Henrique xingou, batendo a mão na mesa. – Então, o que faremos? – perguntou, a voz firme, mas com um tremor quase imperceptível.

Alexandra apontou para a tela, onde um mapa da cidadela pulsava em vermelho. – Preciso localizá-la o mais rápido possível. Seus poderes estão se manifestando, e ela representa uma grande ameaça para nossos planos. Uma ameaça que pode destruir tudo o que construímos.

3 Anos depois em uma floresta além das muralhas da cidadela.

A frágil paz da cidadela, protegida por uma barreira eletromagnética e pela vigilância constante da Elite, era um véu tênue cobrindo um abismo de medo. Nas profundezas da terra, sob as ruínas da antiga civilização, uma criatura ancestral despertou. Um monstro primordial, com tentáculos viscosos que pulsavam como veias abertas e olhos que brilhavam como brasas infernais, ansiava por devorar a luz e a vida que restava na superfície. O ar, saturado pelo odor de enxofre e terra úmida, carregava a promessa de uma morte iminente.

Os primeiros sinais foram sutis: terremotos inexplicáveis, anomalias no campo eletromagnético e um crescente sentimento de angústia que pairou sobre a cidadela. Mas logo, as manifestações se tornaram mais evidentes. Rachaduras profundas se abriram nas paredes da barreira, e criaturas grotescas, mutações causadas pela influência do monstro, começaram a surgir do subsolo.

A Elite, preparada para enfrentar qualquer ameaça, foi enviada para investigar as anomalias. Ao se aproximarem da fonte, foram recebidos por uma força inimaginável. O monstro, com um rugido que sacudiu a terra, emergiu das profundezas, seus tentáculos se estendendo para agarrar e destruir tudo em seu caminho.

A batalha foi épica e sangrenta. As espadas da Elite brilhavam sob a luz fraca das tochas, enquanto as criaturas mutantes avançavam em hordas implacáveis. A barreira, sob intensa pressão, começava a falhar. A cada rachadura, a esperança da humanidade se esvanecia um pouco mais.

Enquanto isso, os cientistas da Nexus trabalhavam incansavelmente para encontrar uma solução. Eles teorizavam que a criatura ancestral era alimentada pela energia negativa gerada pela guerra e pelo medo. A única forma de derrotá-la seria restabelecer a esperança e a união entre os sobreviventes.

A ameaça da criatura ancestral, embora formidável, foi eventualmente contida. A Elite, com um último grito de guerra, lançou-se contra a criatura, seus corpos se tornando escudos para proteger a humanidade. Um a um, foram consumidos pelas trevas, mas seu sacrifício não foi em vão. A cidadela, outrora um símbolo de esperança, agora era um cemitério de sonhos e um lembrete cruel da fragilidade da vida. No entanto, a batalha não terminou. O vírus, presente em cada canto da cidadela, mutou e se adaptou, tornando-se mais letal do que nunca. Criaturas grotescas, nascidas das profundezas da infecção, assombravam os pesadelos dos sobreviventes. A cada noite, a esperança se apagava um pouco mais. Forçada pela iminente destruição, a Nexus não teve outra opção senão selar um acordo com os mutantes. A proposta era simples: os mutantes se tornariam a nova linha de defesa, a nova Elite. Mas a desconfiança era palpável. Os mutantes, perseguidos e marginalizados, viam a oferta como uma armadilha. No entanto, diante da ameaça iminente, aceitaram a proposta, mas com um coração pesado e um futuro incerto. A Nexus, por sua vez, ofereceu um castelo nas montanhas como base de operações, um local isolado e fortificado para treinar os novos guerreiros. Mas a pergunta que pairava no ar era: seria essa aliança forte o suficiente para enfrentar o que estava por vir?

– Estou vendo o alvo! – Erick gritou, seus olhos dourados faiscando como brasas. A lança, adornada com runas incandescentes, tremia em sua mão. O desejo de combate consumia-o, impulsionando-o para frente. – Ele é meu!

– Não seja tão impaciente, Erick. – Mia, com sua agilidade felina, saltou para cima do ogro, suas garras afiadas cravando-se na carne da criatura. Suas palavras eram frias e calculadas, mas seus olhos brilhavam com uma excitação contida.

Vanessa, com um sorriso irônico nos lábios, cravou sua espada no coração do ogro. O sangue verde jorrou, tingindo a terra como uma pintura macabra. – Mais um para a coleção, não é? – provocou, olhando para Erick.

A tensão entre eles era palpável. Erick, impulsionado por uma fúria cega, ansiava por mais ação, enquanto Vanessa e Mia buscavam uma estratégia mais cautelosa. A floresta, outrora familiar, agora parecia um labirinto de sombras e perigos.

– Não estamos sozinhos, – Mia alertou, seus sentidos aguçados captando o som de passos na folhagem. – Sinto algo se aproximando.

A luz do sol, filtrada pela densa folhagem, criava um jogo de sombras que dançava no chão da floresta, distorcendo as formas e ampliando os medos. A umidade da terra penetrava nos ossos, enquanto o som de galhos se quebrando e folhas sendo pisoteadas aumentava a sensação de perigo.

Erick, impetuoso como sempre, avançou, sua lança pronta para o combate. Mas Vanessa o segurou. – Calma, Erick. Precisamos de uma estratégia.

Mia, com os olhos verde-esmeralda brilhando intensamente, lançou um feitiço de detecção. Uma aura sinistra envolveu a floresta, revelando a presença de múltiplas criaturas. A maga recuou, o rosto pálido como a lua. – São muitos, – sussurrou ela, a voz trêmula. – E são mais fortes do que imaginávamos. As sombras se agitavam, e um frio gélido percorreu sua espinha.

Erick, impulsionado pela raiva, cravou sua lança no chão com força, fazendo a terra tremer. – Cansado de brincar de guerra! Queremos sangue, não pirulitos! Queremos mostrar ao general que somos capazes de mais! – rugiu ele, os olhos faiscando com uma fúria intensa. Seus punhos cerrados tremiam, e as veias em seu pescoço pulsavam.

Vanessa observou Erick com preocupação. – Erick, calma. A impaciência pode nos levar à ruína. – Sua voz era suave, mas firme. – Precisamos ser estratégicos.

Mia colocou uma mão no ombro de Erick, tentando acalmá-lo. – Ele tem razão, Erick. Mas a força está em nossa união. – Um sorriso gentil surgiu em seus lábios, mas seus olhos refletiam a gravidade da situação. – Precisamos confiar um no outro para superarmos isso – ela acrescentou, sua voz firme.

A luz do sol, filtrada pela densa folhagem, criava um jogo de sombras que dançava no chão da floresta. O ar úmido carregava o cheiro de terra úmida e folhas em decomposição, e o som de pequenos animais se movimentando entre os arbustos criava uma atmosfera de constante vigilância. – Sinto como se estivéssemos sendo observados – murmurou Erick, sua voz tensa.

Erick estreitou os olhos, varrendo a folhagem com o olhar. – Não vejo nada – murmurou, mas a tensão em seus ombros denunciava sua cautela. – Acho que foi só um animal... – completou, sua voz vacilante.

– Mas e se não for? – questionou Mia, sua voz carregada de preocupação.

Mia, impulsionada pela adrenalina, saltou da árvore e se aproximou do arbusto com cautela. Seus dedos tremiam levemente enquanto afastava os galhos, revelando uma cena que gelou seu sangue. –Temos um enorme problema! – ela gritou, erguendo a garota ruiva nos braços. A jovem estava pálida como a neve, um corte profundo marcando seu antebraço. – Ela ainda está viva, graças aos deuses... mas olhem isso! – exclamou, apontando para a estranha marca que pulsava sob a pele da garota.

– Nunca vi nada igual – murmurou Erick – O que será que isso significa?

Com a garota ruiva em seus braços, Mia e Erick se entreolham, a gravidade da situação pairando no ar. A marca estranha pulsava sob a pele da jovem, como um coração negro batendo em seu pulso.

– Precisamos levá-la para a aldeia. A curandeira pode ter alguma explicação para isso. – diz Mia.

– Por que um humano está nessa parte da floresta? – Vanessa caminha até Mia, analisando a garota desacordada. – É estranho, tem algo de errado com ela. Essa marca é diferente de tudo que já vi. Mas se ela representar um perigo, terei que tomar uma decisão difícil.

– Essa marca parece mágica. E se ela estiver amaldiçoada? – Erick pergunta se aproximando cautelosamente.

Mia inclinou-se sobre a garota, seus olhos fixos na marca pulsante. Era como se um coração batesse freneticamente sob a pele pálida. – Sinto... sinto que ela está tentando nos contar algo – sussurrou, sua voz carregada de espanto. “Sinto uma dor profunda vindo dela. Como se ela estivesse pedindo por ajuda.” Ela pensa. – Não se preocupe, vou cuidar de você.

– Alguém fez isso com ela. – Vanessa diz se afastando.

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Comments

Que livro interessante!

2024-08-07

0

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