Os pesadelos a sufocavam como um nó cor de sangue em sua garganta. A imagem de Skyler, pálido e sem vida, flutuava diante de seus olhos, um espectro torturante. O grito preso em sua garganta ecoou na escuridão do quarto, arrancando-a do sono com um sobressalto. Não era possível. Era apenas um sonho. Mas a sensação de desespero era tão real que a deixava paralisada. E se... e se fosse verdade?
Suor frio escorria por sua testa enquanto tentava afastar as imagens horríveis. O coração batia contra as costelas como um pássaro preso em uma gaiola, desesperado para escapar. Levantou-se abruptamente, a respiração curta e ofegante. A floresta, antes familiar e acolhedora, agora se transformava em um labirinto sombrio. Os galhos retorcidos pareciam garras esticadas, prontos para agarrá-la. A cada ruído, seu corpo se contraía, os sentidos à flor da pele. Será que era paranoia? Ou alguém de fato a perseguia? A cada sombra, a cada sussurro do vento, a certeza de que não estava sozinha se intensificava.
Um galho se quebrou sob seus pés, o som ecoando na quietude da noite. O coração de Becky disparou. Ela se virou, pronta para enfrentar o desconhecido, mas não havia nada além da escuridão. De repente, uma voz rouca e ameaçadora cortou o silêncio. – Procurando por algo, não é? – A figura surgiu das sombras como um fantasma, seus olhos brilhando intensamente sob o capuz. A voz, rouca e ameaçadora, ecoou na clareira, enviando um arrepio pela espinha de Becky. Quem era essa pessoa? O que sabia sobre Skyler? Um milhão de perguntas martelavam em sua mente, mas a única coisa que conseguia fazer era encarar o desconhecido com um misto de medo e raiva. A figura deu um passo à frente, aproximando-se lentamente. Becky recuou, encurralada contra uma árvore. A cada passo, a sensação de perigo aumentava, sufocando-a.
– Quem é você? O que quer de mim? – exigiu Becky, a voz tremula, mas determinada. O coração dela parecia um mar revolto, batendo contra as costelas como um prisioneiro desesperado. A figura encapuzada era uma sombra ameaçadora, um monstro nascido da escuridão. – Afaste-se de mim!
A figura riu, uma risada raspante que arrepiava a pele. – Alguém que sabe mais do que você imagina – rosnou, a voz profunda e cavernosa como um trovão distante. – E alguém que pode te ajudar a encontrar o que procura. Mas lembre-se, toda ajuda tem um preço.
Becky estreitou os olhos, tentando enxergar além do capuz. – Como posso confiar em você? – A pergunta saiu como um desafio, mas por dentro, ela se sentia pequena e vulnerável.
A figura inclinou a cabeça, um gesto quase humano, e um sorriso torto contorceu seus lábios. – Confiança é um luxo que não podemos nos dar agora. Mas ofereço uma escolha: continuar vagando no escuro, atormentada pelas dúvidas, ou arriscar e ver onde esse caminho te leva. Lembre-se, a verdade pode ser mais dolorosa do que você imagina.
Becky hesitou, a mente um turbilhão de emoções conflitantes. As palavras da figura ecoavam em seus ouvidos, despertando uma faísca de esperança, mas também um profundo medo. – O que você quer de mim? – perguntou cautelosamente, a voz baixa como um sussurro.
A figura se aproximou um passo, e a sombra do capuz se alongou, engolindo-a. – Informação. E em troca, te darei as respostas que você busca. – A voz era suave, mas carregava uma ameaça latente.
Becky encarou a figura encapuzada, seus olhos fixos nas sombras que se moviam sob o tecido. A proposta era tentadora, como uma fruta proibida. Por um lado, ansiava por respostas, por entender o que havia acontecido com Skyler. Por outro, desconfiava dessa figura estranha, sentia que algo não batia. E se fosse uma armadilha? – Eu preciso pensar – murmurou, tentando ganhar tempo.
Um silêncio pesado pairava no ar, carregado de tensão. Becky sentiu um nó se formar em sua garganta. A decisão a ser tomada era crucial, e as consequências poderiam ser irreversíveis. E se essa figura fosse a chave para desvendar o mistério, mas também a porta de entrada para um perigo ainda maior? A floresta, que antes era um refúgio, agora se transformava em um palco para um jogo mortal.
Uma brisa gélida serpenteou entre as árvores, arrastando consigo o cheiro amadeirado da decomposição e um toque de umidade que arrepiava a pele. Becky fechou os olhos, tentando se acalmar. A decisão pesava como uma âncora em seu peito. Se aceitasse a proposta daquela figura enigmática, poderia estar assinando sua própria sentença. Mas a esperança de encontrar Skyler a impulsionava para frente. "E se essa for a minha única chance?", questionou-se, a voz interior ecoando em seus ouvidos. Com um suspiro resignado, abriu os olhos e encarou a figura encapuzada. – Tudo bem – disse, sua voz firme, mas trêmula. – Eu aceito a sua ajuda.
A figura assentiu, um sorriso enigmático contorcendo seus lábios. Seus olhos, brilhavam intensamente sob o capuz, como dois faróis em meio à escuridão. – Excelente escolha. Siga-me.
Com passos hesitantes, Becky seguiu a figura pelas sombras da floresta. Cada passo era um mergulho no desconhecido. A cada ruído, a cada sombra que se alongava e se contraía, seu coração disparava. "Estou sendo observada?", questionou-se, a mente povoada por imagens de criaturas das sombras. A lua, tímida, escondeu-se atrás de uma nuvem, mergulhando a floresta em uma escuridão opressora. O único som era o crepitar dos galhos sob seus pés e o murmúrio distante de um riacho.
– Por que me escolheu? – perguntou Becky, tentando quebrar o silêncio que se instalara entre eles. A figura parou, virando-se lentamente. Seus olhos, como duas brasas incandescentes, a perfuraram. – Você tem mais força do que imagina, criança. E essa força é tudo o que precisamos.
As palavras ecoaram em sua mente, desconcertantes e enigmáticas. O que ele queria dizer com isso? O que sabia sobre ela? – O que você sabe sobre Skyler? – insistiu Becky, a voz trêmula. A figura sorriu, um sorriso que não alcançava os olhos. – Mais do que você imagina. Mas para saber, você precisa confiar em mim.
Confiança? A palavra ecoou em sua mente como uma piada cruel. Como poderia confiar em alguém que surgiu do nada, com intenções obscuras? Mas a esperança de encontrar Skyler a impulsionava para frente. "Não tenho outra escolha", pensou, "preciso confiar nele, pelo menos por enquanto."
Com um nó na garganta, Becky seguiu em frente, adentrando cada vez mais fundo na floresta. A cada passo, a sensação de perigo aumentava, mas a determinação de descobrir a verdade a impulsionava. A escuridão era absoluta, a única luz era a proveniente dos olhos brilhantes da figura encapuzada, que a guiava para um destino incerto.
Após caminhar por um tempo, a figura parou diante de uma fenda escura na parede rochosa. A entrada da caverna era uma boca sombria, convidando-a a adentrar um abismo desconhecido. – Este é o começo – disse a figura, sua voz ecoando nas profundezas como um aviso. – Aqui você encontrará as respostas que procura.
Becky engoliu em seco. O medo a paralisava, mas a curiosidade a impulsionava para frente. "Será que estou prestes a descobrir a verdade sobre Skyler?", questionou-se, o coração palpitando no peito. Com um suspiro resignado, ela adentrou a caverna.
A escuridão era absoluta, sufocante. Cada passo era um ato de fé. Tentei tatear as paredes irregulares, buscando algum ponto de referência, mas a escuridão era impenetrável. – O que tem nessa caverna? – perguntou Becky, sua voz trêmula ecoando no vazio.
– A verdade que você busca. – respondeu a figura, sua voz impassiva como a pedra.
– E se eu não gostar do que encontrar? – insistiu Becky, o medo crescendo a cada passo.
– A verdade sempre dói. – A resposta da figura era direta e fria, como uma lâmina afiada.
A caverna parecia se estender por quilômetros, um labirinto de passagens tortuosas e câmaras escuras. A figura a guiou por aquele inferno, sua lanterna iluminando apenas alguns metros à frente. A cada curva, a cada sombra, Becky sentia um arrepio percorrer sua espinha. "Será que estou sendo levada para uma armadilha?", questionou-se, o pânico crescendo a cada instante.
Finalmente, chegaram a uma câmara subterrânea. No centro, uma pedra luminescente emanava uma luz suave, iluminando inscrições antigas nas paredes. Eram símbolos estranhos, que pareciam pulsar com uma energia obscura. – Aqui estão as respostas que você procura – disse a figura, sua voz ecoando naquela vastidão. – Mas esteja preparada para o que você pode encontrar.
Becky se aproximou da pedra, seus olhos fixos nas inscrições. Cada símbolo era um quebra-cabeça a ser decifrado, uma peça de um mistério que a assombrava. – O que significam essas palavras? – perguntou, sua voz baixa e rouca. A figura apenas a observava, um sorriso enigmático nos lábios. – Descubra por si mesma.
A tensão era palpável. Becky sentiu um nó se formar em sua garganta. O que ela estava prestes a descobrir? A verdade sobre Skyler? Ou algo muito mais sombrio? Com um profundo suspiro, ela começou a decifrar as inscrições, cada palavra a levando mais fundo em um abismo de mistérios e segredos.
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Atualizado até capítulo 21
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