Capítulo 20 - ARCO I

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— Você fumou? - o homem perguntou.

Nash apenas se virou para o lado, dando espaço e acenando a cabeça para o homem passar.

— Não seja inconveniente e entre, quer que eu converse com você de porta aberta com menos 15⁰ C? Não brinque...

— Sinto muito, pensei que a essa hora você já estivesse acordado. - o homem disse levemente enquanto entrava.

Ele estava certo, mas Nash não gostava de facilitar a vida de ninguém.

— Eu estou cansado, não durmo há muitas noites... Hoje finalmente consegui fechar um pouco os olhos, mas alguém me atrapalhou - ele deu uma risada seca para Pietan antes de se sentar.

— Desculpe, Sr. White, isso não vai mais acontecer - Pietan se sentou, suas meias pretas se tornaram evidentes junto aos seus sapatos sociais lustrosos.

— Claro que não vai, já que você não tem permissão para vir à minha casa. Mesmo assim, já que está aqui sentado no meu sofá, diga logo. Por quê veio? Eu realmente espero que seja algo importante... afinal, depois da minha pequena ameaça, você anda dançando na minha frente como um macaco. Você realmente não me leva a sério, não é, Pietan?

— Eu não deveria pensar que minhas ações são arriscadas o suficiente para levá-lo a sério? - o homem retrucou.

Nash pegou o cinzeiro da mesa de centro e se levantou, levando as várias sobras de cigarro para serem despejadas na lixeira.

— Você precisa fazer mais do que isso para que eu sequer pense em confiar em você. Você é um homem de Charles. Sabe o que acontecia com os desertores no passado? depois que o inimigo conseguia atrair e usar o infiltrado, ele também se desfazia dele... afinal, que confiança tem uma pessoa que traí seu próprio povo?

— Não sou um desertor, não estamos em guerra, Sr. White. No entanto, eu sou um subordinado. Além disso, não possuo afeto quanto a meus empregadores. Também não sou povo de ninguém, e servirei àquele que achar melhor. - Pietan parecia sucinto ao dizer lentamente essas palavras, ele não parecia desconfortável ou nervoso.

Nash deu a ele um olhar avaliador. Mas por dentro, todo seu corpo estava preenchido por uma extensão de desapego infinito.

— Quanto ao motivo que vim... - Pietan continuou — Eu primeiramente gostaria de tirar uma dúvida.

— Prossiga - Nash se sentou novamente.

— Há alguns dias... Você me perguntou se eu conseguiria ter acesso a um presidiário em privado, Edwin Adams. Assim, eu deveria ter acesso a ele especificamente no dia de hoje... Mas quando eu investiguei sobre o homem, não havia nenhum Edwin preso em Jaywick. No entanto, havia um Edwin Adams perfeitamente livre. Eu pensei que estivesse errado, continuei minha busca até que hoje... Havia um Edwin Adams preso recentemente.

Nash levantou a sobrancelha, como se a dúvida de Pietan ainda não estivesse explícita.

Pietan se curvou levemente, seus olhos cobertos pelos óculos de aros dourados refletindo levemente a luz fraca que se espalhava pela sala.

— Como você sabia que Edwin seria preso hoje? Não ontem, ou amanhã... Mas hoje.

Nash sorriu.

— Eu sou bom em dedução. Mas o assunto principal? Não diga que veio aqui apenas para isso...

Pietan pensou por um instante antes de responder.

— Conseguimos isola-lo em uma sala específica. Dentro de três horas, você poderá encontrá-lo.

Os olhos de Nash brilharam levemente.

— Você trabalha rápido.

— Tenho um certo critério profissional... - Pietan retrucou.

Nash se levantou, como se toda a sua distância e precaução com Pietan tivesse desaparecido, ele deu ao outro um olhar sutil, fazendo com que o outro se levantasse e também o seguisse.

Vendo o garoto subir as escadas, o passo de Pietan desacelerou levemente.

— Sr. White? - ele perguntou, parado no meio da sala.

Na metade das escadas, Nash virou levemente a cabeça para olhar a figura de Pietan antes de continuar. Sua voz leve e clara ecoando pela casa.

— Por que está aí parado? Suba logo, temos algo a comemorar!

Ouvindo a risada anasalada no final da frase do outro, as rugas na testa de Pietan relaxaram, seus lábios se ergueram levemente antes de subir logo atrás.

Incrivelmente, Nash havia conseguido ultrapassar suas expectativas e as de Charles. Ele não parecia receoso. Para Pietan, ele nunca tinha visto um Nash tão espirituoso... O garoto passou de um pequeno pássaro ferido e intocado, para uma jovem águia voraz voando alto no céu.

Se antes ele apenas sentia um certo teor de desprezo pela criança filha de seu empregador, hoje o sentimento havia mudado... Era como uma leve curiosidade embrulhada em algo que ele não queria descobrir, mas a palma de suas mãos formigavam levemente.

No final do corredor, ele viu Nash olhar para ele com um sorriso brincalhão, abrir uma porta e entrar sala a dentro.

Quando ele empurrou levemente a porta, descobriu que era uma adega.

Nash se aproximou do balcão, pegando algumas garrafas estocadas nos compartimentos que se estendiam até metade da parede.

Vendo a garrafa de vinho que Nash segurava, o homem pronunciou levemente antes de se sentar em um banco no balcão.

- Um Chapel Down legítimo...

A luz fraca e amarelada permeava levemente o corpo do garoto, fazendo-o parecer ainda mais quente e energético.

Nash ergueu o rosto, de maneira presunçosa, ele cantarolou e respondeu.

— mil novecentos e setenta e nove, uma peça preciosa... - ele preencheu dois copos, empurrando um para Pietan.

— Você está vivendo bem. É por isso que se afastou de Charles?

O sorriso no rosto de Nash desapareceu. Ele pegou o copo de vinho e bebeu um gole pequeno, antes de olhar para Pietan.

— Você parece ter uma boa imagem do meu pai, tem alguma coisa que eu não saiba?

— Na verdade não, apenas acho que ele se preocupa com você.

Nash desviou os olhos do homem e virou o copo, bebendo de uma só vez.

— Já está tarde o suficiente, vamos acabar logo com aquilo.

Pietan franziu a testa, olhando vagamente para a hora em seu relógio.

— Teremos que esperar mais duas horas até que você realmente consiga entrar em contato com ele.

Nash puxou um casaco jogado no balcão e o vestiu, se dirigindo até a porta.

— Tanto faz, vou encontrar uma pessoa. Até lá, o tempo naturalmente terá que passar.

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