Capítulo 15 - ARCO I

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Nash se aproximou, puxando levemente o braço de Elay contra seu próprio corpo, o menino também não fugiu, parado como se tivesse perdido a alma.

Nash olhou levemente para o topo da cabeça de Elay aninhado contra ele, algumas crostas de sangue que ainda não haviam secado mancharam seu couro cabeludo de vermelho. Elay era como um saco de pancadas, será que ninguém se importava se esse menino sentia dor?

Eles provavelmente não estavam preocupados, em suas cabeças, não era menos que o merecido.

Nash, apesar dos olhares da multidão, tirou lentamente sua jaqueta, cobrindo o corpo trêmulo de Elay.

[ Ding! O valor de animosidade do herói por você é 95% ]

O corpo do menino ainda tremia, no entanto, ele sentiu que sua rigidez havia diminuído, relaxando por um instante.

Edwin estalou a língua, olhando para cena com certo desprezo.

— Tão carinhoso, por que você se intrometeu mesmo? Na verdade, eu nunca vi você por aqui. Não me diga que é um cliente do moleque esperando por uma abertura para deixá-lo fugir?

— Cale sua maldita boca antes que eu corte essa sua língua venenosa fora. - Nash respondeu com um sorriso gentil, mas sua voz estava fria.

Isabel estava confusa, no entanto, vendo a forma protetora que Nash mantinha Elay, ela se calou.

Algumas sirenes policiais foram ouvidas à distância. O pai de Leslie estava averiguando o corpo da menina por um longo tempo, sua expressão severa e cansada enquanto ele abraçava a garota adormecida antes de entregá-la a uma mulher de aparência suave.

Quando ele se virou, sua expressão era severa e seus olhos eram frios como uma lâmina, olhando diretamente para Elay. Nash sentiu o corpo do menino tremer, aquele olhar era como uma ameaça evidente, um prelúdio anterior ao ato que viria a seguir. Se ele não tivesse chegado, Elay provavelmente teria sido espancado novamente.

Em sua vida passada, não havia um Nash para protegê-lo. Então provavelmente, essa havia sido a sequência de acontecimentos nessa situação.

— O que pensa que está fazendo?

— Ele tentou machucar minha filha, ele merece morrer. - O homem não parecia muito racional.

De repente, a multidão se afastou, soltando exclamações. O homem tinha uma faca.

Essa sequência de acontecimentos era inesperada. Elay nunca havia sido esfaqueado, e ele ainda duvidava de um segundo espancamento. No entanto, o que está acontecendo aqui?

Nash puxou Elay para trás de si mesmo, encarando o pai armado de Leslie.

— A polícia está a uma esquina daqui. Se você fizer algo que não deve, será preso em flagrante.

— Eu não me importo!

— A mãe de sua filha não é a mulher que a levou daqui agora pouco, certo? - sua voz era pacificadora, como um bandido que tentava enganar — Se você for preso, quem cuidará dela? Você realmente confia em alguém, principalmente depois do que aconteceu hoje?

— Isso não é simplesmente por causa dele!? - o homem gritou, apontando sua faca para Nash, no entanto, se referindo a pessoa escondida atrás dele.

Nash ergueu levemente a cabeça.

— Vocês estão repetindo isso como hienas...

— O que? - o homem se aproximou ainda mais, apontando sua faca bem contra o pescoço de Nash.

As exclamações na multidão ficaram ainda mais altas.

— Você tem provas? ou você simplesmente acredita no que qualquer um diz por aí? - ele franziu os olhos — Se você machucar Elay, estará apenas injustiçando ainda mais sua filha, ferindo uma pessoa inocente e dando sua gratidão para quem o traiu pelas costas. Não é simplesmente patético? Se eu fosse sua filha, te odiaria até os ossos.

— Você!

Nash sentiu uma leve dor no pescoço, mas uma mão gelada o puxou para trás, aliviando a dor que seguiria.

Com um gemido, o homem estava jogado no chão, sendo pressionado por dois policiais.

— Me solte! Eu vou matá-lo! Eu vou matá-lo! - o homem gritava como um louco. Nash deu a ele uma expressão zombeteira.

Vendo isso, os olhos do homem escureceram, usando toda sua força para tentar se desprender dos policiais, todavia, inútil.

— O que está acontecendo aqui? - os homens fardados perguntaram severamente.

Nash foi o primeiro a dar um passo, explicando a situação de uma terceira perspectiva, dando aos policiais uma forma de julgar a ambiguidade forçada da situação e tirarem suas próprias conclusões.

No final, ele ainda disse em bom som.

— Elay tem dez anos esse ano, mal entrou na puberdade, comendo sobras por aí por não ter como se sustentar. Ele não é um vagabundo. Enquanto os seus filhos estão em casa, sendo mimados mesmo quando são rebeldes e com atitudes ruins, a única coisa que ele faz é trabalhar incansavelmente para cuidar de sua mãe doente. Vocês não se envergonham de usar suas bocas podres para falar mal de uma pessoa tão inocente? Vocês que se julgam bons, eu sinceramente espero que ardam no fogo do inferno. - suas palavras eram severas, as pessoas se sentiram mal por um instante antes de se sentirem injustiças.

Onde eles estavam errados? Eles não estavam apenas falando a verdade?

— Isso não muda o fato que o moleque levou Leslie, se não era para fazer o mal, então ele queria uma amiga para brincar? Nos poupe!

— Isso mesmo! Além disso, por que ele não nega? Ele não diz nada! Ele não está simplesmente com medo por ter sido pego? Não somos idiotas!

Nash estalou a língua.

— Sim, vocês não são idiotas. São quadrúpedes estúpidos, até um cavalo demente discerniria a situação melhor que vocês.

— Moleque atrevido!

Um policial interrompeu.

— Chega de caos! Garoto, você parece ter muita certeza do que está falando, tem alguma prova? E você, escondido aí atrás. Não é hora para se esconder, diga. Você fez o que eles estão dizendo que fez?

Elay continuou em silêncio, firmemente escondido atrás de Nash como um carrapato. Nash o puxou com força, murmurando algo que só ambos podiam ouvir.

— Você pensou que eu apenas olharia de longe? Você ainda não respondeu a minha proposta, então nem pense em se livrar de mim. Além disso, pare de ser tão complacente, se eu não tivesse vindo, você se permitiria ser esfaqueado por um crime que não cometeu? Mesmo não fazendo mal a Leslie, você seria culpado, já que não permitiu que o verdadeiro perpetrador fosse pego.

Os lábios de Elay franziram firmemente, seu rosto roxo e azul pálido de frio, enquanto ele apertava firmemente a jaqueta em torno de si mesmo.

— Diga-lhes se você a levou ou não, se você falar, eu cuido do resto. Prometo a você que não permitirei que seja injustiçado.

Elay levantou o rosto, olhando para a figura de Nash.

Nash estava olhando para ele de cima, tendo que inclinar a cabeça para poder olharele dava-olhos. Seus fios Dourados caiam levemente sobre sua testa, enquanto seus olhos negros o fitavam de maneira imponente.

O menino era muito mais alto que ele, mas não era muito mais velho. No entanto, ele o dava uma sensação de segurança que nunca tinha sentido na vida. Mesmo quando estava com sua mãe, era diferente.

Nash era diferente.

Ninguém nunca o defendeu dessa forma, enfrentando uma arma afiada para protegê-lo... falando por ele com tanta convicção.

— Eu não a levei, juro que não a levei.

[ Ding! A animosidade do herói por você é de 45%]

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