capítulo 13 - ARCO I

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O encontro com Elay não havia sido envão, a animosidade do herói oscilou de um número negativo até voltar para o "100" original. Se fosse outra pessoa, com certeza estaria mordendo os dentes, fazendo de tudo para se dar bem com o herói, a fim de fazê-lo gostar de si mesmo o mais rápido possível e garantir sua confiança. No entanto, ele não estava interessado nesse meio convencional.

Nash não dirigiu por muito tempo antes de estacionar perto de uma praça meio vazia. Não muito depois, um carro preto estacionou a poucos metros dele.

Nash saiu do carro, andando lentamente pela calçada até bater com os dedos no vidro da janela fechada do outro carro, sua expressão entediada.

Quando a janela se abriu, o rosto de Pietan foi revelado, como ele imaginou.

— É só jogar o osso que você vem. Sendo um cachorro tão fiel como você é, se meu pai mandasse você deitar nu de quatro na cama dele, você com certeza se deitaria, estou enganado?

Pietan estava de terno, suas mãos cobertas por luvas negras de couro sintético. O homem inteiro parecia um mordomo sofisticado, e até seus óculos de aros dourados davam-lhe uma imagem erudita. No entanto, ele sabia que tal coisa não passava de uma fachada. Pietan era como um lobo em pele de cordeiro. No entanto, como um lobo solitário sem uma alcatéia, ele tinha o hábito de se esgueirar de longe, gostando especialmente de roer as sobras alheias, acabando por destruir os últimos rastros de humanidade que alguém no fundo do poço ainda poderia ter.

— Não tenho esse tipo de relacionamento com meus superiores, Sr. White.

— Pare de coisa, você sabe que não gosto desse sobrenome.

Pietan o encarou, mudando rapidamente o linguajar.

— Desculpe a indelicadeza, Sr. Nash.

Nash zombou.

Essa era uma das coisas que ele mais odiava em Pietan, essa sua gentileza forçada, no entanto, que parecia tão natural. No passado, ele se lembrou de ver Pietan, em pé no canto da sala.

Havia um homem sentado ao lado dele, seu rosto obscurecido. Mas ele viu especialmente Pietan. O rosto do homem tinha a mesma expressão de agora, servil e gentil, como um subordinado elegante.

Quando ele pediu socorro, quando ele gritou por ajuda, com ranho e lágrimas escorrendo por seu rosto, gritando sufocadamente para que alguém o salvasse, Pietan apenas o observou com indiferença, seus olhos como um lago tranquilo, sem se mover um centímetro.

Os olhos de Nash escureceram, sua expressão se tornando sombria.

— Sr. Nash, está tudo bem? Sr. Nash?

voltando aos seus sentidos, ele voltou seu olhar para Pietan. A voz do homem carregava um toque de preocupação, que ele sabia muito bem que não existia.

No entanto, seus planos para com Pietan eram outros. Ele esfregou o centro da testa levemente, fingindo mostrar uma expressão cansada.

— Esqueça, você está apenas cumprindo ordens. É que eu simplesmente... Não o suporto. - ele descansou os braços na janela.

Pietan acenou a cabeça.

— Você gostaria de conversar, Sr. Nash? Seu pai é meu empregador, mas há coisas que não necessariamente devem ser ditas com rigor.

Nash quase riu alto, esse cachorro sabia muito bem como enrolar as pessoas.

— Você não está com raiva de mim? - ele perguntou, mas não havia desculpas em seu tom de voz.

— Sr. Nash é jovem e o coração é imprudente, na sua idade, é normal estar aflito. Eu não o culpo.

Maldito. Jovem? Imprudente? Se ele fosse falar tudo que Pietan realmente era, ele então não se tornaria o degenerado mais imoral que já pisou nessa terra?

pensando nisso, ele riu. Vendo sua risada, Pietan ergueu os olhos surpresos.

— Eu disse algo que não devia?

— Não, apenas... Você é realmente um cachorro, Pietan.

Pietan relaxou o rosto, dando a Nash um olhar de desaprovação como uma pessoa mais velha.

Querendo dar a ele uma lição de moral? Pietan teria que nascer mais mil vezes antes que isso acontecesse.

— Você quer tomar uma bebida? - ele perguntou casualmente.

— Você ainda é muito jovem para beber álcool, Sr. Nash.

— E quem disse que eu estava falando sobre álcool?

Sentado em uma cafeteria, Pietan parecia deslocado. Ele olhou levemente para o grande copo de chocolate quente nas mãos de Nash, antes de tomar um gole de seu próprio copo de leite.

 O homem era como uma escultura de porcelana detalhadamente moldada, como se não tivesse nenhuma mínima falha em sua aparência resiliente. Mas Nash não seria enganado como as pessoas nas mesas ao redor que olhavam furtivamente para Pietan, ele sabia que o homem era como uma maçã estragada, vermelha e suculenta por fora, exalando um aroma perfumado pela superfície, no entanto, podre e contaminada por dentro.

— Como ele está? - ambos sabiam de quem ele estava falando.

— Sr. Charles está como sempre, imerso em suas próprias preocupações, investindo todo seu tempo e esforço no trabalho.

Nash se recostou na cadeira.

— Falando assim, qualquer um pensaria que seu trabalho fosse algo dentro dos escrúpulos da lei - ele lambeu os lábios secos.

— O mundo é vasto, as escolhas são infinitas. Sr. Charles tomou as próprias decisões, e mesmo que não tivesse tomado, outra pessoa teria. Algumas questões são inevitáveis, Sr. Nash.

— Você tem razão. - Nash disse em um tom resignado.

Pietan ficou surpreso, ele esperava um retorno hostil, como sempre. No entanto, Nash realmente concordou com suas palavras. Ele não sabia se isso era algo bom ou ruim. Vindo de Nash, algumas coisas súbitas e repentinas eram comuns, então ele suprimiu seus pensamentos.

— Você voltará para casa?

— Aquela não é minha casa, e não, eu não voltarei.

Pietan não questionou mais, apenas assentindo.

— Você precisa de algo? Sr. Charles me permitiu acesso a alguns fundos destinados a você. Quando você quiser, apenas me diga, ele não saberá instantaneamente.

Charles obviamente descobriria que ele havia usado qualquer centavo de suas contas no momento que pegasse o dinheiro, mas ele não corrigiria o pequeno erro proposital de Pietan.

— Tenho o suficiente, não preciso do dinheiro dele.

— Essa quantia não durará para sempre, Sr. Charles.

— Não sou o fantasma de um mendigo que morreu de fome, administrarei bem a quantia. Quanto a isso, não se preocupe, estou investindo em ações imobiliárias e estou tendo um bom retorno, posso me garantir daqui para frente.

Pietan ficou pensativo quando a novidade da informação. Ações imobiliárias? Ele sabia muito sobre a vida de Nash, no entanto, nunca soube se o garoto realmente tinha tido contato com essa esfera social. Se em um golpe de azar o garoto perdesse tudo, não seria realmente um problema? No entanto, ele ficou silenciosamente ansioso por isso...

Nash não se preocupou em revelar seu segredo, isso seria exposto mais cedo ou mais tarde, então era melhor lançar o joio contra a luz.

Depois de seu encontro com Pietan, ele retornou para casa. Já era dezembro, e em três dias seria natal. Desde agora, toda a cidade de Jaywick estava coberta de uma atmosfera natalina. Depois de chegar, ele vagou por sua casa por um pequeno período de tempo, avaliando cada canto até chegar em um quarto próximo do dele. Ele se recostou na porta, esfregando levemente o cabelo antes de fazer um telefonema.

— Alô? Sim, eu gostaria de fazer uma reforma...

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