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Depois de alguns dias, Nash se absteve de procurar Elay, com medo de que o garoto simplesmente morresse de um ataque cardíaco antes que ele mesmo pudesse matá-lo.
No entanto, esses dias não duraram muito. Um lava rápido era o novo local de trabalho de Elay, e todos os dias, como um desocupado, ele sentava em um pequeno café do outro lado da rua e o observava à distância.
Nesse período de tempo, Elay nunca havia sido matriculado na escola, vivendo como um indigente. Allana fez tudo ilegalmente, incrivelmente conseguindo fugir os olhos da lei e criando seu filho por tanto tempo dentro do bordel.
Muitos a julgariam como louca, mas o que uma criança como ela poderia fazer na época? Ela só tinha um filho no mundo, se Deus quis da-lo a ela, então ele seria dela até o fim.
Inesperadamente, o filho compartilharia do mesmo pensamento no futuro.
E dessa vez, ele era o vilão. Nash saboreou essas palavras enquanto tomava um gole do café preto. Pensando bem, ele não era necessariamente um vilão. Ele apenas não permitiria que Selena aparecesse na vida de Elay. Ele se confirmaria, sendo o único a receber todo o ódio que Elay poderia lhe dar, e dando a ele todo o calor que ele poderia falsificar.
Ele estava puxando as cordas no palco, e Elay seria o protagonista principal.
Inclusive, ele sabia que Elay havia notado seu pequeno movimento. Por trás dele, ele já tinha percebido que o menino o observava à distância, inclusive carregando alguma coisa escondida com ele.
Isso parecia bastante interessante.
[Ding! O valor de animosidade do herói por você é -30]
Nash olhou para o café na xícara levemente surpreso, ele ainda nem tinha feito nada e o filhote sarnento já o odiava até os ossos. Não era simplesmente perfeito? Se um pouquinho de desconforto deixava o herói tão movido, imagine se ele realmente estivesse levando isso a sério?
Primeiro, ele faria todos os cobradores de dívidas baterem em sua porta. A matrona com certeza não os deixaria mais viver lá, jogando mãe e filhos na rua, à deriva do destino. Mas a mãe de Elay estava praticamente em estado vegetativo, isso não seria o mesmo de jogá-la as portas da morte? E quando Elay procurasse emprego, ele não permitiria que ele arrumasse nenhum, sujando seu nome até mesmo nas pequenas espeluncas no perímetro de Jaywick. Sem dinheiro, Elay não teria onde viver, sua mãe morreria e ele teria que continuar a comer as sobras dos outros. Na verdade, isso ainda era uma vingança inocente. Se ele levasse a sério, de fato, não sobraria sequer uma camada de carne cobrindo os ossos do corpo magrelo daquela criança sarnenta.
Ele se levantou da cadeira, indo até o banheiro masculino. Sentindo alguém o seguir por trás, ele inconscientemente ergueu os cantos dos lábios.
Quando ouviu a porta sendo trancada, ele ainda não se virou, indo até a pia e lavando as mãos.
— Se você queria conversar comigo em particular, poderia apenas ter se sentado na mesa. Não há necessidade de me acompanhar tão intimamente. - ele suprimiu seu sorriso e virou o rosto para o garoto, sem expressão.
Elay estava de costas contra a porta, a chave havia sido virada completamente, impedindo ambos de sair e pessoas de fora entrarem. Ele usava roupas finas, sua jaqueta tão desgastada que já não era mais possível ver sua cor original. Seus lábios estavam roxos de frio e seu cabelo preto caía sobre a testa. Esse moleque tinha por volta de 1,40 de altura, tendo comido pouco, cresceu menos ainda.
Há muito ele tinha visto o pequeno canivete escondido profundamente em sua cintura. Se o cachorro queria brincar, ele estava bem disposto.
— Pare de me seguir.
— Seguir você? Que eu saiba, você é o único que está seguindo alguém aqui - Nash decidiu bancar a vítima.
O menino ficou vermelho de raiva. No final, Elay ainda era só uma criança pequena.
— No meu trabalho, na minha casa, com minha mãe, em todo lugar! O que eu fiz para você!? Eu tenho certeza que nunca te roubei nada, então o que você quer de mim? - os olhos do menino ficaram gradualmente vermelhos enquanto ele gritava.
Nash finalmente virou completamente seu corpo, aproximando-se do garoto até que estivessem apenas há três passos de distância.
— Você tem razão, não estou sendo honesto com você.
Elay enrugou a testa, não esperando que Nash se pronunciasse tão rápido.
— Sua mãe roubou algo precioso de mim, então eu tenho que me vingar.
Elay segurou o cabo do canivete por dentro das roupas, olhando diretamente para o rosto de Nash.
— Minha mãe nunca roubou nada de ninguém! Não minta para mim...
Nash sorriu.
— Eu vou te fazer uma única pergunta, então você deduz se estou mentindo ou não.
Elay continuou olhando para ele, sem relaxar a guarda.
— Missie, você conhece esse nome?
A pupila de Elay dilatou, o aperto em sua faca se afrouxando.
— Tia Missie? - ele franziu a testa, seu rosto infantil enrugado como se tal pensamento fosse inconcebível. — Minha mãe nunca roubaria tia Missie, você está mentindo para mim!
Nash estalou a língua. Tia Missie? Ele só sabia que a mãe dele e Elay eram amigas íntimas quando jovens, mas não era inesperado que Elay conhecesse Missie, já que Missie e Allana ainda tinham contato depois que a outra foi presa em um bordel. No entanto, tal intimidade era novidade.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
🌟OüTıß🌟
que ótimo jeito de falar do futuro amor da sua vida...
2024-06-15
0
🌟OüTıß🌟
animosidade é ódio,então -30 de animosidade é igual a -30 de ódio q já é o início de não desgostar. então como ele o odeia até os ossos???
2024-06-15
0
⛅💫Hanaby_Hiroshi💫⛅
gente meu irmão tem basicamente a mesma idade, o mesmo tamanho e ele não passa fome 😨
eu tinha falado para ele que era falta de fermento...
2024-01-17
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