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Nash odiava Elay. Odiava Elay por seu egoísmo disfarçado de heroísmo e sua hipocrisia disfarçada de bondade. Ele se recordou brevemente de uma repetição infinita de situações, em que um Elay adulto o olhava de cima. Apesar de não mostrar nada em sua expressão, seus olhos estavam cheios de repúdio para com ele.
— Afaste-se de mim, e nunca, absolutamente nunca, chegue a um metro de distância dentro dos limites de Selena. Eu não sei que tipo de coisa você e seu pai fazem por aí, e também não quero saber, mas se divirta com seus desejos tão... Inescrupulosos enquanto ainda tiver tempo, eu colocarei cada um de vocês dentro de uma maldita cela até que apodreçam de corpo e alma.
Naquele passado, ele tinha certa proximidade com Selena. No entanto, nunca foi algo além de uma amizade superficial, mas apesar disso, Elay juntou o velho ao novo, criando ainda mais pontos negativos sobre ele. Quando Selena desapareceu, ele não hesitou. Ele não era ninguém além do filho de Charles, assim como vários outros jovens inocentes que só que só queriam arranjar um meio de ganhar dinheiro na época. Todos morreram, e nenhuma morte foi suave, seus corpos mutilados, enterrados em caixões fechados
No entanto, o momento estava errado. Se Elay fosse um pouco mais velho, se ele tivesse recobrado a consciência quando a hipocrisia do herói estava em seu auge, ele não se seguraria. No entanto, ele olhou para Elay no momento, que não era nada além de uma criança pequena.
Ele não gostava de hipócritas, muito menos de abusadores. Fosse Elay ou quem quer que fosse, ele não iria ficar parado. Quanto a Edwin, esse nome não lhe era estranho. Na verdade, ele era um personagem que fazia parte da próxima peça, uma peça que ele estava aguardando ansiosamente para a próxima etapa de seu plano.
Pela primeira vez, ele ficou com um pouco de pena de Elay. Mas ele daria ao garoto um motivo para se animar antes da tempestade, seria seu maior gesto de benevolência.
— Você disse que faria qualquer coisa, certo?
Quando Elay olhou em volta, notou que Nash havia estacionado em um ponto cego ao lado do bordel.
— Eu farei. - O menino o encarou, seus olhos como um vórtice sem limites.
ele fingiu ponderar, encarando o chaveiro de sol, a única coisa colorida dentro do carro. Depois de um tempo, ele bateu dois dedos no voltante, virando seu corpo em direção a Elay.
— Como eu disse antes, não há muita coisa que se possa fazer com alguém como você. - vendo a expressão de Elay ficar pesada, ele continuou — Não pense nisso como uma ofensa, é apenas um fato.
— Eu entendo. - Elay baixou os olhos.
— No entanto, recentemente eu perdi um amigo especial.
Elay levantou levemente os olhos.
— Um amigo?
— Sim, o nome dele era panther. Depois de quinze anos de vida, seus pulmões não suportaram mais e ele faleceu.
Elay assentiu, no entanto, ele franziu a testa interiormente. Quem no mundo se chamava "Panther"? Essas pessoas ricas não tinham simplesmente enlouquecido? Mas espere um momento, o que esse amigo tinha a ver com sua conversa principal? Nash não estava apenas mudando de assunto?
Nash não sabia os pensamentos aleatórios de Elay, continuando.
— Contanto que você o substitua, eu posso facilitar para você.
— O quê? - Elay murmurou, não esperando pela proposta repentina.
Substituir um amigo? Nash ainda estava pregando peças nele? pensando nisso, seu peito gelou e uma centelha de raiva surgiu em seu coração.
— Não brinque - ele sentiu um tipo de angústia, daquelas quando se leva todas as expectativas antes de ser severamente bloqueado, jogado de volta para o ponto de partida, sujo e ferido.
Ele era jovem, não idiota.
— O que, você acha que é uma tarefa fácil? não se empolgue tanto, como eu disse, estou facilitando para você. E ainda sim, não é como se eu tivesse obrigando você.
Notando Nash se aproximar, o corpo de Elay ficou rígido. No entanto, o garoto apenas puxou seu sinto de segurança, abrindo a porta do carro para ele.
— Você achando absurdo ou não, só tem duas escolhas. Aceite, se torne meu cachorro e eu comprarei sua mãe.
Vendo os olhos de Elay virarem bruscamente para ele, ele continuou.
— A colocarei em um hospital, pagarei suas despesas médicas e lhe darei um bom tratamento.
Os olhos de Elay passaram de raiva para choque. O menino bobo não conseguia esconder sua boca aberta, abrindo e fechando como se não soubesse responder.
— Você... Você vai o que?
— Contanto que você venha comigo, eu farei com que sua mãe fique bem novamente. Não precisa me responder agora, você tem meu cartão, volte para sua casa e cuide de sua mãe. Quando tomar sua decisão, me ligue. Mas você sabe - seus olhos franziram — Escolha cuidadosamente sua opção.
Sendo assim, ele deixou Elay e foi embora. Elay ficou lá, pálido. Seu corpo pequeno, coberto de roupas esfarrapadas maiores que ele, olhando para o carro que partia, ficando cada vez mais pequeno no horizonte...
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Atualizado até capítulo 65
Comments
🌟OüTıß🌟
amém,q bom,Nash
2024-06-15
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