capítulo 4 - ARCO I

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Antes do herói desmaiar, ele o tinha visto.

Novamente, Nash estava olhando de cima, enquanto Elay estava no chão, caído e machucado.

isso fez a animosidade do herói para com ele ir diretamente para -5.

Ele deveria se sentir mal por entrar em êxtase ao se colocar nessa posição com uma criança. Mas o que ele poderia fazer? Ver Elay assim, tão pequeno quanto um grão de poeira enquanto ele observava a distância, tendo o poder de impedir ou não todo aquele caos, mas não fazendo.

Ele queria empurrar o bêbado e a vadia e se abaixar na frente de Elay, puxando seu cabelo enquanto observava os olhos do menino franzirem de dor.

Ele seguraria o cabelo com força, olhando diretamente para os olhos do garoto e perguntando.

— Dói? Ah sim... - ele murmuraria — eu sei que dói, isso não é nem uma fração da dor que sofri, não se compara com nenhuma das dezenas de mortes que você me provocou ... Mas eu não vou permitir que você morra tão fácil, eu vou fazer você sofrer, Elay. Até que não sobre um único pingo de vontade de viver em você, até que você implore por estar morto.

Ele mastigou essas palavras dentro da própria cabeça, dando ao herói que lentamente começou a fechar os olhos um sorriso largo. Ele não estava com tanta pressa assim, ele daria ao herói uma fruta de aparência doce e suculenta, para que quando ele mordesse, descobrisse que na verdade, estava podre até o âmago o tempo inteiro.

Quando um dos funcionários se aproximou, puxando o braço fino de Elay sem um pingo de cuidado com seus ferimentos, ele disse sombriamente.

— Solte-o, eu o conheço, irei levá-lo para casa.

Como filho de um homem como Charles, Nash tinha uma aparência limpa e fresca. Ao contrário de Elay no chão, completamente imundo dos pés à cabeça. No entanto, o garçom não se importava, ele tinha coisas a fazer e apenas murmurou um "Tanto faz", enquanto saia de volta para a lanchonete.

Nash pegou cuidadosamente o corpo do Herói. Ele mesmo havia tomado consciência nessa etapa do mundo, onde seu corpo tinha quinze anos, logicamente, tento vivido vários e vários mundos uma centena de vezes, ele estava longe de ser um adolescente. Mas Elay, ele não se lembrava de nada.

Era simples e puro, absorvendo a maldade alheia enquanto seguia em frente, fadado ao destino imutável que o seguiria. Seu rosto estava pálido e ferido, mas ao contrário de seus pensamentos, Nash não o fez nenhum mal, logo, ele atravessou metade dos subúrbios com o garoto, antes de parar em uma farmácia, mostrando Elay ao atendente.

O homem no balcão quase caiu para trás. Ele correu, quase chamando uma ambulância antes de Nash o impedir.

— Você não o trouxe para pedir ajuda? Esse garoto está muito ferido, foi seu pai que fez isso? Chame a polícia, garoto, não queremos que isso termine em tragédia - o homem estava claramente preocupado.

— Eu vim aqui, já não estou pedindo ajuda? Não temos dinheiro para pagar o hospital. Ele desmaiou apenas pelo cansaço e pelo "esforço físico" - ele sublinhou, referindo-se aos ferimentos de Elay — Trate dos ferimentos dele. Trabalhando nesse lugar, você deve saber de alguma coisa. Não seja um inútil, não estou pedindo de graça, irei pagar.

O homem obviamente nunca havia conhecido um jovem tão abominável. Ele olhou para Nash com desgosto, mas vendo os ferimentos do menino desmaiado e o dinheiro que o garoto de cabelos dourados ofereceu, ele engoliu as palavras que ia dizer.

— Sou técnico, garoto. Você deveria respeitar mais os adultos, uma hora ou outra alguém com um temperamento pior que o meu não irá deixá-lo ir tão fácil. E você você não disse que não tinha dinheiro? - ele questionou, segurando a grande soma nas mãos.

Nash apenas sentou, não se incomodando em responder.

O homem desistiu, levando Elay rapidamente para uma salinha nos fundos.

O garoto teve seus ferimentos tratados e recebeu um saco inteiro de soro intravenoso para tratar sua desidratação. Quando o técnico saiu para dizer ao menino desagradável que o garoto havia sido tratado, Nash já não estava mais em lugar nenhum.

Quando Elay acordou, estava em um lugar estranho. Sua cabeça estava tonta, enquanto um longo equipo estava pendurado em seu braço. Quando sua consciência retornou, ele se deu conta que só poderia estar em um lugar.

O hospital.

Ele se levantou rapidamente, tentando puxar a agulha do braço enquanto pensava de maneira turbulenta. Ele não tinha dinheiro, se ele ficasse no hospital, isso apenas significava mais dívidas... Olhando para os próprios ferimentos tratados, ele notou que não conseguiria simplesmente ir embora, já que já tinha usufruído do hospital. Ele respirou fundo, todo seu corpo se tornando gelado apesar da pequena sala estar totalmente confortável graças a um aquecedor.

Quando o técnico voltou, viu a cena chocante do equipo intravenoso completamente preenchido de sangue enquanto o garoto ainda tentava puxá-lo.

— Ei Ei Ei!!! - ele correu, puxando rapidamente as mãos do garoto, no entanto, quando mais ele tentava acalmar Elay, mais ele se debatia, empurrando-o e olhando para ele ferozmente.

Sem que ele pudesse fazer nada, o menino correu, deixando porta de entrada da farmácia abrindo e fechando. O atendente ficou sinceramente abatido, uma criança tão pequena, fugindo como um filhote mal tratado... Era lamentável, ele suspirou. Mas nada podia fazer, ele era apenas um homem nessa cidade. Assim, ele entrou para a farmácia, voltando novamente aos seus a fazeres.

Nash estava em uma conveniência de frente para a farmácia. Ele havia passado a noite inteira lá, seus olhos vermelhos pelo sono estavam levemente inchados, mas não puderam deixar de brilhar ao ver Elay correndo para longe da farmácia aos tropeços, logo desaparecendo na multidão.

Essa cena era como tomar uma grande xícara de chocolate quente, e no fim, saborear lentamente o marshmallow no topo. No entanto, ele não estava em uma noite de inverno em frente à lareira com a família, em uma atmosfera quente e reconfortante. Mas sim nessa loja dilapidada, observando vagarosamente os pés nus da criança que corria em um tempo de pouco menos que 15⁰ C. Desviando de seus pensamentos, ele inclinou a cabeça, dando um sorriso brilhante a um homem de terno que o observava à distância enquanto levantava a ele sua xícara de café preto puro, como se estivesse brindando uma pequena vitória.

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