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Depois daquela cena, ele caminhou todo o caminho até uma casa mais decente entre as casas do subúrbio. Ao chegar, Nash olhou para a porta de madeira fechada na frente dele, que o esperava silenciosamente como um buraco para o abismo profundo. Mas dessa vez, ele não teria medo.
Ele sabia quem ele era, sabia o que precisava fazer e sabia quem deveria fazer pagar.
Ele segurou a maçaneta, abrindo lentamente a porta, que soltou um rangido no ambiente silencioso. A casa estava vazia. Charles, seu suposto pai, provavelmente estava tratando de seu cargo como um agiota podre até o âmago que ele era, em algum lugar por aí. Depois de comer alguma coisa e tomar um banho, ele se jogou na cama familiar, pensando no que o herói deveria estar fazendo agora.
A mãe de Elay estava morrendo. A pobre garota mal havia chegado a maioridade quando foi vendida pelo pai, como forma de quitar uma enorme soma de dívidas de jogo. Não demorou muito tempo para que Allana engravidasse. No entanto, ela ainda não foi expulsa, sendo mantida em um canto até o bebê nascer antes de ser colocada de volta ao "trabalho" infernal. Tal vida miserável teve um grande impacto a Allana, uma garota gentil que antes era a mais promissora de sua turma no colégio, com aspirações de se tornar uma médica no futuro, veio ao fracasso. Quanto mais alto foi sua esperança em voar no céu, mais fundo foi o penhasco que ela caiu. O corpo de Allana foi forçado ao limite, ela mal tinha 29 anos e seus órgãos não suportavam mais funcionar normalmente em seu corpo fraco. Mas Allana não era totalmente incapaz, ela sabia que não conseguia fugir de lá, mas fazia todo o possível para cuidar de seu filho. No entanto, com sua saúde instável, a vida de Elay se tornou ainda pior do que já era.
Um herói nascido na tormenta, filho de uma prostituta, condenado à miséria e ao ostracismo.
Nash sorriu, uma pessoa assim, ele não deveria ser simplesmente o vilão? Dizer que Elay era um herói não era de todo verdade, se herói quer dizer que ele é o protagonista desse mundo, então Elay é o herói. No entanto, se ele era o herói, Nash iria ser o vilão. Contanto que Elay confiasse nele de todo o coração, ele o faria entregar seus próprios pulmões a ele em uma bandeja de prata.
Só de pensar nisso, o olhar de Nash escureceu, um sorriso distorcido pairou em seu rosto.
Quando ouviu um som familiar da porta da sala se abrindo, ele se sentou rapidamente na cama. Era Charles, ele havia chegado.
Se recordando brevemente do passado, suas várias reencarnações nesse mundo viveram desde tenra idade até a morte, aos 25 anos de idade. Quando ele tinha cinco anos, sua mãe ainda estava viva e eles eram uma família decente.
Durante o feriado do ano novo, seu pai ainda carregava um ar de serenidade. Ele tinha todos os membros do corpo fechados com tatuagens, mas uma gentileza profunda era sempre visível em seus olhos. Ninguém além de sua esposa e seu filho eram capazes de conhecer um Charles tão humano.
Ele se lembrava especificamente de uma cena... Charles chegava, acariciava o cabelo de Missie, sua mãe, com ternura, antes de se aproximar dele rapidamente, enquanto ele corria dando gargalhadas infantis. Ao pegá-lo, Charles o levou até a grande árvore de natal, enquanto sua mãe os observava à distância com um olhar suave, tão bonita quanto uma flor do campo em plena floração.
Ele gritava.
— Papai, mas já abrimos os presentes de natal! ainda faltam mais? - ele segurou o pescoço de Charles, dizendo em confusão.
— Hm - Charles negou, fingindo ser sério — Esse é novo, contando que você adivinhe, levarei você e sua mãe para conhecer os cisnes do lago peace.
O pequeno Nash, de cabelos dourados encaracolados e olhos grandes como duas contas de Buda ficou pensativo, como se tivesse tendo um grande trabalho a fazer ao adivinhar o presente. Charles olhou para Missie, dando uma risada silenciosa, enquanto ela apenas acenou a mão para que ele não provocasse tanto seu filho.
— Um avião!
— Não - Charles negou, sério.
— Um carrinho! - ainda não.
— Um barco! — Charles balançou a cabeça, negando.
— Um trem? - o pequeno Nash finalmente indagou, confuso.
Charles sorriu.
— Você acertou.
Saindo de suas memórias, Nash olhou vagamente para um pequeno trem realista de brinquedo em uma prateleira em um canto obscuro do quarto. Antes que a porta de seu quarto fosse aberta, ele saiu habilmente pela janela, deixando para o homem que abriu a porta apenas um quarto vazio.
Seja Elay, ou Charles... ele os mataria, os faria sofrer tanto a ponto de desejar a própria morte.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
🌟OüTıß🌟
MISERICÓRDIA!
adoro protagonistas assim,mas ainda dão medo...
2024-06-15
1
🌟OüTıß🌟
dclp,mas qual é o significado da última palavra?
2024-06-15
0
otaku fedido demais 2.0
eu do boiando /Gosh/
2024-02-07
4