Acordei cedo e fiz uma corrida. Estarei no hospital em alguns minutos.
Não sinto fome nesta manhã. Ainda estou abalada por ontem.
Ao chegar ao trabalho, vou direto para o meu setor. Uma colega, ao passar por mim, diz:
— Paciente bonitão precisando levar alguns pontos. Parece que a doutora vai tirar uma bala que
está alojada em seu braço, e você fará os pontos. Aliás, ele é italiano, lindo e de tirar o fôlego. É seu
paciente.
A fofoqueira da Flávia adora inventar coisas. Será mesmo que esse homem está aguardando a
doutora? Bala alojada?
Direciono-me à sala de atendimento da médica Nicole, que está responsável pelas emergências
na parte da manhã. Ao abrir a porta, dou de cara com um par de olhos negros que me encaram
seriamente, fazendo com que meu estômago embrulhe. Há outro homem com ele. Parece que o
paciente está inquieto, querendo ir embora.
Sinto uma necessidade enorme de fugir, de correr para longe, mas não consigo. Paraliso ao ver
que quem está precisando ser atendido por mim é, na verdade, o meu noivo... O noivo de quem eu
fugi.
É ele, Deméter Massino.
Tão apavorante quanto sempre imaginei e lindo como eu já sabia que era.
Eu o reconheceria até no escuro.
Deméter Massino! O chefe da máfia siciliana. O homem com quem eu
deveria ter me casado assim que completei 18 anos; para quem fui
prometida quando criança.
Engulo em seco, paralisada. Preciso ir embora, correr e me esconder,
porém minhas pernas se recusam a obedecer ao comando da minha mente.
Estou começando a ficar aterrorizada, principalmente depois de ter
percebido que ele me encara friamente. Não sei se é meu medo que está me
fazendo pensar assim, mas é como se ele tentasse me reconhecer.
Meu Deus, ajude-me! Se ele me reconhecer, irá me levar com ele, e
ninguém poderá impedir.
Será que Deméter descobriu onde estou e veio atrás de mim? Não
consigo controlar as minhas lágrimas, por mais que eu tente. Estou
chorando, amedrontada. As lágrimas quentes molham o meu rosto.
Os dois me olham como se eu fosse uma louca que fugiu do hospício,
não como se eu fosse a enfermeira.
Minha mãe sempre me disse que isso poderia acontecer algum dia e
que essa gente ainda me procuraria para se vingar. E eles me encontraram
agora.
— Sta piangendo, Rossi? (Ela está chorando, Rossi?)
Meu nervosismo me deixa sufocada a ponto de eu não conseguir
prestar atenção no diálogo deles. Inspiro e expiro forte uma, duas, três
vezes. Soluço e me viro de costas para eles, sentindo-me apreensiva.
Minhas mãos estão tremendo e suando. Eu sei que vou morrer agora. E a
minha mãe? Será que eles a levaram? Talvez eu deva implorar pela minha
vida uma vez ou ao menos pela dela. Ela não tem culpa, só quis me
proteger.
Não parece haver piedade no olhar dele.
Inspiro.
Por que eles não me prenderam ainda? Este hospital não os pararia,
muito menos as câmeras. Mamãe costuma dizer que esse pessoal sempre dá
um jeito de ocultar os crimes.
— La ragazza non ha un bell’aspetto, signore (A moça não parece
bem, senhor).
Ele se referiu a mim como “ragazza”, ou seja, uma moça comum,
qualquer. Eles não sabem quem eu sou, não se lembram de mim. Não
poderiam, pois eu mudei muito desde os meus 9 anos. Os meus cabelos não
são mais loiro-claros, ficaram mais escuros, castanho-escuros, e meus olhos
não são mais tão claros como antes. São verdes, mas muitas vezes ficam
castanhos, e hoje estão mais escuros mesmo. O meu corpo... Não tenho
mais o corpo de uma criança, tornei-me uma mulher forte, em todos os
sentidos. Talvez eles pensem que eu seja loira e que minha cintura seja 36
em vez de 42.
— Perdão, senhores. Um cisco caiu no meu olho. — Seco minhas
lágrimas com as mãos.
Não sei se eles puderam me compreender.
Meu coração ainda está disparado e o meu medo está me entregando,
fazendo com que eles desconfiem de mim. Por que eu choraria, se não os
conheço? Não posso passar a imagem de quem sabe quem eles são. Seria
perigoso.
— Una pagliuzza le è caduta nell’occhio, signore (Um cisco caiu no
olho dela, senhor).
Com cautela, viro-me vagarosamente. Temo que uma arma esteja
sendo apontada na minha direção. Para o meu alívio, não há nenhuma arma.
O homem, que era o meu noivo, estava sentado quando eu entrei, mas agora
está em pé, fazendo um grande esforço, devido ao estado do seu braço. Ele
não é o tipo de pessoa que exala paciência. Pelo que vejo, não se dá muito
bem com ela. Não é sua virtude.
Aperto os meus olhos castanhos e suspiro. Algo me diz que o paciente
será trabalhoso, mesmo sendo um adulto. Seu braço está sangrando. O tiro
foi dado já próximo ao ombro e o ferimento está quente ainda. Em seu
lugar, eu estaria chorando e gritando de dor, pois para a conter, pelo que
notei, não foi aplicada nenhum tipo de anestesia. Deve estar queimando.
Serei rápida para que ele não sinta mais tanta dor.
Não que isso me preocupe, mas se eu fugisse agora, iria deixá-los
confusos e eles iriam investigar o meu comportamento. Então, chegariam
até mim, e eu estaria perdida. Tento agir normalmente, como faria com
qualquer paciente, porém não consigo mover um músculo, por causa do
medo.
Para me deixar mais nervosa ainda, Deméter me olha de uma maneira
intrigante. Quando ele dá um passo à frente, posso ver quão alto, forte e
musculoso ele é. Ele está vestido apenas com uma calça social, sem camisa.
É mesmo de tirar o fôlego. Não sou de admirar homens que não sejam o
meu noivo, entretanto Ricardo não chega nem aos pés desse deus grego.
Seu peitoral exposto, além de uma bela forma física, tem gominhos
definidos e durinhos. O que mostra que ele sempre faz exercícios de
hipertrofia. Também vejo algumas tatuagens, sendo que a maior está em seu
peito. É um leão. É como se ele estivesse rugindo, mostrando bravura,
coragem e bastante força. Já os números em algarismos romanos, eu não sei
o que querem dizer, porém significam alguma coisa para ele. Nos braços
não há tatuagens. Em lugares mais expostos, pelo jeito, não há nenhuma.
Talvez seja melhor eu não o encarar mais. Pode parecer falta de
educação da minha parte, além de indelicadeza.
— Mi guarderà solo? Senza valore! E mi hai detto che questo era il
miglior ospedale di Rio de Janeiro (Ela vai ficar só me olhando?
Imprestável! E você me disse que este era o melhor hospital do Rio de
Janeiro) — seu timbre é feroz.
Posso entender tudo que eles falam, pois nasci na Itália, na Sicília, e
sei falar italiano fluentemente. Mesmo que eu não pratique a língua, jamais
me esqueci das minhas origens.
— C’è qualcosa che non va in questa ragazza. Dovrei chiamare
un’altra infermiera? (Há algo de errado com essa moça. Devo chamar outra
enfermeira?)
— È meglio cercare un altro ospedale (É melhor procurar um outro
hospital) — Deméter lhe diz como se desse uma ordem.
Compreendo o diálogo perfeitamente. Eles estão falando
normalmente, como uma conversa de chefe e empregado. Pelo que posso
perceber, esse ao lado de Deméter deve ser o seu homem de confiança.
Meu Deus! Por isso todos aqueles seguranças lá fora? Mas como eu
poderia imaginar que o meu ex-noivo estaria aqui? Ele não se lembra de
mim? Caso se lembrasse, já teria dado voz para me levarem para me matar.
— Ninguém vai a lugar nenhum até essa bala ser retirada com devidos
cuidados. — Meu lado profissional de saúde, que se preocupa com os
pacientes, falou mais alto. Para a minha sorte, respondi em português.
Seu segurança, ou sei lá o que ele é, parece ser mais tranquilo, mas,
ainda assim, sinto muito medo dos dois.
— Senhorita, será que pode agilizar o processo? — ele pede com
educação.
Essa foi a primeira vez que eles falaram comigo. Ao menos
compreendem o português.
Assinto, nervosa. Estou aflita.
— E ‘una dottoressa? (Ela é a médica?) — o chefe fala como se não
confiasse no meu trabalho, totalmente descrente da minha eficiência.
— No lo so, signore (Não sei, senhor).
— Sembra una buona a nulla che non sa fare niente. Chiedo di essere
assistito da qualcuno che sia qualificato (Ela parece uma imprestável que
não sabe fazer nada. Exijo ser atendido por alguém que seja qualificado).
Eles falam como se eu não estivesse aqui. Desta vez não me contenho.
— Non sono ‘una dottoressa, sono um’infermiera, e molto
competente. Il mio lavoro è pulire la stanza per la dottoressa Nicole, che sta
già arrivando (Não sou médica, sou enfermeira, e muito competente. Meu
trabalho é arrumar a sala para a doutora Nicole, que já está vindo). —
Continuo esbravejando. — Sono abbastanza qualificata, signore, se vuole
saperlo (Sou bastante qualificada, senhor, se deseja saber).
Se tem algo que odeio é que alguém desmereça o meu trabalho ou fale
como se eu não tivesse dado a minha vida estudando para conseguir este
emprego no melhor hospital do Rio de Janeiro. Foram muitas noites em
claro.
Putz! Acabei de cavar a minha própria cova. Respondi em italiano,
mostrando que sei falar o idioma. Pelas expressões deles, os dois estão
surpresos por eu saber a língua.
— Lei parla italiano, signorina? (Fala italiano, senhorita?)
Engulo em seco. Estou perdida. O que farei?
Droga!
Não sei o que responder. Tento falar, no entanto não sai uma palavra.
Ele percebe que estou nervosa.
— È nervosa, signorina? Per caso, il gatto ti ha mangiato la lingua?
Perché se non mi rispondi, il gatto potrebbe davvero mangiarti la lingua
(Está nervosa, senhorita? Por acaso, o gato comeu a sua língua? Porque se
não me responder, o gato pode comer a sua língua de verdade).
Faço uma careta, apavorada. Não sei conter minhas emoções. Nunca
soube. Eu preciso lhe responder o mais rápido possível, ou esse tal “gato”,
que acredito que seja ele mesmo, em vez de comer minha língua, irá
arrancá-la com suas próprias mãos.
— Scusa. Parlo un po’ di italiano. Peccato, a dire il vero. Quindi ci ho
messo un po’ a risponderti (Perdão. Eu falo um pouco de italiano. Muito
mal, para ser sincera. Por isso levei um tempo para lhe responder).
Menti e ainda fingi que não sei falar bem o idioma. Até pausei
algumas palavras, como se tivesse dificuldade de pronunciá-las.
Ele não me parece o tipo de homem que é fácil de enganar. Não é à toa
que é o chefe da Cosa Nostra, o herdeiro de sangue que foi treinado para ser
o melhor.
Pergunto-me como ele levou esse tiro. O que aconteceu para o deixar
ferido?
— Sei falar o seu idioma, a língua portuguesa. — Ele tem sotaque. —
Creio que ficará melhor se nos comunicarmos assim, senhorita Esposito.
Esposito é o nome que está escrito no meu crachá. Beatrice Esposito.
Porém, o “Beatrice” está um pouco apagado e os europeus têm mania de
nos chamar pelo sobrenome.
— Irei chamar outra enfermeira para atendê-lo. Só um instante, por
favor. — Tento sair, mas sua voz me barra imediatamente.
— Espere! — há muita ordem no seu tom. Ele não me parece ser
alguém que gosta de ser desobedecido. — Por que a senhorita mesma não
me atende, já que está aqui e essa é a sua função? — A grosseria em sua
voz parece ser algo natural, como se ele sempre falasse desse modo
autoritário e arrogante.
— O senhor deseja ser atendido por alguém mais qualificada, só estou
atendendo às suas necessidades. — Gaguejei na última parte.
O olhar de Deméter é como o de uma águia que observa
minuciosamente. Ele fareja o meu medo, e eu tenho a leve impressão de que
isso o deixa contente e satisfeito.
— Agora eu quero ser atendido pela senhorita. — O sotaque dele é um
charme.
Santo Pai! Agora estou, mais uma vez, admirando o seu peitoral
definido.
Cautela, Trice.
— Negando atendimento? Os médicos e enfermeiros não fazem um
juramento?
— Tudo bem, eu o atendo, mesmo que o senhor tenha sido grosseiro
comigo e me ofendido no seu idioma.
— Costuma ser assim? Insolente? — ele indaga, revoltado comigo.
— Perdão. Mas se o senhor não se sente confiante com o meu
trabalho, pode ir a outro hospital. A fila lá fora está enorme. Não ocupe a
vaga de quem precisa, se não for ser, ao menos, educado. — Não segurei a
língua e disse tudo que estava pensando.
Perdi a cabeça, só pode ser. Como pude falar assim com o chefe de
uma máfia perigosa? Mesmo que ele pense que eu não sei quem ele é, meu coração dispara.
— Deixe-a trabalhar, senhor. Essa bala em seu braço pode ser perigosa
— o outro homem o alerta.
— Apesar de eu não ser médica, me parece que ela não causará muitos
danos. — Pelo que vi, pude identificar isso. — Primeiro devo aplicar uma
anestesia na ferida. — Preparo o líquido na seringa. — Posso?
Seu olhar queima sobre o meu corpo. Pela primeira vez, não me sinto
constrangida, pois o seu olhar não é de indiferença.
Ele assente com a cabeça, voltando a se sentar depois de nossa
pequena discussão. Não me imagino sendo casada com um homem
grosseiro como ele. Eu já teria perdido a cabeça várias vezes e ele já teria
me matado.
— Pode ser que isso vá doer um pouquinho, mas será rápido. — Puxo
uma cadeira para o lado dele.
Alongo o seu braço na posição que ele deve ficar, com cuidado, para
não fazer pressão sobre a dor, e puxo o carrinho para perto de mim com
tudo pronto.
— Vai ser rápido. Não mexa o braço, por favor. — Insiro a agulha no
ferimento exposto.
Ele nem sequer se moveu. Foi rápido, como eu falei.
Quando retiro a agulha, seu olhar está próximo demais do meu rosto.
O homem é muito bonito, e de perto mais ainda. Falta-me fôlego. Olho-o
como se ele me hipnotizasse de alguma maneira.
Meu estômago está apresentando sensações estranhas. Deve ser
porque não comi nada hoje.
Seu olhar, agora, desce rapidamente pelo meu pescoço e para em meus
seios, que ficam bastante evidentes com este uniforme branco. O branco
não me favorece, mas ele parece estar admirando alguma coisa em mim
neste momento.
— Nem doeu, né? — soo divertida para esconder minha timidez por
ele ainda me olhar.
— Não sinto dor — sua voz rouca e sensual causa um alvoroço em
mim.
Eu queria perguntar como ele levou um tiro, já que ele não tem cara de
quem se mete em brigas de rua, mesmo sendo um mafioso. Mas não posso
julgá-lo só porque o seu rosto é bonito, como se eu não soubesse quem ele
é.
— Eu estava no clube de tiros. — Ele estava lendo os meus
pensamentos. — Marlo errou o alvo, disparou sem perceber.
Marlo? Quem é esse?
— Por sorte, eu não o matei, senhor — o outro homem diz, aliviado.
Marlo Rossi. Eu o ouvi ser chamado de Rossi em algum momento.
— Eu nunca morro, Marlo. — Ele sempre é sério.
— Então, é imortal? — Sem perceber, falei isso alto. Sorrio.
— Não sou imortal, mas costumo ser mais rápido que a bala.
Nossos olhares estão fixos um no outro.
Deméter não sabe quem eu sou realmente, e isso me deixa aliviada.
A porta se abre. A doutora tem pressa, já que hoje será um dia cheio.
— Beatrice, prepare tudo.
Ele prestou atenção quando a doutora pronunciou o meu nome. É
atencioso.
Todo o processo para tirar a sua bala me encanta. Sou fascinada pela
medicina e pela ciência, por isso escolhi esta profissão para cuidar das
pessoas de alguma forma e as ajudar. Todo procedimento exige muita calma
e dedicação. A médica consegue fazer tudo com bastante êxito. Depois de
remover a bala, ela me passa as instruções para lavar o local e dar os
pontos. Segundo ela, o paciente teve sorte de não ter perdido nenhum
movimento do braço.
O homem que o acompanhava, saiu para atender uma ligação.
Restamos apenas eu e ele nesta sala pequena.
— Vamos lá, então. Não vai demorar muito — informo e tomo
assento. Já fiz isso muitas vezes. — Não se preocupe, já fiz isso várias
vezes. A anestesia ainda vai durar alguns minutos, tempo o suficiente para
eu terminar aqui.
Ele não diz nada. Talvez eu fale demais ou ele seja mesmo de poucas
palavras. Acho que um pouco dos dois. Tem algo nele que me intriga, mas
não é o fato de ele ter sido o meu noivo. Eu não sei dizer o que é. Deméter
me faz ir além dos meus pensamentos, levando-me a encarar os seus olhos
negros da mesma forma que ele busca os meus: sem pudor.
— Você é boa. Não sente medo?
Por que ele quer saber sobre os meus medos?
— Medo?
Não compreendi a sua pergunta.
— Nunca errou?
— Nunca. Nem mesmo na faculdade. Sou boa no que faço.
— É verdade — afirma, sem desconfianças, sobre o meu desempenho.
— Você teve muita sorte da bala não ter causado danos mais severos.
Em seu lugar, eu pensaria duas vezes antes de retornar ao clube de tiros.
Será mesmo que foi no clube de tiros?
— Está me dizendo o que fazer? — O seu sotaque é lindo, e com ele
bravo, fica ainda mais. O senhor ranzinza não gosta de conselhos.
— Claro que não. Nem nos conhecemos. Foi apenas um comentário.
— Não gosto que ninguém me diga o que fazer.
— Sorte a sua que ninguém lhe coloca rótulos.
Ele acabou de perceber o anel de noivado em meu dedo.
— Está noiva?
— Sim. Me casarei em breve. — Forço um sorriso.
Por algum motivo, não me senti feliz em falar sobre o meu noivado.
Talvez seja porque o meu noivo não me levou à inauguração da sua loja.
— E você? É casado? — Acredito que eu tenha falado demais. —
Desculpe. Não precisa responder se não quiser.
— Não, não sou casado.
Eu sabia disso, não deveria ter perguntado.
— Nem está noivo? — pergunto só por meio das dúvidas.
— Não estou noivo — responde-me pacificamente.
— Tudo bem. Um dia o amor vai chegar para você. — Sorrio, tímida.
— Prontinho. Agora eu vou ver com a doutora se posso te liberar ou se ela
vai querer observar mais alguma coisa. Licença.
Graças aos céus, consegui sair daquela sala com vida. Óbvio que eu
não voltarei para lhe dar a notícia da liberação, pedirei para outra pessoa fazer isso. Eu só preciso respirar ar livre e avisar à minha mãe que o vi. Ela
passará mal, mas não posso esconder isso dela.
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Atualizado até capítulo 36
Comments
Cida Mendes
Ela é sem noção,quem deveria responder e se impor, ela fica calada e aceita tudo com um desconhecido ela sabe reagir que sonsa
2025-01-08
0
Germana Gomes
essa e boa num aguenta ficar calada diante de um mafioso mas deixa que seu noivo e sogra a humilhem vai entender né
2024-11-18
0
Edeilnisol Varela
ela diz que não ia aguentar ficar calada com o mafioso mais aguenta o desprezo do noivo e sogra aff,da um basta logo
2024-07-25
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