...ZARA ANDERSON ...
Deixei ela ali segurando a blusa de frio dele e subi para o meu quarto. Foi difícil dormir lembrando da noite passada. E agora parece que a Donna quer dar uma de mãe e ficar me vigiando, eu espero muito que isso seja passageiro, pois não quero nem um pouco ter que me preocupar em dobrá-la para ficar sozinha com o xerife, seria um esforço a mais que não estava nada disposta a fazer, se bem que isso seria interessante. — abri um sorriso no rosto. — Adrenalina exciitante, Javier ficaria louco se soubesse que a Donna estava na minha cola enquanto ele arrancava suspiros de tesão meus.
Levantei cedo, queria aproveitar o domingo para correr e me libertar de tanto tesão por aquele homem. A minha pele queimava sob os lençóis lembrando daquele momento em sua sala. Eu preciso vê-lo de novo, e agora tenho uma desculpa excelente para isso.
— Sim, eu vou até a Universidade dar uma olhada nesses papéis, claro, tchau. — Donna desceu falando no celular, logo abriu a porta da rua e saiu.
Continuei fazendo o meu café, quando a companhia tocou, desanimada, fui atender pensando ser ela por esquecer as chaves ou algo do tipo:
— Gene? — falei quando atendi a porta.
— Fico feliz que tenha lembrado do meu nome. — abriu um sorriso alegre.
— Eu sou boa com nomes.
— Vejo que sim, bem... Você ficou de provar a minha torta, essa eu acabei de fazer.
Genevieve segurava nas mãos uma torta esplêndida de chocolate com alguns morangos por cima. Nossa, parece estar muito boa. Gene ficou parada me olhando, foi quando despertei a notar que ela queria entrar, então chamei para dentro.
— Vai correr de novo? — perguntou enquanto guiava ela pela casa até a copa para pôr a torta na mesa.
— Apenas nos sábados e domingos quando não tem Universidade.
— Você estuda naquela Universidade chique?
— A minha mãe é a dona de lá.
— Entendi. — resmungou. — E como você está? — pôs a torta na mesa e aproximou de mim.
— Ah, estou legal. — trocamos um longo olhar, notei que Gene é bastante nova, aparenta ter os seus 30 e poucos anos, loira e bonita, tem o corpo incrível.
— Desculpa dizer assim, mas... aí esquece. — tentou desconversar, pedi para que ela sentasse comigo a mesa para tomarmos café da manhã juntas, já que ainda era muito cedo.
Ouvimos barulho de chaves, alguém abria a porta da casa.
— Onde é o seu banheiro?
— Final do corredor.
— Obrigada. — Gene saiu com pressa.
Fui até a sala, era a Donna que havia esquecido a sua bolsa no sofá da sala.
— Para onde vai hoje, Zara?
— Correr. — respondi sem dar muito espaço para esticar a conversa.
— Lembre-se do que eu disse, nada de festas e nem chegar tarde em casa.
— Quer dar uma de mãe agora?
— Eu não estou com tempo para isso, Zara. Tenha um bom dia. — pegou a bolsa e saiu.
Voltei para a copa e Gene entrou logo em seguida. Aceitou o meu pedido para tomarmos café, quando lembrei que ela ia dizer algo mais desistiu, então perguntei novamente.
— Deu para ouvir a discussão com a sua mãe nessa madrugada.
Fiquei calada. Claro que ela ouviu, mora ao lado e a gritaria foi tamanha. Sinto vergonha por isso, e se ela ouviu perfeitamente o que dizíamos uma para a outra?
— Desculpe, Zara. — ela esticou as mãos e segurou a minha por cima da mesa, acariciando. Não sei porque os meus olhos se encheram de água, a minha visão ficou embaraçada devido às lágrimas. — Zara. — Gene apertava cada vez mais a minha mão.
Aquele carinho, era esse mínimo carinho que eu queria ter da Donna. Como se não bastasse, ela levantou da cadeira, cruzou a mesa e veio até mim. Segurou a minha mão e fazendo-me levantar, me abraçou.
— Eu não queria que chorasse, está tudo bem.
Respirei fundo inalando o seu perfume e contendo as lágrimas. Quando nos separamos, alisei o meu rosto tirando alguns fios do seu cabelo loiro que havia grudado nas minhas lágrimas.
— Você é muito especial, Zara. Saiba que poderá contar comigo para o que precisar, ouviu? — sacudi a cabeça em afirmação.
Foi quando aquela mesma porta da sala bateu, causando um grande barulho na casa. Meu coração disparou pela força da pancada, saí correndo para ver o que era, Gene veio logo atrás de mim.
Bati os olhos no Nathan com um curativo no nariz, ele estava revoltado andando de um lado para o outro.
— Nathan, o que houve? — perguntei com os olhos arregalados olhando o meu irmão andar, Gene ao meu lado também olhando para ele.
— Aquele xerife de meia tigela, ele está f0dido, Zara. — parou e olhou para mim, ignorando a presença da Gene. — Eu vou acabar com ele, aquele velho desalmado, p@u no c*!
Senti-me zonza, Nathan segurava o nariz como se tivesse sentindo muita dor. Comecei a me sentir culpada, pois aquilo tudo aconteceu por minha culpa. Javier está encrencado com o Prefeito, e agora Nathan ameaça escancaradamente o xerife.
— Eu vou te dizer uma coisa, Zara. — apontou o dedo para mim. — Se a minha mãe não der um pé na bunda dele, ela perderá um filho.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Mariane
Ou essa mulher é a mãe da Zara ou é a Tia! pode ser algum parente da mãe verdadeira da Zara ou algo assim.
2025-02-17
1
Dorameira
desde o início pensei que zara não era filha legítima, agora tenho certeza. TOP
2024-11-10
0
Pati 🎀
Gene deve ser a mãe dela.... será que ela se envolveu com o marido da Donna, engravidou e Donna exigiu que o marido ficasse com a bebê 🤔🤭?!
2024-10-25
0