ZARA ANDERSON
— Então, eu... — enfiei o celular dentro do meu short nas costas.
— A irmã do Nathan tá afim de provar? — disse debochando, os outros dois começaram a rir e entraram na sala.
— Você vai ficar maluquinha, Zara, sentir como se andasse nas nuvens. — o outro disse já desembrulhando o comprimido do saquinho transparente.
Eu senti que estava f0dida, mas essa era a hora de descobrir tudo, então entrei no jogo deles mesmo me tremendo toda.
— O que são esses comprimidos?
— Uma coisinha que estamos criando.
— Criando? — eles me olharam, acho que acabei deixando transparecer meu susto. — Assim, se a minha mãe souber que eu estou usando isso...
— Relaxa, é um prazer momentâneo. Dura apenas 20 minutos. Abre a boca. — segurou meu queixo e me fez abrir.
— Espera! — afastei. — Prazer momentâneo?
— Eu disse, Zara, vai andar nas nuvens.
— Mas eu tenho medo de altura.
— Isso é um problema. — começaram a rir de mim.
— Cara, tá assustando a mina. Se o Nathan souber que você deu isso para ela, vai nos esfolar vivo.
— Calma ae, se você não quer, estava fazendo o quê aqui dentro?
— Quem disse que eu não quero provar? Só estava com medo das consequências.
— Calma, gatinha medrosa, abre a boca e levanta a língua. — que raiva, não acredito que vou ter que passar por isso, nem sei que merd& é essa que estou prestes a usar. Ele pôs o comprimido embaixo da minha língua.
— Quando a língua ficar dormente, engula, ok? Agora dê o fora daqui.
— Vocês não me disseram seus nomes. — disse tentando manter aquela coisa embaixo da minha língua.
— Vamos ter mais tempo para nos conhecermos. — levou-me até a porta e logo fechou, gravei na memória o rosto dos três.
Corri até um banheiro para cuspir essa coisa fora. Não tem um gosto ruim, pelo contrário, mas não tô afim de me tornar uma viciada. Voltei para o Texas com um propósito, e esse, definitivamente, não era um deles.
Fui para fora e me encontrei com as meninas:
— Vocês estavam certas, não deveríamos ter vindo até essa festa.
— Por que, Zara?
— Olha isso. — mostrei a foto da sala com dr0gas.
— Eu sabia que isso rolava aqui, mas não imaginava que seria algo tão...
— Grave? — completei a sua frase.
— Por que você tirou fotos disso, maluca?
— Porque eu vou enviar para o xerife Salazar.
— Quê? — as duas assustaram.
— Adele, Pietra. Eu não posso ver e fingir que nada está acontecendo, olha para essas pessoas? Isso aqui não vai trazer nada de bom pra ninguém.
— Calma aí, por isso você queria o número do Salazar?
— Sim, Adele.
— Adele, a Zara está certa. Isso é grave, ela tem que contar para o namorado da mãe.
— Aff, por favor. Chame-o de Salazar, xerife, Javier, até mesmo gostosão, menos namorado da minha mãe, pode ser?
— Que isso, Zara? — riram zombando.
— Olha, vocês duas vão pra casa, o Xerife vai baixar nessa festa nos próximos minutos.
— Eu quero estar bem longe daqui. Essa festa não é pra gente, meninas.
— Tive sorte de conhecer vocês. — abracei as duas.
— Não vem conosco?
— Vão primeiro, preciso avisar o Nathan.
— Vai salvar a pele do seu irmão?
— Eu preciso. Querendo ou não, ele é meu irmão.
— Cuidado, Zara. Espero que essa sua coragem toda não te ferre num futuro próximo.
— Eu também espero, Pietra. Apesar de não ser exatamente coragem, e sim, necessidade.
Quando elas foram embora, fingi estar me divertindo com algumas meninas aleatórias, tudo isso para que ninguém desconfiasse de mim. A cada minuto que passava, a festa ia ficando pior. Senti que não dava mais para esperar. Fui para um canto e enviei as fotos que tirei para o celular do Javier, minhas mãos já tremiam, espero que ele seja um homem esperto e aja rapidamente.
Liguei para o celular do Nathan, pois não estava encontrando ele em lugar algum nessa festa. O meu irmão não atendia as minhas ligações, provavelmente não estava perto do celular. Pelo tempo que passou, deduzo que o Xerife esteja perto de chegar. Vi algumas meninas de biquíni dançando em cima da mesa, tirei o meu short e blusa e também subi. Javier vai ficar possesso quando me ver dançando para esse bando de garotos.
A música estava envolvente, e de certa forma foi legal ver os caras nos olhando e aplaudindo. Por breves minutos, esqueci do que realmente vim para fazer. Elas viraram um copo com drink na minha boca e acabei bebendo. Nunca participei de festas assim, era como se eu tivesse saído de uma prisão e fosse livre, finalmente livre, para fazer e ser, o que eu quisesse. Aquele sentimento de desforra, raiva e rejeição que eu sentia, havia desaparecido.
Dançava feliz com essas meninas, tinha esquecido o mundo ao meu redor, até que meus olhos fisgaram os azuis de Javier, ali, parado, bem na nossa frente com outros oficiais logo atrás. Minha pele queimou sob o seu olhar, eu não soube o que fazer. Fiquei parada em cima da mesa olhando aquele homem. Ele segurou o distintivo na direção do DJ que logo parou o batidão da música. Bravo, andou até mim e fez-me descer da mesa. Resmunguei, pois, ele fez isso com raiva e não mediu sua força para me tirar dali.
Tirou o seu casaco de xerife e pôs na frente do meu corpo. Aquele cheiro de homem asselvajado atingiu-me despertando os meus sentidos, seu perfume naquela roupa fez o meu coração bater mais forte. Vesti sem pensar duas vezes. O que era aquela atitude? Ciúmes por me ver de biquíni na frente de toda essa gente? A verdade é que ele estava agindo como um homem possessivo, e isso só me deixava mais exciitada por ele.
Sabia que esse homem me arrancaria dali de cima dessa forma, afinal, Xerife Javier é um rude, grosseiro e brutamonte. Mesmo assim, estava feliz por vê-lo, ele fez tudo certinho, do jeito que pensei que faria. Veio com todos os seus policiais e entraram pelos fundos sem dificuldade alguma. Só me sentia um pouco apreensiva já que não consegui avisar o Nathan, se o Javier pegar ele nessa festa, no estado em que ele estava, duvido que vai deixar barato.
Um policial aproximou e disse ter encontrado alguma coisa, deve ser a sala com as dr0gas. Ele pediu que eu ficasse, mas claramente não atenderia a sua ordem. Fui atrás sem ele perceber a minha presença ali. Olhava cada movimento daquele homem e o jeito autoritário que ele falava, dava ordens aos seus policiais.
Eu só conseguia imaginar ele me f0dendo em sua sala na delegacia, com os meus braços presos em suas algemas e dando a ordem para que eu g0zasse.
Balancei a cabeça tirando essa safadeza dos meus pensamentos e comecei a escutá-los.
— Tirem fotos, quero tudo registrado. Encontraram o responsável por isso?
— Não, senhor, eles não abrem o bico para nada.
— Eu sei de quem são essas dr0gas, xerife. — ele olhou para trás e me viu ali. — Sei também de quem é essa casa. — sorri, posso apostar que ele vai querer que eu conte o que sei, mas obviamente, vou pedir algo em troca.
— Muito bem, você vai conosco para a delegacia prestar o seu depoimento.
— Melhor não, Salazar. — não será tão fácil assim.
— Não precisa ter medo, nós não divulgamos os nomes dos...
— Eu não estou nem aí para isso, xerife. — olhei para os outros oficiais presente na sala. — Nós podemos conversar a sós?
Salazar lançou-me um olhar penetrante, aposto que ele sabe das minhas intenções, mesmo assim, acenou para que eles saíssem e trancou a porta.
— Certo, fala. O que você quer?
— Não precisa fingir demência, xerife. Você sabe o que eu quero. — sentei numa cadeira que estava ali.
Ele riu e afastou-se da porta aproximando-se das dr0gas no chão. Abaixou e começou analisar uma delas.
— Você fez isso tudo para que eu te f0desse? Você quer uma troca, o s3xo pelas informações? — olhou para mim.
— Informações valiosíssimas, xerife. E uma delas você vai gostar de saber. É sobre esses comprimidos aí.
— O que sabe sobre isso?
— Vai me dar o que eu quero?
— Acho que você não vale tudo isso. — levantou, ajeitando seu uniforme. — Deu para quantos nessa festa, hein?
— Você pode deixar de ser arrogante pelo menos um pouquinho? — levantei da cadeira e aproximei dele. — Para de ser um covarde, eu sei que você também me quer. E já disse, a Donna não vai saber de nada.
Ele se calou com a minha fala, senti o terreno plano, então avancei mais um pouco. Levantei os meus pés, joguei os meus braços sob os seus ombros e novamente me vi prestes a tocar a sua boca com a minha. Ele desceu os olhos encarando meus lábios. Eu não sei de onde tirei tanta ousadia, esse homem proibido tá acabando com a minha coerência. Ele será meu e a Donna vai pagar por tanto me desprezar.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Salome Pereira
👹👹👹👹
2024-08-28
2
ribeirx.sz
gnt 🛐
2024-08-17
2
Magna Figueiredo
Gente que mente obscena /Slight//Slight//Slight//Slight/ADOROOO /Grin//Grin//Grin//Grin//Grin/
2024-08-02
2