...JAVIER SALAZAR ...
Estou há 2 horas na minha sala na delegacia olhando minuciosamente o arquivo de crianças nascidas há 18 anos no hospital da cidade. Não sei porque, mas sinto que tem algo muito obscuro rolando na família Anderson.
— Não encontrei nada, Jonh. Não consta o nome da Donna Anderson como paciente há 18 anos nesse hospital.
— Pode ser que ela tenha dado à luz na cidade vizinha, o hospital de lá não fica tão longe, além de ser melhor que o de San Vitorio.
— Você tem razão, provavelmente Donna preferiu parir num hospital mais capacitado. Segunda-feira nós dois vamos lá pedir esses arquivos.
— Está lembrando da festa dos amigos do Nathan hoje, né?
— Lembro, aliás, quem te falou sobre a festa?
— Ninguém mais, ninguém menos que, Zara Anderson.
Ouvi esse nome fez-me arrepiar os pelos dos braços. Desde aquele dia tento esquecer o que aconteceu, tento tirar da cabeça que ela quer dormir comigo, confesso que estava conseguindo. Inventei uma desculpa para Donna que estava atolado de trabalho e investigações, por isso não a vejo há cinco dias. Eu não consigo encarar aquela mulher sem pensar na filha e nas suas insinuações.
— Como você conheceu a Zara?
— Ontem, quando estava no colégio, a menina aproximou com um papo estranho, disse para revistarmos os alunos na entrada da Universidade.
Soltei uma risada alta:
— Essa menina pensa que as coisas são simples. Ela vai acabar atrapalhando a investigação.
— Ou não, Zara Anderson parece ser bem esperta. Ela, como a filha da Donna, não pode nos ajudar?
— Você disse bem, ela é filha da Donna, além de ter 18 anos, o que uma moleca dessa idade pode fazer para nos ajudar?
— Acho que você tem razão.
— É claro que eu tenho, meninas dessa idade só pensam em garotos, em abrir as pernas. — virei a xícara com café na boca.
— Ela pediu o seu número.
Quando Jonh disse, engasguei a ponto de perder o fôlego, ele levantou desesperado e começou a bater com a mão nas minhas costas.
— Tá bem, cara?
— Estou melhor, chega. — Jonh voltou para mesa em que estava.
— Você... você passou o meu número para ela? — perguntei ainda me recuperando do susto.
— Claro que não! Deveria ter passado?
— Não, você fez bem. — levantei e fui até o bebedouro pegar uma água gelada. Eu poderia jurar que ela me odiaria depois do que eu disse, mas pelo visto estava enganado. Essa menina ainda vai atazanar a minha vida. Eu queria ser indiferente, mas com aquele corpo perfeito e a cara de santa, que, na verdade, é só um disfarce para me levar a loucura, ela está conseguindo o quer.
O meu celular começou a tocar no bolso, várias mensagens de um número que ainda não tenho na minha lista de chamada. Abri imediatamente para ver o conteúdo. Era uma festa, foto de pessoas dançando, passei para próxima e o que vi me estagnou. Um grupo de rapazes fumando e bebendo, próxima foto, uma sala com vários cigarros que parecem ser feitos de cannabis.
O meu telefone toca novamente, dessa vez é a localização de onde a festa está rolando. Só pode ser a festa dos garotos da Universidade, os quais estou de olho há dias.
— Atenção, preparem as viaturas e as algemas, vamos fazer uma busca e apreensão, saímos em 5 minutos.
— O que está acontecendo, xerife?
— Recebi fotos e uma localização, uma festa regada a álcool e dr0gas. Vamos entrar nessa casa, mas tenham cuidado, acredito que os bunda moles são estudantes da Anderson's.
— Os intocáveis?
— Se for verdade, essa noite eles estão ferrados.
Entrei na minha viatura com o Jonh, logo atrás mais dois carros nos seguiam. Sempre que esses moleques dão uma festa, no dia seguinte aparecem no hospital com overdose. Eu não consigo entender, eles têm tudo o que quer, nunca passaram necessidades, e mesmo assim procura a morte usando essas porcarias. Graças a essa denúncia anônima com provas, vou acabar com essas festinhas de uma vez por todas.
— O prefeito vai dar uma dura na gente, xerife.
— Deixa o prefeito comigo, Jonh. Ele tem que entender que estamos fazendo o nosso trabalho. Não vou aliviar para nenhum deles.
— Pode deixar.
— Ao chegarmos, revistem todos, a Angel cuida das meninas, grampeiem todos que for encontrado algo ilícito e enviem para a delegacia, quero falar com, um por um.
— Positivo.
O meu celular tocou novamente, indicando nova mensagem daquele mesmo número: "Entre pela porta dos fundos."
— É isso, Jonh. Finalmente, uma denúncia com provas, era isso que eu precisava.
— Nós precisamos descobrir quem é essa pessoa, Salazar. Ele pode ser um infiltrado pra gente.
— Ótima ideia.
Quando chegamos no local, era uma mansão que ocupava meio quarteirão. A música extremamente alta, pelas vozes, poderíamos perceber que era muita gente.
— Jonh, você e os outros, bloqueiem as saídas, ninguém sai ou entra.
Não posso prender todos que estão aqui, mas preciso localizar o dono dessa casa e das dr0gas. Chegamos com as sirenes desligadas para acautelar e não avisar o pessoal que estaríamos chegando. Alguns polícias bloquearam o portão principal, enquanto entrei com mais alguns pela porta dos fundos que estava completamente escancarada, entramos na maior facilidade.
Garotos virando garrafa de vodka na boca, alguns pulando na piscina. Estavam tão chapados que nem me viram adentrar o lugar com outros oficiais. Busquei por todos os lugares encontrar o Nathan, até que meus olhos pararam em quatro garotas dançando de biquíni em cima da mesa.
Semicerrei os olhos quando vi a maluca da Zara rebolando enquanto os outros aplaudiam. Mas que menina safada! Eu estava certo quando disse que era uma rodada.
Levantei o meu distintivo para o DJ e mandei que desligasse o som. Quando voltei a encará-la, Zara já havia me visto de cima da mesa. Um ódio mortal me atingiu, avancei até as meninas e puxei a filha da Donna de cima da mesa.
— Hey, me solta! Você é louco?
Ignorei a sua insubordinação, tirei o meu casado e joguei por cima do corpo dela.
— Cubra-se! — mandei, mesmo com cara de brava, ela segurou o meu casaco e vestiu. — O que você está fazendo aqui?
— Me divertindo, é o meu pai por acaso?
— Mas que c*acete! — puxei ela pelo braço e cheirei a sua boca. — Você bebeu? — perguntei e não esperei a sua resposta. — Atenção! Ninguém sai, meus oficiais estão bloqueando a saída dessa mansão. — todos começaram a me vaiar.
Já pude ver alguns policiais entrando e saindo dos cômodos a procura das dr0gas.
— Xerife, eu posso...
— Não, fica caladinha. Eu vou ligar para sua mãe vir te buscar. — segurei o braço dela para manter-se ao meu lado.
— Eu tirei as fotos e mandei para o seu celular.
Sem acreditar, olhei para ela. Zara dobrou os braços na frente do corpo e esperou pela minha resposta. Acenei para os policiais e pedi que eles formassem filas para revistar o bolso dessa meninada. Os que tivessem limpos iam liberando aos poucos.
Segurei o ombro dela e puxei para um canto:
— Você o quê?
— Foi o que falei. Eu disse que ia te ajudar.
— Que ideia genial.
— Mesmo? — sorriu animada.
— Claro que não, garota. Viu com os seus próprios olhos o que eles usam?
— Javier Salazar, encontramos uma coisa, algumas, na verdade. — um policial nos interrompeu. — O senhor precisa ver.
— Não saia daqui. — falei para Zara e segui o policial até uma sala, era a mesma da foto que Zara havia me enviado.
— Bingo, Xerife.
Era muita porcaria, tinha muitos pacotes daquele comprimido que encontrei com os amigos do Nathan na Universidade.
— Tirem fotos, quero tudo registrado. Encontraram o responsável por isso?
— Não, senhor, eles não abrem o bico para nada.
— Eu sei de quem são essas dr0gas, xerife. — escutei a sua voz atrás de mim. Eu mandei ela ficar lá fora e a garota me seguiu. — Sei também de quem é essa casa. — Zara sorriu satisfeitíssima, como se tivesse acabado de ganhar o presente que tanto queria.
Algo me diz que não vai ser tão fácil arrancar dessa menina a informação que eu preciso, pois seus olhos me lançam a sugestividade e a instigação.
— Muito bem, você vai conosco para a delegacia prestar o seu depoimento.
— Melhor não, Salazar. — ela negou.
— Não precisa ter medo, nós não divulgamos os nomes dos…
— Eu não estou nem aí para isso, xerife. — ela olhou para trás visualizando outros oficiais. — Nós podemos conversar a sós?
Acenei para que eles saíssem da sala e já fui fechando a porta, trancando nós dois. Eu sabia exatamente o que ela queria para me soltar as informações. Zara é uma cobrinha esperta, faz o que for necessário para ter o que deseja, e de certa forma, isso me incita e estimula bastante.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Mariane
já está gamadão na Zara! kkk😂😍
2025-02-17
1
Elaine Steinkopf
esse já era kkkk
2025-03-31
0
Fernanda Braga
Mas ela só quer abrir as pernas pra você e mais ninguém..
2024-11-04
2