...ZARA ANDERSON ...
Era uma mistura de sentimentos dentro de mim. Ainda me sentia quente e molhada pelo seu toque agressivo e ágil, foram poucos segundos, pois quando sentiu a minha vagiina apertar seus dedos, tirou de mim de forma abrupta. Ah, como eu queria que ele me tocasse por mais tempo, sentia que poderia g0zar num piscar de olhos.
Apesar do seu susto, venerei aquela reação, ao perceber que eu não era nada daquilo que ele enchia a boca para dizer, apesar de vislumbrar cada vez que me julgava ser aquilo, que me difamava daquela forma tão rude, me exciitava e aguçava a si mesmo.
Se a Donna não tivesse batido naquela porta, não sei onde chegaríamos ali. Eu estava disposta a perder a minha viirgindade naquela hora, naquela sala com aquelas pessoas passando ao lado de fora. Porém, de certa forma, não fiquei triste. Quero que a nossa primeira vez seja num lugar, de preferência bem longe das pessoas, longe de tudo, pois sei que ele não será nada carinhoso comigo. Aqueles olhos transbordam agressividade e raiva, e pela forma como estou tirando ele do sério, não serei poupada nem um pouquinho por aquele homem na hora que me pegar de jeito. Eu também não quero ser poupada, acho que devo ser desprovida de cuidados, pois estou levando ele a loucura. Ninguém precisa me dizer, eu sinto, eu vejo quando estamos próximos o quanto ele perde a insanidade quando estou por perto.
Donna entrou naquela sala me tratando como sempre, nem fez questão de disfarçar na frente do Javier. Acho que estava tão sensibilizada pelo filho estar detido, que esqueceu de vestir a máscara de mãe do ano. Quis dar-me uma bronca por estar de biquíni, agarrou o meu pulso e andou até o xerife. Ele é alto e por isso tive a visão perfeita daquele rosto quando estava atrás da Donna, ela, por sua vez, apertava o meu pulso cada vez mais.
Javier intercalava seus olhos em nós duas, quando a Donna segurou a sua camisa e começou a beijá-lo de forma intensa. Ele não se antepôs e tornou aquele beijo recíproco. Sentia o meu corpo queimar, minhas pernas ficando bambas, dentro de mim surgiu um sentimento contraditório vendo aquela cena. E quando ele abriu os olhos e continuou a beijar olhando para mim, para os meus lábios, senti como se aquilo fosse um castigo, uma forma dele mostrar e escancarar na minha cara que ele era da Donna e não meu.
Eu quis gritar, quis me rebelar, arrancar Donna daquela boca, contudo sei, eu cheguei depois, eu sou a possível "outra". E tenho plena consciência de tudo que estou fazendo e das consequências severas que isso tudo poderá causar. Por isso, decide não demonstrar qualquer sentimento sob aqueles olhos azuis me encarando. Não será fácil Salazar me desestabilizar, pois sabia o real motivo por ele estar beijando a Donna de olhos abertos. Apesar de tudo isso, quanto mais ela demonstrava seus sentimentos pelo Xerife, mais eu gostava, pois ele não parecia tão recíproco assim a ela. Talvez por ser frio ou talvez pelo simples fato que ele não a amava.
Senti seus olhos em mim, por isso olhei para trás antes de virar o corredor e pude notar aquela boca vermelha borrada de batom, Salazar me devorava sem expressão alguma no rosto. Eu espero muito que ele passe a noite acordado pensando em tudo que aconteceu nessa sala. Eu quero ver o Xerife de San Vitorio perder os estribos.
Donna dirigia calada e permaneceu assim até chegarmos em casa. Eu só queria tirar aquele biquíni, tomar um banho e secar o meio das minhas pernas que ainda permanecia molhada ao toque daqueles dedos grossos e desonrosos. Abracei o seu casaco no meu corpo que ainda continha o seu perfume e fui em direção ao meu quarto.
— Espera! — Donna gritou, paralisei no mesmo segundo. — Tire essa jaqueta do corpo e me entregue.
Girei o meu corpo em direção a sua voz lentamente e com uma expressão de nojo no rosto, falei:
— Eu vou lavar e devolver para ele. — com a minha afronta, Donna veio até mim e começou a tirá-lo do meu corpo de forma agressiva, olhou meu tronco quase nu dos pés a cabeça e parou nos meus seiios.
— Você estava dentro daquela sala vestida nesses trajes?
O meu peito começou apertar, eu não sei lidar com a Donna sem demonstrar esse sentimento de raiva e tristeza. Ela me atinge de forma inexplicável. A minha voz não saia para qualquer resposta que fosse, ruim ou razoavelmente boa. Donna, me vendo calada, falou novamente:
— Quando eu perguntar, você responde.
— Sim, mãe. Eu estava na sala do Xerife nesses trajes. — criei coragem e provoquei olhando para o meu próprio corpo.
Eu pensei que sentiria o seu tapa no meu rosto com a intensidade daquele olhar desprezível para mim.
— Você sai e não fala para onde vai, se mete numa m3rda dessas e ainda quer me responder com essa ironia?
— O que você quer? Quer um beijo e um abraço meu, Donna? Você não para em casa, quando está aqui nem olha para mim, e ainda quer satisfações?
— Você está na minha casa, Zara. Enquanto morar aqui, me deve satisfações, sim. Agora, eu quero saber cada passo seu, para onde vai e que horas volta. — segurou o meu braço.
Eu comecei a rir descontroladamente, ela estava dando uma de mãe na altura desse campeonato ou queria ter a certeza que eu ficaria longe do senhor arrogância.
— Tá preocupada comigo, ou está com medo que eu apareça quase nua na sala do senhor xerife novamente? — com a mão que estava livre, ela levantou para me acertar, seria dolorido se o meu reflexo não tivesse esperando aquela possibilidade, agarrei o seu pulso com firmeza. — Você é louca? — empurrei o seu corpo para trás, afastando-a de mim.
Donna começou a gritar e soltar xingamentos. Ela ficou louca de uma hora para outra. A nossa discussão já estava acalorada, era madrugada e apenas os nossos gritos poderiam ser ouvidos na casa e fora dela.
— Você só tem 18 anos, está proibida de ir a festas desse tipo. — gritava apontando o dedo para o meu rosto. — Já que voltou, agora terá que dançar conforme a minha música, menina. Você não está numa colônia de férias.
— E o Nathan, por que ele pode? Por ser homem? O seu filho está se dr0gando, eu vi com os meus próprios olhos como ele estava naquela mansão. O SEU namorado já está cansado disso, e você faz o quê? — meus olhos transbordaram. — Você continua amando o seu filho, enquanto... — solucei. — … enquanto a mim... — senti um aperto na garganta prendendo a minha respiração, impossibilitando-me de continuar.
Segundos passam e Donna continuou calada, respirei fundo e sequei as lágrimas, voltei a encarar a Donna que me olhava, não mais com raiva, mas com pena. Senti raiva de mim por chorar na frente dela, por mais uma vez, quase implorar por seus carinhos. Com tudo que está acontecendo, eu também nem sei se sou digna de uma mísera compaixão por parte dela, é por essas e outras que não tenho remorso algum de me aproximar intimamente do Javier. As minhas lágrimas cessaram no exato momento em que lembrei daqueles dedos me acariciar. Ele me queria e Donna ia sofrer, assim como eu sofri durante todos esses anos.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Maria Pinheiro
Na verdade elas nunca foram mãe e filha , qual mãe manda uma criança de 4 anos ir sozinha a um parque de diversões ? ela já não ligava para Zara des da infância e agira com ela adulta arrumou uma inimiga .
2025-01-17
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Lucimara Sousa santos
eu acho que ela nem é filha dela acho que é da vizinha q acabou de mudar
2025-02-13
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Lucimara Sousa santos
senão como ela saberia o nome de zara
2025-02-13
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