...JAVIER SALAZAR ...
Ela era profissional, especialista em seduzir, provocar, chamar atenção e manipular. Zara só tem 18 anos e fez-me perder os sentidos do corpo. Faltava ar nos meus pulmões, a minha mente explodia, se é que eu poderia pensar em algo cabível com ela na minha frente chupando meus dedos melados da sua b*ceta pequena.
Tudo que eu acreditava, tudo que eu imaginava e passei dias pensando, falhou, quando senti aquela x3reca viirgem nos meus dedos. Não tinha cabimento Zara Anderson ser pura. Ela parece uma v*diazinha profissional, a mais bela de todas, porém a mais perigosa e traiçoeira, podendo compará-la com uma sereia, que canta e encanta homens a procura de seduzí-los e depois naufragá-los no seu oceano de tentação e prazer.
E agora que constatei que tudo o que eu imaginava era uma mentira, começo a pensar que ela seja pior do que eu idealizava. Zara é viirgem, com tanto garoto por aí, quer dar para mim, o Xerife de San Vitorio, 38 anos, que passa dias e noites enfiado nessa delegacia, horas extras e plantões, atrás de moleques viciados, cada dia mais amargo e como ela mesma gosta de dizer: grosso e arrogante. O que uma menina como ela viu num homem como eu? Nada de bom para oferecer, a não ser a minha ignorância e brutalidade.
Namoro a mãe por conveniência. Dois anos namorando uma mulher sem ao menos me apaixonar, sem ao menos trocar míseras palavras de planos para o futuro. Todos esses anos alimentando um sentimento mentiroso no coração da Donna por um motivo descabido da minha parte, olhar Nathan e seus amigos mais de perto, e só agora eu pude perceber a m3rda que fiz e estou fazendo. Zara chegou para me arrasar, abalar as minhas estribeiras e partir o meu conceito de homem honrado.
Eu estou longe disso, pois quero f0de-la sem pensar no amanhã, sem pensar nas consequências, sem pensar na sua própria mãe. Ela está jogando comigo, sinto-me como um brinquedo em suas mãos.
Eu estava tão desnorteado por ela, sentia o seu perfume mesmo por cima do meu casaco de xerife. Ouvia os meus oficiais andar de um lado para o outro fora da minha sala. Havia estudantes da Anderson's ali, bem ao lado. E isso não tirava de mim, nem um pouco, a vontade que estava para entrar naquela moleca petulante, atrevida e assanhada. Eu queria, sim, fazê-la chorar com a força do meu tesão que só ela soube arrancar de mim.
Zara seria punida, e depois disso, viraria para mim e me xingaria, diria que sou um cretino, sem coração, sem pudor, um homem incapaz de dar carinhos a uma mulher, pois seria tão bruto, que acabaria me odiando logo na sua primeira vez. Essa é a minha vontade, dobrar Zara Anderson no sofá da minha delegacia e rompê-la de forma brusca, tirando gritos dos seus lábios. Pois é isso que ela causa em mim, o meu pior desejo e também o mais intenso.
Ouvi Donna Anderson chamar-me desesperada. Isso me entristeceu um pouco, pois Zara merecia ser domada, penalizada por me chantagear, dizendo que só abriria o bico se eu a f0desse. Foi por essas e outras que eu poderia jurar que essa maluca era uma profissional do s3xo. E saber que não, que eu estava enganado, ela é apenas uma menina pura, e através dos seus olhos provocadores, enxergar a doçura, mas também o medo e o sofrimento, só me faz ceder mais e mais aos seus encantos.
Tirei os meus dedos daquela boca linda e quente. O meu coração parecia uma baqueta e o meu peito a bateria, de tão alto e forte que ele batia. Eu não precisei falar, nem mesmo fazer um gesto que fosse, ela pegou o biquíni e vestiu. Seus olhos nos meus, segurou o meu casaco e jogou por cima do corpo.
Suspirei tentando tirar de mim o tesão que emanava das minhas calças. Andei até a porta que não parava de estralar, Donna ainda batia desesperadamente esperando que eu abrisse. Zara cruzou os braços na frente do corpo, vi aquela flor murchar, como se as pétalas do girassol fossem arrancadas, uma a uma. Ela sentou novamente no sofá de couro de dois lugares que ficava bem a frente da minha mesa. Zara não era mais a sedutora e não havia nenhum brilho em seu rosto. Demorei segundos analisando a sua postura, ela não desviava seus olhos dos meus. Em pouco tempo vi a tristeza exalando daquele olhar.
Donna entrou sem ao menos olhar para o lado, me abraçou brevemente e foi perguntando:
— Querido, você prendeu o meu filho?
— Ele está detido, Donna.
— Mas... — resmungou. — Solte o meu menino, eu vou falar com ele. Onde o Nathan está? Preciso vê-lo.
Levantei os meus olhos e vi Zara encolhida no sofá, ela não olhava mais para mim, estava de cabeça baixa.
— Donna. — chamei. — O Nathan anda com pessoas erradas, faz coisas erradas. Não é de hoje que eu estou de olho no seu filho.
— Javier, me escuta. — ela falava e não notava a filha afundada naquele sofá. — Dê a ele só mais uma chance?
— Eu não posso, Donna. — brava, ela virou de contas, foi quando seus olhos bateram na Zara.
— E ela? Estava metida nisso também, encontrou algo com ela? — perguntou alterada.
— Sua filha está limpa. — respondi apertando a maçaneta da porta, que ainda estava aberta.
Se Donna quis esconder, fez muito mal, pois percebi apenas pelo seu tom de voz, a preferência que ela tem pelo filhinho viciado. Apertei meus olhos por breve segundos tentando manter a calma. Donna aproximou da filha, segurou o seu pulso e a fez levantar.
— Você está pelada?
— Estou de biquíni, mãe.
Donna sacudiu a cabeça e soltou o ar dos pulmões.
— Já que Zara está limpa, voltará comigo.
Zara me olhou, não havia o porquê segurá-la na delegacia, por ser quase 2 da manhã. Mas ainda, sim, queria tirar algumas informações dela, algo que fosse relevante, que me levaria, ou me deixaria mais próximo da pessoa que está distribuindo essas p0rras na minha cidade. Ela disse ter informações valiosas. E o fato que abriria a boca só após ela ter o que tanto quer, estava advindo cada vez mais o meu desejo por finalmente tê-la. A ideia que eu estava sendo chantageado por uma menina safada, louca para ser possuída, estava me levando aos céus do arrebatamento.
Donna veio até mim segurando o pulso da filha que estava logo atrás. A bandidinha me olhava com o rabo entre as pernas, como se fosse apenas um sonho ela ter chupado meus dedos e quase esfregar na minha cara que é uma viirgem safada.
— O que vai fazer com o Nathan? — parou diante de mim, pousou uma mão no meu peito e perguntou. Num movimento célere dos olhos, vi Zara encarar a mão da Donna segurando a borda da minha camisa.
— Nathan será detido até o sol nascer. Se cooperar e dizer a verdade, provar que não tem nada a ver com as dr0gas encontradas na festa, eu libero seu filho.
Donna sorriu satisfeita, fechou a mão na minha camisa e puxou para si. Avançou a sua boca com um batom vermelho forte na minha e com intensidade beijou-me, como se tivesse morrendo de saudades, pois a vários dias eu venho evitando a Donna.
Abri os olhos e Zara continuava nos olhando, não demonstrava repulsa, raiva, desejo ou arrependimento. Não poderia saber o que se passava naquela cabecinha vendo a mãe tomar os meus lábios. Ela permanecia petrificada sob a mão da Donna segurando seu pulso. O beijo foi ficando intenso, mais do que eu queria que ficasse. Não sei porque estou fazendo isso, beijando-a e encarando a boca daquela garota safada, talvez eu estivesse almejando aqueles lábios, imaginando ser a sua na minha, ou quisesse que ela sofresse, que saísse do seu mundindo fantasioso e desistisse dessa merda de sedução. Na certa alguém sairá ferido dessa história.
Donna soltou-me e limpou com os dedos o canto da minha boca borrado de batom, passou pela porta puxando Zara pelo braço, antes de virarem o corredor, senti uma fisgada no peito quando a garota olhou para trás testemunhando-me uma última vez antes de deixar a delegacia. Bati aquela porta com força, acreditando que todos olharam assustados na direção do barulho. Sentei na minha mesa, fechei os olhos e segurei a cabeça parecendo um homem desesperado. Logo a lembrança dos meus dedos roçando o meio encharcado das pernas daquela safada atingiu-me em cheio, notei que o meu p@u estava duro, proporcionando-me uma vontade tremenda de b@ter uma punh3ta pensando nela.
Não dava para acreditar que eu já estava louco para f0der a loirinha abusada. Decidi, enfim, sacrificar os meus desejos carnais, g0zar pensando nela seria terrível demais, Zara ainda é uma menina, me sentiria mais lixo ainda. Levantei a cabeça quando ouvi alguém bater na porta:
— Pode abrir.
— Xerife, o senhor precisa ver isso. — um oficial abriu de manso e disse.
Eu levantei e comecei a segui-lo até a recepção, onde tinha uma TV ligada no plantão da cidade, escrito em destaque na tela: Xerife Salazar, faz batida surpresa em mansão onde o neto do Prefeito de San Vitorio "curtia noitada".
— Segundo fontes, esses jovens são universitários da Anderson's e foram encontrados dr0gas aqui dentro. — a repórter apontou para o portão da mansão.
Nas imagens, ainda havia alguns dos meus policiais interditando a mansão e liberando o restante dos estudantes.
Essa c*ralha saiu do controle, o prefeito vai me estrangular vivo quando souber. Como a imprensa ficou sabendo disso, e tão rápido?
Put0, desliguei a TV e deixei os policiais a ver navios. Me informaram que o Nathan estava esperando para ser interrogado por mim, então suspirei tentando buscar calma e controle, pois sabia que o moleque mentiria até o fim, ele não vai entregar quem está por trás daquela m3rda toda. E isso já me irritava muito, a vontade que eu tenho é de usar a força bruta e fazê-lo falar.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Denise
Minha raiva de Donna aumenta a cada capítulo. Tá... Sei que Zara não é santa, pois quer tansar com o namorado da mãe, mas ela é ótima aluna, não é farrista, nem usa drogas e não é alcoólatra. Apesar de ter sido abandonada e rejeitada por sua mãe, Zara não anda fora da lei.
2024-07-07
8
Fatima Paranaense
boa história
2024-05-23
0
Luisa Nascimento
Tá esperando o que para usar a força. 😖
2024-04-15
3