...JAVIER SALAZAR ...
Após algumas horas de plantão, tranquei-me na minha sala e disquei o número da Donna no telefone fixo sob a mesa.
— Oi, querido. — ela já falou com uma voz manhosa, parecia triste. — Eu não estou muito bem hoje.
— O que houve com você? Quer que eu vá até aí? — precisava vê-la pessoalmente para terminar.
— Não! — disse de imediato, Donna nunca recusou que eu fosse até sua casa, pelo contrário, ela sempre me chamava, até implorava algumas vezes. — Eu não estou muito bem, discuti com o Nathan, aliás, obrigada por soltar o meu filho.
— Eu fiz isso por você, Donna, por consideração. Sabe que, por mim, deixaria preso até que falasse o que sabe sobre os amigos.
— Eu sei, você é tão importante para mim, Javier.
— Nós precisamos conversar, Donna. — fechei os olhos e disse.
— Pode ser amanhã? Tive uma discussão feia com o Nathan, preciso me acalmar, não estou com a cabeça boa hoje.
— Pode ser amanhã, Donna.
— Nathan saiu de casa porque eu disse que te amava, eu escolhi você, Javier. — um desassossego me atingiu, levantei da cadeira com o telefone no ouvido.
— Como é?
— Ele exigiu que terminássemos. Você tem razão, Javier, chega de passar a mão naquela cabeça.
— Você me escolheu ao invés do filho? Deixou ele sair de casa por minha causa, Donna? — eu gritei, pois não dava para acreditar que ela deixaria o filho sair de casa por um namoro tão tépido igual ao nosso.
Eu não gosto do Nathan, é um playboyzinho metido a besta, mas deixar que saia de casa por mim é algo... assustador.
— Ele saiu de casa? Isso piora tudo, como vai monitorá-lo, Donna?
— Eu não poderia atender a um pedido descabido como aquele, Nathan não pode mandar em nossas vidas. Você vive dizendo que...
— Eu sei, Donna. Você sabe o que faz, mas deveria priorizar a sua família, não a mim.
— Você também é minha família, eu te amo, Javier. — era isso que eu não precisava. A p0rra da mulher sente quando estamos prestes a terminar. Nem lembro qual foi a última vez que Donna disse essas palavras para mim.
Isso não muda nada, três palavras não vai me segurar nesse relacionamento, estou decidido por um fim nisso.
— Até amanhã, Donna. — despedi.
Não tinha cabeça para nada, deixei os oficiais de plantão e fui para casa. A minha mente total preenchida pelos gemidos da Zara. Já era noite e estava sozinho tomando a minha cerveja, pensava seriamente em mandar uma mensagem para ela, chamando-a até mim, até aqui. Nessa casa ela poderia gritar a vontade, ninguém ouviria os gemidos desesperados saindo daquela bela boca.
O meu celular tocou e vi o seu nome estampado na tela, já havia anotado o seu número para ligar marcando o depoimento. Atendi e fiquei em silêncio, poderia ser a Donna, não fazia ideia do que acontecia naquela casa, e Zara é louca o bastante para soltar uma besteira para a própria mãe, não dava para confiar numa menina daquela idade.
— Um namorado não visita a sua namorada num domingo a noite? Isso é estranho, senhor xerife, está traindo a minha mãe, por acaso?
Mas que d*sgraça essa menina está falando? Não me contive e sorri silenciosamente, ela é maluca demais e suas provocações despertava algo novo em mim, algo que jamais havia sentido antes.
— Você é uma fetichista? Gosta do perigo, né, garota? Se te excita que o namorado da sua mãe te f0da, sinto desapontar, vou terminar com ela amanhã mesmo. — Zara calou-se, nem sua respiração eu pude ouvir. Olhei para o celular procurando saber se a ligação ainda estava ativa. — Te desapontei, safada?
— Eu não sabia que a minha b*ceta tinha esse poder, xerife. Apaixonou e quer estar livre para me f0der, eu te entendo.
— Escuta aqui, você é... — fui interrompido por sua voz, era incrível como Zara me tirava do sério tão rápido.
— Sua namorada está prestes a sair, Salazar. Linda e cheirosa, acho que está te traindo. — assustei, pois ela disse que ficaria em casa o domingo todo e que não estava bem para nada. — Ou você é um corno manso?
— Corno? Você tá me chamando de corno?
— Vocês ainda não terminaram, não tem curiosidade para saber aonde ela vai domingo a noite sem você?
— Quem disse que ela vai sem mim? — Zara soltou uma risada sínica, essa menina nasceu para me provocar.
— Donna não me pariu ontem, Javier. Escutei ela falar com você mais cedo, "eu te amo". — imitou ridiculamente a voz da mãe. — Chupou ela como fez comigo essa manhã? — suspirou. — Aposto que já, pois ela parece gostar de você.
— Você é doente, Zara. Como pode me falar uma coisa dessas? Estava num colégio interno ou num manicômio, sua maluca! — ouvi o seu suspiro.
— Enfim, não quer descobrir o que ela vai aprontar? Vou segurar a Donna mais um pouco aqui, não demore, acredito que você não seja um investigador de meia tigela. Beijos na boca... — desligou.
Filha da p*ta, gostosa. A vontade que tenho é de enfiar o meu c*cete naquela garganta até fazê-la perder o fôlego, para nunca mais ouvir essas provocações, tem a língua afiada e pronta para dar uma resposta provocativa. Zara tá precisando de uns tapas bem forte naquela bund@ para aprender a respeitar o xerife da cidade.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 95
Comments
Dorameira
kkkkkkkkkk ARRASOU MULHER
2024-11-10
0
Vitorya T.
2 anos e não é rápido??
2024-08-13
0
Soraya Dias
coitado do xerife kķlk queria saber que qualidade dE ensinamentos os professores desse Colégio dava pq pense numa bixiguenta safada /Facepalm//Facepalm/
2024-08-07
3