...JAVIER SALAZAR...
Levantei novamente afastando a imediação dos nossos corpos.
— Olha, Zara. Eu não sei onde você quer chegar com isso, mas não vai rolar, entendeu? É assim que vocês falam, rolar? — a desgramada levantou e pôs a sua cerveja sob a mesa.
— Por que não rolaria? — aproximou, era tanta ousadia que me senti sem saber o que dizer e para onde ir. — O senhor não gostou de me ver nua? Acho que ia adorar me tocar. — pisquei várias vezes tentando montar alguma frase com bastante lógica para dizer, mas estava estagnado.
Engoli saliva seca e soltei um palavrão, dei um passo para trás e olhei para escada conferindo se Donna não estaria ali e abaixei o meu tom de voz:
— Você está se ouvindo? — apontei o dedo para o meu próprio ouvido. Foi a única coisa que consegui falar, novamente me vi sem palavras. Ela aproximou o corpo do meu, ignorando a distância que tentei manter entre nós dois.
— É o seguinte, seu Xerife. — levantou os pés tentando colar o rosto no meu, mantive uma postura rígida, Zara segurou a gola da minha camisa com as duas mãos e puxou para baixo. — Você é o namorado da minha mãe, acha que vou querer algo com você? Pensa que sou o quê?
Sentia o cheiro daqueles lábios, era um cheiro de morango, sua boca um pouco rosada com um brilho de batom. Zara roçava aquela boca na minha, podia sentir até o gosto da fruta, sentia-me put0 comigo mesmo por não empurrá-la, tirá-la da minha frente. Essa menina pensa que sou algum idiota, imbecil, só pode, ela acha que tenho 15 anos para não perceber a sua postura de menina safada. Segurei firme o seu queixo e toquei nossos narizes. Se Donna desce aquelas escadas nesse momento, ia nos pegar parecendo dois amantes.
— Eu sou algum otário, por acaso?
— Quem, em pleno 2023 ainda diz a palavra "otário", xerife? — o ar quente da sua boca tocava a minha, o cheiro do gloss, misturado com um mínimo cheiro da cerveja que ela acabou de virar nos lábios estava fazendo o meu parceirão enrijecer ferozmente.
Uma revolta tomou conta de mim. Como podia uma menina dessa idade ter controle sobre o meu psicológico e corpo dessa forma?
— Você está me provocando. Chegou ontem e quer dar a b0cet& para mim, é? — preciso afastá-la de mim, não em atitudes, mas em palavras, palavras duras e feias, estilo cafajeste. Ela vai ver que não sou quem pensa que é, e isso vai destruir as suas fantasias de menina. — Eu jamais f0deria você, se é isso que quer. Além de sair das fraldas a pouco tempo, deve ser muito rodadinha.
Ela segurou mais forte a minha gola, estava a tentar me enforcar, em vão, a sua força de menina é inútil.
— Acha que eu sou rodada, xerife?
— Muito rodada.
— Por que não me c0meria? — ainda segurava firme o colarinho da minha camisa, eu apertando cada vez mais aquele queixo pequeno.
— Porque você não aguentaria, sua maluca. — desci meus olhos para o seu corpo e voltei a grudar nossos narizes. — Esse corpinho é muito pequeno para aguentar a pressão, se é que me entende. — soltei o seu rosto.
— Eu pensei que você ia dizer que não me f0deria por namorar a minha mãe.
Quando eu acreditei que ia sair por cima, a descarada muda o jogo e me joga lá embaixo. Eu nem lembrei desse fato.
— Tá na cara que você não é carinhoso, é um arrogante e prepotente, um homem das cavernas, selvagem e nada romântico. Eu não quero carinho, senhor xerife. — foi a vez dela me soltar. — Eu quero forte, com raiva.
Minha mente insana já me leva a imaginar exatamente o que ela acabou de dizer.
A Donna não precisa saber de nada, será só diversão, a nossa diversão. — afastou e virou a sua garrafa de cerveja na boca. Eu peguei a minha e também virei dando várias goladas.
Estava extremamente exciitado e não era pouco, chegava a doer. Eu sou um lixo de homem, o pior que poderia existir. Pois já posso sentir o gosto dessa p*tinha assanhada jorrar na minha língua.
— Estou descendo, Javier, 5 minutos. — Donna gritou lá de cima.
Olhei para Zara assustado, essa cínica parecia tranquila, como pode dizer essas coisas para mim e agir naturalmente?
Coloquei a minha garrafa na mesa e aproximei, decidi cortá-la da pior forma possível, antes que dê merd&.
— É Zara, né? — ela afirmou com a cabeça. — Zara, é o seguinte. Eu não sou um homem que trai, e muito menos com uma menina. Se quer oferecer a sua... tenho certeza que na Universidade, vai encontrar garotos da sua idade para isso. Agora, não venha f0der com a minha vida só porque é uma mimadinha e não gosta da própria mãe. Use seu charme para seduzir outro imbecil.
Suspirei aliviado, pois senti que finalmente as minhas palavras surtiram efeito nessa menina. Seus olhos azuis viraram cinzentos, uma expressão de raiva e desnorteamento surgiu em seu rosto.
— Mimadinha? Você nem me conhece para me chamar de mimada, seu escroto!
— Justamente, você também não me conhece e está louca para me dar essa x3reca. Tem que se valorizar, menina.
— Você é um idiota, arrogante. — interrompeu-me apontando o dedo na direção do meu rosto.
— Quer saber, ignoro a sua opinião de dondoquinha, sensível.
Ela abriu a boca assustada, acho que agora peguei pesado demais, porém, não mais que ela. Insinuar para o namorado da mãe é algo inimaginável. Talvez Donna esteja certa, a filha não parece gostar da própria mãe e não tem respeito algum por ela.
Bravinha, a menina deu as costas quando ouviu passos na escada e sumiu em direção à porta da rua.
Agora, sim, tenho certeza que ela nunca mais vai olhar na minha cara com tanta ousadia.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Mariane
"outro imbecil" porque ele vai ser o primeiro! kkkkk
2025-02-17
1
😘"GabyyJardyylla"❤
mds, essa garota é perigosa! esse xerife está em apuros...
2024-11-21
0
Fernanda Braga
Se ele já fala assim sem está fazendo nada com ela imagina quando eles fazerem. vai ser sacanagem pura.. 🔥
2024-11-04
2