...JAVIER SALAZAR...
Eu precisava de uma cerveja, como se não bastasse a cefaleia que os universitários estavam me dando, descubro que Donna tem uma filha, como eu nunca soube de uma m&rda dessas? A menina petulante caiu em si e subiu para pôr uma roupa antes que a mãe visse-a naqueles trajes. Despedi da Donna sem dar muito papo, estava abalado, como uma bala sendo disparado do revólver fui para casa, eu precisava colocar os meus pensamentos em ordem.
Após um banho peguei uma cerva bem gelada e liguei o meu computador. É inexplicável, ela nunca tocou no assunto de filha, nem mesmo o Nathan. O moleque não gosta de mim, mas nunca ouvi um comentário sequer naquela casa falando sobre a irmã. Donna tem uma bela vida, tem dinheiro, não passa necessidades, por que raios a garota foi criada num colégio interno? Na verdade, é por eles terem muito dinheiro que ela foi criada lá, eu preciso tirar os estereótipos da minha cabeça.
O que eu preciso saber é, porque Donna mandaria a filha para um internato e deixaria o filho mais velho. Não sei o que pensar, não entendo o motivo pela menina ter ficado tanto tempo naquele lugar. Ela foi assim que o Samuel morreu ou anos depois? P0rra, muitas perguntas.
Acordei cedo, peguei alguns oficiais na delegacia e fomos para o único hospital da cidade.
— Senhor Salazar, acredito que não temos mais a ficha das crianças nascidas há tanto tempo.
— Vocês não usam computador? Vivem na idade da pedra?
— São muitos pacientes, xerife. Garantimos os dados até 10 anos, após isso, não fazemos questão de manter nos registros.
— Eu posso dar uma olhada?
— Precisamos da liberação do Prefeito.
— O tenho mando nessa cidade, senhora. — insisti, quase perdendo as estribeiras. — Sabe o que é mando?
— Tudo bem, envio todos os arquivos daquela época para o e-mail da delegacia.
— Ótimo! — entramos no carro e uma nova ocorrência aconteceu, informaram que alguns estudantes estão com dr0gas na Universidade.
Fui sozinho até lá, agora eu vou pegar pesado com aqueles fedelhos. Quando entrei, eles estavam fora do horário das aulas, visualizei um grupinho meio suspeito de rapazes e aproximei com a mão na arma. Tudo para intimidá-los, não queria conversinha.
— Vocês aí, levantem-se. — fechei a cara e mandei.
— O que foi dessa vez, xerife? — o b0sta do Nathan perguntou, o filho da minha namorada estava no meio do grupinho, os outros cinco rapazes levantaram num pulo.
Deslizei o meu sapato para facilitar o encontro das dr0gas na grama, mas o que eu vejo é outra coisa. Abaixo e pego um comprimido branco, num pacote minúsculo transparente. Levantei o comprimido na direção do rosto deles.
— Senhor, não sabemos de quem é. — um deles já respondeu sem eu dizer qualquer palavra.
— Onde vocês arranjaram isso?
Nathan toma a frente do grupo de amigos:
— Você vem aqui quase todo dia nos ameaçar, o meu amigo disse que não sabe de quem é esse remédio.
— Escuta garoto, eu já encontrei drogas na sua mochila, eu sei quando um pivete mente para mim e posso garantir que vocês sabem o que é essa porcaria aqui, que, na verdade, não é remédio algum. — aproximei o meu rosto do moleque, ele deu um passo para trás recuando. — Eu poderia te prender por usuário, talvez até tráfiico se juntar as quantidades, só não faço isso por sua mãe, seu viciadinho de m&rda, mas agora isso mudou, a próxima vez que eu pegar você com aquelas coisas, ou perto de alguém que esteja com dr0gas ou comprimidos, você vai para delegacia, ouviu?
Ele engoliu seco e balançou a cabeça, os rapazes ao seu lado puxou o braço para arrastá-lo dali o mais depressa possível, pareciam apavorados. Senti uma mão tocar o meu ombro e apertar, segurei firme prestes a torcê-lo, foi por pouco, uma fração de segundos, pois senti ser pequena demais para ser algum outro garoto, virei e vi o rosto meio meigo daquela menina.
— Hey, calma. — sua voz soou perto dos meus ouvidos, num sobressalto ela puxou a mão. — Você tá assustando os alunos, olha a cara deles. — disse e massageou a mão que apertei olhando ao redor, olhei também e pude ver a maioria com os olhos arregalados para mim. — Acho que eles têm medo de você.
— Você também deveria ter.
— Por que eu teria? — revirei os olhos e ajeitei o meu chapéu, aqueles olhos azuis atrás de um óculos de grau analisava cada suspiro que eu dava. — Você parece muito estressado, xerife, precisa relaxar um pouco.
— Sabe o que me relaxa? Uma cerveja bem gelada e esses alunos andando na linha. — ela sorriu, o sorriso meigo que me irritava. Zara é completamente aprazível por fora, mas por dentro... conheci essa peste ontem e já pude notar algo ambíguo nela.
— Eu posso fazer alguma coisa pelo senhor?
— Pode, suma da minha frente, preciso trabalhar. — dei um passo para sair de dali.
— Eu não estava falando disso, futuro padrasto. — senti os meus pelos do peito arrepiar com a última palavra.
— Estava falando do quê? — me virei para olhá-la.
— Queria fazer algo para que você pudesse relaxar.
— Garota. — aproximei mantendo uma certa distância, o que os alunos vão pensar ao ver um homem do meu tamanho cochichando com uma menina. — Você não bate bem da cabecinha, né? Tá usando dr0gas também?
— Não senhor. Na verdade, eu ouvi o seu assunto com o meu irmão. Você xingou ele me m3rdinha? — apenas a encarei, visivelmente sem paciência para aquilo. — Eu posso ajudá-lo.
— Ajudar com o quê, exatamente? O que a Donzela sabe fazer?
— Nossa, você é tão bruto, grosso e arrogante. — cruzou os braços e suspirou, transparecendo estar zangada.
— Ok, o que sabe fazer? — amaciei a voz e resolvi dar uma chance, acho que estou dando corda demais para esse papinho furado de menina.
— Eu sei usar um computador. — comecei a rir com a sua fala, saiu um pouco alto e irônico, todos ao nosso redor nos olhando.
— Não preciso de alguém para ligar e desligar o computador, isso eu sei fazer.
Ela aproximou fazendo-me sentir aquela fragrância, talvez seja o seu cabelo que cheira tão bem. Ergui o meu peito evitando que ela se aproximasse demais, como se meu abdômen fosse um escudo separando-a de mim.
— Como eu posso dizer. — olhou para os lados. — Eu sou uma hacker. — murmurou a cobrir os lados da boca com as mãos.
— Você o quê? — não medi o tom de voz.
— Shh, não vai me prender, né, senhor xerife?
Zara Anderson está me provocando, desde o momento que ela apareceu por trás segurando o meu ombro, usa uma voz sedutora. Sabia que ela percebeu meu olhar no seu corpo ontem, só não sei o que realmente pretende com isso, já que sou o namorado da sua mãe, e ela é tão jovem. Eu fico a pensar nisso e esqueço a bomba que ela acabou de soltar: "eu sou uma hacker". Que diabos essa menina quer? Ser presa?
Me encontro irritado novamente, não por dizer isso na minha cara, mas por lembrar desse corpo atrás de um uniforme de faculdade nu e da sua petulância.
— Você disse que é uma hacker e não quer que eu te prenda?
— Eu não sou uma hacker, ainda não fiz nada de ilegal.
— Ainda?
— O fato é, eu sei hackear quase tudo, celulares, computadores. Eu poderia te ajudar e encontrar a pessoa que fabrica esse negócio aí. — apontou para a minha mão que segurava o comprimido.
— Certo, deixa eu ver se entendi. Você quer solucionar um crime, praticando outro?
— Já ouviu falar da profissão, ethical hackers, também chamado de hackers do bem, contratados pelas organizações ou empresas para identificar vulnerabilidades em seus sistemas, posso dizer que sou uma hacker do bem.
— O serviço que você acabou de me oferecer não parece ser do bem, senhorita Anderson.
— Aff... — resmoneou revirando os olhos, típico de uma mimada que não entende o básico da lei. — Ok, senhor certinho, esqueça isso.
— Para o seu bem eu vou esquecer, menina. Mas você deve se lembrar que sou um policial, uma autoridade aqui, se fizer besteira será presa, ouviu? — sacudi o pacote na frente do seu rosto, encorajando para ela ficar longe desses comprimidos.
— Sim, senhor, senhor xerife. — lambeu o lábio inferir, seus lábios rosados e carnudos, a biloca de seus olhos azuis me analisando.
Mas que c*cete! Xinguei mil vezes ao dar as costas para ela e entrar no meu carro. Um mísero gesto sugestivo me fez exciitar. Liguei o carro e olhei para baixo, ele estava enrijecido sobre as calças. Eu apertava o volante com tanta força, na esperança que aquilo tirasse de mim a lembrança dessa maldita nua.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Selma Ribeiro Moura
🤣 Eita Xerife tu tá ferrado com essa pirralha esperta!
2024-07-17
5
Denise
Parece que Zara vai continuar provocando muita dor de cabeça no xerife. Será que ele vai precisar dos serviços dela como hacker? E quanto ao namoro de dois anos com Donna, mesmo sem sentir nada por ela? E esse tesão que ele tem pela Zara, eihm?
2024-07-07
3
Valdileia Da silva castro
essa história é maravilhosa pena que os capítulos são muito grande ,mas estou amando kkkkkkkk
2024-06-29
0