Para infelicidade de Dan, não conseguiu engolir nem conseguiu chegar a tempo ao banheiro.
Otilo mantinha a mão nas suas costas para dar apoio enquanto ela vomitava ainda mais até ficar bem fraca.
- Desculpe, senhor.
Pediu com dificuldade.
- Está tudo bem. Estamos perto do banheiro, vamos.
Otilo a levou a um banheiro externo mesmo, devido a urgência.
Essa situação o deixou preocupado.
Porque ela vomitou? Não estaria grávida, estaria? Não! Isso não é uma novela!
Otilo pensava agoniado do lado de fora do banheiro.
Artur apareceu alguns minutos depois.
- Onde está a Dan? O que aconteceu?
- Ela está aí dentro.
Otilo indicou o banheiro. não sabia porque, mas não via em Artur uma preocupação genuína com Dan.
Ela saiu no mesmo instante, com o rosto lavado e muito pálido.
- O que aconteceu, Dan?
- Acho que foi a viagem, pai.
Otilo assistiu a mentira de olhos fixos em Dan. embora suas emoções fossem difíceis de decifrar, ele é perito em mentiras. Isso o deixa possesso de raiva.
E se sua teoria estiver certa?
Não! Tem algo especial nela.
- Artur, pode voltar pra mesa, retornamos em um minuto.
Artur não ousou questionar, a voz de Otilo nesse momento era imperiosa.
- Dan, porque vomitou?
Otilo suavizou a voz ao interroga-la .
- Eu acabei de dizer o motivo, senhor.
- O seu rosto é muito difícil de decifrar, Dan, e isso me incomoda bastante, mas felizmente você não sabe esconder quando mente.
- Não sei do que está falando.
- Me diga a verdade.
- Não quero!
- Quero a verdade!
Seu tom de tornou mais ríspido. Mentiras o deixavam assim.
- Eu não tenho hábito de comer pela manhã.
Dan confessou, certa de que ele não acreditaria, mas seria sua última palavra. Virou-se de costas e retornou para a mesa. A caminho, notou que uma funciona já estava limpando sua sujeira.
No primeiro período do dia, os quatro percorreram a sede da fazenda a pé .
Além do casarão, havia algo tipo uma vila, com uma avenida larga e casinhas de um lado e de outro. Nessa vila ficava o escritório da fazenda.
- Eu passo boa parte do dia aqui dentro.
Contava Otilo. Na sua sala haviam duas mesas, uma para ele e outra para Otto. Este já estava lá trabalhando e não se deu ao trabalho de esconder sua aversão a presença dos visitantes. Otto estava 20kg acima do peso e isso foi o suficiente para Ávila não se interessar. Seus olhos já estavam fixos no seu objetivo: Otilo.
Na recepção do escritório trabalham duas mulheres, uma jovem e uma mulher na casa dos 30 anos. No final da avenida, de um lado havia um campo de futebol com arquibancadas, do outro uma pista de corrida de cavalos. Essa pista dava nos estábulos que ficavam mais adiante.
- O senhor tem cavalos aqui?
Dan perguntou assim que notou a pista.
- Sim. apenas três. Acabaram de chegar ontem mesmo.
Dan não disse mais nada, então ele propôs :
- Quer conhecer os cavalos?
- Não. Podemos seguir conforme o senhor planejou.
- Não seja grossa, Dan!
Artur a repreendeu. Ele estava louco para conhecer os animais. Ele tem apenas um cavalo de raça o qual lhe deixou bastante endividado.
Acabaram caminhando um pouco mais até os estábulos.
Artur e Ávila ficam embasbacados com a beleza dos animais e sua imponência.
- O que achou, Dan?
Otilo observava o rosto de Dan, a procura de alguma emoção, um deslumbre ou mesmo insatisfação. Ela olhava os animais à distância já que seu pai e irmã tomavam toda a cena.
- São... Bem fortes.
- Ainda vamos caminhar mais? Estou cansada.
Reclamou Ávila.
- Acho que vimos tudo por aqui, agora vamos visitar o local onde estamos montando os secadores.
- É muito longe, Otilo?
Ávila queria demonstrar intimidade e já o chamava pelo nome com sua voz manhosa.
- Sim, mas iremos de carro.
Fizeram caminho de volta para casa. Otilo aproveitou para puxar conversa com Dan mais uma vez.
- Você tem um cavalo, Dan?
- Sim, ganhei de presente dos meus vizinhos quando fiz 12 anos.
- E qual sua idade agora?
- 19.
- Hum, está com ele há bastante tempo. Devem ter um laço muito forte.
- Sim, temos.
- Gostaria de conhecê-lo.
- Não vale a pena.
- Porquê?
- Ele não é sangue puro com os seus. É mestiço.
- Por isso acha que seu cavalo não tem valor?
- Para mim ele vale muito.
Dan conseguia ver pelo canto do olho a frustração de Ávila. Afastou-se de Otilo e foi para junto do seu pai. Dessa forma, Ávila teria sua esperada abertura para ficar perto de Otilo.
- Pai, eu preciso acompanhar vocês nesse passeio?
Dan perguntou discretamente.
- Não, a menos que Otilo a chame.
- Está bem.
-Otilo, é verdade que você tem uma piscina aqui?
Ávila perguntou animada.
- Sim. Você gosta?
- Muito!
- Pode ficar a vontade para usá-la.
- Obrigada. você é muito gentil.
Ávila colocou sua mão no ombro de Otilo na tentativa de despertar algo nele.
- Pai, não irei com vocês ao secador. Estou cansada e prefiro dar um mergulho na piscina.
Ávila avisou seu pai assim que chegaram. Otilo havia entrado em casa e eles aguardavam na entrada.
- Tem certeza filha? Vamos de carro, não vai se cansar.
- Não quero ir.
- Achei que estava mais interessada no velho...
Artur sussurrou para ela.
- Não tem muito o que fazer com tanta gente ao redor, se ao menos fossemos dormir aqui.
- Deixe comigo.
Tramaram aos sussurros e Dan não podia deixar de se perguntar o que sua irmã viu em Otilo.
também se perguntava se seria uma boa ideia ficar com sua irmã, mas já havia dito ao seu pai que ficaria. A menos que...
- Desculpem a demora.
Pediu Otilo retornando do interior da casa com uma vasilha de plástico e uma caneca.
- Dan, eu trouxe esse lanche para você comer no caminho, como não conseguiu comer mais cedo, deve estar com fome agora e podemos acabar demorando.
- Eu não...
Dan ia recusar, mas os olhos do seu pai a encontraram, dando-lhe firmeza.
- Obrigada.
- Ávila, fique a vontade na piscina, já avisei as meninas da casa.
- Está bem Otilo, obrigada.
forçou um sorriso, mas estava odiando ver a atenção dirigida à sua irmã. Que valor ela tem para ser tratada assim?
Dan se ajeitou no banco de trás da caminhonete e se lembrou de João, o único que lhe fazia lanches fora de horário. Ele parecia sempre ter algo pronto para ela.
já eram quase 10 da manhã e ela estava mesmo com fome. Abriu a vasilha e encontrou dois mistos quente.
"Será que seu João está aqui?! "
Deu um meio sorriso antes de morder seu lanche. A caneca tinha café com leite e estava quentinho.
Artur falava muito, fazia inúmeras perguntas sobre a agricultura e Otilo respondia vagamente.
Desde que viu o meio sorriso de Dan através do retrovisor se perguntava se haveria chance de ver outra vez, pena que estava dirigindo e dando atenção ao Artur ao mesmo tempo.
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Atualizado até capítulo 95
Comments
Beth Silva
olha a galinha ciscando o terreiro pra ver se dá bem. vai cair do cavalo
2025-02-05
1
Beatrizz 🤍
A galinha saiu do galinheiro pra se torna rainha kkkkkk
2025-02-01
0
ROSIMEIRE DA CONCEIÇAO FRANÇA
gostando da leitura
👏👏👏👏👏👏
2025-02-26
0