Denise olhou para a mulher e ficou preocupada.
— Oi, a senhora está bem?
A jovem foi tão simpática, que a acalmou. Mas uma reclamação se fez ouvir e as duas sabiam que logo teriam um berreiro.
— Espere aqui um instante, comprei algo para ela.
Jéssica correu em casa e pegou o saquinho da farmácia. Voltou e abriu o pacote.
— É esterilizada. Olhe como fazer. — colocou a chupeta na boquinha da bebê e depois no potinho que abriu e a chupeta saiu com um pó grudado nela. — É funchicórea, vai acalmá-la para dar tempo de fazer a mamadeira só não use demais.
— Não fará mal. Não sei se o pai dela vai gostar.
— Sou médica e costumo cuidar de bebês, não se preocupe. Meu nome é Jéssica. Olha só, ela pegou a chupeta direitinho…
— Sim, obrigada, senhora, desculpe o barulho.
— Tudo bem, percebi a dificuldade dele, ontem.
— Pois é, a outra babá aprontou com ele e foi demitida.
— Aprontou?
— Sim, sabe como é, né? Sonhadora e inconsequente.
Jéssica entendeu e arregalou os olhos.
— Que, coisa…bem, vou indo, só queria saber se essa bagunça ia ficar aqui. Tchau.
— Tchau e mais uma vez, obrigada.
As duas entraram em seus respectivos apartamentos e Denise correu para fazer a mamadeira. Miguel ouviu o barulho da porta e foi ver se era Denise com Gabriela. Ele já sentia a presença da menina como certa e seu peito já estufava, com orgulho de pai.
Viu que Denise corria, fazendo a mamadeira, mas sua filha estava quietinha. Ouviu um som diferente e foi olhar a nenê e avistou algo diferente em sua boquinha.
— Uma chupeta?
— Sim, foi a vizinha quem deu, sabia que ela é médica? Vai ver é por isso que fica tão incomodada com o choro da nenê.
— Médica? Além de linda, é medica?
Denise olhou para ele e riu, o homem estava caidinho.
— Ela deu a chupeta e esse pozinho aqui — mostrou a ele o potinho — , é natural e acalma ela, pra dar tempo de fazer a mamadeira.
— O quê? Mas que mulher abusada, ousou dar calmante pra minha filha?
Denise percebendo que o homem ia surtar, leu o rótulo:
— Medicamento aconselhado para os primeiros três meses de vida do bebê, para alívio das cólicas. Viu? Não tem nada demais. Nem pensamos que ela podia estar com cólicas, fui uma tapada.
— E eu também. Que bom ter uma vizinha que entende de bebês.
— Sim, agora vou dar a mamadeira dela.
— Sim e poderemos almoçar depois, a comida já deve estar chegando.
— Obrigada, — ela pegou a neném no colo e foi sentar no sofá, forrou seu colo com uma fraldinha de pano e ajeitando a pequena, lhe deu a mamadeira. — pronto, querida, agora você está melhor, não é mesmo?
Miguel ficou ali, babando um pouco a cria, mas o interfone tocou e era o comprador dos móveis. Atendeu-os e verificou que levavam tudo e o corredor ficou vazio. Claro que não perderia a oportunidade de tocar a campainha da vizinha e quando ela atendeu, mostrou o corredor limpo.
— Satisfeita?
— Muito! — respondeu e fechou a porta da cara dele, como ele fez com ela e falou na fresta da porta: — e não toque a campainha novamente.
Bum! Deu o troco.
" Mas que mulherzinha implicante, vim avisar e agradecer e ela bate a porta na minha cara! " Pensou e marchou para casa, encontrando o entregador do restaurante. Recebeu a comida, colocou sobre a mesa e foi conferir o serviço do montador que avisou o término da montagem.
— Ficou bom, obrigado. — Deu uma gorjeta ao homem e levou-o até a porta.
Denise colocou Gabriela para arrotar e levou-a para o quarto de visita, deixando-a dormindo tranquila na cama. Foi ver o quarto novo da bebê e fez uma careta.
— Tem muito o que fazer.
— Sim — disse Miguel, atrás dela — mas vamos almoçar primeiro.
Depois do almoço, colocaram as mãos na obra. Ele colocou os móveis nos lugares certos e ela limpou tudo. Pegaram as sacolas com tudo o que ele havia comprado e arrumaram no quarto. Denise era zelosa e tinha lavado as roupinhas da neném e os jogos de lençol e toalhas.
— Está lindo!
— Será que troco as cortinhas?
— Não, elas ficaram combinando. Seria bom uns enfeites nas paredes.
— Tipo o que?
— Umas nuvens com arco iris, ou lua e estrela, é bom dar uma olhada nas lojas de bebê, eles tem variedade de enfeites, móbiles e brinquedos.
— Entendi.
— Tá quase na hora dela acordar, já vou dar banho nela, aqui no cantinho dela.
— Será ótimo.
— O senhor dará conta de ficar com ela essa noite e amanhã?
Só então ele se deu conta que Denise não morava com eles e teria folga no domingo.
— Não tem como você dormir aqui, Denise?
— Não é conveniente, Senhor. Seria bom, até o senhor acostumar com ela arrumar uma enfermeira temporária.
— Como faço isso?
— Senhor Miguel, tudo hoje, se encontra na internet.
— Vou ver isso agora mesmo.
Ele procurou uma agência próxima e conseguiu uma enfermeira plantonista, senhora e avisou Denise.
— Que ótimo, senhor. Dará tudo certo, vai ver.
— Obrigada, Denise. Você tem sido ótima.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
HENEMANN- MEDEIROS. Henemann
ADOREIIII ESSE TROCADILHO 😂😂😂😂😂bem feito
2025-03-16
5
Maria Da Penha
muuuuiiiiito boa essa história!
2025-03-28
1
Tânia Principe Dos Santos
gostei de denise
2025-03-20
1