Jéssica empurrou Miguel, mas sua força era nada, perto do agarre de seus braços. Ele sorriu, olhando para ela e começou a dar beijinhos pelo seu rosto, queixo, nariz e boca e depois falou:
— Calma, não vou te forçar, só quero ficar assim, abraçadinho com você, sentindo seu cheiro e sua maciez.
— Mas, é que…eu…
— Eu sei que você sente como eu, sabe que nossa química combina, mas eu respeito você e vou esperar você se habituar com esse sentimento novo e a confiar em mim.
— Promete?
— Que vou te respeitar e esperar o seu tempo? Com certeza. Só peço que se permita ficar juntinho com a gente.
— Com Gabriela, também?
— Com Gabriela também.
— Mas ela pode me confundir com a mãe dela…
— Não estou de casinho com você, Jéssica, estou querendo coisa séria, não posso mais brincar como um adolescente, quero uma esposa e filhos, quero uma familia.
— Nem eu.
— Então, fica aqui nos meus braços só mais um pouquinho.
Ela ficou ali, aconchegada em seu peito gostoso, sentindo seu cheiro másculo. Ele a beijou novamente, com suavidade, saboreando os lábios dela e depois, brincando com sua língua. Ela sentiu como se seu interior estivesse arrepiando e era uma sensação boa. Sua intimidade se retesou, apertando e gerando uma necessidade gostosa e diferente.
Se afastaram e ela sorriu, escondendo seu rosto, como fazia Gabriela. Miguel achou aquela timidez exagerada para uma mulher feita, com quase 30 anos. Um relâmpago pareceu o atingir e não conseguiu segurar a língua e perguntou, segurando ela firmemente para não fugir.
— Jéssica, você é virgem?
Como ele imaginava, ela tentou fugir.
— Espere, calma, não tem problema algum nisso, você só não tinha me encontrado. Agora entendo aquele apelido ridículo.
— Você entende? — perguntou ela, firme, olhando novamente para ele.
— Sim, entendo. Só sinto que você não encontrou um homem que prestasse, em sua vida, mas para mim foi bom. Sabe como é, puro machismo. — ele sorriu, como se tivesse vencido uma disputa.
— Seu bobo, mas acho que tem razão. Nunca me senti assim com nenhum outro.
— Eu falei pra você, você, de frígida, não tem nada.
— Tem certeza?
— Ah, sim, muita.
Beijou-a de novo, dessa vez, ardentemente e ela sentiu seus mamilos endurecerem e a umidade molhar sua calcinha.
Não era frígida!
E estava pegando fogo!
*
Mais tarde, deitado em sua cama, Miguel analisava o que aconteceu e como um macho orgulhoso, sorriu, feliz por encontrar uma caça que valia a pena. Até então gostou e se satisfez com várias mulheres, mas nunca encontrou uma que valesse a pena amar, entregar por completo seu coração e provocasse-o a conquistá-la.
" É um prazer maior que o sexual, minhas emoções liberam endorfinas, a adrenalina agita o meu coração e a libido esquenta, sei lá o que é, so sei que é bom demais. Quando a fozer minha, não será só sexo e posse, será amor eal posso esperar por isso." Pensava ele, rolando na cama.
Mas enquanto Miguel estava extasiado com suas novas emoções, Jessica estava apavorada. Depois que seu corpo se acalmou e seu racional assumiu seus pensamentos, ela compreendeu o que aconteceu. Era o inicio de um relacionamento sem futuro, já que não poderia ter filhos. Ele queria uma família e filhos, não só uma filha, não poderia dar isso a ele e um homem frustrado, acaba rejeitando o motivo de sua frustração.
Foi difícil dormir, acabou levantando muito cedo e decidida, arrumou uma maleta com roupas e pertences pessoais e foi para o hospital. Não ouviu Gabriela chorando e estava tudo silencioso no apartamento vizinho, então se foi tranquila.
Chegou no hospital com o dia amanhecendo e estava tudo calmo. Os funcionários estranharam vê-la ali, mas ela tranquilizou-os, dizendo que ficaria em seu escritório. Ligou para sua cafeteria preferida e eles estavam abrindo. Resolveu se animar com algo gostoso e doce e pediu um capuccino e mini croissants de queijo com presunto e também de chocolate.
Quando o café chegou e ela começou a saboreá-lo, sua mãe entrou pela porta como um furacão.
— O que faz aqui tão cedo?
— Bom dia pra você também, mãe!
— Ah, filha, com certeza é um bom dia. Você me fez a mãe mais feliz do mundo, só não entendo por quê não me contou, sou sua mãe, não merecia saber pelos tablóides.
— Tá louca? Do que está falando?
— Não fale com sua mãe assim, menina. Está a maior balbúrdia de repórteres lá fora, está na mídia, você e o empresário bonitão com a filhinha parecem uma família feliz.
— Onde está isso, mãe? — perguntou Jessica franzindo o cenho.
Sua mãe pegou o celular e acessou as imagens que havia salvado. Deu o celular para a filha, que arregalava os olhos, um pouco mais, a cada imagem que via.
— Óh, meu Deus, não é nada disso. É puro sensacionalismo barato. Não tem nada a ver com romance. Eu cheguei e ele estava passeando com a menina e ela está apegada a mim e por isso se jogou. Não existe uma futura esposa e mãe, como dizem aqui.
— Mas, filha, vocês parecem um casal perfeito e as fotos não mentem.
Jéssica começou a se desesperar, não acreditava que sua vida estava fugindo ao seu controle. Como poderia voltar ao controle, parecia um complô contra sua sanidade e sua decisão de continuar solteira.
— Mãe, eu sei que você quer muito que eu me case e lhe dê netos — ela começou a deixar a emoção tomar conta —, mas eu não posso, mãe, não posssss — o choro a tomou compulsivamente e se debruçou sobre si mesma, soluçando.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 65
Comments
Tânia Principe Dos Santos
lamento muito por Jéssica mas acho que apesar de muito difícil sempre pode haver alguma chance. e se não puder gerar, pode sempre adoptar
2025-03-21
2
Expedita Oliveira
🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🥺🤫🥺🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭🤭
2025-03-20
0
Erlete Rodrigues
conta pra sua mãe
2024-10-23
2