— Que? Eu nem sei o que isso quer dizer, mas não parece coisa boa. Faz nada com ele não, ele é meu marido. Eu preciso dele.— Gritei desesperada. Ao ver que o homem se aproximava cada vez mais do Félix. As armas claramente não pareciam de brinquedo.
— Papo reto, o otário não te merece, porra. Tú é areia demais. Tô cheio de ódio agora. Merecia mesmo era acordar em uma vala. — o homem gritou comigo parecia irritado. Eu estava na verdade, envergonhada. Ele estava certo, eu não merecia nada daquilo. Nem aguentava mais aquela vida, mas eu não tinha outra opção. Eu precisava continuar com Félix para o bem da minha família.
— Eu preciso dele ... — Falei chorando sem parar.
— Ela é uma vadia. Sabe exatamente o lugar dela. Não sei quem são vocês, mas ela deve ter mentido. Ela gosta dessas brincadeiras. Uma puta! Joga com todos. Por isso deve ser domesticada diariamente. Deveria tá agradecendo por ter um marido como eu, mas em vez disso, é uma ingrata inútil — Félix gritou. O homem atirou na perna dele sem piscar.
— Que treta. E tu não quer que apague ele, porr@? Olha a ladainha que o otário tá cuspindo. Que seja. Sem tempo, irmão. Abrace minha ideia que é sucesso. — O homem disse me puxando com tudo para o lado de fora da casa.
— Para onde está me levando? — perguntei olhando Félix se contorcendo em dor. E desesperada. Não tinha ideia de quem era aquele homem e sabia que Félix descontaria tudo que aconteceu em mim sem qualquer piedade.
— Te devo uma. A ninha mãe sempre disse, uma mão lava a outra. Eu respeito a minha veia. Tu vem comigo. Vai ficar na minha proteção. Papo reto, te devo minha vida. Aliás, me chamo Thanatos, você é? — Thanatos falava, enquanto ele me colocava agora dentro do seu carro, mas meu cérebro não processava, muita coisa estava acontecendo na mesma hora, era demais para mim. E nem entendia muito bem o que ele queria dizer. Deveria vir com tradutor esses papos dele.
— Me chamo Sarah. Eu estou confusa. Fala direito comigo. Sem todas essas gírias. Não entendi nada. Para onde está me levando? Eu entendi que esteja agradecido pelo que fiz por você, mas era minha obrigação como médica. E o que você está fazendo agora, parece um pouco como um sequestro. Você até mesmo baleou meu marido. Isso é errado. Está muito errado. Me deixa sair daqui. Eu preciso voltar para casa antes que seja ainda pior. Félix deve está com muita raiva. — Insisti. Eu estava com medo. Félix me mataria da próxima vez que me visse. Eu acordaria em um hospital, igual a última vez que disse que iria me separar. Ele não seria nenhum pouco gentil. Dessa vez, podia ser pior, ele poderia me matar. E com toda certeza, não iria ouvir uma palavra que eu tivesse para dizer.
— Você é chata, ehn! Tu vem comigo para o Morro, porr@. Esquece o otário. Não sei o que te liga a ele, mas tu agora vai comigo, vai ser a minha medica. Vamos dizer que eu posso me meter um pouco em problemas — Thanatos respondeu sorrindo, como se dissesse que estávamos indo comprar pão.
— QUÊ? MORRO? VOCÊ É LOUCO? ME DEIXA SAIR DAQUI! — Eu gritei tentando sair do carro.
— Um pouco louco. Vou curtir com você por lá. Você fala tudo que vem na cabeça sem medo. É divertido. — Thanatos brincou.
— Não tem graça. Eu tenho marido, casa, emprego. Uma vida toda aqui. Que direito você tem de simplesmente decidir minha vida? Você enlouqueceu? — eu gritei. Eu pedi para sair daquela vida, eu sei, mas o morro? Com um louco que gosta de ser baleado e me quer para fechar os buracos que as balas fazem nele? Não! É trocar um inferno por outro. Será karma na minha vida?
— Que vida? Apanhar do marido todo dia? Ouvir dele que você não presta? Por mais que você faça o seu melhor, nunca será o suficiente. Sempre vai acabar apanhando até se morta por ele. Você não merece passar por isso. É uma pessoa boa. Não vou deixar que você simplesmente volte para aquele inferno. Nenhuma mulher deveria passar pela situação que você está passando. — Thanatos falava enquanto nós aproximamos no morro. Podia ver de longe. Meu coração disparou. Eu já li tanta coisa terrível desse lugar. É assustador está sendo levada para lá sem qualquer escolha.
— Para me dar sermão fala normal? Sério? Vou responder agora a você só se falar direito. Eu não posso deixar ele. Eu devo muito a ele. Estou pressa ele. Acha mesmo que gosto de apanhar feito saco de pancada por nada? — Eu tremia. Sabia exatamente como era tratada por Félix. Que não era aceitável, mas eu precisava aceitar. Ele financia o tratamento da minha mãe e ajuda na empresa do meu pai que precisou de dinheiro depois de um grande investimento que fizeram errado.
Logo estávamos subindo. O lugar estava bem escuro. Haviam muitos becos. Eu podia ver entre eles, mesmo escuro, uma grande movimentação. Podia ver pontos vermelhos no meio do breu e quando saia alguém de dentro de um beco, podia notar algo reluzindo em suas mãos. Eram armas? Não. Impossível. Não tem como ter tanta gente com armas. Isso é impossível.
— Não sei como ele fez para te prender a ele, mas eu sou ótimo em quebrar ossos quer dizer, algemas. Em você, aquele homem não vai tocar nunca mais. Pode ter certeza. — Thanatos estacionava em uma casa enorme. Ela se destacava no meio de tantas moradias simples. — Aliás, esqueci um pequeno detalhe. Eu sou meio que o dono do morro. Então, saiba que está no meu território. E aqui, o que eu digo é lei. Lembre-se disso.
— Quê? — Só pode ser um pesadelo. Como assim eu fui sequestrada pelo dono do morro? Minhas escolhas são essa? Um playboy mimado que pensa que sou um brinquedo ou o dono do morro que acha que sou uma profissional de remendos dele?
— Venha, preciso que você conheça duas pessoas. Jade e Beatriz. Quer dizer, só a Jade, melhor assim. — Thanatos falou me puxando pela mão agora dentro de casa.
— Você é casado? — Não podia ficar pior. Deixei de apanhar do meu marido, agora vou apanhar da esposa desse louco. Será que ela também andava com armas? Aí, senhor. Devo ter jogado pedra na cruz.
— Jade! — Thanatos gritou animado para uma negra com corpo de deusa que se aproximavam de nós.
— Já disse que não quero marmita na minha casa. Tire esse lixo daqui, antes que eu mesma faça isso. Ou quer que chame Beatriz para fazer isso por mim? — Jade respondeu me olhando com ódio. Definitivamente, dessa noite eu não passo.
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Atualizado até capítulo 74
Comments
Midian Damasceno
com o perdão da palavra que mulher burra
2024-08-10
0
Rafaela Caroline Solza
/Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful/
2024-06-06
0
Karla Barbosa Marinho
rindo muitooo
2024-06-03
1