20 • Vídeo

...POV Kris...

A Ômega é a casa do panaca, por isso ainda pensei na possibilidade de estivarem plá, mas não ouvi barulho de música ao fundo quando ele atendeu a ligação.

Eu já me aproximava da entrada quando Charlotte saiu correndo, mas parou ao me ver, logo em seguida veio em minha direção parecendo furiosa então partiu para cima de mim tentando me bater, mas segurei em seus braços impedindo, ela se contorceu inteira, me desequilibrei e cai levando-a junto ao chão. Tentei levantar, mas parte de seu corpo estava sobre o meu, ao longe ouvi alguém gritar "briga" e Charlotte que estava encima de mim, me deu um tapa me deixando desnorteada, segurei na mão dela e mordi a mesma, a louca gritou de dor e consegui me desvencilhar. De pé, ainda cambaleei antes de encara-la ainda no chão.

— Aquela sua corja da Kappa armaram para mim e tenho certeza que você está por trás disso. — Ela bateu as mãos no chão transtornada. — Vocês me pagam!

—Seja lá o que aconteceu eu não tenho nada a ver. — Ela riu parecendo uma louca.

— Claro que não! Quem é a cretina que vive se achando o centro do universo?

— Até parece. — Saí andando, não ia chutar cachorro morto.

— O Matt contou a todos sobre o emprego da vadia que é sua namorada! — gritou ela e nem me dei ao trabalho de olhar para trás, continuei caminhando em direção a casa em busca de descobrir algo sobre Vic.

...POV Victoria ...

Mamãe, que estava sentada na poltrona,bocejou e eu suspirei encostando a cabeça na parede, me perguntando onde foi parar meu celular. Tudo aconteceu muito rápido, eu estava conversando com Michael quando o telefone tocou com a notícia de que meu pai tinha sofrido um AVC. Desesperada como fiquei, o McKean me ofereceu carona e saiu me arrastando de lá, sem nem ao menos avisar a Kris. Pra falar a verdade eu não consegui pensar em nada nem ninguém naquele momento, estava cega pelo medo de perder meu pai.

Por sorte quando cheguei fiquei sabendo que foi apenas um princípio de AVC e meu pai estava bem.

— Victoria vá para casa e avise aos seus tios que ele está bem — ordenou minha mãe.

— Tudo bem.

Ela me acompanhou até a saída do hospital onde Michael me esperava.

— Obrigada por trazê-la — agradeceu.

— Não fiz mais que obrigação. — Ele de repente colocou o braço ao redor de meus ombros e o encarei.

— Você é um rapaz de ouro. — Ela tocou o rosto dele e em seguida me olhou séria. — Nos dá um minuto?

— Claro, te espero no carro. — Michael saiu e mamãe pegou em meu braço com força me chacoalhando, por sorte o corredor estava vazio.

— Que roupas são essas, Victoria? — Eu havia esquecido completamente aquilo.

Quando cheguei estávamos todos tão nervosos que passou despercebido o fato de eu estar usando um vestido com menos pano que se possa imaginar.

— Mãe, eu...

— Não diga nada, quando eu chegar em casa vamos ter uma conversa séria. — Só então ela me soltou.

— Preciso voltar para o campus.

Quando a preocupação passou eu estava tensa por não ter como avisar a Kris, afinal meu celular sumiu e não sabia o número dela decorado.

— Voltará apenas quando seu pai receber alta, até lá quero você em casa! — Confirmei com a cabeça e logo sai andando.

Eu precisava contar que não ia continuar seguindo a religião deles e que não faria nada além de minhas próprias vontades, mas não poderia falar naquele momento com papai fragilizado e minha mãe tendo que cuidar dele.

Passei a mão na testa parando de andar, fechei os olhos olhos e suspirei me perguntando como ia sair daquela situação.

— Você está bem? — Abri os olhos ao ouvir a voz de Michael e confirmei.

Fomos até o carro em silêncio e seguimos para minha casa da mesma forma. Já era madrugada, eu estava exausta, mas queria muito avisar a Kris. Seriam alguns minutos até o campus e eu poderia pedir a ele que me levasse até lá, mas toda a família estava preocupada a espera de notícias,então decidi seguir as ordens de minha mãe, no dia seguinte daria um jeito.

Assim que Michael estacionou retirei o cinto e desejei boa noite, mas ele segurou em meu pulso pedindo que esperasse.

— Já é madrugada, estou cansado, será que posso dormir aqui?

De fato já era bem tarde e seria o mínimo que eu poderia fazer depois dele ter sido meu motorista naquela noite.

— Tudo bem, pode ficar em um quarto de hóspedes.

Saí do carro e entrei em casa enquanto ele ia guardar o veículo, fiquei a sua espera na sala enquanto por telefone avisava aos meus familiares sobre o estado de saúde de meu pai. Mesmo sendo madrugada todos os meus tios esperavam por noticias.

Eu terminava de falar quando Michael entrou na sala.

— Vou te mostrar o quarto — falei ao desligar o telefone e levantei.

Subimos e o levei para um dos quartos.

— Qual o seu? — Franzi o cenho, mesmo assim apontei para a porta ao lado.

— Espera, vou pegar um outro cobertor e toalha. — Fui pegar tudo e quando voltei Michael estava sem camisa. — Aqui. — Coloquei tudo na ponta da cama, evitando olhar para ele.

Saí deixando-o sozinho e fui para o quarto onde me despi e fui para o banheiro. Fiquei embaixo da água morna pensando em Kris e me perguntando o quê ela estava pensando sobre meu sumiço. Fiquei imersa em pensamentos quando de repente me assustei ouvindo uma batida na porta do quarto, desliguei o chuveiro e minutos depois ouvi a voz de Michael.

— Ainda vai demorar? — perguntou ele.

— Hmm não. — Peguei a toalha e me cobri. — Quer mais algum coisa?

— Tem certeza que não quer que te acompanhe nesse banho? — Abri a boca em choque. O que ele pretendia?

— Michael é melhor você ir para o seu quarto. — Me encostei na porta do banheiro temendo que ele tentasse abrir.

— Na verdade, você levou apenas cobertores, faltou uma toalha — disse ele.

Eu tinha certeza ter pego uma tolha.

— Ok, pode ir na frente que logo levo a toalha. — Minha respiração estava descompassada, só então percebi estar praticamente sozinha com ele, pois os empregados já dormiam a essa altura.

Quando abri a porta arregalei os olhos ao vê-lo ainda em meu quarto. Segurando com força a toalha ao redor de meu corpo, caminhei pelo cômodo, peguei uma outra toalha e entreguei a Michael que sorriu enquanto recebia, ele agradeceu, saindo logo em seguida. Imediatamente tranquei a porta e respirei um pouco mais aliviada.

...POV Kris...

Era madrugada e eu estava sentada na porta da casa. Algumas garotas ainda chegavam bêbadas e animadas, outras nem tanto. Eu me sentia um lixo, morrendo de sono e sem conseguir sequer ficar trancada naquele quarto. De repente meu celular vibrou, vi que era um vídeo enviado por Victoria. Com o coração na mão abri a mensagem.

A imagem mostrava Michael deitado em uma cama sorrindo para a câmera.

— Olha só onde estou. — Levantou a câmera e mostrou o nome de Victoria na parede. — Ela ficou exausta, foi tomar um banho. — Ele levantou, caminhou até uma porta. — Ainda vai demorar? — Sorriu piscando para a câmera.

— ...não. — A voz de Vic fez minhas mãos tremerem, eu mal conseguia segurar o telefone. — Quer mais alguma coisa?

— Tem certeza que não quer que te acompanhe nesse banho?

Eu já nem via mais nada em minha frente, meus olhos ardiam e sentia uma raiva que jamais imaginei sentir antes.

Minha vontade era ir até lá, mas eu não fazia idéia onde era a casa dela. Eu não queria acreditar, mas ao mesmo tempo não havia como negar, eles estavam juntos aquela hora da madrugada. Mike estava no quarto dela que falava com ele naturalmente, como se fosse normal aquele cretino estar alí sem blusa, me provocando.

Por que? Por que ela fez aquilo? Por que me deixou na festa e foi embora com ele? Eu sabia que ela tinha bebido um pouco e não era acostumada, mas seria o suficiente para me deixar e ir pra casa com aquele cara? Se tivesse ido a força estaria falando tão naturalmente?

Eu me sentia sendo esmagada por dentro e me dava um imenso ódio sentir aquilo. Fechei os olhos com força, desejando arrancar de mim aquela sensação, mas sequer conseguia chorar como qualquer outra pessoa, para ao menos ter a falsa sensação de que estava saindo algum sentimento ruim aqui de dentro.

— Ei Kris! — Senti uma mão em minhas costas, levantei a cabeça e encarei Mary, que me olhava apreensiva. — Está tudo bem, gata? — Ela estava bêbada. — Problema com a namorada? Eu vi ela saindo com o Mike.

Aquilo foi a gota d'água, levantei rapidamente, sentindo o ódio me dominando da cabeça aos pés.

Eu não ia ficar passando aquele papel de idiota, deixando meu mundo girar em torno de alguém que me deixava sozinha enquanto estava com um canalha no próprio quarto. Se ela queria se foder, que fizesse bem longe!

— Vem! — Mary segurou em minha mão.

— Onde? — perguntei confusa.

— Para dentro, você não está bem então vem dormir comigo. — Sorriu. — Minha cama é de casal.

Subimos juntas e ao abrir a porta do quarto Mary práticamente me empurrou para dentro. Eu até pensei em recusar e sair, mas ao mesmo tempo pensei que qualquer coisa naquele momento seria melhor que ficar sozinha me martirizando.

Mais populares

Comments

Mary Lima

Mary Lima

Coitada das 2./Cry//Cry//Cry//Cry//Cry//Cry//Cry/ainda vão passar por.muitas .
Vão ter que fortes.

2024-08-08

0

Nataly Lopes

Nataly Lopes

coitada da Vic é uma atrás da outra,a .ensina não tem sorte,mais são meu casal

2023-01-08

5

Yasmiim Siilvaa

Yasmiim Siilvaa

to vendo que não vou conseguir dormi esses dias esperando mais capítulos kkk 😅😅

continua...

2023-01-08

2

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!