11 • The Only Exception

...POV Kris...

Suspirei colocando as pernas encima da cadeira ao lado, cruzei os braços e fechei os olhos. Paul não ia perceber meu humor se eu fechasse os olhos um pouco e ficasse alheia a tudo, afinal estava usando óculos de sol.

— Aquela bebida me deixou meio louco, mas também, coisa do Matt... — Baixei um pouco o óculos para olhar meu amigo.

— Aceitou bebida do Matt? — Arqueei uma sobrancelha e ele deu um sorrisinho.

—  Olha lá Kris, vamos assistir os rapazes jogar futebol. — O viado levantou da cadeira e correu carregando o copo de suco. — Você não vem, mas eu vou! — Ele estava escondendo algo que eu com certeza ia pirar ao descobrir.

Ajeitei o óculos novamente e fechei os olhos. Estava embaixo do guarda sol, não que o dia estivesse super ensolarado, mas Paul quis muito ir ao clube e como passei a noite no dormitório dele, acabei cedendo. Naquele momento eu estava usando uma de suas camisas, por cima da roupa da noite anterior, evitando pensar sobre os últimos acontecimentos, senão ia me jogar na piscina e me afogar de tanta raiva que estava sentindo.

Como me deixei manipular por uma garota daquelas? Fui uma idiota completa. Tanto critiquei e no final ela me usou.

Eram três da tarde quando fui para meu dormitório, as meninas estavam limpando a casa quando cheguei e acenei para elas, subindo direto para o quarto. Quando abri a porta soltei a respiração, aliviada ao ver que estava vazio. Retirei o óculos e a blusa do Paul, peguei uma calça moletom e uma blusa grande que usava para dormir, fui para o banheiro onde fiquei durante quase uma hora, deixando a água lavar minha alma. Depois sequei os cabelos e logo saí, encontrando Victoria que andava de um lado para o outro.

— Pensei que não voltaria — disse ao me ver, mas ignorei, indo até minha cama onde peguei meu celular, olhando as chamadas e mensagens depois de passar o dia desconectada do mundo. — Não vai mais falar comigo?  — Deitei ignorando ela, permanecendo ali durante toda a tarde e a noite.

No dia seguinte eu estava bem mais disposta, vesti uma roupa confortável e fui encarar uma bela segunda de aulas. Na hora do almoço Paul não apareceu. Amy sentou comigo e logo Candice e outras garotas também sentaram à mesa e eu tentei voltar a socializar, para espairecer um pouco.

Assim que saí da lanchonete no campus Victoria surgiu em minha frente de repente.

— Você não vai mesmo falar comigo?

— Me diz porquê você esta falando comigo. — Olhei na direção de Ashley que nos observa a uma certa distância. — Vai lá com a sua amiga, sua líder. Aproveita e facilita as coisas mudando de casa, sua sonsa! — Voltei a andar, mas ela me acompanhou.

— Me diz por favor o que eu tenho que fazer para você me perdoar. — Parei e encarei ela.

— Conta sobre sua armação para as duas, aí talvez eu consiga te achar menos imbecil. — Voltei a andar.

— Eu não posso fazer isso!

— Claro que não, pessoas como você só pensam em si mesmas.

— Kris? — Ela segurou em meu braço. — Eu não quero que todos me odeiem, mas você me tratando assim está doendo. — Ela baixou a cabeça e respirou fundo. — Eu vou contar. — Suas palavras me pegaram de surpresa. — Por favor, não me trata assim. Eu sei que errei, mas... — Ela fungou e percebi uma lágrima descendo em seu rosto. — Eu... Eu vou acabar com isso.

—  Ei... —  Segurei no braço dela e puxei para um canto menos movimentado. —  Pare de chorar! Você com certeza não hesitou quando armou toda aquela palhaçada, agora fica ai choramingando. Admita seus erros de cabeça erguida pelo menos. — Ela secou a lágrima, ainda de cabeça baixa, sem me olhar. — Vamos!

— Onde? — Me olhou confusa.

— Você não disse que ia contar? Então vamos aproveitar que as duas estão ali fora. — Caminhei para a área externa onde vi Charlotte sentada.

— Agora? — Era notável seu nervosismo.

— Vai chamar a Ashley, agora. — Dei ênfase na última palavra deixando claro que se ela ia fazer que fosse logo.

Victoria saiu caminhando e esperei ela de braços cruzados, até avista-la voltando com Ashley ao lado, então dei as costas a elas caminhando em direção a Charlotte.

— O que vocês duas estão armando? — perguntou Ashley confusa, assim como Charlotte que nos viu se aproximar. 

Olhei fixamente para Victoria que respirou fundo, provavelmente buscando coragem para assumir o erro. As duas nos encaravam e quando Vic abriu a boca para falar, as palavras não saíram, então eu me antecipei.

— Foi tudo uma armação. — Passei a mão pelos cabelos, sabendo que faria uma bobagem, mas percebi que não conseguiria deixar que a idiota fizesse aquilo.

Existia uma diferença entre como eu me sentia em relação ao que as pessoas pensavam sobre mim e como Vic se sentiria em relação a isso. Estava estampado na cara dela toda a insegurança e com certeza não ia suportar a barra daquelas duas contra ela quando descobrissem sobre aquilo.

Talvez eu acabasse agindo como uma mãe super protetora, impedindo que o filho crescesse com os erros, mas não ia conseguir deixa-la.fazer aquilo. Por mais que ela tivesse me usado e eu sentisse como se não a conhecesse mais, o pouco que pensei conhecer antes daquilo, mudou completamente algo dentro de mim em relação ela.

— Fui eu quem armei para vocês se encontrarem no quarto ontem, para me vingar da sua idiotice de me trancar naquela festa. Eu usei a Vic para atrair as duas até lá, no intuito de fazer vocês brigarem. No fim das contas ela não sabia de nada e eu assisti ao show. — Terminei de falar e dei as costas a elas, saindo rapidamente.

A tarde passou e logo eu estava indo para a casa, me sentindo uma burra. Mas fosa-se! Eu preferia me sentir assim por ter feito o que fiz, pois acabei com o planinho dela de afastar aquelas duas, sem que a prejudicasse.

O difícil é admitir que me importo.

Entrei no quarto e como estava cheia de trabalhos para fazer, joguei tudo sobre a cama e fui no banheiro trocar a calça por um short. Quando sai do banheiro Victoria atravessou a porta do quarto e praticamente se jogou em meus braços. De início fiquei sem reação, mas logo coloquei as mãos na cintura dela e afastei, dando um passo atrás.

— Obrigada — falou e respirei fundo, como se buscasse sanidade para meus pensamentos ao encarar aqueles olhos pequenos.

— Eu não costumo ficar brigada com as pessoas, por mais filhas da puta elas sejam. Geralmente apenas me afasto e sigo minha vida ignorando a existência e nada mais em relação a ela me afeta, mas como sei que terei que te aturar sempre aqui choramingando, fiz algo para facilitar as coisas para nós duas. — Caminhei para a cama e sentei abrindo meus livros, quando de repente ela sentou na cama, diante de mim.

— Obrigada, eu não ia suportar ficar brigada com você. — O toque alto do celular dela nos fez sobressaltar.

Soltei a respiração, aliviada por pular aquela parte da conversa, tentando voltar aos livros, mas não pude deixar de ouvir sua conversa. Pelo que ouvi era a mãe dela ao telefone e deve ter falado muito, pois ela mal conseguia abrir a boca e completar uma frase. Com certeza estava sendo repreendida por algo que fez, mas naquela altura nem me surpreenderia com mais merda vindo dela.

— Pelo amor... Quero dizer, por favor mãe não faz isso comigo! —  Ela se calou e olhei em sua direção, vendo que retirava o celular do ouvido, provavelmente a mulher desligou na cara. Voltei a olhar os livros fingindo não estar prestando atenção.

Passou- se alguns minutos enquanto eu fingia prestar atenção no que fazia, mas a presença de Vic que andava para lá e para cá, sentava na cama, digitava mensagens, ia ao banheiro, me fazendo perder completamente o raciocínio.

— Kris? — chamou de repente — Você me odeia?

— Eu acho ódio um sentimento muito forte.

— Se te pedisse ajuda...

— Nem pensar! A última vez que fiz isso... — Até me calei, pois não queria voltar naquele assunto.

— Mas eu juro que não seria nada demais. — Ela rapidamente foi para o chão, diante de mim, me olhando com aqueles olhos pidões. — Não é nenhum plano idiota.

— O quê então?

— Me ajuda a conseguir um emprego?  — Arqueei as sobrancelhas. — Meus pais cortaram todo o meu dinheiro por uns seis meses porque fiz todas aquelas compras. — Ela mordeu o próprio lábio enquanto me olhava apreensiva.

— Que droga hein? — Dei uma batidinha em seu ombro.

— É, eu sei que estou com a ficha suja com você e não tenho o direito de te pedir nada...

— Eu vou te ajudar. —  Ela paralisou como se não acreditasse no que eu disse e nem eu mesma acreditava que ia ajudá-la depois de sentir tanta raiva, mas parando para pensar, se eu tinha agido mal passando a mão na cabeça dela antes, naquele momento poderia ajudá-la com o lance do emprego. Quem sabe dando duro em alguma coisa ela aprendesse algo bom para levar pra vida adulta. — E estou falando sério.

...(...)...

No primeiro dia no ano em que faltei aula, eu estava sentada em uma mesa na calçada de uma lanchonete segurando jornal e caneta,circulando os anúncios que os horários batiam com o tempo disponível de Vic. Olhei através do vidro e vi ela encostada no balcão, de costas para mim, balançando o pé, parecendo impaciente.

Eu não tinha parado pra pensar sobre o que aconteceu antes da festa, mas por algum motivo, naquele momento mergulhei nas lembranças de nosso beijo e em como ele me fez sentir. Talvez tenha sido aquelas sensações que antes estavam ocultas que me fizeram estar ali naquele momento, mesmo depois de tudo.

Talvez eu esteja sendo um fantoche comandada por sentimentos ocultos.

Acabei rindo daquele pensamento.

— O quê é engraçado? — Pisquei algumas vezes e encarei ela que já estava sentada à minha frente.

— Nada. — Dei de ombros. pegando o café que ela trouxe.

— O que tem aí? — Apontou para o jornal que coloquei de lado.

— Garçonete, que eu achei a sua cara e tem umas vagas no clube que pelo que vi são como faxineira.

— Por que garçonete é a minha cara? — Arqueou uma sobrancelha.

— Ah... Eu consigo te imaginar usando aquele uniforme. — Ela colocou os cotovelos sobre a mesa e apoiou o queixo com mãos.

— Então vamos até a essa lanchonete?

— Não é tão longe daqui.

Minutos depois estávamos paradas em frente a um pub irlandês. Ainda no carro trocamos olhares e então saímos juntas. O lugar não era nada do que pensei, voltei a olhar o anúncio e realmente passou despercebido que era um Pub e não lanchonete. Joguei o papel para dentro do carro e fechei a porta.

— Nossa. — Ela cruzou os braços e encostou-se na frente do veículo, olhando para a entrada.

— Melhor irmos embora — falei ao parar a seu lado.

— Não, vamos até lá! — Segurou em meu braço e me puxou para dentro do local, onde tinha alguns poucos caras sentados bebendo e um homem jovem do outro lado do balcão nos encarou enquanto passava um pano dentro de um copo.

Vic me olhou como se perguntasse o que fazer e ao pararmos de frente ao balcão decidi falar.

— É aqui que precisam de garçonete? — O rapaz, que não devia ter mais que vinte e poucos anos, sorriu. Ele tinha cara de nerd.

— É sim, vocês estão interessadas?

— E-eu preciso muito desse emprego — falou Victoria.

Meu Deus, ela tinha que se mostrar tão desesperada?

— Prazer, meu nome é Simon. — Ele estendeu a mão para ela que sorriu apertando a mão dele.

— Prazer, sou Victoria. — Ela me olhou e eu apenas acenei para evitar essa de apertar mãos.

— Sou Kristine. Então, como funciona? Cadê o gerente?

— Eu sou o gerente e dono — disse e passei os olhos por ele, analisando-o. — É que... Era do meu pai, ele morreu a pouco tempo e estou tentando recomeçar, mas estou meio perdido.

— Oh, sinto muito — disse Vic, toda solidária.

— Tudo bem, estou seguindo.

— Deve ser difícil. Você esta sozinho, então? — Ele confirmou com aquela cara de coitadinho. —  Olha eu não sei porque, mas gostei daqui — confessou olhando ao redor e eu queria de entender também como ela conseguiu gostar daquele lugar.

— Então você pode começar quando quiser! — O tal lá falou todo animado e Vic confirmou toda sorridente, mas bati no balcão, chamando a atenção dos dois alienados.

— Como assim? Vamos falar sobre horários e salário!

— Sim, eu faço faculdade e só posso vir no fim da tarde — disse.

— Perfeito, é quando mais preciso. Durante o dia é um marasmo, mas a noite isso aqui lota e bonita assim você é, vai ganhar boas gorjetas.

— Quem se importa com gorjetas? E o salário?

Eu já estava para levar ela pra fora dali e esquecer esse negócio de trabalhar em Pub. Estava na cara que era loucura!

Logo estávamos voltando para o Campus, ainda dava tempo de assistir as últimas aulas. Eu ainda não acreditava que a ex beata ia trabalhar em um Pub cheio de caras nojentos. Tínhamos combinado o salário e os horários, Vic estava tão empolgada e pelo que vi, o frangote também.

— O Simon é tão legal.— Ouvi ela dizer, me fazendo revirar os olhos.

— Você tem que tomar cuidado, ele pode querer se aproveitar. — Ela bufou como se eu estivesse ofendendo o pobre rapaz. — Estou falando sério, deixa de ser boba!

— Tá bom. —  Olhei para ela com aquela cara emburrada, mas logo voltei a prestar atenção na estrada enquanto dirigia.

Será possível que vou ter que ir deixa-la e ficar lá vigiando todas as noites? Será que meu karma seria ficar cuidando da desmiolada?

O resto do dia seguiu como de costume e no fim dele eu só queria chegar logo em casa, mas minha pressa me fez esbarrar em alguém quando já chegava ao estacionamento.

— Kris? — Ellie sorriu à minha frente.

—  Desculpa — falei, logo tentando me afastar, mas ela se antecipou na fala.

— Me dá uma carona? — pediu.

Ellie veio o caminho todo comentando sobre a festa na Kappa e lamentou não ter me visto. Eu percebi que praticamente não vi ninguém direito, fiquei tão mergulhada naquele plano bobo que acabei perdendo a festa que eu mesma ajudei a organizar, mas ela contou que segundo as fofocas no campus foi uma das melhores festas dos últimos tempos. Quando chegamos em casa ela ainda comentava sobre quem pegou quem, nós subimos a escada e eu já ia seguir direto para meu quarto quando ela segurou em meu braço impedindo.

— Obrigada pela carona. — Ellie se aproximou e repentinamente beijou o canto da minha boca. Eu nem consegui piscar, logo ela voltou a aproximar o rosto e beijou minha boca, mas me afastei rapidamente e seus olhos se abriram. — Desculpa... — E saiu.

Assim que entrei no quarto joguei a bolsa no chão e sentei na cama, nem pisquei e a porta foi aberta de repente, olhei na direção de Vic, que fechou a mesma, ficando lá parada me olhando.

— Pensei que me daria carona  — falou parecendo chateada.

— Você sumiu — respondi enquanto retirava os sapatos.

— Eu te procurei.

— Mas você já esta aqui e eu acabei de chegar...

— O que tá rolando? —  Franzi o cenho sem entender do que ela estava falando. — Com a Ellie — explicou.

— Eu não tenho nada com a Ellie.

— Por que beija as pessoas sem mais nem menos? — Ela caminhou até a própria cama e sentou à minha frente. — Beijo é muito mais que duas bocas se tocando, sabia? É emoção, atração, uma explosão de sentimentos. É algo que as pessoas só deviam fazer com alguém que valha a pena. Alguém que... Faça seu estômago revirar, que um simples toque lhe cause formigamento e o ato seja a confirmação de um sentimento mútuo! Mas você banaliza algo que deveria ser mágico.

— Você já sentiu tudo isso?

— Não — respondeu mantendo os olhos fixos em algum lugar no chão.

— A Ellie quem me beijou, fui pega de surpresa...

— Se você não tem intensão de retribuir aos sentimentos dela ou de qualquer outra pessoa devia dizer de uma vez.

— As pessoas quem criam expectativas, eu nunca namorei aqui, sempre fui exatamente quem sou. Não vou mudar minha maneira de tratar ninguém porque do nada se descobrem apaixonadas por mim, sem ao menos me conhecer direito.

— Então é culpa delas se apaixonar e só cabe a você se aproveitar?

— Eu não me aproveito de ninguém! Não entendo muito sobre paixões, mas... Jamais me apaixonaria por alguém que não conheço de verdade.

— Cada um tem um jeito de ver a vida e sentir...

— Espera, sério que você quer me da lição de moral sobre não brincar com os sentimentos das pessoas quando você mesma fez isso há alguns dias? — Ela voltou a baixar a cabeça.

— Tem razão, desculpa.

— Vic, eu já disse para você uma vez e repito que jamais brincaria ou usaria alguém intencionalmente. — Ela ficou em silêncio, sem me olhar, parecendo pensar, quando de repente me encarou.

— Você achou mesmo que eu gostaria de ter meu nome na sua lista de beijos insignificantes? — Eu fiquei com cara de boba olhando para ela e desejando que caísse um meteoro que evitasse termos aquela conversa, mas pelo visto ela estava chateada por eu ter banalizado o momento que deveria ser mágico.

— Eu não... — Victoria me encarava com aqueles olhos intimidadores, como se esperasse uma explicação. Suspirei baixando a cabeça, vencida por ter que deixar meu lado sentimental falar por mim. — Eu não colocaria aquele beijo em uma lista de insignificantes, pois ele não foi.

— Não gosto de você, porque sempre faz e fala coisas completamente fora das minhas expectativas!

— E você tem me feito agir de maneira oposta ao que digo e penso.

— Desculpa ser uma boboca e estar sendo um estorvo em sua vida.

— Ei eu não disse isso!

— Então... Em qual lista? — Acabei sorrindo pela pergunta repentina. Levantei indo sentar ao lado dela, na outra cama.

— Na lista das idiotas que eu mais gostei de beijar. — Ela virou o rosto para me olhar.

— Você precisa mesmo me ofender? Eu sei que está pouco se lixando para aquilo e sei que não beijei nada bem...

— Ei! — Virei de frente para ela, colocando a mão em sua boca para impedir que continuasse. — Primeiro, eu não te chamei de idiota na intensão de ofender, sabe que as vezes você age como tal, então já é quase um apelido. — Seus olhos semicerrados me fizeram rir. — Segundo, estou falando sério, te beijei por impulso, mas... mas foi muito bom. — Retirei a mão da boca dela que estava corada.

— Você disse que não ficaria com nenhuma colega.

— You are the only exception —  cantarolei a música que veio em minha mente e ela deu uma risada tão gostosa que me deixou aliviada pelo clima ter melhorado. — Acho que a gente não vai se afastar tão fácil.

— Estranho, eu também sinto isso agora — disse inclinando para pegar a já conhecida caixinha que estava no móvel ao lado da cama e voltou-se para mim. — Kris... Obrigada por me ajudar a me sentir melhor sempre que  estou me sentindo um lixo, sofrendo as consequências dos meus próprios atos. — Vic abriu a caixinha e retirou o colar. — Se você aceitar ele de volta eu juro não mais te dar motivos para retira-lo.

— Não... — Segurei a mão que ela mantinha o colar. — Se eu aceitar não voltarei a retirá-lo por motivos bobos. — Ela franziu o cenho. — Nós jamais seremos boas o suficiente para não cometer erros e nos machucar, somos seres humanos afinal, mas... podemos sempre sentar, conversar e tentar entender nossos motivos. Eu não pensei direto antes de retirá-lo maquele dia, não pensei em como se sentia em relação ao que te levou a fazer aquela bobagem.  — Retirei o colar da mão dela que me olhou de uma forma tão intensa que cheguei a ficar presa em seu olhar.

Senti a ponta de seus dedo tocando minha bochecha e quando dei por mim o rosto dela estava vindo de encontro ao meu. Um súbito nervosismo começou a me dominar e me perguntei que droga estava acontecendo comigo. Com a gente! Em um segundo estávamos falando sobre amizade, eu acho, e no minuto seguinte. Victoria estava roçando seus lábios aos meus que não resisti mais um segundo, segurei rosto dela e a beijei.

O gosto, o toque, a sensação desconhecida até o nosso primeiro beijo, que voltava a me dominar naquele momento me fez pensar sobre toda aquela coisa de magia que ela tinha falado antes e que parecia tão bobo, mas ali, naquele momento, fazia tanto sentido.

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Comments

Mary Lima

Mary Lima

A COISA ESTAR ESQUENTANDO /Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue/

2024-08-07

0

Laura Santos

Laura Santos

mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais, por favore!🤗🤗

2023-01-03

3

👻_bia

👻_bia

que lindo.

2023-01-03

2

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