...POV Kris...
Eu estava entre os encarregados de recortar algumas letras para fazer a faixa de boas-vindas do evento. Tédio resumia minha tarde ouvindo as fofocas das garotas sobre Ashley. Charlotte e as outras cheerleaders que iam apresentar um número artístico e segundo elas, seria incrível.
Pior era que no fim da tarde teria que focar em meus livros se quisesse me dar bem naquele semestre. Já tinha dito a Vic que não ia poder ficar esperando ela no pub. Por sorte ela é bem inteligente, caso contrário estaria ferrada devido ao pouco tempo para estudar.
— Ei! — Ouvi a voz dela e olhei para trás avistando-a sorrindo encostada a uma estante da biblioteca.
Olhei para as quatro garotas na mesa que estavam distraídas conversando, então larguei tudo e sorrateiramente levantei indo até Victoria, logo puxando-a para entre as outras estantes.
— O que foi? — perguntei.
— Vim me despedir, saí mais cedo então vou passar na casa e depois para o pub.
— Não vai me esperar? Eu posso te levar.
— Não, tudo bem, eu aguento ficar longe de você até mais tarde. — Ri e ela ficou séria.
— Me refiro ao fato de você ir sozinha.
— Ah, então não vai sentir minha falta? — Cruzou os braços e sorri.
— Claro que sim! — Segurei em seu queixo e aproximei o rosto. — Ficarei ansiosa por sua volta — murmurei roçando meus lábios aos dela que repentinamente mordeu o meu.
Empurrei o corpo dela contra a estante de livros e beijei seus lábios com desejo, mas fomos interrompidas ao ouvir várias garotas falando ao mesmo tempo, nos afastamos e fomos olhar o quê estava acontecendo e todas estavam na janela, nós fomos até a mesma e tive que empurrar uma curiosa que estava impedindo que eu visse o que tanto olhavam.
Matt e Mike estavam engalfinhados lá fora e rindo da cena puxei Vic para ver também.
— Quanta babaquice. — Me afastei da janela. — Vem, vou com você até lá fora.
Entrelacei nossos dedos e caminhamos para o segundo andar que estava vazio, praticamente todos estavam olhando a luta dos irmãos idiotas, mas assim que saímos parecia que já haviam separado os galos de briga e nos deparamos com as pessoas que fofocavam sobre o acontecido.
— Eles estavam falando sobre herança e aquela menina da casa Kappa — dizia uma garota em uma roda enquanto passávamos por elas e eu automaticamente andei mais devagar para ouvir melhor.
— Ela não se contentou com o Matt e a Kris, agora tá pegando também o mais novo — comentou outra.
Logo comecei a andar mais rápido e puxei Vic comigo.
— Nossa, quanta loucura. — Ela riu.
— E você ainda rir? — Ela sorriu mais ainda, agarrando-se ao meu braço.
— Nao ligo para nada disso, estou com você está tudo bem.
...POV Victoria ...
Fui para o pub de táxi, mas a sensação era que tinha ido flutuando em uma nuvem.
Kris mostrava-se cada vez mais perfeita. Antes eu queria poder agarra-la a todo momento e não podia, mas estando namorando posso fazer sem receio.
Após vestir meu uniforme fiz uma trança única nos cabelos e sai para encarar meus clientes que já eram bem conhecidos. Claro que sempre tinham novos, mas alguns estavam alí quase diáriariamente.
Simon deu uma piscadinha enquanto eu passava pelo balcão e sorri para ele, mas meu sorriso sumiu quando meus olhos cruzaram com os do cara parado na porta do pub. Ele me olhava fixamente e logo um sorriso surgiu em seus lábios. Eu fiquei em dúvida se devia correr ou ignora-lo, mas não tive tempo para decidir, pois ele veio em minha direção. e minhas pernas não se moveram até Matt se aproximar.
— Preciso falar com você — disse ele pegando em minha trança, mas bati em sua mão. — Agora, ou vai se arrepender de estar vestida parecendo uma ninfetinha.
Matt me deu as costas e saiu caminhando, eu nem pensei muito, apenas o segui. Já estava ferrada mesmo, só me restava saber o que tinha a dizer. Saí para o vento frio da noite e me arrepiei inteira, lá fora era meio escuro, eu não queria ir muito longe, por sorte ele parou próximo a entrada e virou-se para mim colocando uma mão no queixo, me analisando.
— Então é aqui que você exerce seu lado vadia? — Tentei ignorar aquilo. — Quando te segui não imaginei te encontrar nessa espelunca.
— O que você quer?
— Sabe que não pode namorar meu irmão, não é? — Arqueei uma sobrancelha.
— Por que não? — perguntei curiosa.
— Porque eu posso tornar sua vida um inferno e de quebra contar sobre isso a todos.
— Eu não estou nem aí para o seu irmão. — Bufei cruzando os braços. — Olha, você nem está no direito de me ameaçar, mas não se preocupe, eu quero distância dele e não vou contar a ninguém sobre você e o Paul. — Matt fechou a mão dando um passo em minha direção e dei dois para trás. — Vai me bater? Quer mesmo aumentar a lista de coisas que posso usar contra você?
— Vadia — rosnou me olhando com ódio.
— Me deixa em paz! — Tentei sair, mas ele segurou em meu braço e no mesmo momento Simon apareceu na porta.
— Algum problema,Victoria? — perguntou ele.
Matt me soltou e saiu andando.
— Tudo bem — falei caminhando para dentro e comecei meu trabalho.
...POV Kris...
— Como estou? — perguntou Vic dando um giro e logo parou ficando com a mão na cintura.
— Linda, óbvio — respondi e ela sorriu diminuindo a distância entre nós para segurar minha mão.
Era sábado e ela passou o dia trabalhando para podermos ir na festa do time. Tínhamos concordado em não comparecer, mas eu decidi que devíamos ir, quando ela resmungou sobre não sair a um bom tempo.
Meu medo era porque sempre acontecia alguma merda nas festas do campus, então achava melhor ela ficar quietinha comigo no quarto. Mas o que eu não faço para agradar essa garota?
Eu, ela, Candice e Amy, que não havia mais me procurado e parou de falar comigo, seguimos para a casa Ômega, onde de longe podíamos ouvir o som alto e gritaria. Com certeza estava uma bagunça, mas a expectativa das duas ao nosso lado era de pegar ao menos dois jogadores naquela noite.
— Pensei que você namorava aquele tal David — falou Vic enquanto via a loirinha doida observando os carinhas que se aproximavam da casa.
— Está louca? Ele ta na reserva do time, eu quero um titular — disse ela.
Victoria me olhou e me inclinei para falar em seu ouvido.
— Nem tudo é perfeito. — Ela sorriu ao me ouvir.
De fato Candice era muito gente boa, mas não deixava de ter suas semelhanças com outras meninas que se importavam com coisas bobas como aquela.
— O Henri está solteiro. — Ouvi Amy dizer.
— Ele é um gato! — afirmou Candice.
— Com certeza — concordou a outra. — Mas meu alvo hoje a noite é outro.
Vic diminuiu a velocidade dos passos, nos fazendo ficar um pouco para trás enquanto as duas entravam na casa conversando sobre os caras.
— Pelo menos a Amy parou de ficar no seu pé. — Sorri parando e colocando as mãos ao redor da cintura dela.
— Ciumenta. — Sorrindo beijei-lhe a boca, mas fomos interrompidas por um carro lotado de panacas que chegaram gritando feito loucos.
— E aí Kris — gritou um dos caras que eu até conhecia, mas não lembrava o nome.
— Vic, a beata passa rôdo do campus — gritou outro pulando do gipe enquanto os outros riam. — Não me leve a mal, é apenas o que comentam. Quero umas aulas com você depois... — disse ele antes de passar por nós e entrar com os outros.
— Quem diria que um dia eu seria conhecida na faculdade como a beata passa rôdo — brincou ela quebrando o clima. — Vamos entrar!
Quando entramos procuramos as bebidas e fomos direto para a área da piscina, geralmente era o lugar menos lotado, onde ficamos bebendo em um canto observando o movimento daquela gente louca. Em outros tempos eu estaria na cozinha perto da bebida e de quebra dando encima das meninas, mas as coisas mudaram.
A medida que o álcool fazia efeito nós duas decidimos entrar para dançar e logo estávamos trocando beijos pra lá de quentes no meio da sala lotada.
Em determinado momento, enquanto eu brincava de morder o pescoço de Victoria, movendo nossos corpos em um ritmo menos agitado que a música, senti alguém encostando em meu ombro e me afastei para olhar. Lá estava Michael, o cara que até então, nunca estava nas de festas, por isso eu não lembrava que ele existia.
— Posso roubar sua namorada por um minuto? — perguntou e eu olhei Vic, depois voltei a encarar ele.
— Claro que não — respondi.
— Quero apenas conversar.
Não tinham nada o que conversar!
— Tudo bem — falou Victoria. — Vamos lá fora, na piscina.
— Vic, não vai — pedi.
— É apenas uma conversa, Kris. Eu sei me cuidar, ou pelo menos tenho que aprender, não dá pra ficar sempre dependendo da sua proteção.
— O que tem pra conversar com esse cara? — Ela simplesmente beijou o canto de minha boca e saiu caminhando entre as pessoas.
Depois entrava em enrascada e não sabia o porquê. Segui os dois com os olhos e fiquei observando eles do outro lado da piscina.
— Você e aquela vadia ainda tem a cara de pau de comparecer a eventos. — Ouvi Charlotte que aproximou-se.
Tomei o último gole da bebida no copo que tinha em minha mão e virei para encara-la.
— Você quem devia se trancar e nunca mais sair do quarto, seria um favor a humanidade! — Dei-lhe as costas e saí procurando Victoria e Mike que já não estavam no mesmo lugar.
Imediatamente fiquei preocupada, procurei Vic em toda a área externa e não a encontrei, fui para dentro da casa e até subi para os quartos onde assim que abri a primeira porta no corredor me deparei com Candice transando com o tal Henri e imediatamente saí. Na segunda porta havia outro casal que me xingou, mesmo assim segui abrindo as portas, mas de repente a última do corredor foi aberta e Paul saiu de lá arrastando Amy pelos cabelos.
— Que merda é essa? — Me perguntei.
— Me larga viado! — gritou ela que estava semi nua e ele a soltou no chão.
Um pouco mais atrás Matt apareceu fechando as calças e tudo fez sentido.
Dei as costas ao novo triângulo amoroso e desci correndo. Retirei meu celular do bolso começando a ligar para Vic, mas sempre caía na caixa postal. Na entrada da casa parei uma garota e perguntei se tinha visto minha namorada, mas infelizmente não tive uma boa resposta.
Voltei para dentro e procurei Charlotte, ela devia saber alguma coisa, pois foi justamente quando veio falar comigo que perdi Victoria de vista. Encontrei a loira na cozinha fazendo uma espécie de competição de quem bebia mais cerveja. Me enfiei no meio da rodinha tomei a lata da mão dela e joguei no chão.
— Onde está a Vic? — gritei e todos fizeram uma gritaria ao redor.
— Você está louca, como vou saber da sua namoradinha?
Os assovios junto a gritos e incentivos para uma briga soavam ao redor.
— Você veio me distrair enquanto aquele panaca estava falando com ela! — Empurrei o corpo dela que se chocou contra um cara que segurou em seus ombros e a empurrou de volta. — Se você estiver armando alguma coisa eu vou acabar com a tua raça!
— Está cega por aquela piranha! — Dei-lhe um tapa e quase fiquei surda pelos assovios, palmas e gritaria que chegavam a ser mais altos que o som que vinha da sala.
— Ei! — Ouvi a voz de Ashley e virei para encara-la. — Está procurando aquela vadia que saiu de mãos dadas com o Mike? A propósito, não são noivos?
Bufando de raiva sai empurrando ela e todos que estavam a minha frente. Eu sabia que sair com Vic para aqueles eventos era quase um suicídio, sempre aconteceria algo fora do comum. Eu ficava louca querendo protegê-lá, mas como poderia se ela mesma não colaborava?
Fui para casa e como imaginei, Vic não estava lá. Voltei a ligar para o telefone dela, mas caía na caixa postal, me deixando cada vez mais louca. Estava decidida a insistir quantas vezes fossem possíveis, até que de repente chamou e ao ser atendido uma voz masculina soou do outro lado da linha.
— Cadê a Vic? — perguntei a quem provavelmente era o Mike.
— Está no quarto, melhor ligar depois, não é uma boa hora. — Abri a boca para falar, mas ele desligou na minha cara.
Meu sangue estava fervendo, eu queria matar alguém ou apenas quebrar algo para extravasar minha raiva.
Onde diabos ela estava? E como estava? Com quem eu já sabia e isso me causava uma sensação terrível.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Mary Lima
/Toasted//Toasted//Toasted//Toasted//Toasted//Skull//Skull/
2024-08-08
0
Maria Andrade
autora vc ainda me mata do coração ufa
2023-01-08
4
👻_bia
a Victória é burra
2023-01-08
1