...POV Kris...
Os dias seguintes foram uma droga de correria. A apresentação do projeto era sexta, eu só tinha dois dias para fazer, então foquei nele e quando voltava para casa apenas me jogava na cama e praticamente entrava em coma.
Victoria me ajudou no que pôde, mas já tínhamos outras coisas para fazer e eu não quis atrapalhar, afinal ela parecia me evitar durante o dia, nas aulas. Me perguntei se era algo relacionado as patricinhas ou ela apenas não queria que as pessoas pensassem que era uma de minhas ficantes, afinal na boca do povo se andasse muito comigo era sinal que eu estava pegando. Até parece!
Na sexta apresentei a porcaria do projeto e me livrei. No final do dia ajudei Mary com os preparativos da festa que seria no dia seguinte. As meninas já tinham vendido todos os ingressos e a renda foi boa, afinal com aquele bando de gente desesperada por farra. não podia da outra.
Durante a noite. depois de toda a organização da festa, quando entrei no quarto Victoria me encarou de uma forma estranha e levantou da cama. Eu fiquei assustada, nunca mais ela tinha me olhado daquele jeito indecifrável.
— O que foi? — perguntei jogando as chaves sobre a cômoda.
— Kris o que você tem? — Coloquei as mãos na cintura encarando ela, com meu cenho franzido.
— Olha, meu maior bem material até agora é um carro. Físico, tenho um imenso cansaço e dor de cabeça. — Ela riu suavizando a expressão do rosto.
— Eu quero dizer no sentido de todas as garotas gostarem de você. Eu não entendo!
— É, eu não sou nada gostável mesmo — falei indo até a cama e sentando. — Por que está tocando nesse assunto?
— A Amy quase me jogou da escada agora a pouco... — Ela parecia estranha, tinha alguma coisa ali que não estava me contando.
— Ela é louca? Vou acabar me estressando com essa garota, vou dar na cara dela! — Vic riu.
— Eu quem deveria fazer isso. — Observei ela ir até a cômoda onde pegou uma tesoura e a principio arregalei os olhos, não entendendo. — Posso?
— Que susto fiquei em dúvida de desejava matar eu ou Amy com essa tesoura. — Ela riu com gosto e eu também.
— Só quero cuidar um pouco dos seus cabelos.
Fomos para o banheiro e sentei no vaso, ela passou uma escova antes de começar a cortar as pontas e agradeci mentalmente por alguém estar fazendo algo por meus cabelos já que eu vinha maltratando-os com a falta de atenção, sempre só fazendo coque no desespero e correria do dia a dia.
— Pronto! — anunciou. Levantei indo até o espelho concluindo que de fato ela cortou só as pontas. — Seu cabelo é bonito. O que achou? — perguntou parando ao meu lado, olhando meu reflexo. — Não cortei muito. Minha tia sempre fazia isso nos meus para evitar embaraçar com mais facilidade, por conta das pontas duplas. Vi que você tá sempre fazendo coque de qualquer jeito quando sai às pressas, porque com certeza tem preguiça de ficar desembaraçando eles. — Sorri confirmando.
— Obrigada.
— É... Kris? — chamou, parecendo sem jeito. — Quero te pedir duas coisas. — De repente ela pareceu tensa, começou a apertar as próprias mãos enquanto se apoiava de costas na pia.
— Fala — incentivei.
— Não pira ok? — Olhei para ela, temendo o que seria. — Se... Se eu te pedisse para encontrar a Charlotte aqui durante a festa, você faria isso por mim?
— O quê? — Ela não tinha algo mais fácil para pedir? Esse era o preço do corte? Bem alto por sinal.
— Por favor — pediu unindo as mãos e respirei fundo fechando os olhos. — Eu nunca te pedi nada.
— Para quê isso, Victoria?
— É ai que entra a segunda coisa. — Arqueei as sobrancelhas. — Eu quero que você beije ela. — Meus olhos quase saltaram ao ouvir aquele absurdo.
— Você ta pirada se acha que um corte de cabelo vale um encontro e um beijo em Charlotte. Que rolo é esse aí?
— Não tem nada a ver com o corte, é apenas algo que preciso que faça. Por favor, por favor!
— A Charlotte ia pirar e eu ia querer lavar minha boca com água sanitária. — Victoria riu, mas não vi graça.
Os dias seguintes foram uma droga de correria. A apresentação do projeto era sexta, eu só tinha dois dias para fazer então foquei nele e quando voltava para casa apenas me jogava na cama e praticamente entrava em coma. Victoria me ajudou no que pôde, mas já tínhamos outras coisas para fazer e eu não quis atrapalhar afinal ela parecia me evitar durante o dia nas aulas. Me perguntei se era algo relacionado as patricinhas ou ela apenas não queria que as pessoas pensassem que era uma de minhas ficantes, afinal na boca do povo se andasse muito comigo era sinal que eu estava pegando. Até parece!
Na sexta apresentei a porcaria do projeto e me livrei. No final do dia ajudei Mary com os preparativos da festa que seria no dia seguinte. As meninas já tinham vendido todos os ingressos e a renda foi boa, afinal com aquele bando de gente desesperada por farra não podia da outra.
A noite depois de toda a organização da festa quando entrei no quarto Vic me encarou de uma forma estranha e levantou da cama. Eu fiquei assustada, nunca mais ela tinha me olhado daquele jeito indecifrável.
— O que foi? — perguntei jogando as chaves sobre a cômoda.
— Kris o que você tem? — Coloquei as mãos na cintura encarando ela, com o cenho franzido.
— Olha, meu maior bem material até agora é um carro e físico tenho um imenso cansaço e dor de cabeça. — Ela riu suavizando a expressão do rosto.
— Eu quero dizer no sentido de todas as garotas gostarem de você. Eu não entendo!
— É, eu não sou nada gostável mesmo — falei indo até a cama e sentando. — Por que está tocando nesse assunto?
— A Amy quase me jogou da escada agora a pouco... — Ela parecia estranha, tinha alguma coisa ali que não estava me contando.
— Ela é louca? Vou acabar me estressando com essa garota, vou dar na cara dela! — Vic riu.
— Eu quem deveria fazer isso. — Observei ela ir até a cômoda onde pegou uma tesoura e a principio arregalei os olhos não entendendo. — Posso?
— Que susto fiquei em dúvida de desejava me matar ou Amy, com essa tesoura. — Ela riu com gosto e eu também.
— Só quero cuidar um pouco dos seus cabelos.
Fomos para o banheiro e sentei no vaso, ela passou uma escova antes de começar a cortar as pontas e agradeci mentalmente por alguém estar fazendo algo por meus cabelos já que eu vinha maltratando-os com a falta de atenção, sempre só fazendo coque no desespero e correria do dia a dia.
— Pronto! — anunciou. Levantei indo até o espelho concluindo que de fato ela cortou só as pontas. — Seu cabelo é bonito. O que achou? — perguntou ela parando ao meu lado, olhando meu reflexo. — Não cortei muito. Minha tia sempre fazia isso nos meus para evitar embaraçar com mais facilidade por conta das pontas duplas. Vi que você tá sempre fazendo coque de qualquer jeito quando sai às pressas porque com certeza tem preguiça de ficar desembaraçando eles. — Sorri confirmando.
— Obrigada.
— Kris? — chamou, parecendo sem jeito. — Quero te pedir duas coisas. — De repente ela pareceu tensa, começou a apertar as próprias mãos e apoiou-se de costas na pia.
— Fala — incentivei.
— Não pira ok? — Olhei para ela temendo o que seria. — Se... Se eu te pedisse para encontrar a Fernanda aqui durante a festa, você faria isso por mim?
— O quê? — Ela não tinha algo mais fácil para pedir? Esse era o preço do corte? Bem alto por sinal.
— Por favor — pediu unindo as mãos e respirei fundo fechando os olhos. — Eu nunca te pedi nada.
— Para quê isso, Victoria?
— É ai que entra a segunda coisa. — Arqueei as sobrancelhas. — Eu quero que você beije ela. — Meus olhos quase saltaram ao ouvir aquele absurdo.
— Você ta pirada se acha que um corte de cabelo vale um encontro e um beijo em Charlotte. Que rolo é esse aí?
— Não tem nada a ver com o corte, é apenas algo que preciso que faça. Por favor, por favor!
— A Charlotte ia pirar e eu ia querer lavar minha boca com água sanitária. — Victoria riu, mas não vi graça.
— Ela gosta de você. — Fiquei encarando-a esperando que dissesse que era uma brincadeira. — É verdade, ela me confessou isso hoje.
— Isso não faz sentido. Como é isso? Ela gosta de mim do nada? Todas as três decidem gostar de mim e você virou a cupido por acaso?
— Não... ai Kris, não me faça perguntas. Apenas me diga que vai me ajudar, por favor.
— Você quer me meter em um rolo e eu nem sei onde isso vai dar, mas... Ok, eu vou fazer essa palhaçada. Só que... — Levantei um dedo. — Você vai ficar me devendo uma. — Ela sorriu animada.
— Eu farei tudo o que quiser! — disse se jogando em meus braços e beijou minha bochecha.
No sábado, eu e as outras passamos o dia inteiro arrumando a casa para a festa. Victoria só apareceu ao entardecer, quando já estava tudo preparado e as garotas ficaram reclamando por ela não ter ajudado. Eu não sei que bicho mordeu ela, mas pegou dinheiro e jogou no chão da sala afirmando que se era para ficarem lhe enchendo a paciência, ela pagaria pelo ingresso. Em seguida subiu para o quarto, deixando todas embasbacadas.
— O que deu na Vic? — Cand me cutucou enquanto estávamos jogadas no sofá, cansadas.
— Eu não sei, acho que as Beta devem ter feito algo. — Levantei. — Vou lá ver.
Subi para o quarto onde a encontrei parecendo escolher um vestido para usar. Ela me olhou e sorriu, parecendo menos estressada do que antes.
— Algum problema? — perguntei analisando-a.
— Não. — Deu de ombros e girou segurando um vestido próximo ao corpo. — Gostou?
— É bonito, bem... Fofo. — Analisei.
— Você vai mesmo fazer aquilo, não é?
— Já disse que sim, não volto atrás. — Ela jogou o vestido sobre a cama e aproximou-se de mim.
— Olha, você espera ela começar a falar, mas não muito, tipo... Conta até vinte e então tasca um beijão — explicou. Eu não acreditava que estava me prestando a aquele papel. — Durante a festa eu vou passar por você e tocar em sua mão, essa vai ser a deixa para você subir aqui para o quarto.
— Ok, eu vou subir, contar até vinte e... — Puxei ela pela cintura colando seu corpo ao meu e sem aviso prévio selei nossos lábios.
Talvez meus neurônios tenham explodido nesse momento, para estar fazendo algo que possivelmente ela não quisesse. Ou minha sanidade tenha saído correndo. Minha alma provávelmente fugiu de meu corpo, por estar sendo impulsiva.
Afastei o rosto rapidamente e vi seus olhos ainda fechados, a boca rosada ainda estava entreaberta e eu não hesitei em voltar a unir nossos lábios, mas dessa vez minha língua pediu passagem e Victoria abriu um pouco a boca, permitindo. Mantive uma das mãos na cintura dela enquanto com a outra segurei seu rosto, ditando o ritmo lento do beijo. Era notável a falta de experiência, mas aos poucos estávamos em total sincronia.
Eu nem tinha planejado isso. Cogitei tocar nela? Sim! Mas beijar? Eu não tinha pensado sobre isso, no entanto meu corpo e mente provaram naquele momento que eu a queria bem mais que podia imaginar.
Durante minha vida universitária que já fiquei com varias garotas, jamais tinha sentido tanto medo de encarar alguma delas após o beijo. E caso não quisesse olhar bastaria lhe dar as costas e sair. Mas e agora? O que eu faria? Como agir? Eu fodi tudo!
Quando o ar nos faltou, tive que afastar meu rosto cessando o beijo. Abrimos os olhos ao mesmo tempo e nos encaramos ofegantes. Só então retirei minhas mãos dela e fechei os olhos, vasculhando minha mente em busca de palavras.
— Não... vamos falar sobre isso agora — falou e ao abrir os olhos novamente vendo ela já ir para o banheiro.
Desci para a festa quando a casa já estava lotada, o ambiente totalmente escuro deixando em evidência o neon nas paredes, em copos, bebidas, roupas e acessórios como colares e pulseiras que eram entregues logo na entrada. Havia também um cantinho onde as meninas faziam pinturas no corpo com tinta neon.
Peguei uma pulseira e um cordão, parando para observar o DJ que era realmente muito bom, por isso a festa já começou animada.
Se era para beijar Charlotte, eu ia pelo menos beber bastante antes disso ou nem conseguiria curtir a festa a espera de Victoria, que ficou no quarto ainda se arrumando.
Pensar nela me fazia perceber que realmente precisava beber.
— Vadia! — Ouvi o grito do Paul e logo ele estava me abraçando.
— Viado! — Retribui o abraço.
— Toma queria, essa aqui é para você fica doidona. — Me ofereceu a bebida em seu copo.
— Não quero ficar doidona, apenas corajosa o suficiente para lutar com um dragão. — Paul deu uma risada escandalosa.
— Ta desse jeito, matando cachorro a grito? Tanta gata te querendo e vai pegar dragão? — Sorri pegando a bebida e dei um gole. Tinha um gosto horrível, meio doce e ao engolir ficava amarga, queimando mais que o inferno.
— Na verdade hoje estou com uns planos sinistros — falei para ele que estendeu o braço.
— Olha, fiquei toda arrepiada. Você me da medo, Kristine! — Rindo peguei na mão dele e fomos até a mesa com as tintas.
— Tive uma idéia, mergulha a mão na tinta, depois pega nos meus peitos — sugeri e Paul riu alto.
— Mas tu ta na seca mesmo hein, querendo me fazer te apalpar mulher, tem tanta peituda por aqui. Por falar nisso, cadê a beata?
— Vai logo! — Retirei a bebida da mão dele e coloquei sobre a mesa, logo depois mergulhei uma das mãos dele na lata de tinta verde neon, em seguida coloquei em meu peito. Paul deu um grito tão alto que mesmo com o som acho ques a pessoas ouviram o escândalo.
— Depois dessa eu vou até me retirar, procurar meu bofe.
— Cadê ele? — O viado se embrenhou entre as pessoas e sumiu rapidinho. — Cretino!
Depois disso fui pegar uma cerveja e fiquei dançando entre as pessoas sem me importar muito com quem estava ao redor, isso até ver alguém caminhando com o vestido repleto de mãos laranja e verde neon. Pelo visto não fui a única que tive a idéia. Quando a pessoa se aproximou notei ser Victoria.
— Achei você! — disse batendo a garrafa de bebida na minha lata.
— Quanta mão hein. — Dei um gole na cerveja enquanto ela se aproximava para falar próximo ao meu ouvido.
— O que disse? — perguntou.
— Nada! — Dei o último gole em minha bebida e tomei a garrafa da mão dela. — Vê se não exagera no álcool — falei alto em seu ouvido e ela respondeu da mesma forma.
— Ok, ladra! — Antes de sair beijou meu pescoço e logo me deu as costas.
Sorte que não dava para ver a minha cara de otária no meio da sala, sentindo um arrepio por todo o corpo. Ela queria me enlouquecer?
Tomei três bebidas depois que Victoria sumiu. Depois dancei bastante. Não reparei em ninguém, não estava afim de ficar observando quem estava ou não na festa, queria apenas dançar e me divertir, até sentir alguém pegar em minha mão e parei vendo ser a Vic, que logo caminhou entre as pessoas. Assim que sumiu, tomei o resto de minha cerveja e caminhei para a escada. Subi para o quarto e ao entrar fiquei andando de um lado para o outro, impaciente.
Se era para fazer, que fosse logo, não estava com saco. Estava prestes a ir na porta olhar, quando Charlotte entrou de repente e paralisou quando nossos olhos se encontraram. Tive vontade de puxar ela e acabar com aquilo de uma vez, mas fiquei esperado que saísse daquele estado e viesse até mim.
— Kris... — Fiquei olhando ela dar um e dois passos em minha direção, bem lentamente.
— Pode entrar eu não mordo — falei impaciente.
Ela parou à minha frente, então decidi que ia começar a contar mentalmente até vinte. Tentei ao máximo não rir quando pensei nisso. Enquanto ela baixava a cabeça e voltava a me olhar, eu já estava em dez.
— Bem eu... — Cheguei ao quinze e ela ainda estava travada. — Eu quero falar com você porque... — No dezenove eu já não aguentei mais, segurei em seus ombros e ela arregalou os olhos.
Beijei a boca de Charlotte tão de repente que até eu fiquei sem reação inicial, quando nossos lábios de chocaram. Pensei em me afastar e não seguir com aquilo, mas ela me impediu e aprofundou o beijo. Ela não beijava tão mal, mas não era o que eu queria naquele momento.
Nem se comparava com o beijo com Victoria. Quando pensei nela, senti uma certa repulsa pela boca que estava beijando naquele momento e quando decidi me afastar ouvi a porta sendo aberta.
— Charlotte! — O grito fez a loira me empurrar e quase cai para trás, mas por sorte bati contra a parede. Vi Ashley caminhar até a amiga e deferir um tapa tão forte que doeu até em mim. — Não passa de falsa, uma vagabun... — Charlotte devolveu o tapa na mesma hora e as duas começaram a se engalfinhar, ali na minha frente.
Eu quase ri vendo a cena das duas agarradas nos cabelos uma da outra. Se soubesse que o plano era para presenciar aquilo, teria feito com bem mais bom grado. Rapidamente retirei o celular do bolso e comecei a gravar a cena bizarra. Vic surgiu na porta de repente e de início ela riu, mas logo ficou séria.
— Vamos Kris, me ajuda a separar as duas!
— Deixa elas — falei prendendo o riso porque elas ficavam só perdendo o cabelo uma da outra enquanto se xingavam.
Victoria tentou agarrar Ashley, mas estava difícil, então parei de gravar e fui segurar Charlotte.
— Ash, calma! — dizia Victoria que arrastou a outra para fora do quarto enquanto Charlotte tentava se soltar, enlouquecida, chegando até a me machucar. Virei ela de frente para mim e lhe dei mais um tapa que a fez parar de olhos arregalados, com a mão no rosto, onde bati
— Desculpa, era apenas para que você parasse de espernear, meus braços estavam doendo — falei me alongando.
— Por que me beijou? — Essa parte a Vic não me falou o que fazer.
— Porque estávamos eu e você aqui, eu quis te beijar e beijei. Bom, agora que está tudo bem... — Sai do quarto deixando ela para trás, no intuito de voltar para a festa, pensando sobre depois bater um papo com minha colega de quarto porque aquilo estava muito estranho, mas enquanto estava no corredor do segundo andar ouvi a voz de Ashley, vindo do outro corredor e decidi ir até lá. Ela estava sentada no chão do corredor, chorando, com Vic ao seu lado.
— Eu sempre confiei nela, jamais imaginei que faria isso pelas minhas costas.
— Você tem razão, ela foi uma falsa indo se jogar encima da Kris, quando sabia que que você tem sentimentos por ela — disse Vic e cruzei os braços, me encostando na parede, notando que nenhuma das duas me viu ali.
— C-como você sabe disso? A Kris contou?
— Bem... — Ela secou as lágrimas no rosto da outra. — Enfim Ash, saiba que estou aqui e vou sempre estar para te ajudar no que for preciso.
— Ainda bem que tenho você. — Ashley fungou e as duas se abraçam.
Vic manteve um sorriso que me causou náuseas, mas quando seus olhos encontram os meus, ela ficou séria. Dei-lhe as costas e desci a escada, quando cheguei ao primeiro andar ouvi meu nome, era ela que me seguia.
— Não quero papo com você Victoria — falei sem parar de andar.
— Kris eu... — Virei para ela que parou no mesmo momento, quase se chocando contra mim.
— Você é uma cobra igual elas!
— Não! — gritou de volta.
— Não nega, Victoria. Armou todo aquele joguinho para intrigar as duas e depois bancar a boa moça com a Ashley. Eu não te reconheço, garota! — Dei-lhe as costas, indo para a saída da casa.
— Kris, me escuta!
— Escutar o quê? Que você me usou em troca de uma idiotice? — Eu caminhava rápido para fora e ela tentava me alcançar. — Como pude ser tão idiota?
— Me deixa explicar, por favor! — Parei virando novamente para ela. — Charlotte me odeia, ouvi ela falando coisas horríveis sobre mim e planejando fazer alguma coisa para me afastar da Ashley. Eu sei que errei...
— Ainda bem que você sabe, porque armar uma situação dessas não te torna melhor que ela. Se igualou ao nível das duas que sempre resolveram as coisas assim, armando, mentindo e manipulando as pessoas. Você deve se envergonhar muito agora porque só assim pode ser que ainda exista alguma esperança de que não se torne completamente alguém como a maioria das garotas desse lugar. — Levei as mãos até o fecho do colar.
— Não faz isso — perdiu.
Peguei a mão dela e coloquei o objeto na palma
— Você quem não sabe o verdadeiro valor disso. Quando aprender talvez nós possamos conversar, agora me deixa!
Voltei para dentro, deixando ela para trás.
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Atualizado até capítulo 42
Comments
Mary Lima
O tiro saiu pela culatra /Skull//Skull//Skull//Skull//Skull/
2024-08-07
0
A.G
Uau que paulada 👀
2024-06-13
3
A.G
Kkkkkkkkkk credo
2024-06-13
0