12 • Bêbada

...POV Kris...

Eu passaria horas e horas beijando aquela boca, mas nós precisávamos respirar. Quando paramos e nos encaramos ela estava tão linda vermelha, com os lábios rosados, sorrindo de maneira tímida.

Vic pegou o colar em minha mão e colocou em meu pescoço.

Assinei meu atestado de burra no momento em que perdoei ela? Talvez sim. E corria o risco de usufruir desse atestado muitas outras vezes. Era óbvio que ela ainda tinha muito o que aprender e eu também. Recomeçamos justo com aquela forma de reatar uma amizade aos beijos.

— Kris? — chamou ela que estava atrás de mim na cama, após fechar o colar. — Quantas pessoas tem na sua lista de idiotas que mais gostou de beijar?

Tentei prender o riso ao ouvir aquilo.

— Algumas... — Nem fodendo eu ia admitir que ela estava lá no topo.

— Algumas?

Virei para ela.

— Posso te pedir uma coisa? — Ela confirmou. — Me ajuda com os trabalhos? Eu nem sei por onde começar. — Ela sorriu confirmando.

Certo, eu estava sendo meio covarde fugindo do assunto, mas porque éramos colegas de quarto e eu não sabia como lidar com ela depois. Novamente vinha aquele pensamento de que ela não era como nenhuma outra garota com quem fiquei alí e não fazia idéia de qual seria sua próxima reação. Naquele momento me beijava, mas e depois? Porque exatamente eu temia aquele depois, não sei, mas preferia ir com calma.

Começamos a estudar e já era tarde quando pedimos algo para comer. Quando acabamos estavamos cansadas então tomamos banho antes de dormir, ou tentar, já que eu ainda permaneci pensando sobre nosso beijo durante horas.

Na manhã seguinte quando saí da casa Victoria me esperava encostada a meu carro. Sorri indo até ela que observou minha aproximação.

— Acorda — disse ela.

Minha cara devia estar horrível.

— Por que vai atrasada comigo hoje? — Abri o carro e joguei minhas coisas no banco de trás.

— Dormi demais, decidi te esperar.

A manhã correu normal, tirando o fato de ver que Candice e Victoria estavam novamente andando juntas. Enquanto eu conversava com Paul, que contava sobre seu aniversário que seria comemorado no clube, vi as duas sentando em uma mesa a uma certa distância de nós na hora do almoço.

...POV Victoria...

Baixei a cabeça sentindo meu rosto esquentar, mesmo assim não conseguia tirar os olhos dela. Tão linda, sentada toda largadona na cadeira enquanto brincava com a comida e falava alguma coisa com o amigo. Uma estranha sensação girava em meu estômago desde a noite anterior e eu estava me esforçando para não me aproximar ou ela ia se sentir sufocada por tanto grude.

— Estou feliz que estamos bem novamente — falou Candice chamando minha atenção.

— Eu também. Fui uma tonta por deixar que o Matt me influenciasse. — Peguei meu copo de suco e tomei.

— Você ainda anda com a Charlotte e a Ashley? —  Neguei, não queria falar sobre aquilo. — Aconteceu alguma coisa?

— Não temos muito a ver. — Dei de ombros.

— Mas por outro lado com a Kris... — Candice deu um sorrisinho e virou o rosto para olhar ela que nos olhou no mesmo momento e a loira acenou.

— O quê?

— Já rolou, não foi? — Arregalei os olhos.

— Rolou o quê? — Me fiz de desentendida.

— Você sabe... — Neguei. — Vocês duas sozinhas naquele quarto e nada? Ta bom, vou fingir que acredito.

— Você está falando sobre...

— Sexo! — Meus olhos quase saltaram e ela gargalhou.

—  Esta louca? Nós não temos nada!

— Sexo sem compromisso.

— Eu não faço esse tipo de coisa. — Ela bufou desacreditada.

— Mas pelo menos confessa que esta afim dela, seus olhos mudam quando a olha.

— Priou?

— Por que? Tantas gostam dela, já é algo natural aqui.

Natural para quem? Apenas naquele mundinho em que viviam como universitários enlouquecidos por festas, sexo, reconhecimento, boa ou má reputação, vivendo de maneira tão diferente do resto do mundo que para mim ainda era assustador.

— Ela sempre foi assim? — perguntei.

— Assim como? — Franziu a testa.

— Assim sabe... todas querendo.

— Assim que chegou aqui, na primeira festa beijou umas cinco meninas, tipo quase ao mesmo tempo, em uma rodinha de amigas que se meteu, depois disso todos a conheciam e ela conheceu todos. Quem ficava com ela comentava com outras e assim despertava a curiosidade sobre o que Kristine Blake tinha de tão especial. Aí já viu né? A lista só aumentou.

— E você, como se aproximou dela?

— Antes de todos porque levei ela até o quarto, assim como fiz com você. — Ela sorriu. — A Kris sempre foi a mais louca e depois que conheceu o Paul se meteu em muitas brigas onde ela nem era o foco, mas sempre se tornava. — Acabei rindo ao imaginar ela brigando.

— Mesmo assim acho que ela parece tão...

— Solitária? — completou.

Era isso. Eu não me aproximava durante o dia e ela estava sempre sozinha e na hora do almoço, às vezes, com o Paul.

— Ela interage mais fora daqui, quero dizer, quando esta bêbada. — Candice riu. — Bem na dela, mas a gente sabe que se precisar vai ter alguém por perto.

— Você gosta dela. — Olhamos na direção dela que ria batendo na mesa.

— Não somos necessariamente amigas, mas... Sabe aquela pessoa que vai sempre te abrir os olhos? Ela é muito sincera, acho que todas merecwm uma Kris em suas vidas. — Nós duas rimos. — Foi quem me abriu os olhos em relação ao Matr. Acho que não tem como não gostar dela. Mas por outro lado, acho uma furada se apaixonar por ela, nunca a vi se apaixonar por ninguém, a única pessoa na vida que é apegada é o Paul. Acho que são almas gêmeas.

— Tem razão — confirmei.

— Olha a hora! — Ela levantou rapidamente. — Vou para a aula. — A loira mandou beijos e saiu quase correndo.

Olhei novamente na direção da Kris que continuava parecendo alheia a tudo, em uma conversa divertida com o amigo.

...POV Kris...

— No final ele saiu correndo feito um louco atrás de mim e eu banquei a indiferente. — Ri ouvindo a história de Paul sobre o fora que deu no cara que antes morria de amores, mas nunca teve uma chance.

— Eu não entendo, até pouco tempo você estava super louco atrás daquele panaca, agora esta aí, bancando a indiferente — imitei a voz dele. — Quem é esse ficante secreto? Não confia mais em mim por acaso?

— Você sabe que não é isso. É complicado ficar com alguém que não pode se assumir. — Fez um beicinho e tive que confirmar.

— Tem razão — falei e ele me olhou com um sorriso sacana.

— Você sabe do que estou falando, pois até hoje não confessou que está pegando a beata. — Olhei na direção de Victoria que levantava da mesa.

— Eu não tenho o que confessar. —  Fiquei de pé. — Depois a gente se fala.

— A cretina ainda nega! — gritou ele enquanto eu caminhava até Vic.

— Ei, quer que eu te leve ao Pub depois da aula? — Ela pareceu pensar antes.

— Não queria te incomodar, mas... Aceito.

— Então a gente se fala mais tarde. — Me despedi dela e segui para o banheiro.

Durante a tarde fiquei imaginando Victoria trabalhando em um pub com um bando de caras dando encima dela. Me dava até nervoso imaginar tal cena, mas se ela queria, quem era eu para discordar?

Após a aula nos encontramos no estacionamento e fomos direto para lá. Ela estava muito ansiosa e claramente nervosa. Não parava de perguntar se daria certo, o que aconteceria de errado e todo um blá blá blá, até eu estacionar em frente ao local.

— Vai dar tudo certo — afirmei, antes que saíssemos do carro.

— Obrigada! —  Nós caminhamos até o pub e ao entrarmos notei mais gente que no outro dia, afinal era fim de tarde.

O tal Simon abriu um sorriso ao ver Victoria a meu lado e revirei os olhos vendo-o se aproximar.

— Você veio salvar minha vida — falou.

— Sempre quis ser uma super heroína! — respondeu toda brincalhona.

— Venha, vou te dar seu uniforme. — Franzi o cenho vendo-o levar ela até uma porta do outro lado do balcão.

Caminhei pelo local e sentei em um banco, encostada ao balcão, onde fiquei tamborilando os dedos no mesmo, impaciente a espera dos dois.

Já estava passando a mão pelos cabelos, nervosa, um novo tique que adquiri nas últimas semanas, quando de repente Simon passou pela porta indo direto atender um cliente. Suspirei, ainda a espera e então ele voltou para o outro lado do balcão.

— Quer alguma coisa? — perguntou.

— Tenho que consumir para ficar aqui?

— Seria bom. — Bufei, já de saco cheio daquele cara todo metido a gente boa.

— Então me dá aí uma cerveja.

Victoria apareceu de repente e eu fiquei congelada, observando acena. Ela caminhou em minha direção usando uma vestidinho que me deixou babando, mas pela minha visão periférica percebi que não só eu, Simon estava vidrado nela. Olhei para os fregueses e estavam se entortando para também olhar ela que exibia as pernas no curto vestido de saia rodada com babados. Para completar seu busto ficava muito em evidência. Parecia mais uma fantasia para joguinhos sexuais do que um uniforme.

— Como estou? — Ela deu uma voltinha ao chegar à minha frente e parou colocando as mãos na cintura.

— Linda — respondi em coro com o tal Simon e olhei para ele, desejando fuzilar aquele mané ali mesmo.

— Eu adorei, ficou ótimo! — disse ela toda animada.

— Parece que foi feito para você — falou Simon. — Esta perfeita. — Encarei ele novamente. — Nossa eu... Nem tenho mais palavras pra descrever. — Bati no balcão.

— Devia estar trabalhando! Cadê minha cerveja? Desse jeito o lugar nunca vai pra frente. Se quer ficar dependendo da beleza de sua funcionária, melhor abrir uma boate de strip!

— Kris! — Vic me cutucou.

— Estressadinha essa sua amiga, não é? — disse o idiota indo pegar a cerveja.

— Desculpa — respondeu Vic, sorrindo sem graça.

— Não peça desculpas por mim. — Bufei, tomando a cerveja da mão do babaca.

— Bem, eu vou começar a me mexer, pois estão me chamando ali. — Um cara grandão acenou para ela que sorriu acenando de volta. — Vou lá!

Perdi as contas depois da décima primeira cerveja que tomei. Olha que eu estava tomando devagar, senão ia falir meus pais de tanto beber esperando que o tempo passasse e nada. O lugar estava lotado e Victoria não parou um segundo.

Às onze da noite eu estava em um estado lastimável, visivelmente embriagada, conversando animadamente com um baixinho que na maior parte do tempo contou como era a vida em um barco de pescar camarões.

— Kris, você não acha que bebeu demais? — cochichou Victoria em meu ouvido.

— Relaxa, eu não estou bêbada ainda — respondi, sentindo dificuldade para falar na velocidade que gostaria.

Droga, eu realmente estou bêbada.

— Imagina só se tivesse. — Virei para olha-la cruzando os braços, fazendo seus peitos quase saltar do vestido, então a fiz descruza-los antes que alguém visse. — Olha, falta pouco tempo para que eu saia então manera aí. — Vic piscou para mim antes me dar as costas.

— Essa garota é muito gostosa — disse o bêbado baixinho, ao meu lado.

— Olha o respeito! — falei pegando o copo de bebida que estava a minha frente e tomei o que restava.

— Eu com uma dessas faria loucuras, pegaria ela até o dia amanhecer. — Olhei para trás e observei a Vic. — Mas tenho a Rosita — disse ele me fazendo arquear uma sobrancelha. — Ela mora comigo no barco de camarões. Uma belezinha.

— Deve ser bem cheirosa — comentei dando um tapinha no ombro dele.

Quando dei por mim Victoria já me puxava pelo braço para a saída, enquanto eu me despedia acenando para o baixinho da pesca. O Pub já tinha poucas pessoas, provavelmente era mais de meia noite quando eu era arrastada até meu carro.

— Kris como vamos para casa?

— Você não sabe dirigir? — perguntei retirando a chave do bolso.

— Não! — respondeu passando a mão na testa.

— Perfeito! — Chutei o pneu do carro.

Eu mal conseguia andar imagine só dirigir. Segurei na mão dela, entrelaçando nossos dedos e a puxei.

— Como você não sabe dirigir? — reclamei.

— Amiga! — Olhei na direção do pescador que saía do Pub. — Ei parceira! Tenha uma fodinha gostosa. — Ele acenou e eu sorri acenando de volta.

— Misericórdia! — Victoria me reprovou com o olhar e pegou a chave de minha mão, ela abriu o carro e se inclinou para pegar as coisas no banco, não resisti e dei um tapa em sua bunda. — Kris! —  Virou o rosto me olhando assustada, mas ainda inclinada, então me inclinei um pouco sobre ela e deslizei a mão por suas coxas, subindo o vestido. — O quê está fazendo? — Ela me empurrou com a bunda e sorri afastando, então ela ficou  de pé e segurei em sua cintura.

— Sabia que suar ajuda? —  Baixei o rosto até seu pescoço, onde depositei um beijo e senti ela estremecer. — Com o álcool.

— Kristine, você... Você fumou?

— Foi só um trago — respondi e ela colocou as mãos em meus ombros me afastando — Escuta aqui mocinha, se você não parar com isso agora, nunca mais vai poder ficar comigo aqui no Pub.

— Vamos Vic, só um oral, você vai gostar...

— O-o quê? — perguntou ela de olhos arregalados. — Eu vou fingir que não ouvi isso! — Saiu andando apressada sem sequer pegar as coisas, então fechei a porta do carro e tentei correr atrás dela.

— Espera aí! — gritei, seguindo com meus maravilhosos reflexos, quase tropeçando em meus próprios pés. De repente ela parou diante de uma fonte e sentou na lateral, me aproximei e sentei ao lado.

— Vou chamar um táxi — disse pegando o celular.

— Espera! — Enquanto sentava ao lado segurei no braço dela que se desequilibrou e do nada caiu para trás, dentro da fonte, me levando junto. Senti uma dor nas costas e cabeça enquanto ouvia o grito de Victoria que logo levantou e eu sentei vendo ela de pé toda ensopada.

— Kristine você está impossível! — Cai na gargalhada, puxando-a de volta para a água e ela também riu jogando água em minha cara, finalmente relaxando, saindo daquela postura de mãe repreensora.

— Ei vocês! — Escutamos uma voz masculina gritando. — É proibido entrar aí.

— O guarda!— gritou Victoria ficando de pé, me puxando.

Eu quase não consegui levantar, mas quando o fiz, passei a pequena mureta e sai correndo, toda torta junto a Vic que ria descontroladamente. Não paramos de correr até chegarmos a uma rua pouco movimentada. Ambas colocamos as mãos nos joelhos, respirando ofegantes.

— Não fica assim senão eu te pego. — Ela me olhou confusa e então percebeu onde eu estava olhando e rapidamente se endireitou.

Seus peitos quase saltavam para fora e a visão anterior estava maravilhosa.

— Nunca imaginei que fosse tão tarada — disse. — Estamos ensopadas, quem vai permitir que entremos em um carro nesse estado?

— Estamos ferradas.

— Graças a quem? Estamos muito longe da universidade e já é bem tarde... Espera. — Ela saiu correndo atravessando a rua, indo até uns caras que conversavam na outra calçada.

Nem acreditei.

— Victoria volta aqui! — gritei e ela mostrou a mão pedindo para que esperasse. Observei ela falar com os caras enquanto eu enfiava a mão no bolso puxando o celular todo molhado. — Droga! — Voltei a olhar para ela que já voltava correndo.

— Vamos, tem um hotel naquela direção — disse ela.

Caminhamos um quarteirão até chegar ao local típico de filmes, onde havia uma mulher na recepção.

— Basta um quarto — falei. — Para economizar.

— Tá, tá!— concordou Victoria.

Quando fui pagar a mulher encarou as notas que davam para espremer e delas jorrar água, depois me encarou parecendo que ia me bater, mesmo assim recebeu.

— É quarto de casal — informou.

— Perfeito — falei.

— Ai senhor — Victoria resmungou pegando a chave da mão da mulher.

Quando entramos percebemos que não era tão ruim, mas também não era bom.

Pelo menos tem toalhas.

—  Vou tomar banho e colocar minha roupa para secar — disse Vic e arqueei uma sobrancelha. — Depois eu não sei.

— Pode ficar nua, eu não me importo. — Dei de ombros tentando parecer indiferente.

— Sei... — Ela entrou no banheiro e retirei as coisas dos meus bolsos. Logo depois tirei os sapatos e a roupa toda. Me enrolei na toalha, saí do quarto e estendi a roupa na grade de proteção lá fora, quando voltei para dentro fui direto para o banheiro onde entrei e Victoria gritou na mesma hora. — Kristine!

— Até parece que eu nunca te vi nua.

— Você não estava tão tarada como hoje! — Dei uma gargalhada indo até ela.

— Eu não vou arrancar nenhum pecadinho desse teu corpo... — Me livrei da toalha e entrei embaixo do chuveiro enquanto ela dava um passo atrás. — Maravilhoso.

— Para Kris!— Vic me deu as costas para pegar a toalha, mas puxei seu corpo para junto ao meu. E, nossa! Meu corpo acendeu de forma absurda ao sentir sua pele em contato com meus seios.  — Kris... — Deslizei as mãos por sua barriga, mas ela conseguiu virar e me encarar. — Eu sei que as pessoas quando estão bêbadas fazem e falam coisas que desejam quando estão sóbrias e quando você estiver completamente sobria eu vou lembrar disso!

Ela me deu as costas, pegou a toalha e saiu do banheiro.

...***...

...Obs: gente perdão pelo capituoo 10 que postei errado um trecho. Essa história é originalmente Vic e Kris, mas um tempo atrás fiz uma versão fic e mudei os nomes, agora tô editando de volta pro original, mas com as modificações que fiz na fic. Acho que eu postei esse capítulo bêbada de sono e foi errado, não entendi bem pq ficou assim. ...

...Por favor avisem caso volte a acontexer....

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Comments

Mary Lima

Mary Lima

Será que vai rolar hothothot/Tongue/

2024-08-07

0

é o mattr eu tenho certeza disso

2024-05-05

3

Cleidiane Oliveira

Cleidiane Oliveira

QUERO MAIS..

2023-01-04

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