13 • Casalzinho

...POV Victoria...

Eu saí do banheiro me secando tão rápido quanto o flash e me enfiei embaixo das cobertas. temendo que a taradona chegasse e tentasse me apalpar inteira. Meu rosto chegou a queimar lembrando de todas as coisas que ela disse e o quanto tentou me tocar.

Senti a cama se movendo e petrifiquei ao perceber que ela estava deitando atrás de mim. E para minha surpresa, ou nem tanto assim, colocou o queixo em meu ombro. Imediatamente fechei os olhos.

— Vic? Eu sei que esta acordada.

— Quando você estiver cem por cento sóbria a gente conversa. —  Seu rosto estava tão perto que eu sentia umas coisas estranhas em meu estômago.

—  Tudo bem. — Retirou o queixo de meu ombro e virei para olhar ela que deitou-se apoiando o cotovelo no travesseiro, me olhando. Percebi que estava nua encima do edredom.

— Seus cabelos estão úmidos — falei e ela balançou a cabeça fazendo cair gotas d'água. — Para com isso! — Kris riu e eu segurei o rosto dela impedindo que movesse a cabeça, mas a doida deitou a cabeça no travesseiro me puxando pelos braços, fazendo com que ficasse com metade do corpo encima dela. Fiquei extremamente vermelha, mas não deixei de pensar que seria perfeito se nos beijássemos nesse momento.

Eu até ia ignorar o fato dela ter fumado, só não queria ser eu quem tomaria a iniciativa novamente, mas nem pude pensar muito sobre isso, pois ela colocou a mão em minha nuca e logo sua língua estava invadindo minha boca. Eu senti todo pedacinho de mim estremecer e em seguida queimar de forma que nunca imaginei antes. Suas mãos estavam impulsivas, passando por minhas costas nuas, descendo em direção a minha bunda. Entre nós ainda estava a coberta, caso contrário eu nem sei se poderia resistir ao momento.

Kris mordiscou meu lábio e sugou o mesmo devagar, depois beijou o canto de minha boca e desceu para o queixo, logo estava beijando meu pescoço. Um gemido escapou por meus lábios e fiquei assustada pelo poder que aquilo teve sobre mim. Ao sentir a boca dela naquele local meu corpo teve reações indescritíveis, mas não tão intensas como quando senti a mão dela em meu seio, brincando com o mamilo.

— Kris.... — Minha voz saiu em um tom diferente, eu estava me sentindo mole demais, diria que entregue a aquelas sensações.

Meu cérebro gritava para manter o controle, mas meu corpo estava pedindo por mais do que ela tinha a me oferecer.

Rapidamente ela me fez deitar e puxou o lençol, nossos olhos se encontraram enquanto ela vinha para cima de mim. Eu me sentia ofegante e excitada como jamais imaginei na vida. Desejava dizer algo, mas não conseguia.

Kris inclinou-se sobre mim e arfei ao sentir seu corpo nu junto ao meu, novamente me beijando. Eu não queria fugir, mesmo que parte de mim gritasse que era um erro e desejava que minha primeira vez não fosse daquela forma, com ela embriagada em um quarto de hotel.

Senti a mão afoita descendo por minha barriga e estremeci. Metade de mim queria demais, mas não dava para ser assim. Eu não sou assim. Juntei todas as minhas forças e empurrei levemente o corpo dela que pareceu entender e me encarou.

— Podemos fazer... Falar sobre isso depois? — As palavras saíram com dificuldade.

— Tudo bem. — Ela ficou me encarando um pouco, então saiu de cima de mim e imediatamente puxei o lençol para me cobrir. — Desculpa.

— Não, olha vamos esperar até o dia amanhecer e depois conversamos sobre isso. Agora vamos dormir por favor, ainda temos aula. — Ela deitou ao lado e ficou em silêncio.

Virei de costas, tentando controlar meu corpo enquanto pesava no quanto gostei de ter ela no pub, mesmo que bebendo o tempo todo, me senti segura e não tão sozinha em meio a aquele monte de gente estranha. Kris parecia se sentir a vontade, até fez amizade com um baixinho. Suas loucuras me deixaram espantada e me divertiram muito, apesar de as vezes sentir um pouquinho de raiva por ela não se controlar em público.

Nossa ligação as vezes parecia ir além da amizade, mas não chegava ao ponto de sermos um casal. As vezes eu sentia medo dela simplesmente cansar e ir se divertir com qualquer outra pessoa.

Quando o dia amanheceu nós voltamos até o estacionamento do Pub e fomos para casa nos trocar. Kris estava com uma cara que preferi nem puxar conversa, ela devia estar muito mal humorada, mas não era pra menos, bebeu todas e ainda por cima deve ter dormido pouco e ruim naquela cama dura e desconfortável.

Assim que chegamos eu fui procurar algo para vestir, mas Kris jogou-se na cama e enquanto eu entrava e saía do banheiro ela já tinha apagado. Decidi não acorda-la, deixei que se recuperasse da ressaca.

...(...)...

— Victoria? — Ouvi a voz de Charlotte assim que coloquei os pés no prédio da universidade.

Eu não entendia o motivo dela ainda estar falando comigo, afinal afirmei ser muito amiga da Kris e que apesar da armação eu preferia ficar com ela. 

— Vai ao jogo no sábado?

— Não sei. — Provavelmente eu ia trabalhar, mas jamais contaria isso a alguém alí.

— Tem que ir, eu e a Ashley vamos voltar com a Cheerleaders.

Elas eram realmente inseparáveis.

— Hm talvez eu vá. — Forcei um sorriso. — Tchau!

O dia foi chato sem ter a Kris para observar, vendo aquelas caras e bocas dela durante o almoço. Eu quase dormi durante as aulas, mas fui forçada a interagir na sala durante uma dinâmica. Quando finalmente chegou a hora de ir embora, saí quase correndo, pois ainda tinha que passar na casa antes ir para o Pub, mas quando saí do prédio avistei Kristine na calçada, parecendo distraída.

Me esperando?

Não pude deixar de suspirar feito boba enquanto me aproximava e literalmente pulei encima dela que cambaleou e ambas caímos na grama. Eu ri descontroladamente, jogada no chão, lembrando da noite anterior em que caímos na fonte. Tudo bem que daquela vez ela tinha caído encima de mim e bati a cabeça no chão, mas nada demais.

— Você é doida! — disse enquanto saia de cima de mim que permaneci rindo e ela sorriu me estendendo a mão.

— Oi casalzinho — falou Cand passando por nós e fiquei sem graça ao perceber que todos começavam a sair naquela hora.

— Veio me buscar? — perguntei para Kris tentando ignorar o comentário da loira.

— Sim e trouxe seu vestido.

Sorri animada, desejando beijar-lhe em agradecimento, mas na bochecha, porém nem isso eu tinha coragem naquele momento porque estávamos rodeadas de pessoas.

— Então vamos logo! — falei já indo para o carro e assim que entramos joguei minhas coisas no banco de trás. — Como foi seu dia?

— Dormi bastante. — Observei seus olhos meio inchados, confirmando aquilo.

— Senti... Sua falta por aqui.

— Sério? — Fiquei sem graça e olhei para o lado de fora do carro enquanto confirmava com a cabeça.

— Você não vai beber hoje, né? — Ela deu uma gargalhada me fazendo olha-la.

— Está com medo beatinha?  — provocou enquanto, com uma mão em forma de garra, passava por meu rosto, sem tirar os olhos da estrada.

—  Claro! — Afastei a mão dela. — Você é muito atrevida.

Ficamos em silêncio por um tempo em que eu ficava observando a paisagem e pensando no quanto é bom ter ela por perto.

— Podemos falar sobre aquilo agora? — perguntou de repente.

— Agora? — Senti um frio na barriga.

— Sim, não gosto de deixar as coisas para depois.

— Melhor esperar eu sair do Pub. — Estava nervosa em nível master.

— Desculpa por ontem. —  Até o tom de voz dela mudou, parecia sem jeito ao dizer aquilo. Seus olhos estavam fixos na estrada e eu entendi o motivo dela desejar falar naquele momento em que dirigia. — Tirando a parte idiota e insistente, de fato não foi só por causa do álcool. Eu quero transar com você, mas não quero banalizar seu momento, como acha que fiz com o beijo.

—  Espera... —  Coloquei a mão no peito e respirei fundo, tentando organizar as idéias. — Isso é muito constrangedor.

Nunca na vida pensei viver algo daquele tipo, era uma coisa que eu só via nos filmes que assistia escondida e ainda por cima era entre casais hétero. Nunca sequer passou por minha cabeça assistir algo que duas mulheres protagonizavam.

Seria o caso de começar a procurar?

Era estranho não ter referências ou informações, tudo estava acontecendo muito rápido e eu não sabia como reagir. Era muito novo e antes eu afirmaria ser somente estranho, mas naquele momento era um estranho bom.

Na época da escola, até fiquei sabendo sobre alguma garota tendo caso com outra, mas pareciam apenas fofocas. Todas as minhas amigas eram bem parecidas comigo e nós tínhamos os mesmos propósitos de ir para a faculdade nos divertir e nos tornar garotas populares. Após formadas iriamos nos reencontrar e queríamos já estar noivas. Eu sempre sonhei em casar e ter filhos, mesmo sem nunca ter namorado.

O casamento era algo que minha mãe sempre fez parecer lindo e mágico na vida de uma mulher e eu queria viver isso, mas aí veio a Kris e minha vida se tornou imprevisível.

Acho que estou apaixonada e como a Candice disse, devo estar em uma furada, mas eu vou fazer o quê? Se até um dia que fico longe dela é ruim.

— No quê está pensando? — perguntou ela e então percebi que fiquei tempo demais pensativa, já tínhamos até chegado.

— No quanto tudo isso é novo para mim — confessei. — Mas é bom e eu quero me permitir viver.

— Não vai se arrepender. — Kris piscou me fazendo rir e nós duas saimos do carro.

— Venho te pegar — disse ela parada do outro lado do veículo.

— Não vai ficar? — Fiz a volta no carro, me aproximando.

— Não, vou encontrar o Paul.

Fiquei meio desanimada.

— Ta, então... — Olhei para os lados. — Seria estranho se eu te pedisse um beijo? — Ela baixou a cabeça sorrindo e me achei uma trouxa.

Kris colocou a mão em meu rosto acariciando e fechei os olhos com o toque, senti que ela diminuiu a distância entre nós e quando abri os olhos seu rosto estava muito perto. Sua outra mão também veio para meu rosto e ela roçou os lábios nos meus que ansiei por sentir sua boca junto a minha.

— Parceira! — Ouvimos um homem gritar, por isso me afastei rapidamente. —  Dê uma pegada de jeito! — Kris sorrio fazendo sinal com o polegar em direção ao homem baixinho que notei ser o mesmo da noite passada.

— Está na minha hora. — Beijei a bochecha dela e saí correndo para a entrada do pub.

— Ei, o vestido! — gritou e dei meia volta ao ouvir ela que logo veio ao meu encontro.

Quando peguei a sacola Kris me puxou pela cintura e beijou minha boca de repente. Foi um beijo de tirar o fôlego. Suas mãos me apertaram de forma possessiva enquanto os lábios e língua moviam-se de forma gostosa. Bom era pouco para descrever, aquilo era ótimo, mas infelizmente nos afastamos na melhor parte.

— Cuidado, qualquer coisa me liga. — Eu ainda estava entorpecida.

— Kris... — falei baixinho, antes de me afastar. — Eu acho que quero me entregar a você. — Eu não aguentava mais ficar perto dela sem beijar e não tinha como beijar sem desejar mais, depois da pequena amostra grátis na madrugada. Eu já tinha pensado o suficiente no assunto e se pensasse mais poderia desistir e depois me arrepender. — Preciso ir. — Ela me puxou e deu um selinho demorado, depois corri para o Pub.

...****...

...Mais????...

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Comments

Mary Lima

Mary Lima

🔥 /Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue//Tongue/

2024-08-07

1

Rita H.

Rita H.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Apoixs

2023-07-26

2

Silvia Galdino

Silvia Galdino

MUITO bommmm

2023-01-06

3

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