Teve que explicar para Isac, que não recebeu a notícia completa como ela esperava. Os outros, incluindo Maria, pareceu mais contente. Talvez as horas extras das meninas daquele lugar eram pagas de outras maneiras e Sol sentia agonia só de imaginar.
Por um lado sentia-se aliviada de estar partindo daquele lugar, detestava Jacobi Miles de todas as formas, mesmo que ele pagasse o seu salário, o que não era o bastante.
Isac faltou surtar e querer ir até Miles para tentar fazê-lo reconsiderar o pedido de demissão, mas não havia mais o que fazer quanto tudo isso. Recebeu o seu dinheiro, que a ajudaria muito, depois assinou alguns papéis e ficou de vir assinar o restante noutro dia. Segurou a mão de Caio e beijou a boca de Isac Ferreira novamente, sem que o filho pudesse ver.
As coisas iriam mudar depois daquele dia, mas tudo o que ela tinha na cabeça, era inteiramente a frase complexa de Sr. Alexandre, sobre a conhecer muito mais do que ela sabia sobre ele em dois dias. Conhecia a sua amiga, sobre ela querer mostrar o emprego e o principal: ele ter a ajudado a se livrar de Jacobi.
Por que ele ajudaria uma desconhecida daquela maneira?
Chegou em casa naquele dia com o coração totalmente imobilizado por tudo o que aconteceu. Teve que ligar para a amiga antes de fazer algum lanche para o filho, enquanto a esperava chegar. O que não durou muito, e sem bater, abriu a porta e correu na direção dela.
— Oh, amiga. — Elisa abraçou Sol, ela sentiu os olhos se encherem de água, mas não chorou. — Agora posso bater naquele imbecil imprestável?
"Imprestável", foi assim que aquele homem o chamou também.
— Lisa, o homem foi lá e disse tantas coisas. Ele parecia ter certeza em me querer longe.
— Alexandre tem um senso de humor admirável, ele não é um homem mau para a laia dele.
— "Laia dele"?
— Milionários incubados. A família daquele homem é uma das mais ricas do país, dono de muitas empresas em São Paulo, Goiânia, Tocantins, Santa Catarina. Fora do país também, trabalham com importações de algo.
— Como sabe tudo isso? — Sol ficou surpresa. — Como o conhece?
— Não o conheço, sou amiga do irmão dele. — Ela comentou.
Sol ficou ainda mais surpresa.
— O seu namorado daquele dia? Por que não me disse?
— Você não me perguntou. — Ela deu de ombros. — Eu disse ser coisa séria. Ele disse que gostou muito de mim e que eu sou a mulher certa para ele.
— É sério assim?
— Claro! Já até me contou que quer ter filhos comigo. — Ela berrou assustada. — Você não quer me dar Caio, eu mesma faço um para mim.
— Calma com isso, amiga. Filhos são coisas sérias, não é só assim para ter filhos. Precisa conhecer ele primeiro, a família dele e como sobreviveria sendo mãe.
— É só um bebê.
— É, nem parece a desesperada que cuidou do Caio. Trocava a fralda do menino de hora em hora.
— Eu que pagava, deixa eu em paz. — Berrou. — Vou falar com ele sobre isso. Quando fui à empresa, já havia percebido ser alguém do bem. Foi quando eu fiquei sabendo da vaga de emprego na empresa dele, por isso queria que trabalhasse lá.
— Você queria que eu fosse trabalhar ocasionalmente para ficar mais perto de mim?
— Eu te amo amiga, mas as vezes é difícil lidar com o seu serviço perto daquele homem imbecil. Sabe muito bem o que faria com o traseiro dele se estivesse próximo de algo pontudo...
— Meu Deus! Elisa! — As duas riram.
Depois daquilo, Elisa teve que voltar para o serviço, mas retornou no final da tarde. Fizeram janta e foram dormir, pois, seria a sua folga e Sol teria que ir à empresa de Sr. Alexandre.
Sol levantou da cama, tentando se afastar da amiga que roncava ao lado de Caio, grudados um no outro. Tomou um banho da cabeça aos pés e decidiu pentear as pontas onduladas dos seus cabelos alaranjados. Vestiu um vestido bege, com uma rasteira nude. Não passou maquiagem, apenas pegou a chave do carro de Elisa e saiu do apartamento, dando bom dia para o porteiro.
Ele não disse nada naquela manhã, apenas dirigiu e se distanciou de Liberdade, onde morava.
Pegou o endereço no telefone e seguiu o GPS, desviando dos carros com cuidado. Observava as constituições culturais ao redor, shoppings centers, centro bancários, restaurantes, museus famosos e as dezenas de outros estabelecimentos comerciais extravagantes e ao mesmo tempo reservadas. O que mais achou bonito, foram os prédios gigantes, com lugares que caberia três apartamentos seus. Até o cheiro era diferente.
Assim que saiu daquela avenida, percebeu o prédio mais bonito entre eles, num formato retangular com a cobertura num espaço fechado no formato redondo. Logo abaixo, a sua logotipo com a mesma cor e estrutura do prédio um H.A. na frente.
Sol soltou a respiração, ela foi deixada a mercê das suas próximas atitudes quase impulsivas, mas que não tiraria a sua determinação quanto a elas. Ficou maravilhada assim que entrou do prédio, passando pelo portal giratório e dando visão a um mundo totalmente diferente do que era acostumada a enfrentar diariamente. Se perderia dentro daquele grande espaço facilmente.
No momento crucial, o seu primeiro pensamento foi observar todos os detalhes magníficos daquele espaço, revelando um lugar divinamente perfeito. As poltronas estavam ocupadas por algumas pessoas, elegantemente vestidas esperando ser atendida, mas ela não passaria por aquela experiência.
Caminhou na direção da recepção, não conseguiu evitar e contou os gigantescos passos que deu até encontrar a mulher bonita do outro lado do gigantesco balcão de mármore.
— Bom dia! Como posso ajudá-la? — A mulher perguntou, encarando Sol de baixo para cima.
— Quero falar com Sr. Alexandre. Ele...
— Sinto muito. Precisa ligar e esperar alguns dias, apenas com datas e horários marcados para agendar uma entrevista, caso veio em busca do novo cargo de secretária.
— Sim. Não. Sim... eu... — Sentiu-se aflita. — O meu nome é Solare Campos.
A expressão da mulher mudou de uma hora para outra. Como se levasse um susto.
— Ah! Sra. Campos. — Ela abriu um sorriso, contente. — Seja bem-vinda, sinta-se em casa. Pegarei o cartão de acesso que Sr. Alexandre deixou, só um momento...
Sol parou de ouvir, contente.
— Aqui está. — A mulher entregou um pequeno cartão. — É a última sala, andar 15.
Sol assentiu, caminhando na direção do grande elevador..
— Sra? Sra. Campos? — A recepcionista gritou e Sol virou, desajeitada. — Esse é para os empregados, deve pegar o elevador do Sr. Alexandre.
A moça apontou na direção de outro elevador, um pouco maior que o outro. Ela agradeceu e entrou nele, apertando o número 15° e introduzindo o cartão roxo diante de um sensor que piscava. Logo o elevador começou a subir e ela se observou no espelho, deixando de notar o pequeno nervosismo sobre as suas veias.
Assim que chegou no andar, tudo o que observou foi um grande corredor com algumas mesas postas ao lado esquerdo, com os funcionários trabalhando sem notar que ela estava passando por eles. Depois caminhou na direção da enorme porta no final daquele cômodo, distante e mais reservado.
— Bom dia. Deve ser Solare Campos. — Uma mulher de cabelo cacheado falou e Sol assentiu. — Sr. Alexandre já está a sua espera.
Ela foi até a porta e bateu duas vezes, ouvindo o "entre" abafado do outro lado. Mas com a intensidade que entrava nos seus ouvidos de uma forma totalmente imobilizada.
Assim que entrou, tudo havia ficado confuso novamente. Os seus olhos estavam fixamente nele, de pé e encostado na sua mesa, com as pernas cruzadas e os braços na mesma posição, permitindo que o seu relógio de prata ficasse à mostra. Não estava com o seu terno, pois estava jogado sobre a sua poltrona preta. Vestia apenas a calça social e a camiseta branca, com as mangas dobradas até os cotovelos.
"Incrivelmente sexy", pensou Sol.
— Bom dia, Sr. Alexandre.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Luinne Ribeiro
Descreveu bem, faltando o ar de mal educação do povo kkk pensa num povo chato
2023-02-04
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