Assim que Tássala desceu as escadas em fúria, Leonel foi atrás dela, não acreditando que ela poderia arruinar seu jantar com suas rebeldias. Ele gritava por ela quando os olhares de Manoel, seu advogado e Giane a sua esposa ficaram encarando os dois discutirem pareciam perplexos ao ver a cena.
— Não seja teimosa, vá trocar essa roupa, Tássala.
— Vá trocar de cara que ela está mais enrugado que esse vestido senhor capitão.
Disso com raiva, os convidados apenas arranhou a garganta sem jeito, então Tássala e Leonel perceberam que não estavam sozinhos e tentaram se recompor.
— Hum... Manoel faz tempo que estão aí? Eeh, sejam bem-vindos.
Disse sem jeito indo até o advogado o cumprimentando, em seguida cumprimentou sua esposa.
— Chegamos agora, não se preocupe está tudo bem, briga de casal sempre acontece.
— É verdade, principalmente quando você deixa a toalha molhada na cama benzinho. — Falou a mulher sorridente, em seguida continuou — Leonel, sua esposa é muito bonita e bem jovem também.
Disse sorridente olhando para Tássala, Giane era uma mulher de trinta anos, loira e com curvas bem delineadas, sua diferença de idade com seu marido era notável, ela era bem mais jovem, enquanto ele beirava os quarentas.
— Vamos sentar, vou pedir para servirem um vinho.
Disse capitão apontando para o sofá, os convidados ainda olhavam para Tássala com certa curiosidade.
— Gostaram da roupa? Foi o capitão de comprou pra mim, ele tem um ótimo gosto não acham?
Disse sorrindo fazendo Leonel engasgar com a própria saliva.
— Hum... Por favor, Tássala não coloque a culpa em mim, foi você que implorou para vir vestida com os trajes da minha avó.
Ele deu risadas e apontou para as roupa de Tássala, bem na hora que dona Catarina ia entrando com as taças para o vinho com outra empregada.
— Capitão o vinho, ah e eu sou mais nova que sua avó, então esse vestido não é tão velho assim. Se bem que só sou mais velha que o senhor, apenas anos oito anos!
Falou firme, fazendo os convidados soltar os hehe sem timidez, Tássala os acompanhou, já Capitão ficou sem graça.
— Dona Catarina apenas meros detalhes, não vamos entrar neles agora por favor.
Disse analisando a barba encarando friamente sua sereia, a mulher entregou as taças de vinho e saiu.
— Então como chegaram num acordo de casamento? Pelo visto já estão se dando muito bem?
Disse o advogado tomando um gole do seu vinho encarando Leonel.
— Sabe foi muito simples, eu a amo e ela me odeia, ela precisava ser salva e eu a salvei, agora ela precisa de abrigo e eu estou dando guarita.
Sorriu ao falar, encarando Tássala que fez careta ao cheirar o vinho, pois a bebida tinha um cheiro forte.
— Você é advogado? Eu quero prestar uma queixa.
Disse astuta, fazendo Manoel a encarar curioso.
— Que queixa?
— Eu fui raptada e agora estou presa em cativeiro e prestes a casar contra a minha vontade, isso não daria um prato cheio para seu amigo ser condenado?
Com essa Leonel deu risadas, e tomou a taça de vinho de Tássala.
— Me dê já bebeu de mais, já esta até falando besteiras.
Tomou o vinho de Tássala e bebeu todo encarando-a friamente.
— Enquanto o jantar não é servido, Manoel venha até meu escritório, por favor.
Ele saiu em direção ao escritório e fechou a porta ficando sozinho com seu advogado de confiança, Leonel coçou a cabeça enquanto tentava pensar.
— Você sabe que se ela jogar isso para outras pessoas você está fodido, por que o que ela falou não é bem uma meia mentira, está ciente disso?
— Merda, é claro que estou, mas ela não vai fazer, Tássala não me odeia ao ponto de me denunciar, eu sei que também não posso confiar. Vou mandar os seguranças ficar de olho nela caso ela queira fugir novamente, por favor agilize esse casamento para ontem e vamos casar aqui em casa mesmo, sem convidados só quero que ela assine essa bendita certidão.
— E depôs? Como vai fazer vai pedir o divórcio, sabe que tem um prazo após o casamento para o divórcio ou seus bens vão ser retidos.
— Eu sei... — Bufou com a mão na cabeça — Vou segurá-la aqui por alguns meses, vou tentar faze-la se apaixonar por mim, sabe que eu estou doido por ela.
Manoel deu uma risada batendo na costas de Leonel.
— Amar quem não te ama é a pior cilada, mas se quer entrar nessa vai fundo, só desejo boa sorte que pelo jeito vai precisar.
— Eu preciso que você mande investigar pra mim o paradeiro desse namorado dela o tal Cassiano, quero saber se ele realmente a ama. E quero que você interne o pai da Tássala numa clínica de dependentes.
Enquanto o capitão falava de seus planos para seu advogado, na sala Tássala tentava ver se Giane era de confiança.
— Vocês são muitos amigos do capitão?
— Bom, meu marido era advogado do tio dele, depois da morte do seu Aroldo ele passou a trabalhar para Leonel, então a partir daí começou a amizade.
— Você também casou forçada com seu marido?
Giane riu da pergunta de Tássala, e olhou para os lados antes de falar baixinho.
— Forçada é uma palavra muito forte querida, digamos que casei encantada com o luxo que ele me proporcionou. Você está preocupada com isso? É porque não ama seu futuro marido, não seja boba com o tempo acostuma.
— Eu não quero o dinheiro do capitão, eu só quero minha vida de antes, era horrível mais era minha vida. Eu tinha um namorado e por culpa do Capitão ele deve me odiar agora, talvez os boatos que falavam de mim criou mais força quando o Capitão me trouxe com ele.
Tássala acabou derramando uma lágrima, fazendo Giane a abraçar.
— Não chora, você vai ver que sua vida vai mudar para melhor, Leonel é uma boa pessoa. Ele pode ter errado lhe trazendo dessa forma, mas dá pra ver que ele te ama.
— Não ama nada, só está gostando de ter alguém que ele possa controlar, ele me quer pra receber a tal herança. Me ajuda por favor, eu preciso sair daqui.
Giane suspirou com o coração apertado, o que ela poderia fazer? Nada, não tinha o direito de se meter nas coisas do marido e só seu patrão.
— Olha se você quiser meu celular para fazer uma ligação eu te dou.
Tássala encolheu os ombros desanimada, pois em praia do mar não tinha área telefônica, e Cassiano e muito menos seu pai tinha celular.
— Ele não tem celular.
— Como não tem? Esse povo não é civilizado, hoje em dia até criança tem celular.
Falou perplexa, pois não tinha noção da pobreza em que Tássala morava, praia do mar era um lugar esquecido e sem tecnologia.
— Quem não tem celular?
Perguntou o capitão se aproximando das duas mulheres, ele olhou para Giane com as sobrancelhas erguidas.
— Sua futura esposa, eu estava comentando que iria deixar meu número para ela me ligar e marcarmos de ir às compras e bater papo qualquer dia desses.
— Entendi, você pode ligar para o meu se quiser ou para o telefone fixo da casa. Logo mais vou providenciar um celular para Tássala.
Ela arregalou os olhos surpresa.
— Pra mim?
— Claro, porque o espanto você não está presa em cativeiro e incomunicável. Logo mais vai poder ver seu pai também, eu só estou fazendo isso por você porque ele não merece.
Mal terminou de falar e foi abraçado pela Tássala o fazendo ficar surpreso pelo gesto.
— Muito obrigada.
Sorriu encarando Giane. Leonel olhou para seu advogado e franziu o queixo todo bobo ao passar as mãos na cabeça de Tássala.
— Adorei o abraço minha sereia, agora só não aperta muito esse velho ou ele pode desmontar.
Disse sorrindo fazendo Tássala soltar ele de uma vez, suas bochechas estavam coradas e ela ficou sem saber o que fazer diante daquele sorriso idiota do Capitão se achando.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Rosely Almeida
estou me divertindo, rindo de ir às lágrimas
2024-01-22
5
Katia Lucas Gomes
não sei se rio ou choro ela é demais
2023-12-06
2
Maria Isabel
Vc É top história linda demais 💝 parabéns
2023-11-19
0