Capitão Leonel e sua tropa que iam até à praia ver o andamento das últimas coletas que já estavam prontas para ser levadas para o navio, avistou de longe Tássala sentada em frente uma pequena casa caindo aos pedaços, ele tirou o óculos escuros para ver melhor e percebeu que sua sereia proibida estava de cabeça baixa, encolhida abraçando os joelhos parecia chorar piedosamente.
— Vocês vão na frente e já podem levar nossa encomenda para viagem.
Falou parando no meio do percurso já indo em direção a vila de casinhas, fazendo seu marujo Juca ficar encasquetado.
— Uer capitão você não ia com a gente?
— Daqui a pouco eu apareço lá, agora me dá licença.
Foi sem dar muitas explicações, fazendo seus marujos dar risadas ao saber que tinha mulher na jogada.
— Era só o que faltava o capitão arriado, da última vez fiou me zoando e até falou que eu era emocionado, agora ta todo cheio de preocupação pra tal sereia que já tem até dono.
Falou Cabeçudo balançando a cabeça em negativo, pois aquilo ainda ia dar merda.
Ao chegar perto de Tássala Leonel colocou a mão nos bolsos e chamou sua atenção.
— Porque chora sereia?
Tássala se espantou ao perceber a figura daquele homem imponente ali perto dela, ela encarou as suas botas de couro e foi subindo sua visão, onde os braços fortes terminavam dentro dos bolsos, mais a cima sua barba bem preenchida e os cabelos sendo balançados pelos ventos, ela não conseguiu fita-lo nos olhos, pois os mesmos estava coberto por um óculos preto. Tássala rapidamente enxugou as lágrimas e levantou assustada, pois não esperava ver o capitão ali na sua frente.
— Capitão o que você está fazendo aqui?
— Vim guiado pelo choro da sereia. O que aconteceu dessa vez?
Tássala acabou contanto todo o ocorrido que gerou após aquela confusão com o velho abusado do Nestor, seu pai sumido e agora desempregada e com o namorado atrás das grades. Leonel bem que podia ajudar aliviar a dor dela tirando o namorado da cadeia, mas por outro lado a prisão desse tal Cassiano poderia ser bom para ele, ficar mais perto de Tássala e matar o desejo de beijar aqueles lábios carnudos desde que os viu pela primeira vez através daquele binóculo.
Aquela fissura na sereia estava o deixando maluco e nem raciocinava mais, os dias em praia do mar estava se passando muito rápido e logo mais teria que deixar tudo ali, inclusive ela no qual lhe despertará algo novo que jamais havia sentindo antes.
Com certeza era a rivalidade em que queria entrar, dois homem em busca do coração da sereia, se bem que ele estava em desvantagem já que o coração dela visivelmente já teria dono. Mas um bom marinheiro com certeza enfrenta altas tempestades. — Pensou ele enquanto tomava nos braços o corpo frágil de Tássala e o envolvia em seus braços fortes e protetor.
— Vai ficar tudo bem eu estou aqui com você!
Disse acariciando os cabelos de Tássala que repousava a cabeça no peitoral másculo dele, ela o olhou com ternura por naquela vila ser o único a lhe estender a mão num momento tão delicado.
— Obrigado capitão, o senhor está sendo mais que um amigo.
Ele mordeu os lábios e a olhou cheio de expectativa, que para um velho lobo do mar seria até ridículo deixar suas emoções tão previsíveis assim.
— Mais que um amigo? Tipo um...
Fez suspense e deu uma risada, Tássala logo fez que sim com a cabeça.
— Isso mesmo que você está pensando, capitão você está sendo melhor que um pai pra mim.
Ele murchou aquele sorriso que contia no rosto em frustração, tá legal que ele era um coroa pra uma mocinha como ela, porém ainda estava enxutão e recebia muitas cantadas de mulheres mais novas, e porque justo pra ela tinha que parecer um pai? — Pensou muito irritado.
Andando na direção da vila, vinha dona Viviana que voltava da delegacia e avistou Tássala agarrada ao capitão Leonel, seus olhos quase soltaram ao ver sua nora dando prato cheio para ela.
— Que sem vergonha já está agarrada nos braços dos machos, eu bem que suspeitava que essa sonsa traia meu Cassiano. Mas isso não vai ficar assim, eu vou já tirar fotos e mostrar pro meu filho a sem vergonha que é a namorada dele.
Ela rapidamente tirou o celular da bolsa e deu um zoom tirando algumas fotos, logo mais tirou fotos dos dois entrando na casa de Tássala.
— Alem de trair meu filho ainda leva os machos pra dentro de casa, bela namorada meu filho foi arranjar, mas isso não vai ficar assim. Eu nem precisei fazer esforço para tirar essa sonsa do caminho do meu filho, pois ela mesmo acabou de assinar sua traição.
Falou sozinha dando meia volta e indo novamente em direção ao posto policial, pronta para fazer fofocas e colocar o filho contra Tássala.
Dentro da casa de Tássala, o capitão podia notar o quanto humilde era o lugar, não tinha várias itens básicos de uma casa e as paredes pareciam que iam arriar a qualquer instante.
— Tome esse copo d'água e se acalme eu vou tentar achar seu pai e falar com dona Dorotéia para contrata-la novamente, eu prometo deixar tudo em ordem até minha partida.
Falou com uma pontada no peito, pois não queria ir embora e deixá-la naquela situação, mas por outro lado ele não tinha nenhum poder sobre ela, nem ao menos despertará algo mais que uma amizade.
— Obrigada capitão eu nunca vou esquecer o que o senhor está fazendo por mi. Se não for pedir muito eu queria que o senhor conversasse com o delegado para soltarem o Cassiano, ele é inocente e não merece ficar preso.
Ele engoliu a saliva arqueando as sobrancelhas, pois aquilo era a única coisa que ele não faria por ela, soltar o outro para tomar sua sereia dele. Ele apenas sorriu sem dizer nada e sentou num banquinho encarando Tássala.
— Vamos deixar esse assunto pra depois, você está com fome? Vejo que não tem nenhuma panela no fogão.
Tássala estava verde de fome, mas como poderia comprar a mistura se seu pai havia pegado todo seu dinheiro, ao não ser que capturasse seu alimento.
— Bom, vem comigo você sabe pescar?
Ela falou mostrando a rede para ele que a olhou incrédulo.
— Não, e você sabe?
Por alguns minutos Tássala esqueceu os problemas e deu risadas ao constatar que um capitão de alto escalão não soubesse fazer uma tarefa tão simples como aquela.
— É claro capitão, e me admiro como o senhor não sabe fazer isso se passa mais tempo no mar que na terra.
— Digamos que eu navego aquela embarcação, sei de todas as rotas essa tarefa fica para meus marujos eu só dou as ordens.
Tássala deu risadas.
— Então o senhor é muito mauricinho, em agradecimento o que você está fazendo por mim eu vou lhe ensinar a tarrafear.
Jogou a tarrafa nele e o puxou pelo braço para fora da sua casa o levando em direção a praia. Alguns moradores ao ver Tássala sair de dentro de sua casa com um homem e sair puxando ele para praia cresceu o olho e já imaginado coisas.
Na praia ela pegou o barquinho do seu pai e pediu para o capitão entrar nele, pois iam pescar o almoço. É claro que Leonel estava bobo ao ter aquela aproximação com sua sereia e cada vez mais ficou encantado pela simplicidade dela.
— Olha só pesquei o primeiro.
Disse animada ao pegar um peixe espada, ela entregou a rede ao capitão e o ajudou a posicionar entre as mãos para lançar a tarrafa na água. As mãos de Leonel encontrou as delas e as segurou forte fazendo Tássala se assustar pelas carícias que acabou recebendo.
— Calma, Shiii!
Disse se aproximando e de repente agarrou Tássala pela cintura encostando os lábios nos dela, provando pela primeira vez sua sereia. Naquele momento ele parecia estar no céu, pode até ouvir sinos quando sentiu ser estapeado fortemente pelas mãos de Tássala que o olhava furioso.
— Nunca mais encosta em mim, como eu fui burra, você é assim como os outros só quer se aproveitar de mim, e fingiu me ajudar só pra isso?
Disse furiosa pulando na água, pois não queria ficar ali nem mais um segundo.
— Tássala, não faz isso me desculpa eu não quis te ofender.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Gilvanise Azevedo
Tudo é contra a honra dessa moça 🤮já está me dando preguiça....
2024-10-20
1
Maria Das Neves
que povinho horrorosos
2024-07-06
3
Katia Lucas Gomes
agora ele pareceu um adolescente com os hormônios a flor da pele
2023-12-06
1